fevereiro 6, 2026 09:40
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Lula defenderá a ampliação dos direitos trabalhistas e o combate a facções em mensagem ao Congresso Nacional

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Em mensagem ao Congresso Nacional, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve defender a ampliação dos direitos trabalhistas e o combate a facções criminosas. O documento pode ser entregue nesta segunda-feira, 2.

Este envio de mensagem é preparado todo ano, sendo entregue ao Poder Legislativo no retorno do recesso parlamentar e dessa vez, inclui entregas previstas a observação de que 2026 será um período de realizações.

O foco do governo federal é reforçar o compromisso do fim da escala 6×1 e na regulamentação do trabalho por aplicativos. O presidente deve contar com o apoio dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para aprovação da PEC da Segurança e do PL Anti Facção.

O governo listou as iniciativas como prioridades do Poder Executivo no primeiro semestre, já que a segunda metade do ano costuma ser esvaziada devido às eleições. Nesta semana, Lula pretende se reunir com Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) para tratar sobre a pauta legislativa.

 

Com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Congresso reabre sob tensão política e deixa escala 6×1 para depois do Carnaval

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O Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta segunda-feira, 2, sob um ambiente de tensão política, com a pauta imediata dominada por vetos presidenciais, pressões da oposição por CPIs e negociações entre o Planalto e líderes partidários.

Nos bastidores da Câmara dos Deputados, porém, a leitura já é de que, passada essa fase inicial de embates institucionais, o foco do semestre deve migrar para temas de impacto direto sobre a economia e o mercado de trabalho. Nesse cenário, duas propostas despontam como centrais para o período pós-Carnaval: o debate sobre o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

As duas matérias não estão entre as votações prioritárias de fevereiro, mas são tratadas por lideranças como parte de uma segunda etapa da agenda legislativa, voltada a medidas que mexem com custos das empresas, organização da jornada e inclusão de trabalhadores em mecanismos de proteção social.

A avaliação predominante é que se trata de pautas sensíveis, com potencial de resistência no setor produtivo e entre as bancadas, o que exige construção prévia antes de qualquer tentativa de deliberação em plenário.

No caso da escala 6×1, o debate legislativo já está aberto, mas longe de um desenho final. Uma das frentes é a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton, que propõe reduzir a jornada semanal e, na prática, superar o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso.

O tema é discutido em subcomissão na Câmara, onde o relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um parecer que não extingue a escala 6×1. O relatório propõe limitar a jornada a no máximo 40 horas semanais, mantendo a possibilidade de seis dias de trabalho por semana com ajustes graduais na duração diária.

Nesse contexto, integrantes do governo admitem ainda a possibilidade de envio de um projeto próprio para tratar da jornada, com o objetivo de unificar as diferentes iniciativas em tramitação e dar direção política ao debate.

A regulamentação do trabalho por aplicativos enfrenta um desafio diferente, mas igualmente complexo. O objetivo do projeto em discussão na Câmara é criar um marco legal para motoristas e entregadores de plataformas digitais sem enquadrá-los no regime tradicional de emprego com carteira assinada. A proposta parte do reconhecimento de que o modelo de trabalho via aplicativos se consolidou, mas opera hoje em uma zona cinzenta do ponto de vista jurídico.

O texto em debate organiza o tema em torno de três eixos principais: inclusão previdenciária dos trabalhadores, criação de regras mínimas de proteção e definição de responsabilidades das plataformas. O ponto de maior convergência é a necessidade de algum tipo de cobertura social, especialmente em casos de acidente e contribuição para a aposentadoria. O principal entrave, porém, está no desenho econômico dessa proteção.

O relator da proposta, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta primeira semana do ano legislativo para tratar de impasses na tramitação. A votação, contudo, ainda não tem data para ocorrer.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

 

 

TCE-AM dá prazo à Prefeitura de Presidente Figueiredo para explicar suspeita de irregularidades em licitação do transporte escolar

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) concedeu prazo de dois dias úteis para que a Prefeitura de Presidente Figueiredo e a empresa Viação Leão Serviços de Transportes Ltda. se manifestem sobre possíveis irregularidades no Pregão Eletrônico nº 026/2025, que trata da contratação de transporte escolar para a rede municipal de ensino.

A decisão é do conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva, relator do processo, e foi publicada na edição dessa quinta-feira, 29, do Diário Oficial da Corte de Contas. A representação foi apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex), a partir de manifestação da Ouvidoria, e aponta indícios de ilegalidades no certame.

