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TCE-AM multa ex-prefeitos e atual prefeita de Amaturá por descumprimento de ordens

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Amaturá

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou dois ex-prefeitos de Amaturá e a atual prefeita por irregularidades e descumprimento de ordens relacionadas ao esgotamento sanitário.

Os ex-prefeitos são Joaquim Francisco da Silva Corado e José Augusto Barrozo Eufrásio, ambos multados no valor de R$ 5.692,86 por descumprimento de diversos itens e dando continuidade às irregularidades.

A atual prefeita, Maria de Nazaré da Silva Rocha, recebeu uma multa no mesmo valor que os ex-prefeitos.

A Corte de Contas estabeleceu o pagamento das multas em até 30 dias; o não pagamento pode resultar em cobranças administrativas ou judiciais. Foi determinado também que a prefeitura de Amaturá comprove em até 60 dias a adoção de medidas efetivas para resolver o problema de esgotamento sanitário.

Confira a determinação do TCE-AM:

Da Redação

STM analisa hoje recurso de Bolsonaro em processo sobre perda de patente

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Nesta quarta-feira, 24, o plenário do Superior Tribunal Militar (STM) julga um recurso apresentado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para afastar um dos ministros responsáveis por analisar a ação que pode resultar em perda de sua patente de capitão reformado do exército.

A defesa de Bolsonaro tenta reverter uma decisão da presidente da Corte, ministra Maria Elizabeth Rocha, que rejeitou o pedido para declarar suspeito o brigadeiro Joseli Parente Camelo. Os advogados argumentam que o ministro teria se manifestado publicamente sobre a condenação do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo relacionado à trama golpista, o que comprometeria sua imparcialidade. 

A defesa do ex-presidente cita uma entrevista concedida por Camelo ao portal Uol, em fevereiro de 2023, na qual afirmou que militares envolvidos nos atos extremistas seriam punidos se o caso chegasse ao tribunal.

“Nós julgaremos com toda a Justiça, com todo o pleno direito à defesa e ao contraditório, e se tiver realmente cometido crimes, se chegar a nós, será punido”, disse o ministro à época.

Ao negar o pedido, Maria Elizabeth entendeu que os fatos apresentados pela defesa não se enquadram nas hipóteses de suspeição previstas em lei. Os advogados, então, recorreram ao plenário do STM, que agora decidirá se mantém ou não o ministro no julgamento.

O recurso será analisado no âmbito da ação aberta pelo STM após a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelo STF. O processo não discute o mérito da condenação criminal nem a pena aplicada pelo Supremo sobre a trama golpista. A análise se limita aos efeitos da condenação sobre a condição militar do ex-presidente.

Pela legislação militar, oficiais condenados podem ser submetidos a um procedimento para avaliar se são indignos ou incompatíveis com o oficialato. Caso o STM conclua que Bolsonaro não reúne condições para permanecer na carreira militar, ele perderá o posto de capitão reformado.

O julgamento está marcado para o mesmo dia em que Bolsonaro completa 90 dias de prisão domiciliar humanitária, concedida pelo ministro Alexandre de Moraes. O prazo inicial da medida se encerra nesta quarta-feira, 24, e ainda aguarda uma decisão do STF sobre eventual prorrogação ou encerramento do benefício.

 

Com informações de CNN Brasil

Roberto Cidade garante reajuste da data-base para servidores da Educação e projeta pagamento do Fundeb 

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O governador Roberto Cidade anunciou, nesta terça-feira, 23, a concessão do reajuste de 4,14%, referente à data-base de 2026, para os servidores da Educação do Amazonas. A medida reforça o compromisso do Governo do Estado com a valorização dos profissionais da rede estadual de ensino e com o fortalecimento da educação pública em todo o estado. 

De acordo com o governador, o reajuste será pago ainda neste mês de junho, enquanto os valores retroativos a contar do mês de março serão quitados em duas parcelas, previstas para julho e agosto.

“Valorizar os profissionais da Educação é uma missão nossa. Assumi o Governo do Estado há 60 dias e, naturalmente, temos muitos desafios, mas a Educação é prioridade. E eu sempre vou estar atento ao que é possível ser feito e, o que for possível, nós vamos avançar. Tenho a convicção que estamos no caminho certo e estamos fazendo tudo que é possível”, declarou o governador Roberto Cidade.

Fundeb

Além do reajuste salarial, o governador também anunciou que o Governo do Estado está em fase de estudos para avaliar a viabilidade do pagamento dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) aos profissionais da Educação até o fim deste ano.

A iniciativa busca assegurar o cumprimento dos mecanismos de valorização previstos para os trabalhadores da educação e integra o conjunto de ações desenvolvidas pela gestão estadual para fortalecer a rede pública de ensino.

Concurso

Durante a agenda, o governador Roberto Cidade também anunciou a realização do maior concurso público da história da educação estadual, com 7.862 vagas tanto para a capital quanto para o interior.

O certame contemplará cargos de professores, pedagogos, merendeiros, psicólogos, assistentes sociais, engenheiros e outros profissionais que atuam no suporte às atividades educacionais. Entre os destaques do concurso está a previsão de vagas exclusivas para candidatos indígenas.

Atualmente, a rede estadual de ensino atende mais de 380 mil estudantes, em 612 escolas em todo estado, e conta com 24.171 professores, sendo 10.140 na capital e 14.031 no interior.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Antonio Lima/Secom

Perdas de aliados e conflitos internos fragilizam pré-candidatura de Maria do Carmo

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A pré-campanha de Maria do Carmo Seffair ao Governo do Amazonas atravessa um momento de turbulência política. Em meio ao processo de construção de alianças para as eleições de 2026, a pré-candidata do Partido Liberal (PL) tem enfrentado sucessivas perdas de apoios e episódios de desgaste interno.

O episódio mais recente envolve Arnoud Lucas, uma das principais lideranças políticas de Itacoatiara, que estava cotado para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026.  Segundo bastidores, ele não recebeu nenhum garantia do PL sobre sua candidatura e a orientação era para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa (Aleam).

Aliado de Joana Darc, Arnoud rejeitou a proposta e acabou aceitando convite para assumir um cargo na Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), no Governo do Amazonas.

Consequência na disputa eleitoral

A mudança de Arnoud representa uma baixa para o projeto eleitoral de Maria do Carmo. Próximo ao presidente da sigla no Amazonas, Alfredo Nascimento, a saída da liderança em Itacoatiara evidencia dificuldade em manter a legenda unificada no estado.

Em contrapartida, Roberto Cidade amplia sua influência no interior do estado, enquanto Maria do Carmo perde uma das poucas lideranças com musculatura eleitoral consolidada fora da capital.

Recado aos dissidentes 

A saída de Arnoud Lucas provocou reação imediata de Maria do Carmo. Horas após a repercussão da nomeação do ex-vereador para a Sejusc, a pré-candidata compartilhou em suas redes sociais uma nota divulgada pelo PL Amazonas.

No texto, Maria do Carmo demonstrou insatisfação com filiados que, segundo ela, estariam se aproximando de grupos adversários às vésperas das definições eleitorais e lembrou que o partido poderá adotar medidas internas contra integrantes que descumprirem as orientações da sigla.

“Tenho acompanhado com surpresa o comportamento recente de filiados do nosso partido que, a poucas semanas da definição das candidaturas, têm se aproximado de adversários e aceitado cargos em uma gestão à qual fazemos oposição”, afirmou.

 

Conflito expõe divisão interna

As divergências ganharam maior visibilidade após o embate público entre Maria do Carmo e o deputado estadual Delegado Péricles (PL).

A crise começou após uma reportagem publicada pela Rede Rios de Notícias, empresa ligada a Maria do Carmo e Wellington Lins, sobre a tramitação da PEC que autoriza o uso de recursos do Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.

Péricles reagiu por meio das redes sociais e acusou o veículo de divulgar informações falsas e produzir conteúdo tendencioso. A resposta veio em forma de nota oficial assinada por Maria do Carmo e Wellington Lins, que defenderam a reportagem e rebateram as acusações do parlamentar.

Outro sinal de desconforto interno veio do deputado estadual Cabo Maciel(PL). Em entrevista recente, o parlamentar afirmou que “política é feita de construção e não de imposição”, ao comentar o processo de definição dos apoios para a eleição de 2026. Embora permaneça filiado ao PL, Cabo Maciel afirmou que ainda dialogará com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e com o presidente estadual, Alfredo Nascimento, antes de definir seu posicionamento político.

Nos bastidores, o deputado é frequentemente apontado como uma liderança que mantém boa relação institucional com o governador Roberto Cidade, o que aumenta as especulações sobre seus próximos passos.

Com a convenção partidária marcada para agosto, o desafio da legenda será demonstrar capacidade de recompor alianças internas, evitar novas baixas e consolidar um grupo político capaz de sustentar uma candidatura competitiva ao Governo do Amazonas.

 

Da Redação
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ana Maria Diógenes e Paulo Feitoza são eleitos desembargadores do TJAM

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O Tribunal de Justiça do Amazonas realizou na sessão plenária desta terça-feira, 23, a eleição de dois novos desembargadores do órgão: a juíza Ana Maria de Oliveira Diógenes, pelo critério de merecimento, e o juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, por antiguidade.

A eleição iniciou com a votação dos 15 candidatos inscritos para a vaga por merecimento, com a lista tríplice formada pelos juízes: Ana Maria de Oliveira Diógenes (99,57%), Marcelo Manuel da Costa Veira (93,82%) e Roberto Santos Taketomi (93,39%).

Já na escolha de membro para a vaga por antiguidade, o presidente do TJAM, desembargador Jomar Fernandes, propôs a aclamação do juiz Paulo Feitoza, por ser o mais antigo na carreira, e a resposta do plenário foi por meio de aplausos.

O presidente Jomar também determinou a publicação da ata de promoção dos juízes ao cargo de desembargador no Diário da Justiça Eletrônico e a posse administrativa ocorreu logo após o encerramento da sessão, que teve adiado o julgamento dos demais processos administrativos e judiciais.

O presidente falou de sua satisfação em receber os novos membros da Corte, deu-lhes as boas-vindas, declarando que serão parte fundamental no desenvolvimento e nos trabalhos constitucionais ao que o tribunal está obrigado.

Composição

Os magistrados foram eleitos para preenchimento das vagas decorrentes da aposentadoria dos desembargadores Henrique Veiga Lima e Maria das Graças Pessôa Figueiredo. E, com a eleição, o Tribunal Pleno volta a ter dez mulheres compondo a Corte, de um total de 26 membros.

Outra vaga a ser preenchida é a oriunda da aposentadoria do desembargador Domingos Jorge Chalub Pereira, pelo Quinto Constitucional, destinada a membro da Ordem dos Advogados do Brasil.

Trajetórias

Ana Maria de Oliveira Diógenes

Natural de Manaus, nasceu em 10/8/1952, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Amazonas em 1976, atuou por 17 anos como advogada e ingressou na magistratura em 1993, atuando, inicialmente, nas Comarcas de Santo Antônio do Içá e Barreirinha.

Foi promovida para a capital em 1998, para atuar na área da fazenda pública municipal, e depois na Vara Especializada da Dívida Ativa Municipal. Atuou durante anos como juíza auxiliar na Ouvidoria do TJAM e também em outros setores, como membro de Turmas Recursais e como juíza eleitoral. Em agosto de 2025 foi convocada para compor o 2.º Grau do TJAM e agora, na véspera de completar 33 anos de carreira, é eleita ao cargo mais alto da Corte.

Religiosa, a nova desembargadora declarou sua eterna gratidão a Deus por guiar seus passos e tornar possível sua alegria, e à Nossa Senhora. “Quando fiz o concurso não almejava que fosse galgar esse novo posto, mas com minha trajetória e hoje o reconhecimento de meus colegas e amigos da magistratura eu chego. Mas meu objetivo será sempre o mesmo, servir à justiça, resolvendo os conflitos, pois o importante é que se decida para evitar que mais conflitos surjam”, afirmou a magistrada, destacando que o que muda é o trabalho de um juízo singular para a atuação em colegiado.

Paulo Fernando de Britto Feitoza

Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Amazonas em 1980, atuou como advogado, defensor público, professor, coordenador-geral de cursos da Escola Judicial do TJAM, coordenador do Núcleo de Pesquisa, Automação e Jurisprudência da Escola Superior da Magistratura do Amazonas e, entre as comarcas de atuação, a última foi a 4.ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Manaus. Foi nomeado para exercer o cargo de Juiz Substituto de Carreira da Magistratura do Estado do Amazonas em 7 de maio de 1993.

O magistrado é doutor em Direito das Relações Sociais – Processo Civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; mestre em Direito Ambiental pela Universidade do Estado do Amazonas; especialista em Direito Público e Privado pela Fundação Getúlio Vargas. Também é membro efetivo do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas; membro da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas e parecerista da Revista da Defensoria Pública da União e da Revista do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região.

Paulo Feitoza é autor de vários livros: Paulo e Maria do Carmo – em Prosa e Verso (2024); Patrimônio Cultural Brasileiro: Identidade Nacional (2023); Memórias da Justiça do Amazonas (2022); Patrimônio Cultural Proteção e Responsabilidade Objetiva (2013).

Sobre sua eleição, o magistrado disse que esse é um momento feliz, porque o tribunal é um órgão da maior competência, intelectualidade, altivez e dedicação à justiça. “Então passo a integrar este grupo de magistrados muito bem preparados e espero estar à altura deles para corresponder a todas as expectativas”, declarou o magistrado.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Raphael Alves e Carlos Eduardo Rocha

Roraima entra em novo ciclo de incerteza após eleição travada na Justiça

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A eleição suplementar em Roraima, que deveria pôr fim ao período de transição no estado, apenas consolidou um cenário de instabilidade política previsível. O processo eleitoral foi encerrado, mas o estado permanece sem uma definição sobre o seu comando definitivo devido aos entraves jurídicos que cercam a chapa mais votada.

O travamento do resultado oficial decorre do fato de o candidato Arthur Henrique (PL) que obteve a maioria dos votos ter disputado o pleito sob a condição de sub-judice. Ao insistir em uma postulação que já enfrentava restrições severas da legislação eleitoral, o grupo político acabou gerando um nó burocrático que agora invalida a diplomação imediata e joga a decisão final para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

Na prática, a estratégia de esticar a corda jurídica prejudica a gestão pública local. Enquanto os recursos tramitam sem prazo definido nos tribunais superiores, o comando do Executivo estadual permanece sob a liderança interina do atual governador em exercício, Soldado Sampaio, cujo mandato-tampão carece da força necessária para traçar planejamentos de longo prazo ou garantir investimentos robustos.

A falta de um desfecho claro expõe o custo de se colocar projetos de poder à frente da estabilidade institucional. Até que o plenário do TSE julgue o mérito do caso, Roraima continuará sob o compasso de espera de decisões judiciais, amargando uma paralisia administrativa que atrasa o desenvolvimento do estado.

 

Da Redação

MP ajuíza ação contra prefeito de Humaitá por contratar MEIs para limpeza urbana

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) decidiu ajuizar uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito de Humaitá, José Cidenei Lobo do Nascimento, o “Dedei Lobo”(UB), e outros agentes públicos envolvidos na contratação direta de microempreendedores individuais (MEIs) para a execução de serviços de limpeza pública no município.

A decisão foi assinada pelo promotor de Justiça, Weslei Machado, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Humaitá, após a conclusão de um inquérito civil que apurou supostas irregularidades nas contratações realizadas entre 2023 e 2024.

Segundo o MP, mais de 50 pessoas teriam sido contratadas sob a condição formal de microempreendedores individuais para desempenhar atividades permanentes de limpeza urbana, como varrição, roçagem, poda de árvores, desobstrução de vias e manutenção de logradouros públicos.

A investigação aponta que o modelo adotado pela prefeitura pode ter servido para contornar a exigência constitucional de concurso público e os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência da administração pública.

Licitação paralela levanta suspeitas

Um dos principais pontos destacados pelo Ministério Público é que, enquanto eram realizadas contratações diretas de MEIs, a prefeitura conduzia um processo licitatório para a contratação de empresa especializada para executar exatamente os mesmos serviços.

O Pregão Presencial nº 027/2023-SRP teve como vencedora a CSF Serviços de Limpeza Ltda., com proposta de R$ 1,2 milhão. O certame foi homologado pelo próprio prefeito em dezembro de 2023.

Para o MP, a existência simultânea da licitação e das contratações diretas enfraquece a justificativa de emergência alegada pelo município.

Na decisão, o promotor afirma que a contratação direta não pode ser utilizada como instrumento de “conveniência administrativa” para contornar licitação em andamento, favorecer terceiros, simular emergência ou pulverizar contratações que, pelo contexto e valor global, deveriam ser submetidas aos regime competitivo e impessoal.

TCE identificou irregularidades

Durante as investigações, o Ministério Público utilizou informações produzidas pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), que instaurou procedimento próprio para apurar os fatos.

Conforme laudo técnico citado na decisão, foram identificadas falhas como ausência de publicidade nas contratações, falta de pesquisa de preços para justificar os valores pagos e indícios de direcionamento dos contratos.

Embora o TCE tenha registrado que não foi possível comprovar de forma definitiva a ocorrência de pejotização, o MP entende que o conjunto de provas reunidas aponta para possíveis violações aos princípios da administração pública.

Histórico do prefeito

Outro elemento considerado relevante pelo Ministério Público é a existência de acordos firmados anteriormente entre o prefeito e o próprio MPAM.

De acordo com a decisão, Dedei Lobo já havia celebrado, em 2021, um Acordo de Não Persecução Cível e um Acordo de Não Persecução Penal relacionados a fatos semelhantes, envolvendo a contratação de trabalhadores por meio de pessoas jurídicas para a execução de atividades permanentes da administração municipal.

Para o promotor, esses antecedentes demonstram que o gestor já tinha conhecimento formal da ilegalidade da prática.

“O Sr. José Cidenei Lobo do Nascimento não pode ser tratado, neste caso, como gestor desavisado, inexperiente ou sem conhecimento técnico-jurídico acerca da vedação constitucional à burla ao concurso público. Ao contrário, já havia sido pessoalmente advertido, responsabilizado e vinculado a obrigações específicas justamente em razão de fatos análogo”, pontua no documento.

Possíveis repercussões criminal e trabalhista

Além da ação por improbidade administrativa, o MPAM determinou o envio do caso à Procuradoria-Geral de Justiça para análise de eventual responsabilização criminal do prefeito.

A decisão aponta que os fatos podem, em tese, configurar o crime de admissão de servidores em desacordo com a lei, previsto no Decreto-Lei nº 201/1967, além de possíveis crimes relacionados à contratação direta ilegal.

O Ministério Público também determinou o encaminhamento das informações ao Ministério Público do Trabalho (MPT), diante da suspeita de pejotização, prática caracterizada pela contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas para mascarar vínculos de emprego.

Solicitações

Na ação civil pública, o MP pretende buscar o reconhecimento da prática de improbidade administrativa, a aplicação das sanções previstas em lei, eventual ressarcimento ao erário caso seja comprovado prejuízo financeiro, além da proibição de novas contratações de MEIs para serviços permanentes de limpeza pública sem a observância de critérios legais e procedimentos competitivos.

O Ministério Público também determinou a preservação de toda a documentação relacionada às contratações investigadas e solicitou informações complementares à empresa vencedora da licitação homologada pela prefeitura.

Da Redação
Foto: Divulgação

Juiz Federal Érico Pinheiro toma posse como membro do Pleno do TRE-AM

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A composição do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) foi renovada nesta terça-feira, 23, com a posse do juiz federal Érico Rodrigo Freitas Pinheiro como membro titular da Corte para o biênio 2026-2028. Integrante do Tribunal como juiz membro substituto (2024-2026), o magistrado passa a ocupar a vaga anteriormente exercida pela juíza federal Mara Elisa Andrade, que agora assume a condição de membro suplente. A solenidade de posse foi realizada antes da sessão plenária e conduzida pela presidente do Tribunal, desembargadora Carla Reis. 

Na ocasião, a vice-presidente e corregedora do TRE-AM, desembargadora Nélia Caminha, destacou a trajetória profissional do magistrado e a contribuição que a sua experiência trará à Corte. “Por todos os postos por onde passou, não exagero em dizer o quanto ganha esta Corte com a vinda do doutor Érico para integrar seu Pleno. Ganhamos um magistrado que vai enaltecer e iluminar, com sua inteligência e erudição, nossos julgamentos”, afirmou a desembargadora. 

Durante a solenidade, o juiz empossado ressaltou os desafios de integrar a Corte em um ano eleitoral, marcado por questões logísticas. “Operamos em um estado de dimensões continentais, onde as distâncias geográficas representam desafios severos. Garantir que os cidadãos das comunidades mais isoladas possam exercer o sagrado direito ao voto renova, a cada dois anos, o nosso respeito pela cidadania”, destacou o juíz. 

O magistrado também chamou atenção para os impactos das novas tecnologias no processo eleitoral. “Se a logística geográfica é o nosso desafio tradicional, o ano de 2026 nos apresenta uma fronteira tecnológica complexa. Nosso papel nesta Corte é atuar firmemente para que o livre exercício do voto seja sempre esclarecido, consciente e imune a manipulações digitais”, completou.

Além dos membros do Pleno do TRE-AM, a solenidade contou com a presença do vice-governador do Amazonas, Serafim Corrêa; do diretor do Foro da Seção Judiciária do Amazonas, Alan Fernandes Minori; do secretário municipal da Casa Civil, Célio Bernardo Guedes; da 2ª subdefensora pública-geral do Estado do Amazonas, Sarah de Souza Lobo; da juíza membro substituta do TRE-AM, Vânia Maria Marques Marinho; e do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, Délcio Luís Santos. O evento também reuniu familiares do magistrado empossado, representantes da advocacia e servidores da Justiça Eleitoral, que prestigiaram a cerimônia. 

Formação e experiência profissional

Érico Pinheiro é bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), formado em 2007, especialista em Direito Público pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Autónoma de Lisboa.

Sua trajetória na Justiça teve início no próprio TRE-AM, onde atuou como técnico judiciário entre 2004 e 2007. Em seguida, exerceu o cargo de analista judiciário no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e, entre 2007 e 2012, foi procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU).

Na magistratura federal, foi juiz federal substituto do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), de 2012 a 2013. Posteriormente, ingressou no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde atuou como juiz federal substituto entre 2013 e 2014, lotado na 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas, com competência cível.

Desde 2014 é juiz federal titular. Entre 2014 e 2019 esteve à frente da 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Santarém (PA), de competência geral, e, a partir de 2019, passou a exercer a titularidade da 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas, especializada em Juizado Especial Federal.

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Fotos: Júnior Souza/TRE-AM

 

Condenado, Eduardo vai a Washington para nova ofensiva contra STF

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) desembarcou em Washington, D.C, na última segunda-feira, 22, para uma série de agendas com integrantes do governo Donald Trump e parlamentares do Partido Republicano.

O principal foco de Eduardo nas conversas será sua recente condenação no STF pelo crime de coação no curso da Justiça e por tentar destravar a volta da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

O filho “03” de Jair Bolsonaro viajará a Washington acompanhado do jornalista Paulo Figueiredo, braço direito de Eduardo na ofensiva bolsonarista com aliados de Donald Trump nos Estados Unidos.

Os dois terão compromissos na capital norte-americana até a terça-feira (23/6). Na noite da segunda-feira, por exemplo, está previsto um jantar de Eduardo e Figueiredo com cerca de 20 senadores republicanos.

O encontro deve servir para que ambos reforcem a narrativa de perseguição judicial contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e busquem apoio político para medidas contra Alexandre de Moraes.

Nos bastidores, aliados de Eduardo avaliam que a condenação dele pelo STF serve como mais um argumento para convencer os americanos de que há supostos excessos do Judiciário brasileiro contra integrantes da oposição.

A última vez que Eduardo e Figueiredo estiveram em Washington foi no fim de maio, quando acompanharam o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reuniões com Trump e integrantes do governo americano.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

 

Roberto Cidade assina ordens de serviço para obras de pavimentação em Nova Olinda do Norte, Borba e Humaitá

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O governador Roberto Cidade assinou, nesta segunda-feira, 22, as ordens de serviço para a retomada das obras de pavimentação nos municípios de Nova Olinda do Norte, Borba e Humaitá (a 135, 151 e 590 quilômetros de Manaus, respectivamente). Com investimento superior a R$ 40 milhões, as ações integram a segunda etapa do Programa Asfalta Amazonas, em mais uma iniciativa do Governo do Estado voltada ao fortalecimento da infraestrutura no interior.

Durante a agenda, o governador destacou a importância dos investimentos para promover a qualidade de vida da população e ampliar as oportunidades de crescimento dos municípios localizados na calha do rio Madeira.

“Tenho muito compromisso, respeito e amor por Borba e por Nova Olinda do Norte. Vocês sabem do meu carinho, do meu empenho e do meu respeito pela calha do Madeira como um todo. Hoje, estar na condição de governador e poder assinar ordens de serviço como essas é muito gratificante. Tenho certeza de que este será um verão muito proveitoso, pois o asfalto está chegando”, declarou Roberto Cidade.

Participaram da agenda o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Júlio César Langbeck Soares Neto, a coordenadora-executiva da UGPE, Daniella Falabelo Jaime, a prefeita de Nova Olinda do Norte, Professora Araci Cunha, o prefeito de Borba, Toco Santana e o prefeito de Humaitá, Dedei Lobo.

De acordo com as autoridades municipais, a pavimentação das ruas trará benefícios diretos para a rotina da população, como a melhoria da mobilidade urbana e a ampliação da segurança para motoristas e pedestres. “É um sonho. Agradeço por esse tão sonhado asfalto. As máquinas já estão embarcando para Borba. O povo agradece e vai ficar muito feliz”, declarou o prefeito de Borba, Toco Santana.

Obras

Com investimento total de R$ 10,2 milhões, as obras em Nova Olinda do Norte incluem serviços de pavimentação, implantação de meio-fio e sarjetas em 38 ruas distribuídas por 12 bairros da sede do município, além da recuperação do sistema viário da Comunidade Jacarezinho e de ramais da zona rural.

Em Borba, as obras também são voltadas à recuperação do sistema viário do município, totalizando 8,92 quilômetros de vias pavimentadas e investimento de R$ 15 milhões.

Por sua vez, o município de Humaitá receberá serviços de pavimentação rígida em concreto, calçadas, meio-fio, dispositivos de drenagem e sinalização viária. Com investimento total de R$ 15 milhões, as obras contemplam 26 vias urbanas localizadas nos conjuntos Rio Madeira e Uruapiara.

Asfalta Amazonas

Desde 2021, o Governo do Amazonas, por meio da UGPE e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), já firmou 54 convênios e 16 contratos no âmbito do Programa Asfalta Amazonas, alcançando 43 municípios do interior do estado, além de obras na capital.

Ao todo, estão previstos R$ 1,03 bilhão em investimentos para serviços de pavimentação e recuperação de 1.025,68 quilômetros de vias e ramais, fortalecendo a infraestrutura viária e promovendo mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para a população amazonense.

Na etapa atual do programa, iniciada em 2025 e com continuidade em 2026, estão previstos 545,26 quilômetros de vias e ramais a serem pavimentados ou recuperados nos municípios do interior, com investimento estimado em R$ 638,8 milhões. A iniciativa reforça o compromisso do Governo do Amazonas com a melhoria da mobilidade urbana, da conectividade e do desenvolvimento econômico em todas as regiões do estado.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Antonio Lima/Secom