fevereiro 10, 2026 00:23
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TSE começa julgamento que pode cassar governador do RJ

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai começar nesta terça-feira, 4, o julgamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em ação movida pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) sobre abuso de poder econômico.

O resultado do caso pode cassar o mandato do governador fluminense.

Além de Castro, outros nomes da cúpula política do Rio também são investigados no processo, incluindo o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União).

A ação envolve um total de 12 investigados, entre eles Danielle Christian Ribeiro Barros, ex-secretária estadual, e diversos parlamentares e figuras ligadas ao governo estadual.

O MPE aponta possíveis irregularidades eleitorais que teriam ocorrido durante o pleito de 2022.

Segundo as investigações, Castro e Bacellar teriam criado 27 mil cargos “fantasmas” para empregar cabos eleitorais que garantiram a reeleição do governador no pleito de 2022.

No julgamento, a defesa de Cláudio Castro será conduzida por um grupo de advogados especializados em direito eleitoral, que devem apresentar argumentos para contestar as acusações do Ministério Público.

O processo relatado pela ministra Isabel Gallotti, que tem perfil técnico e costuma ser rigorosa nos julgamentos. A sessão no TSE está prevista para começar às 19h. Caso haja pedido de vista, a análise é suspensa por 30 dias.

No começo do ano, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) decidiu contra a cassação do governador.

O julgamento ocorre em meio a grande repercussão da megaoperação policial que deixou 121 pessoas mortas nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação foi planejada e executada pelas forças policiais do governo do Rio, sob a liderança de Castro.

Na segunda-feira (3), em um relatório com esclarecimentos sobre a operação encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o governador afirmou que a ação seguiu princípios constitucionais e as regras da chamada ADPF das Favelas.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

Após matéria do Portal O Poder sobre ‘Lei da Mordomia’, MP abre investigação em Nova Olinda do Norte

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar a possível prática de atos de improbidade administrativa relacionados à Lei nº 105/2025, “Lei da Mordomia”,  que concede assessoria e segurança a ex-prefeitos do município de Nova Olinda do Norte. A lei foi publicada no Diário Oficial dos Municípios no dia 7 de outubro de 2025 e divulgada inicialmente pelo Portal O Poder, que procurou o Ministério Público sobre o caso.

A norma legislativa prevê a disponibilização de até quatro assessores e dois agentes de segurança, da Guarda Municipal, pelo mesmo período que o ex-gestor permaneceu no cargo. A medida chamou atenção por ocorrer em período pré-eleitoral e favorecer um dos aliados da atual prefeita do município, Araci Cunha (MDB).

Para a promotora de Justiça de Nova Olinda, Tainá dos Santos Madela, a concessão do benefício fere princípios constitucionais como impessoalidade, moralidade, eficiência, economicidade e o próprio princípio republicano, ao criar privilégios sustentados com recursos públicos para ex-chefes do Executivo.

Possível inconstitucionalidade e desvio de função

Na portaria, o Ministério Público destaca ainda que a Guarda Municipal é destinada a proteção de bens e serviços públicos, e não a segurança pessoal de ex-gestores. O deslocamento de agentes para atuar como segurança pessoal configura desvio de função.

O MP também aponta indícios de inconstitucionalidade material na lei, uma vez que a Constituição Federal estabelece competência concorrente apenas entre União, Estados e Distrito Federal para legislar sobre segurança pública.

Lei pode configurar improbidade administrativa

Além de inconstitucional, a disponibilização de equipe particular de trabalho e segurança, custeada pelo município, para atender ex-prefeitos em atividades privadas, concede privilégio incompatível com os ditames legais podendo caracterizar ato de improbidade administrativa.