Segundo o relator, a denúncia questiona a possível classificação indevida da empresa Viação Leão como Empresa de Pequeno Porte (EPP), o que teria garantido benefícios previstos na Lei Complementar nº 123/2006 durante a licitação. A empresa venceu os lotes 02, 03 e 04 do pregão.

O processo também envolve um pedido da Prefeitura para revogação da medida cautelar que suspendeu integralmente o certame. A gestão municipal alegou “perigo de dano reverso”, afirmando que a paralisação pode comprometer a continuidade do serviço público, especialmente com o início do ano letivo de 2026.

Apesar disso, o conselheiro entendeu ser necessário compatibilizar a prestação do serviço com a apuração das denúncias. Por isso, determinou que tanto a Prefeitura quanto a empresa apresentem documentos que comprovem o enquadramento da Viação Leão como microempresa ou empresa de pequeno porte, além de esclarecer se foram aplicados os benefícios legais no âmbito do pregão.

Após o prazo, os autos retornarão ao gabinete do relator para nova análise. Veja:

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Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

No Careiro da Várzea, Wilson Lima realiza entregas sociais e fortalece o setor primário

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O governador Wilson Lima cumpriu agenda no município do Careiro da Várzea, nesta sexta-feira, 30, com uma série de benefícios voltados ao fortalecimento do setor social e do setor primário, além da vistoria às obras do Hospital Antônio Maia Barbosa. As ações ampliam o acesso da população do interior às políticas públicas do Governo do Amazonas, garantindo mais inclusão social e geração de renda.

Durante a ação realizada na Escola Estadual Coronel Fiúza, o governador entregou seis cadeiras de rodas por meio do programa Inclusão Sobre Rodas, criado em dezembro de 2024. Ao todo, o Governo do Amazonas já entregou mais de 900 cadeiras de rodas em todo o estado, assegurando mais mobilidade, autonomia e qualidade de vida às pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social.

“A gente não deixa ninguém pra trás. Temos feito entregas importantes para pessoas que moram em regiões como o Careiro da Várzea. O programa de entrega de cadeiras de rodas é um exemplo disso. Zeramos a fila em Manaus e, no interior, onde tiver alguém precisando de uma cadeira de rodas, nós vamos chegar para fazer essa entrega”, afirmou o governador Wilson Lima.

O programa é executado pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e tem como foco atender Pessoas com Deficiência (PcD) que não possuem condições de adquirir o equipamento.

Para a agente comunitária de saúde, Valcineide Trindade, de 47 anos, filha da beneficiada Zila Trindade, de 78, aposentada, a cadeira de rodas vai transformar a rotina da família. “Vai ser muito importante porque ela tem dificuldade para andar e não se locomove como deveria. Antes, ela usava muleta e a gente precisava segurar, guiar e ajudar em tudo. Agora vai melhorar. Vai ser ótimo. E fazendo isso, o governo vai ajudar muitas outras pessoas também”, relatou.

 

A agenda contou com a presença da vice-prefeita Edilamar Corrêa, representando o prefeito Pedro Guedes; do deputado federal Silas Câmara; dos deputados estaduais João Luiz e Alessandra Campelo; vereadores do município; além de autoridades locais, lideranças comunitárias e representantes das secretarias de Estado envolvidas nas ações.

Na área social, o Governo do Amazonas entregou 200 cartões do Auxílio Estadual e do Crédito Rosa, além da execução do Programa Dignidade Menstrual, com a distribuição de 2.400 absorventes higiênicos para estudantes e mulheres em situação de vulnerabilidade social no município.

O setor primário foi fortalecido com a entrega de Cartões do Produtor Primário (CPP) e Cadastros da Agricultura Familiar (CAF), assegurando que agricultores familiares tenham acesso a crédito, assistência técnica e políticas públicas de incentivo à produção rural.

A Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) repassou equipamentos e insumos para a agricultura familiar, como triciclo, motores estacionários, kits de sementes, filtros de purificação de água, pulverizadores e roçadeiras, além de certificado digital para associação do setor primário.

A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) doou mudas de café, sacos de ráfia, caixas de papelão, aeradores e a entrega do Cheque Crédito Feirante, fortalecendo a economia local e incentivando a geração de renda. 

Já a Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepa) emitiu certificados a trabalhadores do beneficiamento de pescado e piloteiros, além de kits artesanais destinados à associação de pesca do município.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Fotos: Diego Peres/Secom

 

PA: PF prende suspeito de participar de homicídio em terra indígena

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A Polícia Federal prendeu uma pessoa suspeita de envolvimento no assassinato de um vaqueiro colaborador do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), em dezembro de 2025. Há suspeitas de que o alvo da PF tenha participado também de episódios de violência na região desde 2024.

