fevereiro 11, 2026 12:46
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Gaeco realiza operação na Câmara Municipal de Manaus

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Nesta sexta-feira, 3, o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) realiza operação de busca e apreensão para desarticular uma organização criminosa que atuava na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Há informações que pessoas foram presas. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) também divulgou que foram cumpridos 10 mandados nesta operação.

Às 10h, será realizada uma coletiva de imprensa na sede do MPAM, na Zona Oeste da capital amazonense para maiores esclarecimentos sobre a operação.

Em nota, a Câmara Municipal confirmou que a Gaeco esteve na Casa Legislativa para a realização das diligências nas dependências de um gabinete parlamentar. “No âmbito de suas atribuições, a CMM reitera seu compromisso com a transparência, a legalidade e a colaboração com os órgãos de controle e fiscalização. A CMM seguirá à disposição das autoridades competentes”, ressaltou.

 

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Foto: Divulgação/Arquivo/Portal O Poder 

Gestão de Araci Cunha entra na mira do TCE-AM após denúncias

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) apontou irregularidades na gestão da prefeita de Nova Olinda do Norte após denúncias de falta de transparência, nepotismo e irregularidades em dispensa de licitação.

A primeira denúncia foi apresentada pelo vereador Neto Salazar, em face da prefeita do município, por não fornecimento de informações de interesse da atividade parlamentar e controle externo municipal, em desacordo com a lei.

Por determinação da Corte, a prefeitura municipal deve atender os pedidos apresentados pelo denunciante a respeito da real situação da Secretaria de Assistência Social e Fundo de Assistência Social, no que diz respeito a extrato de contas, contratos de fornecimento, locação, administração de recursos do almoxarifado e situações gerais da administração da área.

Em outra representação, apresentada pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex), Araci foi denunciada por irregularidades na realização de pregão presencial nº 001/2025-SRP/CMC/PMNOM. Foi apontada ausência de motivação técnica formalizada e de registro em áudio e vídeo da sessão, bem como insuficiência de publicidade no Portal da Transparência.

A prefeita Araci Cunha pagará o valor de R$ 14 mil em multa, no prazo de até 30 dias, pela prática de grave infração às normas legais e regulamentares, sendo determinado também que a prefeitura de Nova Olinda do Norte adote, preferencialmente, a modalidade de pregão eletrônico em seus certames, além de publicar integralmente os editais e anexos no Portal Municipal de Transparência.

Confira a decisão na íntegra:

TCE-Nova Olinda

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Foto: Divulgação

 

Governo Federal libera recursos complementares para municípios do AM; confira

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O Ministério da Saúde publicou duas portarias, no Diário Oficial da União(DOU), autorizando repasses milionários para assistência financeira no Amazonas.

A primeira portaria foi publicada na segunda-feira, 22, e libera investimentos na ordem de R$ 10.481.527,84 referente ao mês de setembro, para reforçar a rede de saúde no estado. Apenas 59 municípios serão contemplados com o benefício, entre as cidades que receberão as maiores parcelas estão: Nhamundá com R$ 985.225,00; Parintins R$ 847.617,83; Coari R$ 806.376,13 e Manacapuru R$ 740.934,08.

A portaria, assinada pelo ministro, Alexandre Padilha, já está em vigor. Os repasses fazem parte da estratégia do governo federal de garantir suporte financeiro complementar aos estados.

Confira quanto será repassado aos municípios:

Atenção Primária

Além do reforço complementar, o Ministério da Saúde também liberou verba para incremento temporário do custeio dos serviços de Atenção Primária à Saúde. Os valores são provenientes de emendas parlamentares voltadas ao reforço do Piso da Atenção Primária.

De acordo com a Portaria GM/MS nº 8.274/2025 , as propostas deverão ser processadas por meio do sistema InvestSUS, disponível no portal do Fundo Nacional de Saúde, que será responsável pela transferência dos recursos em parcela única, observadas as exigências legais. A prestação de contas da aplicação desses valores será feita por meio do Relatório Anual de Gestão (RAG), aprovado pelos conselhos locais de saúde, conforme estabelece a legislação vigente.

Dos 62 municípios do estado, apenas 19 foram contemplados para aporte na Atenção Primária. Confira a distribuição dos recursos para cada um:

Da Redação
Foto: Divulgação

MP aponta falhas e pede anulação de concurso com mais de 700 vagas no AM

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Com suspeitas de irregularidades, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou uma ação civil pública, com pedido de tutela de urgência, para anular o concurso público realizado pelo município de Urucurituba, em parceria com o Instituto Merkabah, sob os editais nº 02/2023, nº 03/2023 e nº 04/2023. Mesmo após recomendações expedidas pelo MP, em agosto, a gestão municipal não se manifestou.

