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Flávio pede ao STF que declare Moraes suspeito em caso sobre Vorcaro

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O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar o requerimento apresentado por Lindbergh Farias (PT-RJ) que busca incluí-lo no inquérito de coação envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. 

O pedido foi apresentado nesta sexta-feira, 5, e contesta um requerimento apresentado pelo petista no inquérito que apura a suposta atuação de Eduardo nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e defender a adoção de sanções contra integrantes do Judiciário e do governo federal.

Lindbergh pediu a ampliação da investigação ao afirmar que recursos destinados ao filme Dark Horse, financiado por Daniel Vorcaro e articulado por Flávio, podem ter sido usados para custear a permanência de Eduardo nos EUA.

Os advogados de Flávio argumentam que o ministro não teria a imparcialidade necessária para decidir sobre fatos relacionados a Vorcaro e ao Banco Master. A defesa cita a contratação do escritório da esposa de Moraes pelo banco, além de reportagens que relatam mensagens trocadas e encontros entre o ministro e o ex-controlador da instituição financeira.

“Aqui, abra-se um parântese. Não se indigita nesta exceção qualquer irregularidade em tal contratação, até porque a própria Procuradoria-Geral da República concluiu pela licitude dessa relação de prestação de serviços”, dizem os advogados.

A defesa prossegue: “De toda forma, o que se aponta aqui é que existe uma relação contratual estabelecida entre o Banco Master e o escritório da esposa do Exmo. Min. Alexandre de Moraes, fato que concretiza proximidade entre Sua Excelência, o Banco Master e Daniel Vorcaro. Essa proximidade pode retirar do magistrado a equidistância que deve manter em relação às partes”.

Além disso, a defesa de Flávio pede que, caso seja reconhecida a suspeição de Moraes, o pedido de inclusão do senador no inquérito seja redistribuído ao ministro André Mendonça, relator do caso.

Até o momento, Moraes não se manifestou sobre o requerimento apresentado pela defesa do filho mais velho do ex-presidente.

Pedido

Lindbergh apresentou, no mês passado, um requerimento no processo em que Eduardo é réu para que Flávio também seja investigado por coação e tentativa de obstrução da Justiça.

O deputado sustenta que as apurações devem ser ampliadas para alcançar o filme Dark Horse. Segundo o parlamentar, há “fortes indícios” de que recursos negociados para financiar o longa possam ter sido utilizados, total ou parcialmente, para custear a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro contra autoridades brasileiras.

“A hipótese de conexão com o INQ 4995 surge porque o mesmo núcleo familiar e político que buscava reconstruir a imagem pública de Jair Bolsonaro por meio de obra audiovisual milionária também se encontrava envolvido em atuação internacional para constranger o Supremo Tribunal Federal, deslegitimar o julgamento da tentativa de golpe e impor sanções estrangeiras contra o Brasil”, argumenta Lindbergh na petição.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

 

Omar Aziz e Roberto Cidade lideram disputa pelo Governo do AM, aponta pesquisa Projeta

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A pesquisa do Instituto Projeta divulgada nesta sexta-feira, 5, mostra que o senador Omar Aziz (PSD) lidera as intenções de voto para o Governo do Amazonas, com 25,1%. Em segundo lugar, Roberto Cidade (UB) aparece com 22,4%. Se o pleito fosse hoje, ambos estariam no segundo turno.

O ex-prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), registra 17,1%, enquanto Maria do Carmo (PL) soma 16,2%.

12,9% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo. Outros 6,3% disseram não saber ou preferiram não responder.

O levantamento mostra os quatro pré-candidatos em um cenário competitivo para o governo.

Rejeição 

David Almeida aparece com o maior índice de rejeição, alcançando 29,7%. Em seguida estão Omar Aziz, com 20,4%, e Maria do Carmo, com 17,5%.