Segundo os investigadores, o alvo das medidas é investigado por ataques contra servidores públicos, por invasões à Terra Indígena Apyterewa e por ações violentas contra aldeias e comunidades indígenas.

Apesar de o suspeito ter sido formalmente notificado para desocupar a área, ele teria retornado ao território indígena sem autorização. Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos na quinta-feira (29), no município de São Félix do Xingu (PA).

Assassinato

O colaborador foi assassinado em tocaia durante uma operação de desintrusão na Terra Indígena Apyterewa, localizada na região do Distrito da Taboca, município onde foram cumpridos os mandados nesta sexta-feira (30).

O ataque ao colaborador do Ibama ocorreu durante uma operação de retirada de gado ilegal na área indígena, no sul do estado.

O alvo da operação de hoje é também suspeito de envolvimento em ataque à equipe da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em janeiro de 2026, “quando um veículo oficial foi atingido por múltiplos disparos de arma de fogo”, disse a PF, ao informar que a tensão é crescente na TI.

“No dia 21 de janeiro, um funcionário da Associação Indígena Tato’a, do povo Parakanã, foi vítima de um atentado a tiros dentro do território indígena. O veículo em que estava foi atingido por cerca de 15 disparos, e a vítima conseguiu escapar pela mata até alcançar uma aldeia próxima, onde recebeu ajuda”, detalhou a PF.

TI Apyterewa

A TI Apyterewa é uma das áreas mais conflituosas da Amazônia. Em nota, a PF diz que o local continua sob pressão de invasores, mesmo após a operação de desintrusão iniciada pelo Governo Federal em setembro de 2025.

Há vários anos a região, habitada pelo povo Parakanã, vive uma rotina de conflitos fundiários, desmatamento e violência.

 

Da Redação com informações de Agência Brasil e PF

Foto: Divulgação

INSS: publicitária do PT liga Careca a consultoria fake de R$ 371 milhões

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A publicitária Danielle Miranda Fonteles ligou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, a uma firma de consultoria com movimentação milionária e indícios de ser de fachada.

Mesmo sem site próprio ou páginas nas redes sociais e tendo como dono um auxiliar de serviços gerais de 25 anos, a Spyder Consultoria movimentou R$ 371 milhões nos primeiros seis meses do ano passado. A movimentação é uma das maiores já encontradas pela CPMI do INSS no Congresso, que requisitou a quebra do sigilo da Spyder.

No relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à CPMI do INSS, há um pagamento de R$ 200 mil da Spyder a Danielle Fonteles.
Procurada pela coluna, Fonteles disse, em nota, que não conhecia a Spyder e que o pagamento foi ordenado pelo Careca do INSS. Segundo ela, o pagamento fazia parte da negociação da venda de uma casa no distrito de Trancoso, em Porto Seguro (BA). Leia a íntegra da nota de Danielle abaixo.

A coluna também procurou a advogada Danyelle Galvão, responsável pela defesa técnica do Careca, mas ela disse que ele não irá comentar.

Responsável por várias campanhas eleitorais do PT — inclusive a de Dilma Rousseff em 2010 —, Danielle Fonteles é apontada pela Polícia Federal como sócia do Careca do INSS na Cannabis World, a empresa de maconha medicinal dele, em Portugal.

Mensagens reveladas pela coluna de Tácio Lorran, no Metrópoles, mostram que Danielle coordenava a operação de cannabis do Careca no país ibérico. “Pessoal, criei esse grupo para acompanharmos passo a passo o trabalho de avaliação do Projeto Cannabis em Aveiro (Sync Nature)”, diz uma mensagem dela no WhatsApp, enviada em 17 de outubro de 2024.

Como a CPMI do INSS chegou à Consultoria Spyder

A Spyder começou a ser investigada pela CPMI do INSS por ter recebido recursos de outra empresa, a Dinar S/A Participações, que era usada pelo Careca do INSS.
A Dinar S/A, por sua vez, recebeu milhões de reais da Arpar — pertencente ao Careca — e também da Confederação Brasileira dos Trabalhadores de Pesca e Aquicultura (CBPA), outra entidade investigada na Farra do INSS. A Dinar S/A é apenas uma entre várias empresas usadas pelo Careca.