O concurso ofertou mais de 700 vagas nas áreas da educação, saúde, assistência social e administração, mas, segundo o órgão, apresenta falhas que ferem os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e isonomia.

Entre os problemas, a ação destaca a não divulgação dos espelhos de provas e das respostas aos recursos, além da inexistência de postos físicos de inscrição, em desacordo com a legislação estadual. O MPAM também aponta a cobrança indevida de taxa de inscrição de pessoas com deficiência, o descumprimento da reserva mínima de 20% de vagas para esse grupo em diversos cargos e a limitação de apenas 11 das 60 vagas de guarda municipal para candidatas do sexo feminino, medida já considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro ponto questionado é a previsão de realização do curso de formação dos guardas municipais de forma concomitante ao exercício das funções, em desacordo com o Estatuto das Guardas Municipais.

A promotoria de Urucurituba ressalta, ainda, que os editais foram lançados em dezembro de 2023, sem que houvesse, à época, a publicação das leis complementares que criavam ou ampliavam os cargos ofertados, o que só ocorreu sete meses depois, em julho de 2024. Isso significa que o concurso foi iniciado e concluído sem base legal válida.

Em paralelo, o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) já havia declarado ilegal, em junho de 2025, o edital nº 03/2023, referente às áreas da saúde e assistência social, determinando sua anulação.

Outro ponto de atenção são denúncias recebidas pela promotoria sobre favorecimento a candidatos com parentesco com autoridades locais, como prefeito, ex-prefeitos, secretários e vereadores, com pelo menos dez ações judiciais em andamento contra a banca organizadora.

Diligências

O MPAM pede que a Justiça determine a anulação integral dos concursos regidos pelos editais citados e a exoneração dos candidatos já nomeados, ressaltando que, conforme entendimento consolidado pelo STF na Súmula 473, atos administrativos ilegais não geram direitos e devem ser anulados pela própria Administração.

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação

PA: Lula vai inspecionar COP30

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Nesta quinta-feira, 2, o presidente Lula (PT) vai ao Pará acompanhar os avanços dos preparativos para a COP30, acompanhado do ministro do Turismo, Celso Sabino, para realizar entregas e lançamentos de várias construções no estado. O ministro entregou sua demissão e deve sair até sábado, 4. A movimentação é fruto da saída do União Brasil da base do governo.

Lula deve cumprir agenda em Breves, no Marajó, e à tarde, fazer entregas relacionadas à COP30. Com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e Sabino, deve visitar a estação de tratamento de esgoto do Una, no Telégrafo. Pela noite, vai ao lançamento do Parque Linear da Nova Doca, no centro turístico de Belém.

Amanhã, visita obras de infraestrutura. Vai ver o desenvolvimento das obras de macrodrenagem, que cortaram a cidade inteira, vai checar as construções do Porto Futuro 2, um complexo cultural e gastronômico na orla de Belém com previsão de entrega para outubro, e, por fim, verá como está o Parque da Cidade, que é onde será realizado o evento internacional.

Mesmo com os avanços das obras, o que causa preocupação são as hospedagens. Os preços locais seguem muito acima do esperado. O governo brasileiro tenta mediar junto à gestão estadual soluções para que não haja defasagem nas delegações internacionais.

 

Com informações do UOL 

PF deflagra operação contra organização criminosa acusada de fraudes em concursos públicos

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 2, uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes a concursos públicos.

Segundo a PF, as investigações apontaram fraudes no Concurso Público Nacional Unificado (CNU) de 2024, o chamado Enem dos Concursos, e em certames das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas, da Universidade Federal da Paraíba, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

As decisões judiciais estão sendo cumpridas em cidades de três estados: Paraíba, Pernambuco e Alagoas.

Até a última atualização desta reportagem, duas pessoas foram presas preventivamente. O terceiro mandado de prisão ainda está sendo cumprido. Segundo apurou a TV Globo, ao menos 16 pessoas comprovadamente fraudaram certames realizados no ano passado.

Eles são acusados de condutas ilícitas como uso de ponto eletrônico durante a realização da prova e falsificação de documentos para que outras pessoas fizessem o concurso no lugar dos candidatos. Também há denúncias de acesso antecipado às provas.