Roberto Cidade registra o menor percentual entre os quatro candidatos, com 8,2%.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.996 eleitores entre os dias 30 de maio e 4 de junho de 2026. Do total, 1.588 entrevistas ocorreram em Manaus e 1.408 no interior do estado.

O levantamento foi realizado em 15 municípios amazonenses: Manaus, Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Coari, Tefé, Iranduba, Tabatinga, Maués, Humaitá, Manicoré, São Gabriel da Cachoeira, Autazes, Lábrea e Presidente Figueiredo.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Confira o estudo completo: 


Priscila Rosas, para Portal O Poder

Primeiro mês de gestão: Governo Roberto Cidade amplia investimentos e entregas em todo o Amazonas

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Em apenas 30 dias à frente do Governo do Amazonas, o governador Roberto Cidade realizou ações e entregas em todas as regiões do estado. A gestão iniciou com reforço nos investimentos em segurança pública, saúde, infraestrutura, assistência social, habitação, desenvolvimento regional, educação profissional e geração de oportunidades.

Eleito pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) após a vacância dos cargos de governador e vice-governador, Roberto Cidade assumiu o compromisso de aproximar ainda mais o Estado da população e acelerar políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida dos amazonenses.

“Assumi o Governo do Amazonas com o compromisso de melhorar a vida da população. Neste primeiro mês, fortalecemos a segurança, ampliamos os investimentos na saúde e levamos assistência social e oportunidades para famílias da capital e do interior. É o início de uma gestão marcada pelo trabalho, pela presença do Estado e pelo compromisso com o povo amazonense”, destacou o governador Roberto Cidade.

Segurança pública fortalecida

A segurança foi uma das prioridades do primeiro mês de governo. A Operação Segurança Presente ampliou o policiamento em Manaus e foi expandida para os 61 municípios do interior, reforçando o combate ao crime organizado, especialmente nas regiões de fronteira e nas calhas dos rios.

A gestão também inaugurou o novo tanque tático da Companhia de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), e encaminhou à Aleam a proposta de criação do Bope da Polícia Militar. Entre os resultados, destacam-se as 146 prisões realizadas durante a Operação Caminhos Seguros e a apreensão de cerca de 2,5 toneladas de drogas no rio Solimões. Outro avanço foi o lançamento da Operação Mulher Segura, destinada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

Saúde com ampliação de serviços e investimentos

Na saúde, o Governo ampliou o programa Opera+ Amazonas, com foco na redução das filas e na ampliação do acesso a cirurgias. O estado consolidou-se entre os que mais realizam cirurgias eletivas pelo SUS no país.

A rede estadual recebeu reforços, como o novo serviço de ressonância magnética da Fundação Hospital Adriano Jorge. Também foram ampliadas ações de saúde da mulher e de atendimento especializado.

No interior, foram destinados R$ 9,8 milhões em equipamentos para o Hospital Regional de Humaitá e entregues 252 equipamentos e mobiliários para o Hospital Jofre Cohen, em Parintins. Além disso, foi autorizada a primeira parcela do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para fortalecer a saúde nos municípios do interior.

Proteção social e inclusão

As políticas sociais alcançaram milhares de pessoas por meio do programa Governo Presente, que reuniu serviços de saúde, cidadania, assistência social, habitação e empreendedorismo.

Também foram entregues novos cartões do Auxílio Estadual, que beneficia mais de 300 mil famílias. No interior, houve distribuição de cadeiras de rodas, kits de dignidade menstrual e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.

Em Parintins, mais de R$ 566 mil foram destinados a instituições que atuam com pessoas com TEA, mães solo e famílias vulneráveis. Outro destaque foi o Centro Juventude TEA, primeira entrega da gestão, que ultrapassou 900 atendimentos em pouco mais de um mês de funcionamento.

Habitação e infraestrutura

Na habitação, foram entregues mais de 1,2 mil títulos definitivos, garantindo segurança jurídica às famílias beneficiadas. O governador Roberto Cidade também vistoriou as obras do Residencial Novo Aleixo, inserido no programa Amazonas Meu Lar.