Nos seis primeiros meses de 2025, a Spyder Consultoria recebeu R$ 185,5 milhões em créditos e pagou R$ 185,8 milhões em débitos. De acordo com os critérios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), essa movimentação seria suficiente para caracterizá-la como uma grande empresa (receita bruta acima de R$ 300 milhões por ano).

Segundo dados da Junta Comercial de São Paulo, a Spyder Consultoria foi registrada em 13 de dezembro de 2024. Duas semanas depois, em janeiro de 2025, a empresa já havia movimentado pouco mais de R$ 16 milhões, segundo dados da Receita Federal do Brasil enviados à CPMI do INSS.

Na Receita, a empresa aparece registrada em um prédio comercial no Tatuapé, na zona leste de São Paulo (SP). O capital social é de apenas R$ 120 mil — ou 0,032% dos R$ 371 milhões movimentados pela Spyder no primeiro semestre do ano passado.

Íntegra da nota da defesa de Danielle Fonteles

Leia abaixo a nota enviada pela defesa de Danielle Fonteles à coluna, na íntegra. O texto é assinado pelos advogados Maria Luiza Diniz e Michelangelo Corsetti.

“O valor de R$ 200 mil transferidos pela empresa Spyder é referente ao pagamento parcial de uma das 13 parcelas previstas para a aquisição de um imóvel em Trancoso, no sul da Bahia. Ao contrário das parcelas anteriores, quando as transferências (todas documentadas e com os respectivos impostos recolhidos) foram feitas de contas de Antônio Antunes, esse valor, bastante inferior ao valor de R$ 1 milhão previsto em contrato, partiu de uma conta da Spyder. Até o depósito bancário, Danielle Fonteles não tinha conhecimento da existência dessa empresa.

Em razão de o pagamento não corresponder ao valor integral da parcela e por Antunes ter perdido a capacidade de honrar o compromisso financeiro, a venda do imóvel foi desfeita por meio da assinatura de um distrato de compra e venda. Documentos que comprovam a negociação da casa foram apresentados à CPMI do INSS e ao Supremo Tribunal Federal (STF).”

 

Da Redação com informações da coluna Andreza Matais, de Metrópoles

Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

Celulares de Vorcaro podem definir se caso Master fica no STF ou volta à 1ª instância

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O fato de o ministro do STF Dias Toffoli ter dito que a investigação do Banco Master pode voltar para a primeira instância não significa, necessariamente, que isso vá acontecer. Antes de tudo, a declaração funciona como um gesto, uma resposta à pressão crescente de outros ministros incomodados com o desgaste que o caso tem provocado no Supremo.

Edson Fachin chegou a fazer uma espécie de “ronda” entre os ministros, conversando individualmente com colegas. O recado é claro: há um movimento interno para retirar do STF um processo que virou foco de críticas e tensão institucional.

O pano de fundo é conhecido. O caso começou na primeira instância, mas acabou sendo levado ao Supremo depois que a defesa apontou menções a autoridades com foro privilegiado. Parlamentares reforçaram o argumento, e Toffoli decidiu assumir o caso, decisão que se somou a outros atos dele que já vinham sendo alvo de questionamentos.

Agora, diante da pressão dos pares, Toffoli parece adotar uma saída intermediária: admite a possibilidade de devolver o caso ao primeiro grau, mas só depois de analisar o que aparece nos celulares apreendidos pela Polícia Federal.

Entre os aparelhos estão os de Daniel Vorcaro, do cunhado dele, que fez doações eleitorais, além de Augusto Lima, ligado à operação de crédito consignado que passa pela Bahia, e Nelson Tanure. O ponto central é verificar se há qualquer menção a deputados, senadores ou outras autoridades com foro privilegiado.

Se não aparecer nada, o processo pode, de fato, retornar à primeira instância. Mas, nos bastidores, a avaliação é de que isso é improvável. As ramificações de Vorcaro são amplas, atravessam o Legislativo, o Judiciário e o meio político, o que aumenta a chance de o STF manter o caso.

E mesmo que a investigação desça agora, ela pode subir de novo. Se, no curso das apurações na primeira instância, surgir alguém com foro, o caso retorna ao Supremo, e abre espaço para pedidos de nulidade sobre atos já praticados.
Resumo: não há caminho sem risco. Permanecer no STF mantém o desgaste para Toffoli. Descer pode gerar idas e vindas, insegurança jurídica e munição para as defesas.

