O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamar o petista de “ladrão” e “corrupto”. O argentino reforçou, neste domingo, 2, as críticas que já havia feito durante passagem pelo Brasil e questionou as decisões judiciais que anularam as condenações de Lula no âmbito da Operação Lava Jato.
“Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico”, afirmou Milei em entrevista à emissora argentina LN+.
O mandatário argentino rejeitou os questionamentos do governo brasileiro quanto ao discurso dele na convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Milei disse que foi espontâneo e não fez cálculos políticos: “Agressivo é roubar. Chamar um ladrão de ladrão é infinitamente menos grave do que o próprio roubo”.
Milei critica esquerda
As falas do presidente argentino ocorrem em momento de tensão diplomática entre Brasil e Argentina, gerada pela presença de Milei em evento do Partido Liberal, em São Paulo, no qual declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Milei dividiu palanque com Flávio no dia 25 de julho, afirmou que confia no candidato bolsonarista para frear o socialismo e disse esperar que, em outubro, o Brasil “também seja liberal”.
“Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Creio firmemente que não há outro capaz de parar o efeito de Lula sobre o país. E não há outro para fazer frente às organizações criminosas e narcotraficantes, e nisso eu confio plenamente em Flávio Bolsonaro”, disse o argentino.
Prefeitos argentinos repudiam ataques de Milei
A Federação Argentina de Municípios (FAM) pediu desculpas ao povo brasileiro e manifestou solidariedade ao presidente Lula.
Em comunicado divulgado na última segunda-feira, 27, a entidade, que representa os municípios argentinos, classificou as declarações do presidente argentino como “inaceitável falta de respeito” e pontuou que tal discurso envergonha a Argentina e prejudica a relação histórica entre os dois países.
“Mais uma vez, o presidente Milei exporta vergonha. Desta vez, para o Brasil, nação irmã com a qual a Argentina construiu uma relação histórica baseada no respeito, na cooperação e na integração”, diz o texto.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar e acompanhar a prestação de serviço de educação escolar indígena e para povos tradicionais no município de Itamarati, na região da calha do rio Juruá.
As comunidades beneficiadas são situadas nas terras indígenas Deni, Kanamari e Kulina. O procedimento administrativo foi instaurado para acompanhar a prestação das políticas públicas pelo município.
O MPF determinou o envio de expedientes ao Colégio Nacional de Ouvidores Judiciais (Cojud) e o cumprimento de todas as determinações nos autos do procedimento.
Roberto Cidade (Federação União Progressista) confirmou, de forma oficial, nesse domingo, 2, que o vice-governador Serafim Corrêa (PSB) será seu companheiro de chapa na disputa pela reeleição ao Governo do Amazonas.
A escolha reafirma uma parceria construída com trabalho, lealdade, competência e resultados.
“Serafim é o melhor vice-governador do Brasil. É um homem público de reputação ilibada, um técnico altamente preparado, um gestor experiente e alguém que coloca os interesses do Amazonas acima de qualquer projeto pessoal. Tenho orgulho de caminhar novamente ao lado dele”, afirmou Roberto Cidade.
O ex-governador e presidente da Federação União Progressista, Wilson Lima, candidato ao Senado pela coligação, também destacou a importância da escolha de Serafim Corrêa para a composição da chapa.
“Serafim Corrêa é um nome que representa o consenso da nossa coligação. A gente entende que, para esse novo momento do Amazonas, é preciso reunir experiência, capacidade técnica e maturidade política, e o Serafim tem todas essas qualidades. Ele conhece profundamente o nosso Estado, conhece a administração pública e, ao lado do Roberto Cidade, vai contribuir muito para uma chapa equilibrada, preparada e com condições de dar continuidade aos avanços que a gente conquistou nos últimos anos”, afirmou Wilson Lima.
Auditor fiscal da Receita Federal, economista, advogado, ex-vereador, ex-deputado estadual, ex-prefeito de Manaus e atual vice-governador, Serafim Fernandes Corrêa é reconhecido nacionalmente pelo profundo conhecimento de administração pública, de economia e, especialmente, da Zona Franca de Manaus. O político é uma das maiores autoridades brasileiras na defesa do modelo econômico que sustenta milhares de empregos no Estado. Respeitado no Amazonas e em Brasília, reúne experiência, equilíbrio e credibilidade para ajudar a conduzir o Estado em um novo ciclo de desenvolvimento.