Na portaria, a promotora determina o envio de ofícios solicitando informações à prefeita de Nova Olinda do Norte e ao presidente da Câmara Municipal. Eles terão 10 dias para esclarecer:

  • o interesse público que justificaria a sanção da Lei nº 105/2025;
  • a existência de decreto de regulamentação e/ou solicitação de ex-prefeito requerendo o benefício;
  • a forma de trabalho dos servidores que eventualmente estejam sendo cedidos;
  • o impacto financeiro mensal e anual da medida, incluindo salários, benefícios trabalhistas e despesas como passagens, diárias e auxílios.

A Câmara também deverá encaminhar a cópia integral do projeto de lei e da ata da sessão que aprovou a proposta.

Recomendação formal

O Ministério Público emitiu ainda Recomendação para que a prefeita, o vice-prefeito, o procurador-geral do município, o presidente da Câmara e as autoridades ligadas à segurança municipal sejam pessoalmente notificados sobre a necessidade de interromper qualquer ato que resulte na execução da lei.

O MP ressalta que o descumprimento da recomendação pode caracterizar dolo e má-fé, elementos que podem fundamentar ações futuras por ato de improbidade administrativa.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
Foto: Divulgação

FICCO/AM apreende mais de R$ 1,1 milhão em espécie durante ações contra lavagem de dinheiro

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) realizou, nesta  quarta-feira, 4, duas ações distintas decorrentes de denúncia recebida sobre movimentação suspeita de valores em espécie na capital amazonense.

Durante as diligências, foram apreendidos, em contextos diferentes, valores expressivos em dinheiro vivo, totalizando mais de R$ 1.1 milhão, ambos os casos sob suspeita de prática de lavagem de dinheiro.

Em uma das ocorrências, foram apreendidos R$ 610.000,00 (seiscentos e dez mil reais) em espécie, sem comprovação da origem lícita.

Na segunda ação, foram apreendidos aproximadamente R$ 500 mil, também em espécie e sem justificativa econômica plausível, reforçando os indícios de ocultação e dissimulação de valores.

As apreensões, realizadas no mesmo dia e com características semelhantes, apontam para possível utilização de numerário físico com o intuito de dificultar o rastreamento financeiro e a identificação da origem dos recursos, conduta típica de lavagem de capitais.

Em mais uma ação de cooperação entre os órgãos de segurança pública, a FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado e Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social, tendo como objetivo a integração e cooperação entre os órgãos de segurança pública em ações de prevenção e repressão ao crime organizado e à criminalidade violenta.

 

Da Redação com informações da PF

Foto: Divulgação/PF

CPI do Crime Organizado será instalada nesta terça-feira

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A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado será instalada nesta terça-feira, 4. Em sua primeira reunião, a CPI elegerá o presidente, o vice e o relator.

Proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a comissão terá 120 dias para investigar especialmente o crescimento das facções e milícias (RQS 470/2025). Dois dias após a operação policial que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a instalação da CPI.

Segundo Alessandro Vieira, o avanço do crime organizado ocorre em razão do “abandono do poder público”: “Essa tragédia tem solução. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, disse o senador em suas redes sociais.

Onze senadores integrarão a CPI, dos quais 10 já foram indicados pelas lideranças partidárias. A CPI terá R$ 30 mil para desembolsar em suas investigações.

Da Redação, com informações do Senado Federal
Foto: Divulgação

Presidente de associação é preso por falso testemunho na CPMI do INSS

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O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi preso na madrugada desta terça-feira, 4, após prestar depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A prisão foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que deu voz de prisão ao depoente por falso testemunho. Segundo o parlamentar, Abraão teria “mentido reiteradas vezes” ao longo da oitiva, contradizendo informações já colhidas pela comissão.

“Ele pelo menos em quatro oportunidades se contrariou”, afirmou Viana em entrevista após o fim da sessão. “Tentou esconder de todas as maneiras que continuou o mesmo esquema, dessa vez ampliando, não só tirando dos pescadores, mas também dos aposentados. Acabou preso porque mentiu na CPMI”, completou.