No fim, o conteúdo das mensagens nos celulares pode definir não só o foro, mas o futuro inteiro da investigação.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação 

‘Meu interesse é ficar em São Paulo’, diz Tarcísio após visitar Bolsonaro

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reiterou nesta quinta-feira, 29, o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, e defendeu que a prioridade dele é a reeleição ao governo do estado.

Tarcísio conversou com a imprensa após visitar Jair Bolsonaro (PL), preso na “Papudinha”, em Brasília. O encontro aconteceu em meio a discussões sobre candidaturas de direita nas eleições presidenciais de 2026.

Tarcísio e Bolsonaro são aliados históricos. Esta é a primeira vez que os dois se encontram desde Flávio anunciou que é o nome escolhido pelo ex-presidente para disputar a chefia do Planalto.

“A gente conversa sobre isso desde 2023, que meu interesse é ficar em São Paulo. Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência. Tenho comprometimento ao estado de São Paulo. Sou grato ao estado de São Paulo”, relatou Tarcísio.

Questionado sobre o apoio ao nome de Flávio, o governador reiterou: “Sem dúvidas, como tenho afirmado constantemente. Não tem duvida com relação a isso”.

Tarcísio chegou ao Complexo da Papuda, onde fica o prédio do 19° Batalhão da Polícia Militar do DF chamado de Papudinha, por volta das 11h. Ele estava acompanhado de Vicente Santini, aliado da família Bolsonaro e chefe do escritório do governo de São Paulo em Brasília.

A visita do governador ao ex-presidente foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, o encontro aconteceria na semana passada, mas foi adiado a pedido de Tarcísio, que alegou compromissos em São Paulo na última quinta-feira, 22.

Nome cotado para a disputa presidencial em outubro, Tarcísio de Freitas tem dito que tentará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.

Pelo PL, partido de Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se colocou pré-candidato, com o apoio do pai.

O anúncio, no entanto, desagradou setores da direita, que viam em Tarcísio de Freitas um nome mais competitivo no enfrentamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve tentar a reeleição pelo PT.

Movimentação na direita

Nesta semana, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou a sua desfiliação do União Brasil e migrou para o PSD, partido de Gilberto Kassab. Caiado já manifestou diversas vezes a vontade de ser o candidato da direita em 2026.

Além do goiano, o PSD tem outros nomes com interesse na disputa presidencial: os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Questionado sobre o movimento de Caiado, Tarcísio disse que o assunto entrou em pauta na visita ao ex-presidente.

“O presidente viu com bons olhos, o presidente elogiou o Caiado para mim. O presidente tem o apreço pelo Caiado, a consideração pelo trabalho que fez ao longo da trajetória política. O presidente entende que é uma candidatura que soma a esse projeto, que no final vai estar todo mundo junto contra o PT”, disse.

“Ele viu com muito bons olhos. E o presidente vê com esperança e viu um movimento acertado e ficou satisfeito”, acrescentou.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Sérgio Lima/AFP

 

Próximos presidente e governadores tomarão posse em nova data; entenda

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O próximo presidente do Brasil será empossado no dia 5 de janeiro, enquanto os governadores assumirão seus cargos no dia 6, mudança que ocorrerá pela primeira vez na história do país.

Há mais de três décadas, as cerimônias de posse dos chefes do Poder Executivo vinham sendo realizadas no dia 1º de janeiro, como determina a Constituição de 1988. No entanto, uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional em 2021 alterou o calendário, com validade a partir do próximo período eleitoral.

A mudança teve como objetivo evitar conflitos com as celebrações de Réveillon e facilitar a participação de autoridades. Até então, presidentes e governadores tomavam posse no mesmo dia, o que frequentemente inviabilizava a presença de governadores nas cerimônias realizadas em Brasília.

O primeiro presidente a assumir o cargo em 1º de janeiro foi Fernando Henrique Cardoso, em 1995. Antes disso, Fernando Collor de Mello tomou posse em 15 de março de 1990, seguindo uma tradição da Constituição de 1946, enquanto vigorava um ato sobre regras transitórias da nova Constituição.

Presidentes como Juscelino Kubitschek (1956), Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961, após a renúncia de Jânio), assim como os mandatários durante o regime militar, assumiram seus cargos no mês de março.