As forças de segurança também cumpriram 12 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra os investigados. Entre elas, o afastamento de cargos públicos e sequestro de bens.

Após as investigações, os acusados foram excluídos de processos seletivos e, no caso de servidores nomeados, foram afastados de cargos públicos já ocupados.

Eles também poderão responder pelos crimes de fraude em concurso público, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documento público.

A operação conta com apoio do Ministério da Gestão e Inovação.

Em nota, a PF informou que, “em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Gestão e Inovação, vem ampliando mecanismos de fiscalização para garantir maior segurança, transparência e integridade nos processos seletivos realizados em todo o país”.

O Ministério da Gestão também se posicionou sobre o caso. Veja a nota na íntegra:

“Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informa que tem apoiado, desde o início, as investigações da Polícia Federal sobre fraudes em concursos públicos, entre elas, uma fraude pontual durante a aplicação da prova da primeira edição o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).

O MGI vem acompanhando os desdobramentos da operação da PF no dia de hoje e, em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal e demais forças de segurança, ampliou os mecanismos de fiscalização para garantir maior segurança, transparência e integridade na prova do CPNU 2, cuja realização está confirmada para esse domingo, 5 de outubro.

 

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação

Grupo no WhatsApp de promotores expõe ironia de Porsche, retroativos milionários e ‘status inferior’ a juízes

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Mensagens de um grupo de WhatsApp formado por mais de 500 promotores e procuradores da ativa e aposentados do Ministério Público de São Paulo (MPSP) expõem a briga pelo pagamento de penduricalhos, a ciumeira com carros de luxo de desembargadores e a ira contra um colega que foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pagamento de um benefício que turbinou os contracheques da carreira.

Na reportagem, veiculada pelo Metrópoles, membros do MPSP reclamam de estar em uma “classe social inferior” à dos magistrados e dizem que os penduricalhos — valores pagos além do salário como verbas indenizatórias — são uma “defesa contra o arrocho salarial”. “Eu só quero pagar minhas contas”, escreveu um deles.

O grupo no WhatsApp leva o nome “Equiparação Já” e fomenta duas reivindicações centrais de promotores e procuradores. A primeira é equiparar seus vencimentos aos dos magistrados do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o que consideram uma disparidade inconstitucional. A segunda está relacionada à equiparação entre os pagamentos a membros da ativa e os aposentados do MPSP.

Entre os integrantes do grupo há membro do Ministério Público paulista que recebeu R$ 67 mil líquidos somente em agosto deste ano e mais de R$ 100 mil em dezembro de 2024, de gratificação natalina e verbas indenizatórias.

Passeio de Porsche

Entre os membros do MPSP mais atuantes no grupo da “equiparação” salarial está o procurador Marcio Sergio Christino. No sábado, 20, por exemplo, ele perguntou de forma irônica aos outros membros se eles já haviam passeado de Porsche naquele dia. Depois, reclamou do “desnível financeiro e social” dos representantes do Ministério Público em relação à magistratura.

“Você já passeou de Porsche hj? Parece que ficamos acostumados com o desnível financeiro e social que nos colocamos em relação à magis”, escreveu Christino, referindo-se à magistratura. “Desembargador amigo está uma foto dele andando de Porsche pela Rodovia dos Bandeirantes com o teto solar aberto. Isto me lembrou do almoço onde eles (desembargadores) discutiam justamente isso. E lembravam que os três comensais haviam comprado o mesmo carro”, completou ele.

No dia seguinte, o procurador voltou ao grupo, lamentou a proximidade financeira dos membros do MPSP, que são os promotores e procuradores, com “funcionários” do órgão, como os analistas. E relembrou o caso dos Porsches.

“Vocês sabiam que percentualmente a diferença entre nós e os desembargadores é maior que a diferença entre nós e os analistas? Ou seja, estamos mais perto de sermos vistos financeiramente como funcionários do que como iguais”, disse. “Isto confirma o que eu havia dito antes: agora estamos em uma classe social inferior. E isto não é eventual, é estrutural. Bom domingo, com ou sem Porsche”, acrescentou.

A conversa sobre os carros de luxo continuaram durante a semana e receberam o apoio de outra procuradora, Valéria Maiolini, que fez o relato de um juiz que acabava de comprar seu terceiro carro de colecionador, acumulando R$ 1 milhão em veículos caros, enquanto os membros do MPSP brigavam “para receber o mínimo”.

