fevereiro 9, 2026 08:30
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MPAM cobra concurso público para agentes de saúde e investiga irregularidades em Manacapuru

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para apurar possíveis irregularidades na contratação temporária de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) no município de Manacapuru. Além da investigação, o MPAM também expediu recomendação a prefeitura para que realize concurso ou processo seletivo em até 180 dias.

A portaria, assinada pelo promotor de Justiça, Vinícius Ribeiro de Souza, considera uma série de dispositivos legais que regem a contratação dos profissionais, entre eles a Lei Federal nº 11.350/2006, que determina que ACS e ACE devem ser selecionados exclusivamente por meio de processo seletivo público de provas ou de provas e títulos. A legislação também proíbe a contratação temporária ou terceirizada desses agentes, exceto em situações de combate a surtos epidêmicos.

O inquérito leva em conta ainda decisão do Tribunal de Contas do Estado (Acórdão nº 899/2024 – TCE/AM), que determinou ao município o cumprimento das normas legais para contratação de servidores. Também aponta que não há, na Ação Civil Pública nº 0611424-64.2024.8.04.5400, pedido de suspensão do Edital nº 01/2024, que prevê a contratação temporária de 308 agentes, o que afasta a justificativa de emergência para manutenção dos serviços essenciais.

Recomendação à Prefeitura

Como diligência inicial, o MPAM recomendou à prefeita de Manacapuru, Valciléia Maciel (MDB), que promova concurso ou processo seletivo público para suprir as vagas dos agentes contratados irregularmente. O processo deve ser iniciado e concluído no prazo máximo de 180 dias.

DiarioOficialMPAM-2025-11-17-26-33

Da Redação
Foto: Divulgação

 

Prefeito de Atalaia do Norte é multado por irregularidades em contratações

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O prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva, foi multado pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) por irregularidades na contratação de escritórios prestadores de serviços jurídicos para recuperação de receita.

Conforme consta na representação, apresentada por meio da Secretaria de Controle Externo (Secex), foram considerados ausentes os requisitos legais para contratação mediante inexigibilidade de licitação, sendo considerada inadequada a contratação.

O pedido foi julgado parcialmente procedente, sendo aplicada uma multa ao gestor municipal Denis Linde Rojas de Paiva, no valor de R$ 13.654,39. Foi fixado o prazo de 30 dias para que seja recolhido o valor da multa.

A Corte também determinou à Prefeitura de Atalaia do Norte que realize a rescisão do contrato firmado com o escritório jurídico e solicitou a promoção de licitação para a adesão.

Confira a decisão do TCE-AM:

TCE-Atalaia do Norte (2)

 

Da Redação

Trama golpista: Moraes vota para condenar 9 réus do núcleo responsável por plano de assassinar autoridades

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira, 19, para condenar mais nove réus pela tentativa de golpe promovida pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o grupo planejou as “ações mais severas e violentas” da organização criminosa.

Entre elas estão o plano para assassinar autoridades, e ainda medidas para pressionar o comando do Exército a aderir ao golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder mesmo após a derrota nas urnas.

A maioria dos réus fazia parte dos “kids pretos”, militares que são treinados para ações especializadas.

Para seis militares e um agente da Polícia Federal (PF), Moraes defendeu a punição pelos cinco crimes apontados pela PGR:

  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • golpe de Estado,
  • organização criminosa armada,
  • dano qualificado
  • deterioração de patrimônio tombado.   

São eles:

  • Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel do Exército;
  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército;
  • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel do Exército;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército; e
  • Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal.

Em relação ao tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Jr. e o coronel Márcio Nunes de Resende Jr. Moraes propôs que seja condenado por incitação ao crime e associação criminosa.

Já sobre o general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira o relator votou pela absolvição pela falta de provas. É a primeira vez que Moraes vota pela absolvição de um réu na trama golpista.

Além de Moraes, que é o relator, votam na Primeira Turma: Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que é o presidente do colegiado.

A maioria para absolver ou condenar é formada por três votos. Se for confirmada a condenação, os ministros passam a definir o tamanho das penas.