Após o encerramento da sessão, Abraão foi escoltado pela Polícia Legislativa.

Durante a entrevista coletiva concedida depois da prisão, Carlos Viana afirmou que o depoimento confirmou mais suspeitas da CPMI sobre o uso de associações para aplicar golpes em aposentados e pensionistas, por meio da compra de listas de beneficiários do INSS.

“Ele confirmou o que a CPMI vem montando peça por peça, de que as associações usaram o mesmo esquema para enganar os aposentados, comprando listas de nomes de um mesmo fornecedor, o senhor Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS”, disse o senador.

Segundo Viana, as apurações indicam que “dois, três ou talvez quatro servidores de carreira” do instituto seriam os principais responsáveis pelos esquemas de corrupção e desvio de recursos.

“Essas pessoas estavam presentes em todos os momentos em que os golpes aconteceram. A comissão está caminhando para as provas finais em relação a esses servidores, que, a meu ver, são o núcleo que hoje prejudicou e muito a Previdência do país”, declarou.

CBPA foi investigada pela PF

A CBPA é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

Em relatório, a CGU (Controladoria-Geral da União) apontou que a confederação movimentou R$ 221,8 milhões entre fevereiro de 2023 e março de 2025, valores considerados indevidos.

A AGU (Advocacia-Geral da União) classificou a entidade como “de fachada”, afirmando que ela não possui estrutura compatível com o número de filiados registrados.

Abraão Lincoln já havia sido afastado judicialmente da presidência da antiga CNPA (Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores), sob suspeita de venda irregular de licenças de pesca, e responde a processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Ex-prefeito de Caapiranga é multado por não quitar parcelamentos com Fundo de Previdência

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) julgou procedente a representação contra a Prefeitura de Caapiranga, no exercício do ex-prefeito Francisco Andrade Braz, o Tico Braz, por não quitação de parcelas de acordos firmados com o Fundo de Previdência Social do Município (FUNPREVIC).

A representação foi interposta pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex), que apontou irregularidades nos acordos anteriormente firmados. O Ministério Público se pronunciou favorável ao conhecimento da pauta, sendo seguido pela Corte no conhecimento e provimento.

O ex-prefeito, conhecido como Tico Braz, foi multado no valor de R$ 20 mil por inadimplência no pagamento do acordo. A multa deve ser recolhida em até 30 dias.

Foi determinado pelo TCE que a atual gestão, que tem por prefeito Matulinho Braz, o qual é sobrinho de Tico Braz, regularize os débitos previdenciários junto ao fundo de previdência do município.

Confira a decisão do TCE-AM: 

TCE-Caapiranga

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

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MPAM mira possível fraude em concurso público da Prefeitura de Envira

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para investigar supostas irregularidades no Concurso Público realizado pela Prefeitura Municipal de Envira para os cargos de Agente Comunitário de Saúde (ACS) e Agente de Combate às Endemias (ACE), previstos no Edital nº 05/2023.  A medida é assinada pelo promotor de Justiça substituto, Christian Guedes da Silva.

A investigação teve início a partir de denúncias que apontaram o possível descumprimento de um requisito legal essencial para a investidura no cargo de Agente Comunitário de Saúde: a residência prévia do candidato na área da comunidade onde irá atuar, desde a data de publicação do edital, conforme estabelece a Lei Federal nº 11.350/2006.

De acordo com o Ministério Público, documentos encaminhados pela Prefeitura revelaram indícios de que alguns dos candidatos nomeados não atendiam a essa exigência. Entre os investigados iniciais estão Juliana Correia da Silva, Dhiemerson Galvão da Silva, Maria Evily Ferreira Leitão e Estefany Cristiny Figueiredo da Costa. Segundo a análise preliminar, comprovantes como cadastros no sistema e-SUS, títulos eleitorais, CTPS Digital e registros de saúde indicariam residência em outros municípios e até em outro estado, como Tarauacá e Sena Madureira, ambos no Acre.