Inacreditável o que estamos vivendo! Um conhecido meu juiz acabou de comprar o terceiro carro de colecionador! Mais de 1 milhão só em carros de colecionadores para ficar na garagem e sair só final de semana!”, exclamou a procuradora, que foi procurada por telefone e WhatsApp, mas não respondeu à reportagem.

Outro membro do MPSP chamado Leonardo — ele não quis se identificar ao ser contatado com a reportagem — disse que precisava dos auxílios e benefícios pagos além do salário para “pagar as contas”. “Eu nem quero um Porsche. Eu só quero pagar minhas contas”, pontuou.

O procurador Márcio Christino respondeu lembrando da mensagem que enviou sobre os Porsches e completou com outro comentário, dizendo que o vencimento dos membros do MPSP estava se equiparando ao salário pago no “magistério”. Em seguida, ele faz um trocadilho ao apelido “magis” dado à carreira dos “magistrados” para se referir aos professores.

“E pior, não há mudança de perspectiva à vista, estamos nos tornando igual a Magis… Magistério”, respondeu o procurador.

Procurado pela reportagem, Márcio Christino disse, inicialmente, que não lembrava das mensagens e acusou suposta adulteração das conversas. Depois, disse se tratar de consequências de uma “disputa eleitoral”, já que ele é candidato ao Conselho Superior do Ministério Público, que terá eleições em dezembro.

Um dos administradores do grupo, o procurador Luiz Faggioni disse que dirige um carro popular. O comentário seria uma ironia com os desembargadores e não expressaria o desejo dele de andar de Porsche.

Xingamentos

Um membro do MPSP que acionou o STF recentemente contra um auxílio recebido pelos promotores foi alvo de xingamentos de outros integrantes do grupo. O alvo é aposentado e, segundo membros do Ministério Público que aparecem na conversa, não faz parte do grupo de WhatsApp. Nas mensagens, ele é chamado pelos colegas de “idealista”, “mesquinho”, “ingênuo”, entre outros adjetivos.

“Uma burrice, sem tamanho. Uma ação pequena, de uma pessoa mesquinha, com visão estreita”, escreveu Leonardo sobre a ação do colega.

Ele foi respondido por Valéria, que alega que São Paulo é o único estado prejudicado com a ação movida contra o penduricalho.

“Síndrome de vira lata mesmo! Querer nivelar por baixo quando todos já receberam suas verbas, menos SP, muito pouco pago, Piauí e RS! Só SP será prejudicado com auto!”, escreveu.

Marcio Christino também criticou a ação no grupo.

“Tal ação é de antemão um insucesso, não servirá para nada, exceto nos expor”, argumentou. “Certo está o Leonardo, a luta é pelo orçamento que beneficiará a todos.”

Luiz Faggioni, o administrador do grupo, também entrou no coro e disse que o autor da ação era “inimigo da classe”. Valéria volta à discussão questionando se o colega havia aberto mão de outros privilégios.

“Alguém sabe dizer se o colega abriu mão do auxílio moradia quando foi pago: Porque quem não concordou abriu mão de receber! E ele?”, perguntou a procuradora.

“Está militando para destruir direitos importantíssimos”, respondeu Faggioni.

Já Leonardo justifica os penduricalhos contra a desvalorização do salário.

“A armadilha é que o salário de todo o funcionalismo público foi indexado ao do ministro do STF. Então, fica praticamente inviável um aumento real. Por isso surgiram os penduricalhos: legítima defesa contra o arrocho salarial”, disse.

Um dos participantes do grupo, o promotor Jamil Luiz Simon, de Campos do Jordão, aposentado neste ano, disse que o salário dos promotores não pode ser comparado com outras profissões da sociedade brasileira pelo mérito de ter passado no concurso, as particularidades da profissão e a necessidade de manter bons quadros no MPSP, diante da possibilidade de se tornarem advogados.

Ele ainda comentou que os penduricalhos são justos, diante da inflação do país, e que à exceção de poucos estados, os magistrados e Ministérios Públicos recebem o “auxílio acervo” e o “adicional de tempo de serviço” retroativo. A revolta quanto ao colega se dá pela indignação de ele ter se voltado contra a classe.

“Não recebeu represália. Parece que ele nem faz parte do grupo. E é lógico, quando você está conversando em um grupo fechado, você usa expressões”, disse Simon ao Metrópoles. “Se a ação dele tiver sucesso — a gente acredita que não vai ter, mas só quem sabe é o STF —, a gente vai perder esse crédito, né? E outros Ministérios Públicos do país e a magistratura, de vários estados, federal, estadual etc., vão receber e nós não. Como que um colega move uma ação dessa contra a própria classe?”, questionou.

Eleição do CSMP

Segundo apurou o Metrópoles, o pano de fundo dessas queixas é a eleição ao Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), marcada para 6 de dezembro. Ao menos três chapas devem concorrer. Apenas uma candidatura, a de Marcio Sergio Christino, não tem ligação com o atual procurador-geral de Justiça (PGJ), Paulo Sergio Oliveira e Costa. Por isso, é considerada de oposição.

Na situação, o subprocurador-geral Wallace Paiva deve capitanear uma das candidaturas. O ex-subprocurador-geral José Carlos Cosenzo também deve disputar a eleição do CSMP. Ele concorreu para ser PGJ, ficou em primeiro da lista tríplice, mas não foi escolhido pelo governador Tarcísio de Freitas(Republicanos), que preferiu Oliveira e Costa, o terceiro colocado daquela disputa.

Resposta do procurador

O procurador Márcio Christino afirmou que desconhece o teor dos comentários e atribuiu o vazamento dos diálogos à eleição interna do MPSP.

“Lamento profundamente a publicação de comentários cuja origem e teor desconheço. De fato, participo de vários grupos, aquele inclusive, mas não me recordo destas mensagens e reputo indevido o uso de meu nome. O teor destas mensagens está manipulado em seu conteúdo. Sem apontar a origem fica inviável a comparação. O MP está em época de disputas eleitorais e sou candidato, evidente a intenção de interferir no processo eleitoral. Isto mostra como o processo político interno transborda. Especialmente para quem contesta ações e omissões da própria instituição.”

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês

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A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1087/25, do Poder Executivo, que concede desconto para zerar o Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) de quem ganha até R$ 5 mil mensais e institui cobrança adicional para aqueles com rendimento tributável acima de R$ 600 mil ao ano. A proposta será enviada ao Senado.

A intenção do projeto é aumentar o escalonamento dos tributos cobrados com base na chamada alíquota efetiva (encontrada após deduções e isenções).

Para compensar a isenção de até R$ 5 mil, a proposta cria um patamar mínimo de 10% do IR que pode atingir cerca de 141,4 mil contribuintes pessoas físicas de alta renda que hoje recolhem, em média, com alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos.

Trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.

As reduções para a faixa até R$ 5 mil se repetem na Declaração de Ajuste Anual (DAA) do IRPF, quer o contribuinte opte por fazer a declaração completa (com deduções de gastos de saúde e educação, por exemplo) ou opte pelo desconto simplificado (cujo valor é ajustado de R$ 16.754,34 para R$ 17.640,00).

O desconto proposto será aplicado inclusive sobre o 13º salário, que tem tributação exclusiva na fonte (não entra na conta com os demais salários na declaração anual).

Correção da tabela

O Plenário da Câmara aprovou o projeto na forma de substitutivo do relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). De acordo com o texto, a redução gradual para os rendimentos acima de R$ 5 mil mensais, que antes iriam até R$ 7 mil, passa a contemplar até o valor de R$ 7.350,00 (quanto mais ganha, menor a redução). Acima de R$ 7.350,00 mensais nada muda.

No entanto, Lira aumentou a lista dos tipos de rendas que podem deduzidas, acrescentando desde aquelas obtidas com títulos do agronegócio e o ramo imobiliário até lucros e dividendos cuja distribuição tenha sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.

Quanto às várias emendas sugeridas para reajustar a tabela do Imposto de Renda, o relator decidiu incluir dispositivo para que o Executivo envie ao Congresso Nacional, dentro de um ano, projeto prevendo política nacional de atualização desses valores.

Lira também excluiu da base de cálculo de lucros e dividendos distribuídos pelos cartórios aos notários as taxas repassadas ao sistema judiciário. Além disso, lucros e dividendos relativos ao ano-calendário de 2025 poderão ser distribuídos até 2028.

Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto

Justiça tributária

Arthur Lira afirmou que a proposta vai beneficiar diretamente 15,5 milhões de pessoas, enquanto cerca de 140 mil pessoas serão atingidas na compensação da isenção. “O projeto é neutro quanto à arrecadação, ele é neutro quanto à renúncia fiscal”, disse.

Em entrevista coletiva antes da votação, Lira disse que a proposta não resolverá de forma definitiva a regressividade da tributação da renda do Brasil. “Mas é um primeiro passo para corrigir uma distorção tributária e social das pessoas que menos recebem”, explicou.