O voto de Moraes

O relator ressaltou no início do voto que o STF já reconheceu a existência dos crimes no julgamento dos outros núcleos e das ações contra os envolvidos no 8 de janeiro, e que caberia à Turma discutir a autoria dos delitos cometidos.

A exemplo dos julgamentos dos núcleos 1 e 4, Moraes exibiu em um telão mensagens trocadas pelos réus que mostram a intenção de deslegitimar o sistema eleitoral e tentar promover um golpe de Estado.

“Está claro pelas provas dos autos que a intenção do réu era atuar com base em notícias falsas, desinformação sobre fraudes nas urnas eletrônicas de modo a corroborar a narrativa criminosa da organização criminosa”, afirmou Moraes sobre o tenente-coronel do Exército Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, um dos acusados.

Moraes afirmou que a organização queria criar um caos social para justificar uma operação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e depois a assinatura de uma minuta golpista que previa a instauração de um estado de exceção.

O relator destacou que o núcleo 3 estava alinhado ao núcleo central e que o principal interlocutor era o ex-ajudante de ordens da Presidência Mauro Cid, delator do esquema.

O alinhamento do núcleo comandado por Bolsonaro se deu em diversos atos voltados à tentativa golpista, inclusive no monitoramento de autoridades públicas.

Moraes apresentou dados da localização dos telefones dos réus que comprovam que eles estiveram próximos à sua residência em Brasília e da sede do STF.

“Existem fartas provas de que os réus Hélio Ferreira Lima e Rafael Martins de Oliveira, participaram do ato executivo de monitoramento de autoridades consumado os delitos imputados pela denúncia”.

Outro ato executório abordado por Moraes no voto foi a pressão de parte dos réus sobre os comandantes das Forças com o objeto de influenciá-los a aderir ao golpe.

“Não há, então, nenhuma dúvida, a instrução processual demonstrou que o núcleo crucial cooptou esses militares próximos ao colaborador Mauro Cid e forças especiais com o objetivo de apoio, execução ao intento golpista e ruptura constitucional. Não há nenhuma dúvida, as provas são fartas”, afirmou.

Punhal Verde e Amarelo

Moraes reforçou, a exemplo de outros julgamentos da trama golpista, que o plano para assassinar autoridades só não foi consumado por circunstâncias alheias à vontade dos “kids pretos”.

“O plano previa a farta munição perfurante de fuzil 762, 556, bombas, e fala nos possíveis alvos. A PF analisou as provas e está comprovado que houve esse planejamento e o ato executório. Só não se consumou por circunstâncias alheias à vontade. Não conseguiram a adesão do Comandante do Exército”.

Em relação a Lula, o plano de morte previa envenenamento ou um medicamento que previa um colapso orgânico em razão do seu estado de saúde e sua ida frequente a hospitais.

Denúncia

Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, eles pressionaram autoridades das Forças Armadas a favor do golpe e planejaram o monitoramento, a prisão e o assassinato do presidente Lula, do vice, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes.

A PGR, diz que o plano punhal Verde Amarelo foi impresso no Palácio do Planalto e Bolsonaro deu aval.

“As investigações escancaram a disposição homicida e brutal da organização criminosa, que para isso se articulou e se lançou a providências executórias devidamente armadas. Os denunciados aderiram aos propósitos ilícitos da organização criminosa e contribuíram para os eventos penalmente relevantes em apreço”, pontuou. 

“Em uma organização criminosa, os seus integrantes respondem pelos ilícitos por ela cometidos, uma vez comprovada a prática, por cada um, de ações concretas e dolosamente dirigidas aos fins buscados pelo grupo”, prosseguiu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

 

Maduro e Trump sinalizam possibilidade de encontro ‘cara a cara’

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Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Nicolás Maduro, da Venezuela, sinalizaram que podem se encontrar para discutir o aumento da tensão entre os dois países

Nessa segunda-feira, 17, o ditador venezuelano fez um pronunciamento na TV estatal e sinalizou a possibilidade de uma reunião “cara a cara”.

“Este país está em paz, este país vai continuar em paz e, nos Estados Unidos, quem quiser falar com a Venezuela vai conversar, face to face, cara a cara, sem nenhum problema”, disse Maduro.

O venezuelano reforçou a necessidade de resolver o impasse entre os dois países por meio da diplomacia. “Reafirmamos que somente por meio da diplomacia os países e governos livres devem se entender, e somente por meio do diálogo devem buscar pontos em comum em questões de interesse mútuo”, afirmou.

Nessa segunda-feira, o ditador venezuelano fez um pronunciamento na TV estatal e sinalizou a possibilidade de uma reunião “cara a cara”.

“Este país está em paz, este país vai continuar em paz e, nos Estados Unidos, quem quiser falar com a Venezuela vai conversar, face to face, cara a cara, sem nenhum problema”, disse Maduro

O venezuelano reforçou a necessidade de resolver o impasse entre os dois países por meio da diplomacia. “Reafirmamos que somente por meio da diplomacia os países e governos livres devem se entender, e somente por meio do diálogo devem buscar pontos em comum em questões de interesse mútuo”, afirmou.

Um dia antes, no domingo, 16, Donald Trump afirmou que Maduro “gostaria de conversar” com a Casa Branca e disse não descartar um encontro.

“Poderíamos ter algumas discussões com Maduro e ver o que acontece. Eles gostariam de conversar. O que isso significa? Você me diz, eu não sei… Eu conversaria com qualquer um”, disse o republicano em conversa com jornalistas no Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida.

Vale lembrar que em agosto deste ano, os Estados Unidos aumentaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que possam levar à captura de Maduro. A Casa Branca diz que Maduro é o chefe do cartel de Los Soles, classificada pelos EUA como uma “organização terrorista internacional”.

Atividade militar no Caribe

As sinalizações ocorrem no momento em que os EUA reforçam a presença militar no Caribe. A operação, batizada de Southern Spear (Lança do Sul), foi anunciada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, e mobiliza o Comando Sul e uma força-tarefa voltada para atacar grupos que Washington classifica como envolvidos no tráfico internacional.

No domingo, os EUA realizaram o 21º ataque contra embarcações no leste do Oceano Pacífico e no Caribe. Três homens morreram. Trump afirmou que a decisão de designar o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira dá base para atingir “bens e infraestrutura” ligados a Maduro dentro da Venezuela.

“Isso nos permite fazer isso, mas não dissemos que vamos fazer”, declarou.

O governo venezuelano critica a mobilização norte-americana e acusa Washington de “fabricar uma guerra” para justificar uma invasão. O alerta aumentou após Trinidad e Tobago anunciar exercícios militares conjuntos com tropas dos EUA a partir do último domingo.

Trump, por sua vez, voltou a acusar Maduro de comandar redes de narcotráfico — o que o líder chavista nega. Questionado sobre um possível ataque terrestre, o republicano evitou dar sinais claros. “Não vou dizer o que vou fazer com a Venezuela”, afirmou recentemente à CBS.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

PF mira grupo que lavou R$ 45 milhões e operava no Amazonas

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 18, a operação Remittere para investigar a atuação de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro no Amazonas e em outras regiões do país. Segundo a PF, o grupo movimentou cerca de R$ 45 milhões por meio de contas geridas por um operador responsável por ocultar valores ilícitos.

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Manicoré, Humaitá, Cruz (CE) e São José do Rio Preto (SP), com a participação de 30 policiais federais. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal de São Paulo.

As investigações apontam que a quadrilha utilizava contas de empresas registradas em nome de terceiros para esconder recursos provenientes de tráfico de drogas, contrabando, descaminho e extração ilegal de ouro. Os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Da Redação, com informações da Polícia Federal
Foto: Divulgação/PF

 

Contra desfecho esvaziado, COP30 adota modo turbo e ‘fatia’ discussões para tentar driblar impasses

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Numa guinada que gerou surpresa, a presidência brasileira da COP30 decidiu separar as discussões da conferência em dois blocos com o objetivo de driblar impasses gerados pelos principais pontos de divergência, que atravancam os debates desde antes mesmo do início formal do evento. Também foi anunciado na segunda-feira que as negociações entraram em modo “força-tarefa”, o que significa que não têm hora para terminar e podem, inclusive, invadir a madrugada diariamente. A previsão é que os encontros terminem na sexta-feira, e os movimentos da organização — recebidos positivamente por observadores que acompanham o processo climático — são vistos como uma tentativa de evitar um desfecho esvaziado, sem conclusões significativas a serem apresentadas.

No primeiro pacote de temas, estarão os itens que continuam fora da agenda oficial e o que estiver relacionado a eles; já o segundo abarcará tudo aquilo que não constar no primeiro — a composição exata de cada um, porém, ainda não foi definida, o que também dependerá das negociações. O objetivo é entregar resultados sobre esse primeiro bloco até amanhã à noite, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Belém (leia mais abaixo), enquanto o conteúdo do segundo pacote ficaria para a reta final das tratativas.

Essa foi a maneira que a diplomacia brasileira encontrou para tentar contornar os entraves que dominam a COP30 nos temas de financiamento, ambição climática, relatórios de transparência e medidas unilaterais de comércio. Já se sabe que eles e eventuais questões correlatas estarão no pacote Belém A.

Na véspera do início da conferência, na semana passada, foi preciso retirar esses assuntos — apelidados nos corredores de Belém de “quatro itens do apocalipse” — da agenda formal do evento justamente pela falta de convergência. Pelas regras da ONU, as decisões multilaterais precisam ser consensuais.

— Sabemos que é desafiador — admitiu na segunda-feira o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago. — Vamos buscar fechar um pacote até metade da semana, e um segundo pacote até sexta-feira. Tivemos o apoio dos negociadores para avançar nesse sentido.

‘Esforço coletivo’

Tradicionalmente, a segunda semana das COPs é marcada pelas discussões políticas, com as tratativas ganhando contornos mais práticos e envolvendo representantes de países no segmento de mais alto nível, com presença de vários ministros. Com a expectativa de que os debates avancem noite adentro, os quiosques de comida da Blue Zone ficarão abertos para atender aos negociadores.

— Este é o primeiro multirão da história das COPs, um esforço coletivo para conseguir algo que você não consegue sozinho. Estamos em modo força-tarefa — descreveu a embaixadora Liliam Chagas, negociadora-chefe do Brasil.

A presidência brasileira diz contar com o apoio de todas as delegações na estratégia adotada para agilizar o processo. As próximas 48 horas, porém, são consideradas cruciais para saber se a tática escolhida dará resultado.

Os negociadores já têm em mãos um texto distribuído na noite de domingo com uma lista de tópicos que são o esqueleto de um possível texto decisório da conferência. Segundo analistas que acompanham as conversas, a ideia do Brasil é “fazer do limão uma limonada”, aproveitando as consultas sobre os pontos controversos para já começar a montar um documento baseado nas observações mais consensuais.

A mensagem de cinco páginas começa com um preâmbulo de tom otimista. “A presidência identificou um alto grau de convergência e alinhamento, tanto nas contribuições escritas quanto nas orais”, escreveu Corrêa do Lago, e “considera que este resumo pode servir como uma prévia inicial, de onde um pacote geral de resultados das consultas poderá surgir das partes”. O documento é dividido em seções que buscam agregar diferentes assuntos: uma conclusão sobre os dez anos do Acordo de Paris e a transferência da fase de negociação para a de implementação do acordo, por exemplo.

No final do texto, três dos quatro itens originais em desacordo aparecem dentro de leques de “opções”, sinal de que não houve progresso na negociação de cada um. As opções são subtópicos de medidas que podem, ou não, ser adotadas. Entre elas está a implantação do artigo 9.1 de Paris, que cita a necessidade de países ricos apoiarem financeiramente os pobres no combate à crise climática.

Outro subtópico trata das medidas unilaterais de comércio, com nações pobres reclamando de impostos onerando produtos com alta pegada de carbono, e um terceiro fala em antecipar a revisão das contribuições nacionalmente determinadas (NDCs), as promessas oficiais de corte de emissões de gases-estufa. O único ponto de discórdia que parece ter sido sanado é o relacionado aos relatórios bianuais de transparência (BTRs), uma ferramenta que o Acordo de Paris prevê para monitorar o avanço dos países no cumprimento do que ficou alinhado.

A transição dos tópicos listados por Corrêa do Lago para um texto coeso, porém, pode sofrer muitas transformações ao longo dessa segunda semana de COP30. A conferência deste ano é, nesse sentido, mais dinâmica do que de costume, porque não possui um tema central a ser resolvido.

A revisão antecipada de NDCs e da meta de financiamento, eixos centrais da negociação climática global, é insuficiente para combater a crise do clima, e não está nem sequer na agenda oficial de negociações da COP30, o que frustra muitos ambientalistas. Ainda assim, as tentativas da presidência da conferência divulgadas na segunda-feira foram majoritariamente bem recebidas por observadores.

— A primeira semana da COP30 revelou uma Agenda de Ação muito mais estruturada e integrada dentro das negociações formais. A presidência brasileira conseguiu abrir espaços mais amplos para o diálogo, apresentando propostas concretas e caminhos para enfrentar as questões mais críticas. Mas o tempo está se esgotando — avaliou Mauricio Voivodic, diretor-executivo da WWF-Brasil.

Uma das dúvidas principais da negociação é onde entraria o chamado “mapa do caminho” para que os países comecem a fazer uma “transição para longe dos combustíveis fósseis”. Essa proposta, que tem apoio maciço da comunidade científica, ganhou suporte de mais de 60 países, mas também não consta, por ora, na agenda oficial da COP30.

 

Da Redação com informações de O Globo 

Foto: Divulgação

 

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela Polícia Federal

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A Polícia Federal prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na noite desta segunda-feira, 17, por volta das 22h no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, quando viajaria para Dubai para fechar negócios. A prisão integra a operação deflagrada na manhã desta terça-feira, 18. 

A Operação Compliance Zero combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. Estão sendo investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.

A PF cumpre cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. A CNN Brasil apurou que a Polícia Federal monitorou Vorcaro e antecipou a prisão para evitar uma fuga. 

Entre os presos também está Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, que foi afastado pela Justiça nesta terça. 

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

A CNN Brasil tenta contato com o Banco Master e com a defesa de Vorcaro para um posicionamento. O espaço está aberto.

Banco Central decreta liquidação do Master

Também na manhã desta terça, o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master menos de um dia após o Grupo Fictor ter indicado o interesse em comprar a instituição financeira.

Segundo fontes próximas do tema, a liquidação acaba com a possibilidade de o acordo de venda avançar.

Pelo termo, também fica sob liquidação judicial a corretora de câmbio do banco. A liquidação foi assinada pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.

O Banco Master voltou ao radar do mercado em setembro, quando o BC negou a autorização para o banco de Brasília adquirir a companhia. Especialistas consideravam o modelo de negócios do master problemático, já que o banco emitia papéis garantidos pelo FGC e pagava taxas muito acima do mercado.

 

Da Redação com informações da CNN Brasil 

Foto: Divulgação

TCE-AM suspende dois pregões em Presidente Figueiredo por irregularidades 

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), por meio de decisão monocrática, suspendeu dois pregões em Presidente Figueiredo por irregularidades em contratos de prestação de serviços.

A representação foi apresentada pela empresa Construnorte Construção Civil e Terraplanagem Ltda., nos pregões eletrônicos SRP nº 026/2025 e SRP nº 024/2025, para contratação de transporte escolar e locação de veículos.

Conforme consta na documentação, houve exigências editalícias na fase de habilitação, o que é considerado ilegal. O relator do caso, conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva, deferiu a suspensão imediata nos dois certames, na tentativa de proteger o interesse público e evitar danos ao erário.