Experiência e vitalidade
Para Roberto Cidade, a composição representa a união entre a experiência e a renovação.
“É uma chapa que já mostrou que está preparada para governar, que reúne juventude, energia, conhecimento técnico e a experiência de quem conhece profundamente o Amazonas. O nosso compromisso é continuar cuidando das pessoas, gerar mais empregos, fortalecer a Zona Franca, desenvolver o interior e construir um Estado cada vez mais justo e próspero.”
A chapa, formada pela Federação União Progressista, PSB e Podemos, consolida uma ampla aliança em torno de um projeto de desenvolvimento, estabilidade e compromisso com o futuro do Amazonas.
Convenção
A grande convenção que homologará a candidatura de Roberto Cidade ao Governo do Amazonas será realizada nesta terça-feira, dia 4. O evento também oficializará Serafim Corrêa como candidato a vice-governador, Wilson Lima como candidato ao Senado Federal, além dos candidatos da coligação aos cargos de deputado federal e deputado estadual.
A convenção marcará o início oficial de uma campanha que defenderá um Amazonas com mais emprego, mais cuidado e mais futuro, reunindo lideranças políticas, militantes e apoiadores de todas as regiões do Estado em torno de um projeto que une experiência, competência e capacidade de realização.
Da Redação com informações da assessoria de imprensa
Uma denúncia apresentada por meio da Ouvidoria-Geral do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) apontou uma suposta acumulação de cargos públicos por uma vereadora de Carauari que também possui cargo de professora junto à rede municipal de ensino.
Segundo a manifestação, a vereadora possui vínculo funcional com a Coordenadoria de Educação de Carauari. O MP investiga se esse acúmulo afronta a Constituição Federal, que veda a acumulação remunerada de cargos públicos, salvo exceções específicas e desde que haja compatibilidade de horários.
A denunciada exerce mandato eletivo desde 2016 e atua como professora municipal com carga horária de 20 horas semanais no período vespertino.
Devido ao esgotamento do prazo de fase preliminar, o promotor de justiça Sandro Crispim Gonçalves Nóbrega Magalhães converteu o caso em procedimento preparatório.
Foi determinado que a Coordenadoria de Educação de Carauari e a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) enviem ofícios contendo a carga horária, registros de frequência e natureza do vínculo estadual da investigada nos anos de 2025 e 2026. O procedimento deve ser concluído no prazo inicial de 90 dias.
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) manteve a obrigação de devolução de R$ 768 mil aos candidatos do PL nas eleições de 2024 Alberto Neto e Maria do Carmo. Esse valor deve ser enviado ao Tesouro Nacional.
A justiça identificou que prestadores receberam valores diretamente dos candidatos, quando a legislação determina que o pagamento e credenciamento de fiscais devem ser feitos exclusivamente pelos partidos ou coligações.
O TRE entendeu que a conduta configurou uma doação irregular de serviços de terceiros e apontou que houve ausência de documentos essenciais, como contratos de prestação de serviços e relatórios de atividades.
Apesar de a Corte ter reformado a decisão de desaprovação de contas para aprovação com ressalvas, foi mantida a devolução do valor de R$ 768.700,00 ao Tesouro Nacional devido à falha documental e à aplicação irregular de recursos de natureza pública.
O terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para fechar com o maior déficit nominal em mais de duas décadas. O indicador, que é o saldo entre receitas e despesas incluindo o pagamento de juros da dívida pública, deve chegar a 8,6% do Produto Interno Bruto (PIB), considerando os quatro anos de mandato.
O déficit é maior que o registrado no governo de Jair Bolsonaro, período marcado pela pandemia, e também supera o do segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, segundo os cálculos do economista-chefe da Tullett Prebon Brasil, Fernando Montero.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central (BC), o déficit atingiu 9,99% do PIB nos 12 meses encerrados em junho.