Segundo ele, é necessário ainda se debruçar sobre outros projetos para fazer com que a justiça tributária da reforma do consumo também aconteça na reforma da renda.

Cumprimento de prazos

Lira também ressaltou que a Câmara manteve todos os acordos de prazos de votação da proposta. “Esta é a Casa mais acessível, diversa, contemporânea e democrática do sistema público brasileiro”, declarou.

A proposta trata de renúncia de R$ 25,4 bilhões em receita do Imposto de Renda, cerca de 10% dos quase R$ 227 bilhões arrecadados com o tributo.

Mudança estrutural

Segundo o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (RJ), a votação do projeto é uma “retumbante” vitória do povo brasileiro. “Parabenizamos o ministro Haddad [Fazenda], que insistiu nesta pauta da justiça tributária, porque o que estamos fazendo no país é uma mudança verdadeiramente estrutural.”

A líder do Psol, deputada Talíria Petrone (RJ), afirmou que, finalmente, a Câmara atende aos anseios da população em um projeto que propõe justiça tributária. “Quase 20 milhões de pessoas serão impactadas com aumento da sua renda. A medida terá um impacto real no bolso do brasileiro e da brasileira”, disse.

Segundo a deputada, a proposta corrige uma desigualdade que estrutura o Brasil. “Esse é o primeiro passo para o início de uma reforma tributária no nosso país”, declarou.

Críticas

Já o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a proposta é um “troco”, muito abaixo da necessidade da população. Ele defendeu maior redução da carga tributária. “O nosso partido é sempre contra o aumento de impostos”, disse.

Para o deputado Capitão Alden (PL-BA), vice-líder da oposição, o projeto pode “matar” o mercado brasileiro. Ele acredita que os brasileiros mais ricos que serão tributados devem transferir seus recursos para o exterior. “Gerando o desemprego, uma série de consequências nefastas para o Brasil”, afirmou.

Para o parlamentar, a isenção deveria subir para até R$ 10 mil, mas com a compensação dos recursos a ser feita por ações de austeridade do governo federal.

 

Da Redação com informações da Agência Câmara de Notícias 

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Comissão do Senado aprova aumento do Fundo Eleitoral para R$ 4,9 bilhões

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou a Instrução Normativa (PIN 1/2025) que prevê um aumento significativo do fundo eleitoral, passando de R$ 1 bilhão para R$ 4,9 bilhões no Orçamento de 2026 (PLN 15/2025), por meio de emendas de bancada.

O texto foi apresentado pelo deputado, Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), relator do Orçamento de 2026. Segundo ele, a proposta do Executivo será ajustada para igualar o valor destinado às eleições municipais de 2024.

Emendas parlamentares

O governo já havia retirado R$ 1 bilhão das emendas de bancadas estaduais para atender o Fundo Eleitoral. Agora, foram retirados mais R$ 2,9 bilhões das emendas. O restante será cortado das despesas não obrigatórias.

Com isso, a reserva para emendas das bancadas estaduais será reduzida de R$ 15,2 bilhões para R$ 11,2 bilhões.

Os ajustes serão feitos no projeto da Lei Orçamentária (LOA) de 2026. “O relator-geral do projeto de lei orçamentária de 2026 tomará as providências necessárias para o atendimento dessa instrução”, disse Isnaldo.

LDO de 2026

O presidente da comissão, senador Efraim Filho (União-PB), adiou a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 (PLN 2/2025) para a próxima terça-feira, 7. Segundo ele, ainda existem divergências entre os líderes de partidos sobre a votação do relatório final e dos destaques ao texto.

A LDO orienta a elaboração e a execução da LOA.

 

Da Redação, com informações da Agência Senado
Foto: Divulgação 

RR: PF prende 3 pessoas com R$ 510 mil em espécie por suspeita de lavagem de dinheiro público

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Na terça-feira, 30, a Polícia Federal (PF) prendeu três pessoas em flagrante com R$ 510.272,00 em dinheiro vivo por suspeita de lavagem de dinheiro. A corporação recebeu uma denúncia.

Foi iniciado o monitoramento dos suspeitos até a abordagem com o montante. Um vídeo divulgado pela PF mostra o momento em que um agente abre a mochila e constata as cédulas de R$ 100 em maços volumosos.

Em Boa Vista, na sede da PF, os suspeitos foram ouvidos e autuados em flagrante por lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A investigação preliminar aponta que os recursos sacados tem provável origem em desvios de recursos públicos.

Com informações de Folha BV

Foto: Divulgação

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