Na infraestrutura, foi anunciada a retomada da última etapa da revitalização da rodovia AM-010 e emitida a licença ambiental para o avanço das obras de recuperação do trecho do meio da rodovia BR-319. Em Parintins, foram assegurados investimentos para o Festival Folclórico, obras de asfaltamento e melhorias no aeroporto.

O Governo também confirmou patrocínio aos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, fortalecendo a cultura e o turismo amazonense.

Desenvolvimento do interior

A interiorização das ações marcou o início da gestão, com agendas em municípios como Humaitá, Manicoré, Manacapuru, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva. Na educação profissional, foi inaugurada uma nova unidade do Cetam em Manacapuru e anunciadas mais de 10 mil vagas em cursos gratuitos. O setor primário também recebeu investimentos para fortalecer a agricultura familiar, a pesca e a produção rural.

Sustentabilidade e valorização dos servidores

Na área ambiental, foi lançada a operação Amazonas +Verde, com reforço ao combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem. O Estado também ampliou o diálogo internacional sobre bioeconomia e desenvolvimento sustentável.

A valorização dos servidores públicos marcou os primeiros 30 dias de gestão, com anúncio de reajuste salarial, regulamentação do adicional noturno e convocação de aprovados em concurso público do Detran-AM.

Ao completar o primeiro mês de governo, Roberto Cidade destacou o compromisso de manter uma gestão presente, focada em resultados e na ampliação dos investimentos para melhorar a vida da população em todas as regiões do Amazonas.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa  

Fotos: Arquivo/Secom

CNJ arquiva investigação contra desembargador suspeito de vender decisão em troca de quadriciclo

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, arquivou pedido de investigação apresentado contra o desembargador Francisco Carlos Jorge, do TJ/PR, por suposta venda de decisão judicial em troca de um quadriciclo.

Para o ministro, as alegações formuladas se referem a controvérsias de natureza jurisdicional e não revelam elementos suficientes para justificar a instauração de procedimento disciplinar.

Entenda

A OAB/PR havia solicitado ao CNJ o afastamento cautelar do desembargador Francisco Carlos Jorge, do TJ/PR, investigado por suposta venda de decisão judicial em troca de um quadriciclo. 

A seccional afirmou que a medida é necessária para preservar a confiança pública no Judiciário e garantir a regularidade das apurações.

O caso teve origem em denúncia da Construtora Zoller, de Curitiba, que questiona decisões proferidas em disputa judicial envolvendo cobrança de aluguéis.

Viés corporativo

Ao analisar o pedido, Mauro Campbell observou que a petição descreve uma sucessão de decisões judiciais e incidentes processuais que devem ser discutidos pelas vias recursais adequadas.

Segundo o corregedor, a atuação ordinária do CNJ não alcança o conteúdo de decisões jurisdicionais, salvo em situações de evidente teratologia ou diante de indícios concretos de infração disciplinar, circunstâncias que, segundo afirmou, não ficaram demonstradas no caso

O ministro destacou que a reclamação disciplinar foi utilizada como sucedâneo recursal para questionar decisões desfavoráveis à empresa. Também considerou insuficientes as alegações relacionadas ao chamado “relatório de inteligência” juntado aos autos, que apontava suposta influência externa no julgamento e mencionava negócio envolvendo advogados, entre eles o filho do desembargador.

Para Campbell, os fatos narrados dizem respeito, essencialmente, a tratativas entre advogados, sem elementos capazes de indicar participação direta do magistrado.

Ao afastar as acusações, o corregedor também criticou a atuação da OAB/PR no caso. Segundo o ministro, a postura da entidade “deixa transparecer que atua, na verdade, com viés corporativo e para proteger interesses de uma das partes envolvidas”.

Sem corporativismo

A OAB/PR contestou afirmação da Corregedoria do CNJ de que a entidade teria atuado com viés corporativista em caso envolvendo advogados e magistrado.