A dívida bruta do setor público também cresceu. Estava em R$ 10,6 trilhões em maio, representando 81,1% do PIB. Em junho, alcançou R$ 10,8 trilhões ou 81,9%, de acordo com os novos dados do BC. No ano, deve fechar em 82,5%, de acordo com as projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI).
— O problema está mais no fluxo (da dívida) do que estoque, está mais no gasto público do que na dívida. O problema é querer encaixar um gasto de 110% num PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza — afirma Montero.
O gasto público, diz o economista, cresceu 12,3% em termos reais (acima da inflação) no primeiro semestre frente ao mesmo período do ano passado.
Segundo Marcus Pestana, diretor-presidente da IFI, o problema é uma dívida pública crescente, que, pelos cálculos da instituição, vai subir de 82,5% do PIB este ano para 100% em 2032 e 115% em 2036:
— É fruto de três variáveis: crescimento modesto do PIB, juros altíssimos e não geração de poupança pública. São 13 anos seguidos em 2026 de déficit primário.
De acordo com Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, um déficit próximo de 10% é alto “inclusive para os padrões históricos do Brasil”. Ele lembra, porém, que houve antecipações de pagamentos de precatórios, “o que acabou levando a uma combinação, no acumulado em 12 meses, de valores pagos no ano passado com os antecipados no primeiro semestre do ano corrente”:
— Entendemos que a conta de juros encerrará 2026 em 8,6% do PIB, com o déficit nominal em 9% do PIB. A conta vai ficar mais salgada ao longo de alguns meses, mas encerrará em 9%, o que, na verdade, não refresca muito. É um nível bastante alto que reflete o peso do risco fiscal hoje precificado pelo mercado, que está batendo nos juros dos títulos para diferentes prazos.
Montero afirma que, se a explicação para os juros altos — a Taxa Selic está em 14,25% ao ano, ficando em dois dígitos desde março de 2022 — está na trajetória do gasto público e não no tamanho da dívida pública, é “um ajuste mais factível e rápido”. Ele lembra do teto de gastos (mudança constitucional que limitou o crescimento das despesas à inflação do ano anterior)
— O fato é que, quando se parou de olhar o gasto, isso fez com que um vetor de muita pressão nos juros sumisse de um dia para outro. Abriu espaço para queda dos juros, que chegou a de 3% ao ano (em 2020, ano da pandemia).
“O problema é querer encaixar um gasto de 110% num PIB de 100%. É querer ter cinco quartos de uma pizza” – Fernando Montero, economista-chefe da Tullett Prebon Brasil
O problema, diz Montero, é que a despesa há quatro anos não para de crescer:
— É difícil desacelerar com um gasto que foi aumentado no nível do Lula 3.
Para Montero, a história recente brasileira já mostrou que todas as receitas de ajuste fiscal, que num primeiro momento pareciam impossíveis de serem colocadas em prática, foram implantadas.
Ele lembra do ajuste fiscal que o então ministro da Fazenda da presidente Dilma, Joaquim Levy, fez em 2015; o teto de gastos no governo Temer; o congelamento de repasses para os estados e municípios do ministro da Economia de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes; e, por fim, o aumento de carga tributária do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad:
— Tudo aquilo que se dizia que não era possível de ser feito aconteceu, até o mais miraculoso, que foi o Haddad aumentar a carga tributária no nível recorde, sem recuperar o superávit primário.
Nos últimos quatro anos, a dívida bruta do setor público aumentou dez pontos percentuais, mesmo com o crescimento do PIB em torno de 3% ao ano. Isso ocorreu porque não houve superávit primário, ou seja, quando as despesas públicas crescem menos que as receitas — nesse caso, sem a inclusão do serviço da dívida — afirma a economista Solange Srour, diretora de Macroeconomia Brasil no UBS GWM:
— O resultado primário não é suficiente para trazer confiança de que essa dívida não vai continuar crescendo, muito pelo contrário, com primários que estamos fazendo, próximo de zero não é suficiente para estabilizar a dívida.
Solange prevê que o endividamento deve continuar crescendo e num ritmo mais rápido do que nos últimos quatro anos.
— O PIB não vai aguentar sustentar crescimentos médios de 2,5% e 3% com esse juro alto — alerta.
Crise à frente
Ela prevê uma crise severa se não houver um ajuste fiscal mais forte, além de reformas que reduzam o gasto obrigatório do governo:
— Hoje ninguém tem ideia de como isso vai ser revertido, de como esse crescimento do gasto obrigatório vai desacelerar e trazer resultados primários mais significativos. E não vejo outra saída sem passar por mudança na regra do mínimo, da vinculação na educação e saúde e desvincular o máximo possível o gasto, porque há outras despesas que são vinculadas, como emendas.
Se a situação atual persistir, as expectativas de inflação começam a subir, levando os juros mais ainda para cima, fazendo a dívida aumentar e o governo a ter dificuldade para rolar a dívida. É uma crise “já contratada”, diz, levando a um quadro mais grave de estagflação, mesmo com a economia atualmente crescendo, com pleno emprego e inflação perto de 5%:
— Já estamos vivendo alguns indícios de uma crise futura com essa dificuldade que o Tesouro está começando a ter de rolar essa dívida.
Salto diz que os riscos são da permanência de juros em níveis elevados, “afetados por essa precificação de uma deterioração fiscal que possa se intensificar”, prejudicando a expansão do PIB e a atratividade ao capital.
— Isso sem mencionar a redução do espaço para financiar as políticas públicas, dado o encarecimento da dívida. Então, é uma trajetória conhecida a ser evitada. Por isso, tenho dito há bastante tempo que a realidade vai se impor, e o ano que vem deverá ser de ajuste.
A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), presidida pelo deputado Adjuto Afonso (União Brasil), publicou na quinta-feira, 30, no Diário Oficial da Casa, a lista dos primeiros 29 convocados do concurso público realizado em 2025. A publicação marca o início do processo de nomeação dos candidatos aprovados para integrar o quadro efetivo do Poder Legislativo estadual.
As próximas convocações deverão ocorrer a partir de fevereiro de 2027, quando entrar em vigor o novo orçamento da Assembleia, sob responsabilidade da próxima Mesa Diretora.
O concurso foi realizado em dezembro de 2025, durante a presidência do deputado Roberto Cidade (União Brasil), encerrando um período de 14 anos sem seleção pública na Aleam. Organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o certame ofereceu 100 vagas para provimento imediato, sendo 60 para cargos de nível superior e 40 para nível médio, além da formação de cadastro de reserva.
De acordo com o presidente da Aleam, deputado Adjuto Afonso (UB), a convocação dos primeiros aprovados representa um momento histórico para Casa Legislativa e reafirma o compromisso com a valorização do serviço público, transparência e fortalecimento institucional.
“Estamos recebendo servidores que ingressam por mérito, por meio de um processo seletivo sério e transparente, e que irão contribuir para tornar o Poder Legislativo ainda mais eficiente e preparado para atender às demandas da população amazonense. Também fazemos questão de garantir o cumprimento da legislação, assegurando a inclusão das pessoas com deficiência e oferecendo um processo de integração que permitirá aos novos servidores conhecerem a estrutura e a missão da Assembleia desde o primeiro dia de trabalho. Desejo sucesso a todos os convocados nesta nova etapa de suas vidas profissionais”, disse o deputado presidente.
O diretor-geral da Aleam, Wander Motta, informou que os primeiros 29 convocados contemplam cargos de níveis superior e médio, incluindo duas pessoas com deficiência (PCDs), conforme previsto no edital.
Após a publicação no Diário Oficial, os convocados deverão apresentar a documentação exigida ao setor de Recursos Humanos da Assembleia.
“Tive uma reunião com a gerência do RH para que a equipe esteja preparada para começar a receber os concursados. Depois, eles (concursados) serão encaminhados para realizar os exames médicos necessários. Assim que todos estiverem com a documentação completa, A Casa marcará a data da posse”, explicou Wander Motta.
Integração dos novos servidores
Antes de assumirem os cargos, os novos servidores participarão de uma semana de integração promovida pela Escola do Legislativo.
Segundo Wander Motta, o objetivo é apresentar a estrutura administrativa da Assembleia, os setores onde irão atuar, os diretores da Casa e o funcionamento do Poder Legislativo.
“Eles vão receber treinamento, conhecer a estrutura da Casa, os diretores e o funcionamento da Aleam. Será uma semana de acolhimento, em que terão acesso às informações sobre a Assembleia Legislativa, conhecerão os setores onde irão atuar e poderão se apresentar às equipes”, destacou.
Convocação respeita cotas para PCDs
O diretor-geral ressaltou que a Aleam está cumprindo integralmente a legislação ao convocar candidatos aprovados nas vagas reservadas para pessoas com deficiência.
“Temos candidatos PCDs aprovados em alguns cargos específicos, e estamos realizando essas convocações conforme previsto. A Assembleia Legislativa está respeitando integralmente a legislação que determina o chamamento das pessoas com deficiência”, afirmou.
Cargos convocados
Nível superior
Foram convocados candidatos aprovados para os cargos de analista de controle, assessor jurídico, assessor jurídico (PCD), procurador, administrador, assistente social, contador, designer gráfico, economista, educador físico, intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), jornalista, médico cardiologista, médico clínico geral, médico endocrinologista, pedagogo e programador.
Nível médio
Também foram convocados aprovados para os cargos de assistente técnico administrativo, assistente técnico administrativo (PCD), produtor de imagem, fotógrafo, técnico de apoio ao usuário de computadores, técnico em produção audiovisual, técnico de manutenção de computadores e técnico de redes.
Com oito mandados de busca e apreensão, sendo sete em Manaus e um no município de Benjamin Constant — medida requerida no âmbito de um procedimento investigatório criminal (PIC) —, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), via Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou a operação Usura 2 – Juros Sobre Juros, na manhã desta sexta-feira, 31. O propósito é apurar a atuação organizada de pessoas suspeitas de realizar empréstimos informais com cobrança de juros abusivos.
A investigação surgiu do relato de uma vítima que afirmou sofrer cobranças acompanhadas de ameaças diretas ou veladas, após ter recorrido a empréstimos fora do sistema financeiro regular e enfrentar dificuldade no pagamento, diante dos juros exigidos.
Após análise do Gaeco, as conversas, comprovantes de transferências bancárias e outros elementos indicaram possível participação de pessoas responsáveis pela concessão dos empréstimos, pela cobrança das dívidas e pelo recebimento dos valores em contas de terceiros.
A apuração reuniu indícios da prática dos crimes de usura pecuniária, conhecida como agiotagem, extorsão e lavagem de capitais, apontando que contas bancárias de pessoas interpostas teriam sido utilizadas para receber pagamentos e ocultar os verdadeiros beneficiários dos valores.
Mandados
As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, computadores, mídias eletrônicas, documentos, anotações, comprovantes de transações financeiras, contratos, promissórias, valores sem origem imediatamente justificada, armas e outros objetos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a identificação de eventuais outras vítimas ou envolvidos.
Segundo o MPAM, as investigações prosseguem sob sigilo e todas as pessoas investigadas têm assegurados os direitos e garantias previstos na Constituição Federal, inclusive a presunção de inocência.
Primeira fase
Deflagrada na segunda, 27, a primeira fase da Usura teve expedidos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de contas bancárias dos investigados. Durante o cumprimento, foram apreendidos dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares.
O pré-candidato ao Senado Wilson Lima destacou, nessa quinta-feira, 30, que a zona norte de Manaus recebeu algumas das maiores transformações promovidas na sua gestão, com a ampliação de serviços essenciais de saúde e assistência social. Durante a Grande Reunião promovida pelo governador Roberto Cidade, no bairro Cidade Nova, Wilson citou a transformação do Hospital Delphina Aziz, a implantação do Caic TEA Gilson Moreira e o funcionamento de sete unidades do Prato Cheio na região.
“A zona norte é a região que mais recebeu investimentos do Governo do Amazonas, porque foi aqui que a gente decidiu colocar alguns dos maiores serviços para atender quem mais precisava. Quando eu assumi, o Delphina tinha 35 leitos e estava abandonado. Hoje, salva vidas com transplantes e procedimentos de alta complexidade. A zona norte nunca mais será esquecida”, afirmou Wilson Lima.
Localizado na zona norte, o Hospital Delphina Aziz passou de 35 para 350 leitos durante a gestão de Wilson Lima e tornou-se uma das principais referências da rede pública estadual. A unidade realiza transplantes de rim e fígado, além de procedimentos de alta complexidade, evitando que pacientes precisem deixar o Amazonas em busca de tratamento em outras regiões do país.
Wilson Lima também ressaltou o atendimento oferecido às famílias atípicas por meio do Caic TEA Gilson Moreira, instalado na zona norte. A unidade integra a rede criada durante sua gestão para garantir acompanhamento especializado às crianças com Transtorno do Espectro Autista e oferecer suporte às mães e aos demais familiares.
“Quero cumprimentar as mães atípicas, porque elas carregam o mundo nas costas. Quando a gente garante atendimento de saúde com qualidade e acompanhamento especializado para os filhos, também está protegendo e cuidando dessas mulheres”, disse o pré-candidato.
Na assistência social, Wilson destacou que a zona norte conta com sete unidades do Prato Cheio, localizadas nos bairros Cidade Nova, Alfredo Nascimento, Jesus Me Deu, Novo Israel, Riacho Doce, Braga Mendes e Rio Piorini. Em todo o Amazonas, o programa passou de sete para 44 unidades e já serviu mais de 20 milhões de refeições desde 2019.
Segurança pública
Durante a reunião, Wilson Lima também ressaltou os investimentos realizados na segurança pública, com a contratação de 3,7 mil novos profissionais e a aquisição de viaturas, armamentos, lanchas blindadas e equipamentos de tecnologia e inteligência. Ele citou ainda a implantação das bases Arpão e o reforço do policiamento nos rios para enfrentar o tráfico de drogas e o crime organizado.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Amazonas reduziu em 32,5% as mortes violentas intencionais em 2025. Wilson também destacou a redução dos roubos ao transporte coletivo, às rotas do Distrito Industrial e de outros indicadores de criminalidade como resultado dos investimentos iniciados durante sua gestão e que têm continuidade no governo Roberto Cidade.
Da Redação com informações da assessoria de imprensa
A mobilização da pré-campanha do governador e pré-candidato à reeleição Roberto Cidade (Federação União Progressista) chegou à zona Norte de Manaus nessa quinta-feira, 30, com uma grande reunião no bairro Cidade Nova. O encontro reuniu 15 mil apoiadores, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos da região para discutir propostas e fortalecer o diálogo com a população.
Durante o evento, Roberto Cidade voltou a defender uma agenda voltada ao crescimento econômico do Amazonas, com foco na ampliação de empregos, na proteção e expansão da Zona Franca de Manaus (ZFM) diante da reforma tributária e na criação de novas alternativas de desenvolvimento para o estado.
Mais oportunidades
Entre os temas, destacaram-se a necessidade de aproveitar as oportunidades abertas pela reforma tributária para fortalecer o polo industrial amazonense e ampliar a geração de empregos. A proposta também inclui o incentivo às novas matrizes econômicas, diversificando as atividades produtivas e reduzindo a dependência de um único setor.
Interior fortalecido
Outro ponto da agenda é a ampliação dos investimentos em infraestrutura, especialmente em ações voltadas ao abastecimento de água no interior, com a perfuração de poços artesianos para atender comunidades que ainda enfrentam dificuldades de acesso à água potável.
Agenda em expansão
A reunião na Cidade Nova dá sequência à série de encontros realizados por Roberto Cidade em diferentes regiões da capital. Nas últimas semanas, o pré-candidato reuniu milhares de pessoas nos bairros Jorge Teixeira, na zona Leste, Betânia, na zona Sul, e Alvorada, na zona Centro-Oeste, ampliando a mobilização e o diálogo com moradores, lideranças locais e apoiadores.
A estratégia tem sido percorrer todas as zonas de Manaus para apresentar propostas, ouvir demandas da população e consolidar uma agenda voltada ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos e à melhoria da qualidade de vida dos amazonenses.
Da Redação com informações da assessoria de imprensa