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Partido Verde tem Fundo Partidário bloqueado pelo TRE-AM

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O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) determinou a apreensão de verbas estaduais por conta de uma ação de execução de sentença movida pelo Governo Federal contra o Partido Verde (PV) Estadual referente ao exercício financeiro de 2022.

Segundo o parecer, as contas de 2022 foram julgadas como irregulares e posteriormente foram desaprovadas pela Corte Eleitoral, por utilização indevida de recursos do Fundo Partidário. No entendimento da Corte, o erro acarreta a obrigação do ressarcimento ao erário.

As omissões por parte do partido vão desde falha na prestação de contas até inércia em apresentar um plano para quitar o débito.

O partido foi intimado para que, no prazo de 15 dias, informe e comprove nos autos a realização dos descontos mensais de sanção imposta ao Diretório Estadual do Amazonas, por ocasião de futuros repasses de cotas do Fundo Partidário.

Outro ponto na decisão da desembargadora Carla Maria Santos dos Reis, presidente do TRE-AM, foi que a impenhorabilidade dos recursos do Fundo Partidário não é absoluta, e foi autorizado o bloqueio de verbas que seriam enviadas ao diretório.

Confira a decisão do TRE-AM:

 

Da Redação

Câmara aprova em dois turnos fim da escala 6×1 com jornada máxima de 40 horas semanais

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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos,nessa quarta-feira, 27, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6 X 1 (um dia de descanso e 44 horas semanais). O texto prevê uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras.

A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

O texto que irá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.

Segundo o texto, a redução da carga horária semanal será sem redução de salários e haverá uma transição para chegar às 40 horas.

Depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional, já valerão os dois dias de descanso remunerado por semana, um dos quais preferencialmente aos domingos.

Também a partir desse prazo o trabalhador registrado na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) contará com carga horária semanal de 42 horas.

Em um ano depois do fim desses dois meses, portanto 14 meses depois da promulgação, a jornada será de 40 horas por semana.

Durante esse prazo de um ano, convenção ou acordo coletivo de trabalho poderão ampliar a duração diária do trabalho normal (além de 8 horas diárias) para viabilizar a transição de 42 horas, respeitado o repouso remunerado de dois dias.

Piso salarial

A PEC garante que as 8 horas diárias e 40 horas semanais com dois dias de descanso serão aplicadas aos contratos de trabalho em vigor sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie. A manutenção do salário será aplicada inclusive aos pisos salariais.

No entanto, há exceções previstas na própria PEC, como para portadores de diploma de curso superior que ganhem acima de 2,5 vezes o teto da Previdência (equivalente hoje a R$ 21.188,87) e para trabalhadores terceirizados em contratos de mão de obra com a administração pública.

Regimes diferenciados

Apesar de a PEC garantir parâmetros mínimos (40 horas e dois dias de descanso), ela permite que leis ordinárias estabeleçam condições e hipóteses de regimes diferenciados, respeitados esses limites e a possibilidade de turnos ininterruptos de revezamento de seis horas.

Para esses casos, como da escala 12×36 e atividades essenciais de saúde, segurança, transporte e limpeza urbana e outros, convenções ou acordos coletivos de trabalho poderão, excepcionalmente, prever um regime de compensação a fim de assegurar, na média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário.

Assim, os dias de folga semanal poderiam ser acumulados para serem tirados em outro período no mês, garantido que pelo menos um dos dias seja após uma semana de trabalho.

Menos horas

A mudança não implicará redução proporcional das jornadas de trabalho já fixadas em patamar igual ou inferior a 40 horas semanais, cujos trabalhadores contarão também com os dois dias de descanso remunerado semanal.

Outro ponto que começa a valer depois de dois meses da publicação da futura emenda constitucional é a perda de validade de cláusulas de convenções e acordos coletivos sobre duração do trabalho e repouso semanal remunerado incompatíveis com o novo patamar.

Microempreendedor

Fruto das negociações em torno do texto, o deputado Leo Prates incorporou dispositivo para remeter a uma lei complementar a definição de regras transitórias para diminuir o impacto da mudança em microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Embora não esteja no texto, a ideia é que os MEIs possam contratar dois em vez de um empregado como é permitido hoje. O governo também aceitou reajustar os valores de enquadramento de MEIs, micro e pequenas empresas no Simples Nacional.

A PEC diz que essas medidas serão condicionadas à manutenção de níveis de emprego.

Sem limite

Sob o argumento de que irá desestimular a “pejotização” (contratação de trabalhador como pessoa jurídica), Prates propõe que as regras constitucionais de duração do trabalho (40h semanais e 8h diárias) e as de controle de jornada não sejam aplicadas ao empregado portador de diploma de nível superior que receba acima de 2,5 vezes o teto da Previdência, que daria hoje o equivalente a R$ 21.188,87 (R$ 8.475,55 de teto).