Confira a nota:

A Diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Paraná, em razão da decisão de ID 6559456, e no exercício do munus que lhe confiam o art. 133 da Constituição e o art. 44 da Lei nº 8.906/94, requer a juntada da presente nota. Não para rediscutir o juízo desta Corregedoria sobre o que reputou matéria administrativa, mas para retificar uma premissa de fato.

Consignou-se na decisão que “a única menção faltante na exposição da OAB/PR é sobre sua própria atuação acerca das condutas dos advogados”, daí se concluindo que a Seccional atuaria “com viés corporativo e para proteger interesses de uma das partes envolvidas”.

A premissa não corresponde aos fatos. E a conclusão, por isso, merece reparo.

Antes da data da decisão, assinada em 03 de junho de 2026, esta Seccional já havia instaurado, perante a Câmara Especial de seu Tribunal de Ética e Disciplina, procedimento de suspensão preventiva dos dois advogados a quem se atribui participação no negócio, com julgamento designado para a primeira sessão subsequente daquele órgão. Na OAB, a suspensão preventiva, que constitui a mais grave providência cautelar do regime disciplinar, é medida colegiada, não monocrática. Não se trata de fato superveniente: era, ao tempo da decisão, fato consumado e de amplo conhecimento público, divulgado pela imprensa nacional desde, ao menos, 25 de maio de 2026, inclusive em reportagens que reproduzem manifestação do Presidente desta Seccional. Os trechos colacionados adiante comprovam-no.

A suposta omissão que a decisão repreende é o exato oposto da postura adotada pela Seccional. A assimetria cogitada (pedir o afastamento do magistrado sem postular o dos advogados) ignora fatos consumados e amplamente divulgados. Sobre magistrados, a Ordem não detém poder correicional; sua via legítima é a provocação deste Conselho, nos exatos moldes em que procedeu. Sobre advogados, o poder disciplinar é exclusivo da OAB (Lei nº 8.906/94, art. 70), e a Seccional o exerceu com a mais severa das medidas de que dispõe. A Ordem agiu, portanto, nas duas exatas frentes que lhe cabem.

Permita-se o registro, com o devido respeito que a Ordem sempre conferiu a esta Corregedoria: esta Diretoria não pauta sua atuação por melindres corporativos.

A credibilidade da Ordem é pressuposto do múnus constitucional que lhe é confiado e se viu indevidamente atingida por afirmação que não encontra respaldo nos autos e na realidade. A devida consulta à cobertura jornalística do caso – ou à própria Seccional – teria afastado o equívoco.

Quanto ao mérito da decisão, a OAB-PR registra, com a reserva que o respeito institucional impõe, sua preocupação com o prematuro arquivamento e com o tratamento do tema como singelo negócio entre advogados, sem o aprofundamento que a gravidade dos fatos recomenda(va).

Esta Seccional poderia, ela própria, ter promovido arquivamento liminar do procedimento disciplinar. Não o fez. Reputou necessário seguir. O Ministro Relator entendeu pelo arquivamento, decisão que poderá ser ou não ser confirmada em plenário

Esta Diretoria não vem aos autos para apontar qualquer corporativismo na decisão de arquivamento liminar, mas tão somente para não silenciar. E reafirmar o compromisso que orienta a atuação da OABPR: agir com igual rigor e sem seletividade em todas as frentes que a lei lhe reserva. Foi o que fez no presente caso. É o que seguirá fazendo.

Curitiba, 04 de junho de 2026.

A DIRETORIA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL — SECCIONAL DO PARANÁ 

 

Da Redação com informações de Migalhas

Foto: Migalhas

Empate absoluto marca disputa pela segunda vaga ao Senado; Alberto Neto e Wilson Lima aparecem com os mesmos 14,6%

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A corrida pelas duas vagas do Amazonas no Senado Federal promete ser uma das mais disputadas das eleições de 2026. Pesquisa do Instituto Projeta divulgada nesta sexta-feira, 5, mostra que a briga pela segunda cadeira está completamente aberta.