Com a Emenda Constitucional de 1994 e ajustes posteriores, o dia 1º de janeiro foi consolidado como data oficial das posses presidenciais a partir de 1995. Desde então, até hoje, todas as cerimônias ocorreram nessa data, totalizando oito posses, incluindo reeleições de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Desde a Proclamação da República, em 1889, o Brasil já teve 39 pessoas no cargo de presidente da República. No entanto, ao considerar os diferentes mandatos presidenciais — incluindo reeleições — esse número sobe para 43 presidências. Lula, por exemplo, foi eleito para três mandatos, enquanto Getúlio Vargas governou o país em dois períodos distintos.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Toffoli só analisará 1ª instância para Caso Master após investigações

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu nota com principais esclarecimentos sobre o andamento do Caso Master na Corte, sob sua relatoria. Em um dos 11 pontos expostos pelo ministro, ele informa que um eventual declínio de competência para a 1ª instância só ocorrerá após o término das investigações.

“Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal”, afirmou Toffoli na nota.

É a primeira vez que o ministro se defende no caso Master. Na nota, Toffoli ainda justificou os motivos que o levaram a impor sigilo aos processos relacionados ao caso Master.

Toffoli informou que foi sorteado relator do processo em 28 de novembro e que, no dia 3 de dezembro, após analisar os autos, decidiu decretar o sigilo. Segundo o ministro, a medida já havia sido adotada na instância anterior.

“Após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao STF, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações”, diz a nota do gabinete do ministro.
Toffoli acrescentou que todas as medidas adotadas no âmbito do caso decorreram de diligências urgentes, com o objetivo de proteger o Sistema Financeiro Nacional e assegurar o êxito das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).

Veja a nota na íntegra:

Gabinete esclarece principais andamentos do caso Master no STF

1. O Ministro Dias Toffoli foi escolhido, por sorteio, para ser o relator da operação Compliance Zero no Supremo Tribunal Federal em 28 de novembro de 2025;
2. No dia 3 de dezembro de 2025, após o exame preliminar dos autos, houve a determinação, em caráter liminar, para que o processo fosse remetido ao Supremo Tribunal Federal, mantidas e validadas todas as medidas cautelares já deferidas, bem como o sigilo que já havia sido decretado pelo juízo de primeiro grau, a fim de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as investigações;

3. Da análise preliminar dos documentos, o ministro relator verificou, em 15 de dezembro de 2025, a absoluta necessidade da realização de diligências urgentes, não só para o sucesso das investigações, mas também como medida de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e às pessoas que dele se utilizam, determinando, no prazo inicial de trinta dias, a oitiva dos principais investigados para esclarecer, em detalhes e com apresentação dos respectivos documentos, as denúncias em apuração;

4. Na mesma oportunidade, houve a determinação de oitiva dos dirigentes do Banco Central do Brasil sobre questões de sua atribuição envolvendo as atividades do Banco Master e de possíveis desdobramentos envolvendo outras instituições financeiras;
5. As oitivas dos presidentes dos bancos envolvidos no caso e do diretor do Banco Central responsável pela fiscalização das instituições ocorreram no dia 30 de dezembro de 2025, inclusive com a acareação, que se mostrou necessária, entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa;

6. Após o exame do material contido nos autos e com parecer favorável do Procurador-Geral da República, foi julgada parcialmente procedente a reclamação, para reconhecer a competência da Suprema Corte a fim de supervisionar as investigações que envolvem a operação Compliance Zero, decisão contra a qual não foi apresentado recurso;

7. No curso do processo, todos os pedidos de reconhecimento de nulidades formulados pelas defesas dos investigados, inclusive por violação de prerrogativa de foro, foram rejeitados, assim como foi indeferido um pedido de composição amigável entre as partes apresentado pela defesa de Daniel Vorcaro;

8. Aberto o inquérito policial correspondente, que corre em sigilo em razão de diligências ainda em andamento, foram ouvidos alguns investigados pela autoridade policial entre os dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A autoridade policial pediu a prorrogação do prazo para a conclusão das investigações por mais sessenta dias, o que foi deferido;

9. Paralelamente à operação Compliance Zero, outras operações foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, dentre as quais, uma realizada na cidade do Rio de Janeiro, que foi prontamente devolvida à primeira instância, e outra efetivada em São Paulo por determinação da Suprema Corte, trazida ao Supremo Tribunal Federal por iniciativa direta da Procuradoria-Geral da República;

10. Em todos os âmbitos, as investigações continuam a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos, mantidos os sigilos necessários em razão das diligências ainda em andamento;

11. Encerradas as investigações, será possível examinar os casos para eventual remessa às instâncias ordinárias, sem a possibilidade de que se apontem nulidades em razão da não observância do foro por prerrogativa de função ou de violação da ampla defesa e do devido processo legal.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

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