A exceção seria por liberalidade do empregador (se ele quiser) ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

O repouso remunerado de dois dias por semana deve ser cumprido e a nova norma não será aplicada a empregados públicos da administração direta e indireta de quaisquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. A Justiça do Trabalho deverá processar e julgar as ações relativas a essa regra.

Como essa regra entra em vigor imediatamente depois da publicação da emenda constitucional, os contratos em vigor deveriam ser adaptados, podendo implicar jornadas de trabalho superiores a 44 horas semanais se não existir acordo coletivo ou convenção para determinada carreira.

Terceirização

A fim de evitar impacto imediato nos contratos vigentes de trabalho terceirizado na administração direta e indireta dos entes federativos, o texto condiciona a mudança para 42 horas e depois para 40 horas, conforme a transição, ao aditamento do contrato entre a empresa fornecedora da mão de obra e a administração. Isso manteria o equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

O aditamento deve ocorrer em um ano após a publicação da futura emenda e envolve contratos regidos pela legislação de licitações e contratos administrativos (pessoal de segurança e limpeza, p. ex.), de concessões e permissões de serviços e obras públicas (administradoras de aeroportos ou concessionárias de rodovias, p. ex.), de parcerias público-privadas e de outros instrumentos de colaboração com a iniciativa privada (organizações sociais, p. ex.).

Para todos esses trabalhadores será assegurada igualmente a não redução de salários e, caso o aditamento do contrato não saia no prazo previsto, as reduções da jornada semanal para 42h e 40h valerão independentemente disso.

Se a mudança contratual for realizada no tempo determinado, a nova jornada valerá a partir da data de sua formalização.

Assim, os contratos que venham a ser reformulados nos dois meses iniciais de publicação da futura emenda deverão prever a redução para 42 horas prevista na transição e o repouso remunerado de dois dias semanais.

 

Da Redação com informações da Agência Câmara de Notícias

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

 

Wilson Lima reúne prefeitos e vice-prefeitos da federação União Progressista no Amazonas

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O presidente da Federação União Progressista no Amazonas, Wilson Lima, reuniu nesta quarta-feira, 27, prefeitos e vice-prefeitos do grupo político em seu primeiro encontro oficial após ser confirmado no comando da federação no estado. Wilson, que administrou o Amazonas entre 2019 e abril de 2026 e é pré-candidato ao Senado, destacou a força política da federação entre os partidos União Brasil e Progressistas.

“União e PP somam aí a maior força política do país, a maior força partidária do país e aqui no Estado não é diferente. A reunião de hoje é um movimento que a gente faz de alinhamento, de proximidade com os prefeitos e vice-prefeitos”, afirmou Wilson Lima durante o encontro.

A Federação União Progressista reúne duas das principais legendas do país e passa a atuar de forma conjunta no Amazonas. No estado, o grupo político possui 22 prefeitos, 6 vice-prefeitos, 158 vereadores, 8 deputados estaduais e 1 deputado federal, consolidando uma das maiores estruturas partidárias amazonenses.

Wilson Lima assumiu oficialmente a presidência da federação após a composição ser registrada no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O vice-presidente da federação no Amazonas é o vereador de Manaus Rodrigo Sá.

Durante a reunião, Wilson também reforçou o compromisso de fortalecer o diálogo com os municípios e ampliar a articulação política da federação no interior e na capital. O ex-governador chega ao comando da União Progressista com forte capital político após ter sido reeleito em 2022 com mais de 1 milhão de votos, marca que o tornou o candidato mais votado da história do Amazonas.

Da Redação

Ao lado do presidente Lula, governador Roberto Cidade destaca investimentos históricos no Amazonas

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Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Amazonas, Roberto Cidade, acompanhou, nesta quarta-feira, 27, o anúncio de mais de R$ 7 bilhões em investimentos voltados para infraestrutura, energia, logística e desenvolvimento regional no Amazonas. A agenda foi realizada no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia e no Estaleiro Juruá, em Manaus, reunindo autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.

Durante a programação, Roberto Cidade destacou que os investimentos representam um avanço estratégico para o Amazonas, fortalecendo a economia, ampliando a geração de emprego e renda e impulsionando novos projetos nas áreas naval, energética e logística.

“Quero agradecer ao presidente por estar trazendo entregas e investimentos para o nosso povo. Fico muito feliz ao ver um estaleiro do Amazonas construindo embarcações, gerando emprego, renda e criando oportunidades. Eu vim de uma família do interior, trabalhei com embarcação regional e estar aqui neste momento é um sonho. Acompanhar investimentos como esses me enche de orgulho. É dessa forma que vamos continuar avançando, com prosperidade e desenvolvimento para o nosso estado”, afirmou o governador.

Durante o evento no Estaleiro Bertolini, foi anunciada a construção de 18 barcaças pela Transpetro, ampliando a eficiência logística no transporte de combustíveis pelos portos brasileiros. Também foi confirmada a retomada dos investimentos da Petrobras no Polo de Urucu, com a destinação de aproximadamente R$ 2,5 bilhões para a perfuração de novos poços de petróleo e gás natural até 2030.

No Estaleiro Juruá, Roberto Cidade acompanhou o presidente Lula durante anúncios voltados para infraestrutura, inovação e desenvolvimento sustentável da Amazônia. Entre os destaques, estão os investimentos para fortalecimento da bioeconomia e do ecossistema de inovação da região, além de recursos destinados ao Programa Desafios da Amazônia, com participação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Na agenda, também foram anunciados mais de R$ 3,2 bilhões em investimentos para o setor energético do estado, incluindo R$ 785,9 milhões destinados à ampliação do programa Luz para Todos na Amazônia Legal. Os recursos irão beneficiar milhares de unidades consumidoras e ampliar o acesso à energia elétrica em comunidades isoladas.

Outro anúncio de destaque foi o investimento de aproximadamente R$ 900 milhões para modernização do Porto de Manaus. A iniciativa prevê melhorias estruturais e operacionais para fortalecer a logística, ampliar a movimentação de cargas e melhorar o transporte hidroviário na capital amazonense.

Já durante discurso no Estaleiro Juruá, Roberto Cidade também destacou o avanço das obras de recuperação e pavimentação da BR-319, classificando a rodovia como um dos maiores anseios da população amazonense.

“Quis Deus que eu tivesse a oportunidade de ver o retorno da nossa tão sonhada BR-319. A BR-319 é o anseio dos mais de 4 milhões e meio de amazonenses que precisam ter o direito de ir e vir do nosso estado para o restante do país”, afirmou o governador.

Ainda segundo Roberto Cidade, as intervenções na rodovia representam um avanço histórico para a integração logística do Amazonas. “Eu fui e vi o asfalto caindo na BR-319. Esse é um trabalho de muitos. Essa luta contou com o empenho de parlamentares, da Assembleia Legislativa e de todos que defendem essa bandeira histórica para o Amazonas”, destacou.

Também durante a agenda, foi anunciado investimento de aproximadamente R$ 360 milhões para pavimentação do trecho do meio da rodovia, considerado estratégico para garantir a ligação terrestre do Amazonas com os demais estados brasileiros. Também foram assinadas ordens de serviço para construção de pontes e melhorias estruturais ao longo da estada.

Agenda

 

A agenda presidencial em Manaus teve início na terça-feira, 26, quando Lula realizou a entrega de 576 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, na capital amazonense. Na ocasião, Roberto Cidade também acompanhou a programação e reforçou a importância da parceria institucional para ampliação dos investimentos no Amazonas.

Ainda na terça-feira, o presidente visitou as obras de recuperação e pavimentação da BR-319, acompanhado pelo governador Roberto Cidade e outras autoridades estaduais e federais. A intervenção é considerada estratégica para a integração logística do Amazonas com o restante do país e representa um avanço histórico para a infraestrutura da região.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Alex Pazuello, Mauro Neto, Antônio Lima e Tiago Corrêa/Secom

Lula anuncia R$ 3,3 bilhões em investimentos para infraestrutura e energia no Amazonas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou, nesta quarta-feira, 27, durante solenidade realizada no Estaleiro Juruá, no município de Iranduba (AM), que o Brasil até hoje paga um preço alto por não ter investido como deveria nas últimas décadas. “A pergunta é quanto custa não fazer? Quanto custa não ter investido na educação no tempo certo? Não fazer as reformas que o Brasil precisava no tempo certo?”, questionou.

O evento marcou anúncios e assinaturas de atos estratégicos voltados ao desenvolvimento do Amazonas nas áreas de infraestrutura rodoviária, segurança energética, logística hidroviária e ciência como, por exemplo, investimentos voltados à modernização da rede de energia elétrica e assinatura de contratos no âmbito do Luz para Todos que, somados, envolvem R$ 3,3 bilhões para o Amazonas.

“Trata-se da construção de um país mais justo, mais solidário, mais favorável, mas, principalmente, mais inclusivo”, ressaltou o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia). “Hoje anunciamos investimentos de R$ 2,38 bilhões nas redes do setor elétrico. Anunciamos aqui R$ 738 milhões para levar off-grid (instalação de geração de energia independente da rede elétrica pública) e on-grid, que é o sistema de rede, para que a gente possa melhorar a qualidade de vida da nossa gente”, prosseguiu.

Modernização e reestruturação

A Âmbar Energia, responsável pela distribuição de energia no Amazonas (Amazonas Energia) e pela operação de diversas usinas termelétricas na região, investirá R$ 2,3 bilhões para o ciclo 2026/2028. Os recursos terão como foco a modernização e a reestruturação financeira da rede de energia, com R$ 634,5 milhões destinados à modernização da rede, R$ 765,3 milhões para manutenção, R$ 944,3 milhões voltados a 10 subestações e R$ 153,1 milhões da conta de consumo de combustíveis (CCC) para descarbonização, além de interligações Humaitá/Caladinho e Rio Preto da Eva/Lechuga.

Luz para todos

Dois contratos foram assinados com as empresas ENBPar e Âmbar Energia referentes às 3ª e 11ª tranches (pacotes de ligações) do Luz Para Todos, com investimento total de R$ 785,9 milhões. Na 3ª Tranche serão atendidos 18 municípios de áreas remotas do estado, por meio de um investimento de R$ 362,1 milhões, com 7,3 mil unidades contratadas, beneficiando 29 mil pessoas. Na 11ª Tranche serão atendidos 68 municípios na modalidade rural, resultado de R$ 423,8 milhões em investimentos, com 11,5 mil unidades contratadas, beneficiando 46,1 mil pessoas.

Cuidado e desenvolvimento

Ministra da Casa Civil, Miriam Belchior destacou a importância dos investimentos em infraestrutura para a integração do país com a região amazônica. “Infraestrutura é fundamental para cuidar das pessoas e do desenvolvimento do Brasil. O presidente Lula pensa permanentemente nessas duas coisas: em como mudar a vida das pessoas para melhor e no desenvolvimento do país. O Brasil e o Amazonas merecem mais obras do Novo PAC, mais desenvolvimento e melhor qualidade de vida para todos os amazonenses”. 

161 mil famílias

Entre 2003, ano do lançamento do programa, até janeiro de 2026, o Luz Para Todos contabiliza no Amazonas 161,5 mil famílias atendidas, sendo 12,8 mil desde 2023. Ao todo, 702,9 mil pessoas foram beneficiadas por um investimento de R$ 1,8 bilhão. Em todo o país, o Luz Para Todos já atendeu mais de 3,8 milhões de famílias desde sua criação, beneficiando mais de 17,9 milhões de pessoas, por meio de um investimento total de R$ 25,9 bilhões.

 

Da Redação com informações do Governo Federal

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Comissão aprova relatório de PEC que acaba com escala 6X1

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A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, por 34 votos favoráveis e quatro contrários, o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6X1.

O texto prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

A matéria segue agora para o plenário da Casa para votação em dois turnos, onde precisará do apoio de, no mínimo, 308 parlamentares. A expectativa é que a proposta seja votada ainda nesta quarta-feira.

O relatório foi apresentado na segunda-feira, 25, mas um pedido de vista da oposição adiou a votação da proposta para hoje. A Câmara dos Deputados realizou uma sessão protocolar de oito minutos, pela manhã, para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial.

Proposta aprovada

O texto aprovado é a versão do relator para duas propostas de emenda à Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4X3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

O parecer apresentado por Prates modifica o artigo 7º da Constituição Federal, determinando que a duração do trabalho normal não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, “facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.”

A proposta também determina dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.

Pela proposta, o fim da escala 6X1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto “sem qualquer redução salarial, seja nominal, proporcional ou de qualquer outra espécie.”

O relatório aprovado prevê uma transição em dois períodos para a implementação da nova jornada de trabalho. A medida foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

  • O primeiro período de transição será 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, com a duração do trabalho normal passando de 44 para 42 horas semanais.
  • Doze meses após a entrada em vigor da mudança para 42 horas, a duração do trabalho será reduzida em duas horas, ficando nas 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

Após o prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê, entretanto, a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal para “viabilizar a distribuição da duração semanal do trabalho”. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Debates

Após deputados do PL assinarem uma emenda prevendo um período de 10 anos para o fim da escala 6X1, o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), anunciou que protocolaria um destaque para que, em vez da redução de jornada 6X1, construída em acordo com o governo e a presidência da Câmara dos Deputados, fosse votada a escala de trabalho 4X3.

A atitude foi criticada como uma tentativa de prejudicar a votação do texto.

“Sem nenhum tipo de estudo, sem nenhum aprofundamento no debate, sem sequer ter participado desta comissão, o PL, em uma tentativa de manipular a opinião pública, propõe a escala 4X3 e ameaça que, se não for aprovada no plenário hoje, vai propor imediata aplicação da lei sem tempo de transição”, criticou o deputado Otoni de Paula (PSD-RJ).

“Depois que o presidente Lula passou a apoiar o fim da jornada de trabalho 6X1 até a oposição vai votar favorável, até o PL já está defendendo o fim da jornada de trabalho 6X1. Eles correram do debate e, envergonhados, vão terminar votando favoráveis”, ironizou o líder do governo na Câmara, Rubens Pereira Junior (PT-MA).

“Eu desafio qualquer pessoa a pegar um vídeo deste líder dizendo que eu era contrário. Não existe. Porque nós nunca emitimos juízo de valor sobre isso”, rebateu Sóstenes.

O líder do PL protocolou um destaque para derrubar o período de transição de 60 dias para a redução da jornada de trabalho e afirmou que apresentaria, no plenário, o destaque para votação da escala 4X3. O texto foi rejeitado.

O pedido de supressão da regra de transição ocorre após o relator Leo Prates não acolher as emendas apresentadas por mais de 170 parlamentares do centrão e da oposição que pretendiam estabelecer uma regra de transição de dez anos a partir da promulgação da Emenda Constitucional.

As emendas determinavam ainda a redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores, manutenção das 44 horas para serviços essenciais e compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6X1.

“Quero parabenizar o deputado Leo Prates que não admitiu o texto de dez anos de transição e nem a Bolsa Patrão. Foram vários do PL que assinaram a Bolsa Patrão e assinaram os dez anos de transição”, lembrou o deputado Rogério Correia (PT-MG).

A lista de deputados que inicialmente apoiaram a emenda inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13). Muitos deputados retiraram o apoio depois de sofrer críticas em suas bases eleitorais.

 

Da Redação com informações de Agência Brasil

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

‘Ambientalmente, vai ser a estrada mais moderna do mundo’, diz Lula sobre obras na BR-319

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Em solenidade nesta quarta-feira, 27, no Estaleiro Juruá, no município de Iranduba (AM), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou os esforços do Governo do Brasil voltados à proteção socioambiental e ao desenvolvimento sustentável nas obras da rodovia BR-319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO). “Ambientalmente, vai ser a estrada mais moderna do mundo. Qualquer estrangeiro que vier dar palpite na questão climática aqui, a gente vai mostrar o que fizemos”, ressaltou Lula.

A BR-319 é a única alternativa terrestre que liga Manaus a Porto Velho. Atravessa uma das regiões mais sensíveis da Amazônia. A previsão é de que a Parceria Público-Privada (PPP) seja concretizada até 2028 e tenha duração de 20 anos, com um valor estimado de R$ 20 bilhões da União ao longo da execução. O modelo inédito a ser implementado deve servir como referência de gestão ao conciliar o serviço de manutenção da rodovia ao monitoramento ambiental do entorno da BR-319, com torres de observação, estações meteorológicas, central de atendimento e gerenciamento de alertas.  

“Por que compensa fazer a estrada? Porque é para ligar o Amazonas ao estado de Rondônia e ao estado de Roraima. É ligar a gente ao Caribe, porque a gente vai poder ir para a Guiana Francesa, para o Suriname. A gente vai poder chegar a outros lugares e é isso que o Brasil tem que fazer”, prosseguiu o presidente, que destacou os desafios que permeiam as décadas de espera do povo do Amazonas pela conclusão da BR-319.

“A BR-319 é uma briga que vocês estão tendo há 40 anos. Ela foi feita em 1970 pelo presidente Médici. Possivelmente, o projeto tenha sido errado. Eles não conheciam a área e a estrada afundou. Em muitos lugares a água tomou conta. Só para vocês terem ideia, é tão delicado a área que tem lugar que a gente vai ter que subir três metros para poder fazer a estrada”, continuou Lula.

A área de influência da BR-319 abrange aproximadamente 270 mil km² nos estados do Amazonas e de Rondônia. O território compreende 18 municípios e um mosaico territorial composto por 33% de Unidades de Conservação federais e estaduais, 19% de Terras Indígenas, 30% de glebas públicas, 10% de assentamentos federais e apenas 8% de áreas privadas. O segmento em obras vai do quilômetro 198 ao 250 e já tem licença ambiental. É conhecido como Trecho C, ou Lote Charlie, e amplia a conexão com Manaus, permitindo mais rapidez no acesso a suprimentos e serviços de saúde. Ele antecede o chamado trecho do meio. 

Na última das minhas agendas aqui pelo Amazonas, acompanhei no município de Iranduba o anúncio de uma série de investimentos estratégicos para o estado.

Viabilidade técnica

Está prevista uma série de escutas à sociedade e ao setor privado para detalhar a iniciativa, incluindo audiências públicas em Brasília e São Paulo (SP).  Nos próximos meses, será concluído o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para subsidiar a contratação da parceria. A proposta passará por consulta pública e avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) antes da publicação do edital.

Momento histórico

O ministro dos Transportes, George Santoro, classificou a iniciativa da assinatura da ordem de serviço para as obras como um momento histórico. “Todo mundo que está aqui sonha em ver a BR-319 toda asfaltada. Esse é um trabalho de construção coletiva desde o início deste governo. A gente avança cada vez mais com infraestrutura nacional, no maior ciclo de investimento da história. Chegamos a um acordo histórico em que a gente conseguiu avançar de maneira substancial com esse projeto”. 

Duas frentes

As obras avançam em duas frentes. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) vai ampliar melhorias em manutenção, enquanto a grande obra de reconstrução está em licenciamento. Trata-se de uma infraestrutura projetada para resistir aos eventos climáticos extremos. O monitoramento ambiental cobre 50 quilômetros para cada lado da rodovia, protegendo uma floresta que regula o clima e abastece os rios da Amazônia, numa área equivalente a três vezes o estado do Rio de Janeiro.

Proteção ambiental

Localizada no interflúvio dos rios Purus e Madeira, uma das áreas de maior integridade ambiental na Amazônia, a BR-319 conta atualmente com cerca de 85 mil km² de áreas protegidas. O Governo do Brasil ampliará a proteção ambiental a partir da criação de um corredor de novas Terras Indígenas e Unidades de Conservação (UCs), que totalizarão cerca de 121 mil km². Em maio, foram realizadas as consultas públicas para as três primeiras UCs federais a serem implementadas – as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Tupana Igapó-açu I, Tupana Igapó-açu II e Canaã, todas na porção norte do eixo da rodovia BR-319. Ainda este ano, também serão publicados os estudos de reconhecimento de três Terras Indígenas na região.

Portais de fiscalização

Até 2027, serão instalados três portais de fiscalização integrada nos municípios de Humaitá, Careiro e Manicoré (AM), a partir do trabalho integrado do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), que intensificará imediatamente as operações de controle ambiental ao longo de toda a rodovia por meio do Plano Estratégico de Ações Integradas para BR-319. 

Sede multiagências

Em Humaitá será implantada, em 2028, uma sede multiagências para atuação conjunta dos quatro órgãos com participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). As ações fazem parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas) e têm como foco a intensificação da presença efetiva do Estado para incremento da segurança pública e da proteção ambiental.

Regularização fundiária

Além disso, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) realiza um mutirão de análise dos processos de regularização fundiária dos assentamentos rurais da área, enquanto os governos federal e estaduais colocam em prática um plano de trabalho de análise de cerca de 26 mil registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que incidem sobre terras públicas federais, que deve ser concluído em 2027. Serão criados, em 2026, quatro escritórios para apoiar o processo de regularização fundiária.

Desenvolvimento sustentável 

No pilar do desenvolvimento sustentável, o Governo do Brasil atuará, junto aos governos estaduais e locais, em diferentes frentes. Uma delas é a promoção de concessões florestais por meio do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Outra medida a ser tomada ainda em 2026 é a conclusão da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), instrumento voltado à análise integrada dos impactos e oportunidades para o território. 

O estudo – que abrange o interflúvio dos rios Madeira e Purus, seus municípios e sub-bacias hidrográficas – indicará locais, públicos e políticas adequadas para a redução dos impactos ambientais relacionados à BR-319. A previsão é de que em agosto seja apresentado o resultado final da avaliação, que fornecerá diretrizes para o desenvolvimento sustentável da região.

Bioeconomia

As iniciativas para promover o desenvolvimento sustentável envolvem ações de fomento à bioeconomia. Em 2026, haverá o lançamento de uma plataforma de cadastro de empreendimentos comunitários e a formação de 50 agentes de crédito rural para viabilizar o financiamento de atividades sustentáveis na Amazônia. Em 2027, serão anunciados 10 editais para o fortalecimento de cadeias produtivas da sociobioeconomia e a implementação de dois Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia.

Resultados positivos

As medidas compõem uma política de fortalecimento da presença do Estado na região da BR-319 e chegam em um momento de consolidação de resultados positivos na agenda ambiental. Em 2025, o Amazonas registrou redução de 62% no desmatamento, com 979 km² de área desmatada, em comparação aos 2.594 km² registrados em 2022, segundo o sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A queda do desmatamento nas faixas de 50 km de cada lado da BR-319 foi ainda maior, alcançando, em 2025, 75% em relação ao pico ocorrido em 2022, também de acordo com o Prodes.

 

Da Redação com informações do Governo Federal

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

TCE-AM nega recurso e mantém multa a ex-prefeito de Urucurituba

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), por unanimidade, decidiu negar os embargos de declaração apresentados pelo ex-prefeito de Urucurituba, José Claudenor de Castro Pontes, o Sabugo (PT), e manter integralmente decisão anterior que considerou irregulares contratações temporárias de professores da rede municipal de ensino sem concurso público no ano de 2018.

O julgamento ocorreu durante a 16ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, realizada na terça-feira, 26, sob relatoria do conselheiro Josué Cláudio de Souza Neto, em consonância com parecer do Ministério Público de Contas (MPC).

O embargo foi apresentado contra o Acórdão nº 509/2026, que já havia negado um recurso de reconsideração do ex-gestor e mantido multa aplicada pelo tribunal.

Na decisão, o conselheiro-relator afirmou que não houve omissão, obscuridade ou contradição no julgamento anterior e destacou que a defesa buscava, na prática, rediscutir o mérito do processo.

Segundo o voto, as contratações temporárias foram feitas para atender uma necessidade permanente da administração pública, sem demonstração de situação excepcional e sem realização de processo seletivo objetivo, contrariando a exigência constitucional de concurso público.

Josué Cláudio Neto também afastou os argumentos da defesa baseados na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), que alegava dificuldades estruturais e financeiras enfrentadas pelo município do interior do Amazonas. Segundo ele, embora essas dificuldades sejam relevantes, não houve comprovação de situação emergencial nem demonstração de planejamento para substituição gradual dos vínculos temporários por servidores efetivos.

Representando o MPC, o procurador Evanildo Bragança destacou que os argumentos usados no recurso não possuem validade argumentativa. “O voto condutor do processo foi bem detalhado e houve uma discussão profunda sobre o caso, portanto não tem razão o embargante quando pretende arguir omissão ou obscuridade. O MPC vota pela rejeição dos embargos.

A multa aplicada ao ex-prefeito havia sido definida originalmente no Acórdão nº 2166/2024, no valor de R$ 14,6 mil, após o tribunal julgar procedente representação sobre irregularidades na admissão de professores da rede municipal sem o devido processo legal de contratação.

Ao negar o novo recurso, o Tribunal manteve integralmente os efeitos das decisões anteriores, incluindo a penalidade financeira aplicada ao ex-prefeito.

Com informações de TCE-AM

Trump perguntou sobre Lula a Flávio durante encontro na Casa Branca

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O presidente Lula foi citado no encontro que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde da terça-feira, 26, na Casa Branca. 

Segundo relatos feitos à coluna, Trump mencionou a reunião que teve com Lula há cerca de 20 dias em Washington e repetiu o elogio de que o mandatário brasileiro é um político “dinâmico”. 

Ao Metrópoles, o influenciador Paulo Figueiredo, que participou da reunião de Flávio e Trump, confirmou que Lula foi mencionado. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também participou do encontro.

“A gente abordou o assunto do presidente Lula, e o presidente Trump fez comentários a respeito do presidente Lula. Mas eu estaria violando a confidencialidade do presidente Trump se dissesse quais foram esses comentários. Alguns não foram tão elogiosos assim, mas a gente deixa isso para a história. Um dia eu escrevo um livro e conto isso”, afirmou Figueiredo. 

Segundo Figueiredo, Trump teria perguntado a Flávio o que Lula havia dito no Brasil acerca do encontro que o petista teve com o presidente norte-americano no dia 7 de maio, na Casa Branca. 

“O que eu posso dizer é que o presidente Trump perguntou o que o presidente Lula tinha dito depois da reunião com ele, e eu acho que ele não gostou muito da resposta que a gente deu para ele“, disse o influenciador.

No encontro, de acordo com o próprio Flávio Bolsonaro, Trump também fez questão de exaltar algumas reformas que o presidente americano tem feito nas instalações da Casa Branca.

A reunião com Trump aconteceu no Salão Oval, principal gabinete presidencial. Flávio, Eduardo e Figueiredo chegaram à Casa Branca por volta das 15h, no horário local, e saíram às 16h40.

 

Da Redação com informações de Igor Gadelha, da CNN Brasil

Foto: Reprodução

 

Petrobras investirá mais de R$ 2,8 bilhões no Amazonas para ampliar produção de gás natural em Urucu e frota de embarcações

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A Petrobras e a Transpetro, subsidiária de transporte, farão investimentos que ultrapassam a marca de R$ 2,8 bilhões no estado do Amazonas até 2030. O montante foi anunciado durante evento em Manaus, nesta quarta-feira, 27, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Sérgio Bacci, presidente da Transpetro.

O evento foi realizado no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, responsável pela construção de 18 barcaças encomendadas pela Transpetro, no valor de R$ 303,5 milhões, que vão garantir maior eficiência logística no fornecimento de combustível marítimo nos portos do país. Na ocasião, foi anunciado que a Petrobras vai retomar os investimentos na produção de Urucu, destinando cerca de R$ 2,5 bilhões para perfuração de novos poços e lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas para conexão dos novos poços em Urucu.

Programa Mar Aberto 

A construção das 18 barcaças é mais um investimento do Programa Mar Aberto, iniciativa do Sistema Petrobras para ampliar e renovar sua frota própria de navios, que visa redução de custos logísticos e geração de novos negócios. O Programa prevê a construção de 96 embarcações até 2030, com investimentos de R$ 34,8 bilhões.

Atualmente, a Petrobras tem o custo de cerca de R$ 300 milhões por ano para efetuar, por meio de contratos com empresas terceirizadas, o transporte e abastecimento de bunker (combustível marítimo) nos principais portos do país. Com a verticalização dessa logística, concentrando o armazenamento e a distribuição do bunker pela Transpetro, o Sistema Petrobras reduz os custos logísticos.

Além das 18 barcaças, a Transpetro também contratou 18 empurradores, que vão atuar no fornecimento e na logística do combustível marítimo no Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Juntos, esses investimentos somam R$ 628 milhões (R$ 303,5 milhões para a construção das 18 barcaças e R$325,3 milhões para os 18 empurradores, a serem construídos em Santa Catarina). Somente a construção das barcaças deve gerar cerca de 3,3 mil empregos diretos e indiretos no Amazonas.

“Quando fazemos esse tipo de investimento, sempre priorizamos os ganhos para o Sistema Petrobras e o impacto positivo no desenvolvimento econômico e social do Brasil”, diz a presidente da Petrobras, Magda Chambriard .

Para o presidente da Transpetro, o ingresso da companhia nesse modal atende a objetivos múltiplos. 

“Esses investimentos são essenciais para missão da Transpetro de oferecer cada dia melhores serviços logísticos para os brasileiros. Além disso, abrem novas possibilidades de negócios na navegação de águas interiores para a companhia. E ainda impulsionam a retomada da indústria naval em todo país. A Transpetro já encomendou 52 embarcações, dentro do Programa Mar Aberto,  desde o início da nossa gestão. São investimentos de aproximadamente R$ 11,6 bilhões até 2030”, explica o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Polo Urucu 

Localizado no coração da floresta amazônica, no município de Coari (AM), o Polo Urucu é a maior província petrolífera em terra firme (onshore) do Brasil e completa 40 anos de operação neste ano.

O polo é responsável por uma produção média de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. Após 10 anos sem investimentos em construção de novos poços, a Petrobras vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões em perfurações e lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas em Urucu, responsáveis por um incremento médio de produção de 4.400 bbl/dia.

“Esse investimento evidencia o compromisso da Petrobras com o desenvolvimento econômico e social do país. O gás natural de Urucu viabiliza a geração de 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios. O gás de cozinha (GLP) produzido, em média 80 mil botijões/dia, abastece todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste do País. Ou seja, sem a Petrobras os brasileiros dessas duas regiões ficariam sem o suprimento básico de energia”, explica a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

O objetivo é levar gás natural a localidades da Região Norte que enfrentam restrições logísticas de acesso ao insumo, criando soluções de distribuição voltadas à ampliação da oferta deste combustível em áreas remotas da Amazônia brasileira, contribuindo assim para a redução de emissões e o uso mais eficiente dos recursos energéticos da região.

A partir de 2028, a parceria entre a Petrobras e a Amazônica Energy, firmada em novembro do ano passado, entra em operação e vai ampliar a segurança energética no Norte do país em pelo menos 100 mil m³/dia.

A atuação da Petrobras no Amazonas é responsável pela geração de cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos. A arrecadação de tributos e participações governamentais destinadas ao estado do Amazonas em 2025 foi R$ 1,5 bilhão, sendo a Petrobras a maior contribuinte de ICMS do estado.

Dados técnicos das barcaças 

As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós.

Das 18 barcaças, dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB. As unidades terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transportar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também poderão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar.

Os empurradores, responsáveis pela manobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretudo em áreas restritas.

 

Da Redação com informações da Petrobras e do Governo Federal

Foto: Ricardo Stuckert / PR