O senador Eduardo Braga (MDB) lidera o levantamento com 25,3% das intenções de voto.

Já a segunda vaga registra um empate absoluto. O deputado federal Alberto Neto (PL) e o ex-governador Wilson Lima aparecem exatamente com 14,6% das intenções de voto cada um, configurando um dos cenários mais equilibrados da corrida eleitoral até o momento.

Na quarta posição surge o senador Plínio Valério (PSDB), com 9,3%, seguido por Marcos Rotta, com 7,6%, e Marcelo Ramos, com 7,5%.

No cenário de rejeição para o Senado, Wilson Lima tem 30,7%, seguido por Eduardo Braga, com 11,3%, Alberto Neto, com 10,6%, Marcelo Ramos, com 8,5%, Plínio Valério, com 5,9%, e Marcos Rotta, com 5,1%. Outros 18,3% dos entrevistados afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.

Os números indicam que a disputa pela segunda cadeira no Senado segue totalmente indefinida e deve ser uma das mais acirradas do pleito de 2026 no Amazonas.

Metodologia

A pesquisa foi realizada entre os dias 30 de maio e 4 de junho de 2026, em Manaus e outros 15 municípios do Amazonas. O levantamento possui margem de erro de aproximadamente 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número AM-05101/2026.

Da Redação com informações da assessoria

Vereador apura suposta denúncia falsa e recorre ao MPAM para investigação

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) está apurando um suposto crime de denunciação caluniosa contra o vereador de Humaitá, José Amadeu dos Santos Nascimento Neto. A medida foi determinada pelo promotor de Justiça, Weslei Machado, e publicada no Diário Eletrônico do órgão do dia 02 de junho.

De acordo com a ação, o parlamentar procurou o MPAM alegando que pode ter sido vítima de uma falsa imputação criminosa relacionadas a uma suposta agressão física envolvendo Jorgena Rozeane Fonseca Gomes.No pedido, ele solicitou a atuação ministerial para obter imagens das câmeras de segurança internas e externas do Hospital Regional de Humaitá referentes ao dia 18 de maio de 2026, por volta das 9h30, horário em que a suposta vítima teria buscado atendimento médico.

De acordo com o vereador, a direção da unidade hospitalar informou que os registros de vídeo estariam preservados, mas somente poderiam ser disponibilizados mediante requisição do Ministério Público. Na portaria, o promotor destaca que os fatos exigem apuração preliminar para verificar se houve comunicação formal de crime contra o parlamentar, quem teria realizado a eventual acusação, se era falsa e quais elementos de prova podem esclarecer a dinâmica dos acontecimentos.

Como uma das primeiras medidas, o MP requisitou ao Hospital Regional de Humaitá informações sobre o funcionamento das câmeras de segurança no dia dos fatos, além da remessa integral das gravações das áreas de entrada, recepção, corredores, estacionamento e demais locais onde possa ter sido registrada a presença de Jorgena Rozeane Fonseca Gomes. A unidade hospitalar também deverá encaminhar, sob sigilo, prontuário médico, ficha de atendimento, classificação de risco e demais registros relacionados ao eventual atendimento prestado à mulher na data mencionada. O hospital foi advertido a preservar integralmente os arquivos de vídeo, sem qualquer exclusão ou alteração.

A Promotoria também oficiou a Delegacia de Polícia Civil de Humaitá para informar se existe boletim de ocorrência, inquérito policial, termo circunstanciado ou qualquer outro registro relacionado à suposta agressão ou a eventual acusação direcionada ao vereador.

Além disso, José Amadeu deverá complementar as informações prestadas ao Ministério Público, indicando quem teria praticado a suposta denunciação caluniosa, qual fato criminoso teria sido falsamente atribuído a ele e quais documentos ou testemunhas podem corroborar sua versão.