Foi apontado que as exigências pré-contratuais desproporcionais restringem a competitividade nos certames, impondo ao participante custos operacionais injustificados e antecipados. É necessário atentar que também houve exigência desproporcional nas licitações que utilizam o Sistema de Registro de Preços (SRP), visto que essa modalidade não pode impor ao licitante custos antecipados.

Tanto a prefeitura de Presidente Figueiredo quanto o presidente da Comissão de Contratação municipal terão o prazo de 15 dias para prestar esclarecimentos sobre as irregularidades apresentadas.

Confira a decisão monocrática do TCE-AM:

TCE- 2 Presidente Figueiredo (1)

 

 

Ludmila Dias, para Portal O Poder

Bosco Saraiva e senadores visitam fábrica que criará 1,2 mil empregos no PIM

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Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Omar Aziz (PSD-AM) e Marcos Rogério (PL-RO), o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-RO) e o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, estiveram nesta segunda-feira, 17, na nova fábrica da Amazônia Pneus, do grupo Ciclo Cairu, que está sendo construída no quilômetro 23 da AM-010, dentro do Polo Industrial de Manaus (PIM). 

Em sua segunda fase, a fábrica produzirá 1.200 novos empregos diretos e fabricará, por mês, em torno de 1 milhão de pneus para bicicletas e motocicletas. São mais de R$ 500 milhões em investimentos privados.

“O empreendimento, que passará a ser chamado de Etor Pneus, é um dos primeiros grandes resultados da Reforma Tributária, que fortaleceu a competitividade do PIM”, destacou Saraiva durante a visita.

Relator do segundo projeto de regulamentação da Reforma Tributária, o senador Eduardo Braga ressaltou que ela deu segurança jurídica para que o empreendimento da Amazônia Pneus aconteça. “Novas empresas estão vindo, empregos estão sendo mantidos e criados. É assim que fazemos o Amazonas forte de novo”, escreveu em suas redes sociais. De acordo com o político, 100 empresas estão fazendo o mesmo movimento. 

“A Zona Franca dando certo é a reforma tributária que nós aprovamos, trazendo investimento e gerando mais emprego. Estamos aqui numa nova indústria se instalando em Manaus, que vai produzir pneus de moto e bicicleta. Graças ao trabalho do senador Eduardo Braga como relator da reforma tributária e à nossa contribuição, isso deu credibilidade para trazer novos investimentos”, afirmou Omar Aziz, também durante a visita.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder 

Foto: Reprodução/Redes Sociais 

Ex-prefeito que já foi preso é investigado por desvio de contribuições previdenciárias de servidores

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O Ministério Público Federal (MPF) converteu um procedimento preparatório em Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades no repasse de contribuições previdenciárias descontadas dos servidores públicos da Prefeitura de Urucurituba, no Amazonas, durante o período de 2020 a 2022. As suspeitas envolvem valores que teriam sido retidos dos trabalhadores, mas não repassados ao regime previdenciário competente.

A decisão, assinada pelo Procurador da República, Gustavo Galvão Bueno, tem como base  atribuições legais do MPF como a defesa de interesses difusos e coletivos, incluindo patrimônio público.

Investigação teve início após comunicação da Polícia Civil

Um ofício foi enviado à Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Amazonas. O documento noticiou fatos relacionados ao procedimento inicial, que agora motivaram a abertura formal do Inquérito Civil.

A investigação vai apurar as irregulares no repasse das contribuição previdenciárias descontadas dos servidores, atribuídas ao ex-prefeito do município José Claudenor de Castro Pontes (PT), mais conhecido como “Sabugo”. Claudenor chegou a ser preso em operação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e analisado no TCE-AM por suspeita de desviar recursos previdenciários em 2018 e 2019.

Com a conversão do procedimento em Inquérito Civil, o MPF determinou o encaminhamento do caso à Coordenadoria Jurídica (COJUD) para registro e publicação oficial. Em seguida, deverão ser cumpridas as determinações previstas no despacho PR-AM-00086288/2025, que incluem requisições de documentos e outras medidas investigativas.

Da Redação
Foto: Divulgação

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