Em alguns casos, a mudança de domicílio para Envira teria ocorrido apenas após a publicação do edital, o que contrariaria a legislação vigente.

O promotor destaca que tais fatos, se comprovados, configuram possíveis atos de improbidade administrativa relacionados ao descumprimento dos princípios da administração pública, legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme previsto na Lei de Improbidade Administrativa. Além disso, a nomeação indevida pode gerar prejuízos ao erário.

Diante da gravidade dos indícios, o Ministério Público determinou a conversão do procedimento preparatório anteriormente instaurado em Inquérito Civil.

A Prefeitura de Envira, o Instituto Merkabah(banca responsável pelo concurso), e os candidatos citados passam a figurar como investigados, podendo outros nomes serem incluídos conforme o avanço das diligências.

Entre as medidas iniciais determinadas estão: a requisição, ao Instituto Merkabah, de esclarecimentos sobre os critérios utilizados para comprovação do requisito de residência; o envio, pela Prefeitura, de toda a documentação de residência dos demais candidatos nomeados e à Secretaria de Administração do Município de Envira que prossiga na análise detalhada dos documentos de todos os candidatos nomeados, comparando-os com os endereços das áreas de atuação (UBS) definidas no edital e a data de publicação do mesmo (13/07/2023), com envio ao final do relatório.

A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Amazonas (DOMPE).

 

Da Redação
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Sebrae Talks traz bastidores do Rock in Rio, Lollapalooza e The Town para inspirar empreendedores amazonenses

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O Sebrae Talks chega à sua segunda edição no dia 12 de novembro, às 18h, no Teatro da Uninorte – Unidade 6 (Av. Joaquim Nabuco – Centro de Manaus). Com o objetivo de oferecer soluções práticas e inspiradoras para empreendedores locais, o evento contará com a presença de Luis Justo, CEO da Rock World, empresa responsável por festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil e The Town. As inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.sympla.com.br/evento/sebrae-talks-2025-palestra-os-bastidores-do-rock/3196106 .

Reconhecido pela Bloomberg como um dos 500 líderes mais influentes da América Latina, Justo apresentará a palestra “Os Bastidores do Rock”, revelando os desafios e estratégias por trás da produção de eventos que movimentam bilhões de reais e mobilizam milhares de profissionais em áreas como inovação, logística e experiência de marca.

O Sebrae Talks é uma oportunidade única para quem busca: Inspiração para inovar, adaptando ideias de grandes marcas para contextos locais; Conexão com o mercado nacional, posicionando o Amazonas no circuito de eventos que discutem o futuro dos negócios; Valorização da identidade regional, mostrando que é possível crescer com autenticidade e propósito; Estímulo à formalização, com benefícios exclusivos para empreendedores com CNPJ ativo.

“O Sebrae Talks é uma oportunidade única de aprendizado com quem está à frente de marcas globais. A venda de ingressos já começou e recomendamos que os interessados garantam sua vaga o quanto antes. A procura está alta e os lugares são limitados”, destaca Denys Cruz, gestor de projetos do Sebrae Amazonas.

Os ingressos para o Sebrae Talks já estão à venda com valores acessíveis e condições especiais. O valor para o público geral é de R$ 150,00. Empreendedores com CNPJ ativo têm acesso ao ingresso com desconto, pagando R$ 120,00. Idosos e estudantes, mediante apresentação de documentação comprobatória, pagam meia-entrada no valor de R$ 75,00. Pessoas com deficiência (PCDs) têm entrada gratuita, desde que apresentem documentação que comprove a condição. Já os acompanhantes de PCDs têm direito à meia-entrada, conforme previsto na legislação vigente.

“Trazer um nome como o Luis Justo para Manaus demonstra o quanto o Sebrae está comprometido em conectar os empreendedores locais com referências mundiais de gestão e inovação. O Sebrae Talks é mais do que uma palestra, é uma vivência que inspira transformação nos negócios amazonenses”, reforça Lígia Santos, gerente da Unidade de Solução e Inovação de Mercado do Sebrae Amazonas.

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

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Saiba quais são os entraves que fizeram o PL da dosimetria encalhar

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Por conta de diversos impasses, o PL da dosimetria que prevê redução de pena para crimes específicos realizados no dia 8 de janeiro de 2023, foi travado e colocado em banho-maria, fazendo com que o tema não fosse pauta nas reuniões dos líderes na Câmara e sem previsão de ser analisado no plenário.

Paulinho da Força foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, para ser o relator do projeto de lei. Ele ainda não fechou os termos da proposta dos envolvidos nos atos golpistas e poderia reduzir a pena ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses pelo Supremo.

Uma das primeiras ideias cogitadas pelo relator foi reduzir as penas previstas para abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, os dois principais crimes nos quais foram enquadrados Bolsonaro e as centenas de manifestantes condenados pelo STF, por envolvimento na invasão e depredação da sede dos três poderes em Brasília.

A legislação brasileira, sancionada pelo próprio Bolsonaro em 2021, prevê pena de quatro a 12 anos de prisão para o crime de golpe de Estado e de quatro a oito anos para quem tentar abolir o Estado Democrático de Direito.

O relator cogitou a redução da pena pela metade, 4 a 8 anos por golpe de Estado e 2 a 4 por abolição. A ideia foi rejeitada pelos integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), que consideraram brandas demais as novas penas, vista a gravidade dos atos.

As alternativas foram apoiar a tese de que dois crimes se absorvem, como, por exemplo, o golpe de Estado e a abolição violenta do Estado democrático não deveriam ser somados. Outra tentativa foi incluir no texto uma solução que acelerasse a progressão de regime para os condenados, para quem cumprisse 16% das penas. Atualmente, para progressão, é necessário cumprir 25%.

Outra questão que entra em pauta são os antecedentes criminais dos envolvidos no ato do dia 8 de janeiro. A preocupação dos familiares dos presos é de que esse histórico reverbere negativamente, manchando o histórico de cada um deles. Por isso o pedido é para uma “anistia ampla, geral e irrestrita”.

 

Da Redação, com informações de O Globo

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Líderes do Senado miram governos estaduais em 2026; veja quem são

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Com a aproximação das eleições de 2026, líderes partidários do Senado passaram a se movimentar para concorrer aos governos estaduais. Ao menos cinco integrantes do colégio de líderes da atual gestão, comandada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), devem disputar o comando dos seus estados no próximo ano.

A maioria deles integra a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e tende a criar coligações e palanques contrários a nomes alinhados com o petista, que deverá disputar a reeleição.

Boa parte deles (quatro) está apenas na metade do mandato. Eleitos nas últimas eleições gerais, retornarão ao Senado caso não consigam se eleger aos governos estaduais.

Veja quem são:

Omar Aziz (PSD-AM)

Tem 67 anos e é líder do PSD no Senado, atualmente a segunda maior bancada da Casa Alta. O senador está no seu segundo mandato consecutivo.

Foi vereador de Manaus e deputado estadual do Amazonas. Foi eleito vice-governador na chapa de Eduardo Braga, atual líder do MDB no Senado, em 2003 por dois mandatos, se candidatando e vencendo como governador em 2010.

No Senado, ganhou alcance nacional ao presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) da Covid em 2021, mirando a gestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia. Já no governo Lula, integra a base governista e é um dos principais opositores à anistia aos presos pelo 8 de Janeiro.

Como mostrado pelo Metrópoles, na pesquisa divulgada em 20 de outubro pelo Instituto Direto ao Ponto Pesquisas, o senador Omar Aziz aparece como o líder do pleito de 2026 para o governo do Amazonas, com 42% das intenções de votos.

Efraim Filho (União Brasil-PB)

Com 46 anos, é líder do União Brasil no Senado. Advogado, foi deputado federal por 17 anos e é filho do ex-senador Efraim Morais e está no seu primeiro mandato na Casa Alta.

No Senado, relatou projetos com o Devedor Contumaz e é autor do projeto que permite a liberação da venda de remédios em supermercados.

Em julho, rompeu com o governo Lula, onde tinha indicações em órgãos públicos na Paraíba. Durante um evento na capital João Pessoa, dividiu o palanque com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que declarou apoio à candidatura do senador ao governo do Estado em 2026.

A Real Time Big Data mostrou, em 25 de setembro, Efraim em 2º lugar na disputa do Estado, com 15%, empatado com o vice-governador Lucas Ribeiro (PP), que tem 17%. A pesquisa é encabeçada pelo prefeito da capital paraibana, Cícero Lucena (sem partido).

Em 2025, o União Brasil e o Progressistas firmaram uma federação que deverá ser seguida nas eleições de 2026, devendo haver uma conciliação entre Ribeiro e Efraim para a disputa estadual.

Rogério Marinho (PL-RN)

Tem 61 anos. É economista e atual líder da oposição no Senado. Marinho foi deputado federal, ex-secretário da Previdência Social e ex-ministro do Desenvolvimento durante o governo de Jair Bolsonaro.

Foi responsável pela interlocução do governo durante a tramitação da Reforma da Previdência, que acabou sendo aprovada.

Foi eleito para o Senado em 2022 e tentou a presidência da Casa Alta em 2023, contra o então presidente apoiado por Lula, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi o vencedor.

Para o governo do Rio Grande do Norte, Marinho aparece empatado com o prefeito de Mossoró (RN), Allyson Bezerra (União). De acordo com pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada em 26 de setembro, o prefeito tem 35% das intenções de votos, contra 29% do senador.

Eduardo Girão (Novo-CE)

Tem 53 anos e está no primeiro mandato de senador e é o único integrante da bancada do Novo. Trata-se do primeiro cargo público ocupado pelo empresário cearense, eleito em 2018 se tornando o segundo mais votado da história do Estado, derrotando o então presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB).

Em 2024, tentou se eleger prefeito de Fortaleza, mas acabou em quarto lugar. Agora, pretende disputar o governo do Estado. Ao Metrópoles, disse ser contra a reeleição “por princípio” e disse que a sua candidatura é a “única candidatura da direita”, em crítica direta a Ciro Gomes, que pode se lançar.

Ciro deixou o PDT e se filiou ao PSDB. O deputado federal André Fernandes (PL-CE), ex-candidato a prefeito de Fortaleza, afirmou que Bolsonaro deu sinal verde para que o Partido Liberal apoie a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará nas eleições de 2026.

Apesar disso, Girão disse ainda esperar reverter a situação e poder contar com o apoio do PL no Estado: “política é uma questão de coerência (…) vamos mostrar o que fizemos como bloco no Senado”, disse.

A pesquisa Real Time Big Data de 29 de setembro mostra que o governador Elmano de Freitas (PT) lidera com 41% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), que tem 27%. Logo atrás aparece o senador Eduardo Girão (Novo), com 16%.

Wellington Fagundes (PL-MT)

Tem 68 anos e é líder do bloco Vanguarda, que integra as bancadas do PL e do Novo. Foi deputado federal por seis mandatos consecutivos antes de se eleger ao senado em 2014.

Em 2018, tentou se eleger para o governo do Mato Grosso pelo antigo Partido da República (atual PL), mas perdeu a disputa.

Divulgada em 8 de setembro, a pesquisa Real Time Big Data aponta a liderança de Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo governo de Mato Grosso. Ele aparece à frente nos dois cenários estimulados. Na média dos testes, o parlamentar tem 33,5% das intenções de votos.

 

Da Redação, com informações do Metropoles
Foto: Reprodução

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