O procedimento prevê ainda a possibilidade de solicitação de informações à Câmara Municipal de Humaitá para confirmar a condição funcional do parlamentar e verificar a existência de documentos institucionais relacionados ao caso. Por envolver registros médicos e imagens de ambiente hospitalar, o promotor decretou sigilo externo sobre os documentos audiovisuais e médico-hospitalares que vierem a ser juntados ao processo.

Após as diligências, o Ministério Público decidirá se há elementos suficientes para instaurar investigação criminal, encaminhar o caso à Polícia Civil ou promover o arquivamento da notícia de fato.

Da Redação
Foto: Divulgação

Lula insiste em Messias no STF apesar do bloqueio do Senado

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No xadrez político de Brasília, há uma linha tênue entre a persistência estratégica e a pura teimosia institucional. Ao reafirmar publicamente que pretende indicar o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, para a próxima vaga que se abrir no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou abertamente pela segunda opção, transformando uma escolha jurídica em uma queda de braço pessoal.

A insistência do Palácio do Planalto ignora um “detalhe” crucial da engrenagem republicana: a porta de entrada para a Suprema Corte é rigidamente controlada pelo Senado Federal. Após o desgaste histórico e a recente rejeição sofrida pelo nome de Messias no parlamento, o bom senso político sugeriria um recuo tático. Lula, no entanto, prefere dobrar a aposta.

Ao tentar empurrar o aliado à força em direção ao STF, o Executivo cria um constrangimento duplo. De um lado, expõe o próprio Jorge Messias a um processo de desgaste contínuo, transformando o chefe da AGU em um símbolo de resistência forçada. De outro, tensiona desnecessariamente as relações com um Congresso que já mandou avisar, em alto e bom som, que a indicação está trancada a sete chaves.

Mais do que uma demonstração de força, a postura do presidente reflete o isolamento de uma articulação política que se recusa a ler os sinais da realidade. Enquanto o Planalto insiste em fazer caber um nome já rejeitado por quem tem o poder constitucional de chancelá-lo, o país assiste a uma insistência obstinada. Lula quer o confronto, o Senado mantém o cadeado fechado, e a engrenagem institucional segue travada pelo capricho do poder.

 

Da Redação

Tribunal de Contas vê superfaturamento em obra contratada pelo DNIT na BR-319

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A inteligência artificial ALICE (Analisador de Licitações, Contratos e Editais), criada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), detectou indícios de um sobrepreço superior a R$ 12 milhões em uma obra da BR-319. O alerta acendeu o sinal vermelho nos órgãos de controle e levou a uma análise aprofundada do contrato. A informação foi divulgada pelo Jornal Hoje, da Globo, nesta quinta-feira, 4.

O caso expõe não apenas possíveis falhas na contratação pública, mas também uma nova realidade: algoritmos já conseguem identificar irregularidades em poucos minutos, tarefa que antes exigia meses de auditoria humana.

Como a ALICE trabalha

A análise é feita por varredura em três etapas. A primeira  na análise da contratação, depois na seleção de fornecedores e, por último, na execução dos contratos.

O sistema ALICE identifica, por exemplo, empresas sem funcionários ou sem estruturas para executar o serviço contratado. Ela também emite alertas quando empresas impedidas de contratar com o poder público participam de licitações.

De 2023 a 2025, a Alice emitiu quase 35 mil alertas, o que gerou uma economia de quase R$ 5 bilhões para os cofres públicos.

A ferramenta ajuda os técnicos a identificarem empresas com irregularidades. Uma das metas é ampliar o uso da tecnologia em âmbito municipal, estadual e federal.

BR-319 

A BR-319 segue sendo uma pauta de discussão nacional entre políticos, ambientalistas e população. Isso porque ela liga Manaus a Porto Velho, sendo uma das mais importantes da região.

Atualmente, existem licitações para asfaltar a rodovia, especialmente no famoso trecho do meio. O Governo Federal tem previsão de investimento de R$ 1,5 bilhão em quatro trechos da rodovia.

No último dia 27, durante agenda no Amazonas, o presidente Lula (PT) assinou uma ordem de serviço de R$ 381 milhões para recuperação do trecho C, indo do entroncamento entre a BR-174 e a BR-319 até a divisa entre os dois estados, num percurso de 52 quilômetros.

Da Redação

Festas de Vorcaro em Nova York com políticos, uísque e mulheres custaram R$ 11,9 milhões

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A degustação de uísques e charutos que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ofereceu ao então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e vários outros políticos e autoridades em Nova York em maio de 2024 não foi a única extravagância que ele promoveu nos Estados Unidos naquele período. 

Ao todo, Vorcaro gastou pelo menos R$ 11,9 milhões em valores da época na organização de eventos para entreter políticos e autoridades que estavam na cidade naqueles dias — além da prova de bebidas e charutos, um jantar e uma festa com mulheres com fantasias prateadas que ficou conhecida como a “noite das astronautas”.

Os valores constam de uma planilha apreendida no celular de Vorcaro e incluída na representação da Polícia Federal (PF) que embasou a oitava fase da Operação Compliance Zero no último dia 26, com busca e apreensão sobre Castro e outros sete alvos. 

Segundo fontes que estiveram no evento relataram à equipe da coluna, a festa ocorreu na suíte presidencial em Nova York na qual os convidados, todos homens, eram entretidos por russas e ucranianas vestidas com malhas prateadas e acessórios de vidro na cabeça que lembravam um traje espacial.

Além da festa das astronautas, à qual compareceram mais políticos além dos que estavam na degustação, houve também um jantar bancado por Vorcaro e incluído na conta daquela semana enviado ao banqueiro.

Só nesses eventos, o dono do Master gastou mais de US$ 721 mil, o equivalente a R$ 3,7 milhões em 2024.

Um e-mail enviado a Vorcaro na ocasião discriminava os custos: 526,2 mil euros para bancar as “artistas, performances com logística e equipe de management [gerenciamento]” e outros 109,2 mil euros referentes a “taxas”, sem maiores detalhes. Tudo pago por meio de wire transfer, remessas internacionais sem instituições intermediárias muito usadas nos EUA.

O documento enviado ao relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, também destaca gastos com “festas”, equipamentos de som e luz, produção de evento e hospedagem de equipe que somam US$ 545,2 milhões (R$ 2,8 milhões). 

A esses gastos se somam a degustação de uísque, como mostrou O GLOBO, custou pouco mais de US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões). Realizada no exclusivo The Carnegie Club, localizado a algumas quadras do Central Park e da nobre Quinta Avenida, em Manhattan, Vorcaro bancou a locação do espaço, os charutos e as bebidas liberadas. 

Castro e os demais convidados saíram de lá com uma garrafa de Macallan 25 anos avaliada em R$ 30 mil e uma caixa de charutos cada um. Nessa ocasião, Vorcaro gastou R$ 3,5 milhões só com uísques.

Segundo reportagem do GLOBO, além do governador fluminense e do dono do Master, participaram da degustação o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Marcos Pereira (Republicanos-SP), Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Doutor Luizinho (PP-RJ), à época cotados para disputar a presidência da Câmara dos Deputados (Motta foi eleito para o cargo em fevereiro do ano seguinte).

Há ainda despesas documentadas de US$ 44,6 mil descritas como pagamento do “pacote de comidas e bebidas e green room” das artistas e “consumo de extras no hotel dos hóspedes entre os dias 12 e 16 de maio, totalizando R$ 11,9 milhões.

No mesmo período, diálogos obtidos pelos investigadores em um dos celulares do CEO do Master demonstram que ele também bancou um jantar para o então governador no Rio no restaurante Nusr-Et, do badalado chef turco Salt Bae, em Nova York. Também localizado em Manhattan, a casa é conhecida por excentricidades como filés de carne com folhas de ouro. 

Ao receber o convite de Vorcaro por WhatsApp, Castro exclamou: “Você não existe”. A um auxiliar que organizou o jantar, o banqueiro orientou: “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir [à mesa]”, em referência a Salt Bae, que estava na filial de Nova York na ocasião. 

O documento da PF não detalha quanto custou o convescote, mas a representação menciona outro banquete do político do PL pago por Daniel Vorcaro um ano antes no mesmo local. Segundo a investigação, o banqueiro, que não esteve no jantar, desembolsou US$ 13,3 mil (R$ 66 mil).

Degustação em Londres

O evento no The Carnegie Club em NY não foi a única degustação de uísque custeada por Vorcaro para autoridades brasileiras.

No mês anterior à farra nos EUA, o Banco Master financiou o Fórum Jurídico Brasil de ideias. Organizada pelo Grupo Voto e estrelada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, a conferência ocorreu em um hotel de luxo em Londres, no Reino Unido.

Registros encontrados em um celular do dono do Master apontam que ele gastou US$ 640,8 mil (R$ 3,2 milhões) na degustação no exclusivo clube George, no bairro londrino de Mayfair, considerado um dos mais caros do mundo.

Segundo o site Poder360, estiveram no George os ministros Moraes e Dias Toffoli, do STF; o ex-ministro da Corte e então titular da pasta da Justiça do governo Lula, Ricardo Lewandowski; Benedito Gonçalves, magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ); o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente da Câmara, Hugo Motta e Ciro Soares, advogado de Vorcaro, além do próprio banqueiro.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

Autazes conquista 1° lugar no Amazonas em desempenho da atenção primária à saúde

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O município de Autazes-AM alcançou um marco histórico para a saúde pública municipal: conquistou o 1º lugar no Estado do Amazonas no ranking de desempenho da Atenção Primária à Saúde (APS), conforme os resultados divulgados pelo Ministério da Saúde no novo modelo de cofinanciamento da APS, dentro da estratégia Saúde Brasil 360.

Os resultados refletem a avaliação das equipes da Atenção Primária por meio de indicadores que medem qualidade do cuidado, vínculo com a população, acompanhamento territorial e organização dos serviços de saúde. As notas são consolidadas nacionalmente e permitem comparar o desempenho dos municípios brasileiros. Esse resultado é referente aos números do 3º quadrimestre de 2025.

Para Autazes, essa conquista representa muito mais do que uma posição de destaque. O resultado demonstra fortalecimento da Atenção Primária, melhoria dos processos de trabalho, maior capacidade de acompanhamento da população e posiciona o município para ampliar sua capacidade de acessar e otimizar os recursos vinculados ao desempenho dentro do novo modelo de financiamento da APS.

Este resultado é fruto de uma decisão estratégica da gestão municipal. Sob a determinação do prefeito José Thomé Neto e do vice-prefeito Marcley Araújo, foi estabelecido como compromisso de governo construir a melhor saúde do Estado do Amazonas.

Em alinhamento com essa missão, o secretário municipal de Saúde, Rainer Figueiredo, conduziu junto às equipes da Secretaria Municipal de Saúde o compromisso de transformar esse objetivo em resultado concreto, seguindo o lema da gestão: “Um novo tempo, uma nova história”.

Esse reconhecimento evidencia o trabalho integrado das equipes da Atenção Primária, profissionais de saúde, coordenações, gestores e servidores que diariamente constroem uma saúde mais próxima da população, baseada em acompanhamento contínuo, qualidade assistencial e compromisso com resultados.

Autazes demonstra que investir em planejamento, monitoramento e cuidado com as pessoas gera resultados reais.

Hoje, Autazes não celebra apenas um primeiro lugar. Celebra a prova de que gestão, compromisso e trabalho coletivo podem transformar indicadores em qualidade de vida para a população.

O ranking pode ser consultado em:
https://esusfeedback.com.br/cofinanciamento/ranking-geral

 

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação