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Congresso derruba veto de Lula e libera doações antes das eleições

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O Congresso Nacional aprovou, nessa quinta-feira, 21, a derrubada de quatro dispositivos do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e viabilizou repasses e doações durante o período eleitoral. A votação se deu em globo. 

Em janeiro deste ano, Lula vetou 44 dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, dentre eles, a possibilidade de doação de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública durante o defeso eleitoral.

Defeso eleitoral é o período de três meses que antecedem as eleições em que fica proibida a transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios, e dos estados aos municípios, sob pena de nulidade de pleno direito. Começa em 4 de julho. 

A derrubada do veto viabiliza a doação de itens tipicamente eleitoreiros, como cestas básicas e ambulâncias, além de valores em dinheiro aos cofres municipais. Outro trecho restaurado é a possibilidade do envio de emendas a prefeituras de pequeno porte.

Na sanção da LDO, o Planalto vetou a realização de transferências de recursos, bens, materiais e insumos para municípios de até 65 mil habitantes que tenham dívidas com a União.

O governo justificou o veto dizendo que o benefício é inconstitucional e que a Constituição “proíbe o poder público de beneficiar aqueles que devem à Seguridade Social”. Ao mesmo tempo, a liderança de Lula no Congresso liberou a base para a votação na véspera da sessão, no entanto, durante a votação governistas se posicionaram contra o dispositivo sobre o defeso.

A sessão foi anunciada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante a abertura da Marcha dos Prefeitos no início da semana em um aceno a gestores municipais que estiveram em Brasília neste ano eleitoral.

Antes de iniciar a sessão, Alcolumbre justificou a iminência da derrubada do veto para “restabelecer a possibilidade dos municípios brasileiros acessarem recursos do orçamento da União”.

“⁠Isso é muito bom para a gente dar política pública para os brasileiros dos rincões do Brasil que estão precisando da presença do Estado”, disse à imprensa. A derrubada do dispositivo deverá beneficiar 3.118 municípios endividados.

 

Da Redação com informações de Metrópoles

Foto: Divulgação/Agência Câmara de Notícias 

Prefeitura de Carauari tem prazo de 10 dias para esclarecer quebra injustificada de ordem dos pagamentos

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para apurar irregularidades em contrato da Prefeitura de Carauari, devido à quebra injustificada da ordem cronológica de pagamentos devidos pelo município.

Segundo o MP, a inobservância na cronologia dos pagamentos pode indicar possível lesão ao erário e afronta aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade e moralidade, sendo considerada improbidade administrativa.

A prefeitura deve justificar, no prazo de 10 dias, o motivo da quebra da ordem cronológica em relação à empresa André E. S. Schilling, decorrente de um pregão eletrônico nº 005/2021, firmado pelo município com o intuito de fornecer materiais esportivos destinados à Secretaria Municipal de Educação, no valor de R$ 3.300.

Foi determinado pelo promotor de Justiça, Sandro Crispim Gonçalves Nóbrega Magalhães, que os comprovantes de pagamento referentes aos contratos, com indicação da data de quitação, valor pago, instituição bancária e conta destinatária.

Confira a documentação do MPAM:


Da Redação

Denúncia aponta que Prefeitura de Japurá descontou INSS sem repassar valores

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Servidores da Prefeitura de Japurá denunciaram ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) um suposto esquema na Prefeitura de Japurá que estaria retendo contribuições descontados na folha salarial sem repassar ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A suspeita envolve valores descontados entre os anos de 2014 e 2019.

A denúncia que originou o inquérito civil foi apresentada pelo servidor municipal identificado como Leone Ferreira Brito. Segundo o relato, apesar dos descontos mensais referentes à contribuição previdenciária constarem nos contracheques, os valores não teriam sido transferidos ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), o que poderia gerar prejuízos aos servidores e aos cofres da União.

A partir da denúncia, o MPAM instaurou procedimento para apurar possível ato de improbidade administrativa relacionado ao suposto não repasse das contribuições previdenciárias. Durante a investigação, foram realizadas diligências e expedidos ofícios ao INSS, ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) e à Prefeitura de Japurá para levantamento de informações sobre débitos, competências, valores e possíveis parcelamentos.

Na decisão, o promotor de Justiça, Weslei Machado, destacou que o caso não se restringe a uma irregularidade administrativa municipal, já que os recursos descontados dos servidores seriam destinados ao sistema previdenciário federal. Segundo ele, a possível retenção sem repasse atinge diretamente créditos da União, o que atrai a competência federal para condução das investigações.

O documento aponta ainda que, até o momento, não há comprovação de quitação dos valores.

Por se tratar União, o MPAM encaminhou o processo ao Ministério Público Federal (MPF) para avaliar as medidas cabíveis.

Da Redação
Foto: Divulgação 

DNIT assina contrato milionário para dragagem no Rio Madeira

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) firmou um contrato de mais de R$ 123,2 milhões para execução do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA) na hidrovia do Rio Madeira. O extrato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira, 20.

Os serviços serão realizados no trecho entre Porto Velho (RO) e a foz do Rio Madeira, abrangendo áreas dos estados de Rondônia e Amazonas.

O contrato foi celebrado com a empresa JEED Engenharia Ltda., vencedora do Pregão nº 90531/2025. Conforme o documento, os serviços incluem a manutenção da navegabilidade da hidrovia do Rio Madeira (HN-117), além da travessia da BR-230 sobre o rio.

A vigência do contrato será de 19 de maio de 2026 até 19 de novembro de 2029. O valor total firmado entre as partes é de R$ 123.256.038,31.

 

Da Redação
Foto: Divulgação 

Congresso analisa veto para liberar doações na campanha eleitoral

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O Congresso Nacional analisa, nesta quinta-feira, 21, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao envio de recursos a municípios de até 65 mil habitantes que tenham dívidas com a União.

A sessão foi anunciada pelo presidente do Legislativo, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante a abertura da Marcha dos Prefeitos, evento anual que reúne gestores municipais em Brasília.

Em janeiro deste ano, Lula vetou 44 dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, dentre eles, a realização de transferências, doações e assinaturas de convênios para prefeituras de pequeno porte endividadas.

Na prática, a derrubada do veto pode alavancar o envio de recursos indicados por parlamentares aos caixas municipais à frente das eleições. A derrubada também viabiliza a doação de bens, materiais e insumos, como cestas básicas, em ano eleitoral.

Um dos quatro dispositivos analisados pelo Congresso permite que essas ações fiquem fora do defeso eleitoral, nome dado ao período de três meses que antecede as eleições e quando ficam proibidas transferências voluntárias de recursos entre entes federativos. O prazo começa em 4 de julho.

A Marcha dos Prefeitos

  • Anualmente, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) organiza a ida de prefeitos, vereadores e secretários para Brasília.
  • Nesta 27ª edição, com o tema “O Brasil que dá Certo Nasce nos Municípios”, o evento deve reunir mais de 15 mil gestores municipais – o maior público já registrado.
  • A intenção é levar gestores municipais à capital federal para fazer reivindicações, pedir emendas e promover articulações.
  • Nesta edição, a CNM promoveu painéis com pré-candidatos à Presidência. Somente Lula não compareceu neste ano.
  • A Marcha dos Prefeitos costuma registrar recepção crítica ao chefe do Executivo federal. Nas edições de 2024 e 2025, Lula foi alvo de vaias e de gritos contrários por parte de gestores municipais da oposição.

Ao todo, 3.118 municípios foram afetados por essa determinação. O governo justificou o veto dizendo que o benefício é inconstitucional e que a Constituição “proíbe o poder público de beneficiar aqueles que devem à Seguridade Social”. Ao mesmo tempo, a derrubada já está quantificada pelos líderes do governo e poderá, também, beneficiar governistas nestas eleições.

Lula x Alcolumbre

Ao anunciar a sessão conjunta do Congresso, Alcolumbre se dirigiu ao ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e disse esperar contar com a “compreensão” do governo.

“Eu queria, Guimarães, com a compreensão do governo – e eu sei que nós teremos – e ao lado do presidente Hugo Motta, anunciar que nós vamos ainda hoje, eu e o presidente Hugo, e os líderes do governo, organizar rapidamente uma sessão do Congresso Nacional para que a gente possa analisar esses vetos, derrubar esses vetos e entregar para mais de 3 mil municípios a possibilidade de acessarem mais recursos do Estado brasileiro”, disse.

liderança do governo no Congresso informou que liberará a base para a votação dos quatro itens. A votação, que deverá culminar na derrubada de quatro dispositivos do veto, também dará mais uma derrota simbólica imposta por Alcolumbre ao governo Lula em meio ao duradouro distanciamento entre os chefes dos Poderes no último semestre.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles 
Foto: Divulgação 

STJ abre investigação por uso de IA para fraudar processos

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Na quarta-feira, 20, o Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a abertura de uma investigação para apurar o uso de prompts de inteligência artificial para burlar o sistema eletrônico de petições do tribunal.

Um inquérito policial e um procedimento administrativo interno foram instaurados para apurar tentativas de fraudes, que teriam sido cometidas por advogados e escritórios de advocacia. A ordem veio do presidente do STJ, Herman Benjamin.

A medida foi tomada após técnicos do tribunal identificarem a entrada de petições com prompt injection, mecanismo usado para enganar modelos de IA e favorecer partes durante o andamento eletrônico de um processo.

Os comandos ocultos são inseridos em petições para tentar forçar o sistema de IA a ignorar filtros de seleção que impedem, por exemplo, a admissão de um documento que não contém os requisitos básicos de admissibilidade.

Segundo o STJ, o sistema do tribunal já tem travas contra o uso de prompts e impedem que as ordens sejam executadas pela plataforma que recebe as petições.

 

Com informações de Agência Brasil

Deputado manda R$ 82 milhões a prefeitura do pai e ignora 93 cidades

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O deputado federal Daniel Barbosa (PP-AL) indicou R$ 82 milhões em emendas parlamentares à prefeitura governada pelo pai dele. O município de Arapiraca (AL), que tem como prefeito Luciano Barbosa (MDB), é o beneficiário de ao menos 71% das indicações do parlamentar. 

Daniel está no primeiro mandato e, até o momento, indicou R$ 115 milhões em emendas. O montante beneficiou entidades do terceiro setor, empresas e nove cidades – especialmente Arapiraca. Por outro lado, 93 prefeituras do estado ficaram fora das indicações do deputado federal. 

O valor de R$ 82 milhões indicado em benefício de Arapiraca se sobressai às demais cidades. Para se ter ideia, Palmeira dos Índios (AL), o segundo lugar, é o destino de R$ 2,1 milhões em emendas e Mar Vermelho (AL), o terceiro colocado, ficou com R$ 1,99 milhão. 

Os recursos beneficiam a Prefeitura de Arapiraca diretamente e por meio do Fundo Municipal de Saúde, que é administrado pela Secretaria Municipal de Saúde. 

Os valores englobam emendas individuais, que têm a execução obrigatória pela União. Os dados foram levantados pela coluna junto ao portal orçamentário Siga Brasil.

Embora não exista imposição ao parlamentar na escolha do destino das emendas, a Constituição Federal estabelece que os gestores devem agir sob preceitos como a impessoalidade.

Vale destacar que o levantamento considera valores empenhados, portanto, podem aumentar conforme as emendas relativas a este ano seja executadas. O empenho consiste na reserva do dinheiro para um posterior pagamento.

A coluna procurou o deputado, mas não houve manifestação.

 

Da Redação com informações de Tácio Lorran, de Metrópoles 

Foto: Divulgação

Congresso articula derrubada de veto que impede recursos a municípios

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O Congresso Nacional tem sessão nesta quinta-feira, 21, para a análise de vetos presidenciais que afetam repasses federais a municípios. O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou a sessão depois de sinalizar a prefeitos que iria destravar a votação do veto que barrou a possibilidade de envio de recursos para municípios inadimplentes.

Em evento com chefes municipais na terça-feira, 19, em Brasília, Alcolumbre fez aceno à pauta municipalista e anunciou que marcaria a sessão para a análise de vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Na sanção da lei, Lula barrou trecho que permitia a transferências de recursos, como emendas, a assinatura de convênios e a doação de bens, materiais e insumos para municípios com até 65 mil habitantes, independentemente da situação de adimplência. 

“São mais de 3 mil municípios brasileiros que estão impactados pela impossibilidade de acessarem esses recursos e que estão aguardando, para que os municípios possam acessar, a derrubada deste veto”, justificou Alcolumbre no plenário na terça.

Na justificativa do veto, o Planalto afirma que a dispensa de adimplência é inconstitucional por violar a regra que proíbe o Poder Público de beneficiar aqueles que devem à Seguridade Social.

O governo também argumentou que todas as possíveis exceções de inadimplência para ações de educação, saúde, assistência social, emendas parlamentares individuais e de bancada, já estão contempladas em outras normas.

A CNN apurou que a derrubada do veto vinha sendo articulada por Alcolumbre e pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Na prática, a derrubada do veto pode destravar as verbas para cidades pequenas que estavam inadimplentes ou com pendências no Cauc (Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais).

Uma nota técnica conjunta da consultoria orçamentária da Câmara e do Senado, publicada em fevereiro, atestou que o veto tem respaldo na legislação e que o trecho rejeitado viola as normas do Direito Financeiro.

“A flexibilização demasiada da exigência de regularidade fiscal não favorece a condução diligente da gestão fiscal por parte dos municípios que se encontram inadimplentes”, afirmou a consultoria em nota.

Outros vetos

A pauta da sessão conjunta também inclui outros três trechos da LDO que foram vetados. Um deles trata da permissão para que o governo direcione recursos do Orçamento para obras em estradas estaduais e municipais, desde que sirvam ao escoamento produtivo ou à integração de modais de transporte.

Na mesma linha, os parlamentares também devem analisar trecho que afeta a malha hidroviária ao possibilitar intervenções em hidrovias brasileiras, mesmo nas partes da malha que não estejam diretamente sob gestão federal.

Outro veto pautado trata de doações com encargos em ano eleitoral. Pelo trecho vetado, a doação de bens, valores ou benefícios pela administração pública não configura conduta eleitoral proibida, desde que haja obrigações para quem receber, como, por exemplo, a prestação de contas e o uso em políticas públicas específicas.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Obras na Faculdade Santa Teresa de Maria do Carmo sofrem intervenção por irregularidades

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Uma obra da Faculdade Santa Teresa, instituição ligada ao grupo empresarial de Maria do Carmo Seffair, foi embargada pela Prefeitura de Manaus após órgãos identificarem risco iminente de novos desmoronamentos em uma área de erosão que já compromete parte da rua Ametista, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul da capital.

A vistoria ocorreu na terça-feira, 19, e reuniu equipes do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Defesa Civil do Município, Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).

Segundo os órgãos, o avanço da erosão teria sido provocado pelo desbarrancamento de um talude na área da construção, agravado pelas fortes chuvas registradas em Manaus nas últimas semanas.

Irregularidades da empresa

De acordo com o diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, embora a obra tenha recebido licença para execução no ano passado, o muro de arrimo previsto no projeto não teria sido executado conforme aprovado pelo município, o que teria contribuído para o agravamento da erosão.

“O desmoronamento do talude provocou um avanço significativo da erosão sobre a via pública, colocando em risco motoristas, pedestres e moradores que circulam pela área”, afirmou Peixoto.

A Prefeitura informou que o embargo foi aplicado com base no Código de Obras de Manaus, que prevê a paralisação imediata de empreendimentos quando há ameaça à segurança de pessoas, bens públicos ou instalações urbanas.

Conforme o Implurb, a empresa de Maria do Carmo, responsável de pela obra, deverá apresentar um plano emergencial para estabilização do terreno e contenção da erosão antes que qualquer atividade seja retomada.

A Defesa Civil acompanha o caso desde fevereiro e classificou o local como área de risco iminente.

Durante a vistoria, equipes técnicas identificaram fissuras na via pública, indicando movimentação do solo em direção ao terreno da construção.

Pendência

A Seminf informou ainda que o empreendimento está sujeito às exigências da Lei do Proáguas, que obriga obras acima de 500 metros quadrados a apresentarem projeto de drenagem aprovado pelo município. Segundo o secretário Madson Lino, o processo protocolado pelo empreendimento segue pendente de aprovação desde 2024 por ausência de documentos e necessidade de ajustes técnicos.

A chefe da Divisão de Controle do Implurb, arquiteta Maria Aparecida Froz, reforçou que o desembargo só será analisado após a execução das medidas emergenciais e a comprovação de segurança para a população.

Veja a vistoria realizada:

 

 

 

Da Redação, com informações da Seminf e Implurb
Foto: Divulgação 

Deputados aprovam projeto que reduz multas eleitorais, blinda Fundo Partidário e flexibiliza punições

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A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4822/25 que promove uma ampla reformulação nas regras de financiamento, prestação de contas e sanções aplicadas a partidos políticos e candidatos. Entre as principais mudanças aprovadas estão a limitação das multas eleitorais a R$ 30 mil, a proibição de bloqueio e penhora de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além da autorização para o envio automatizado de propaganda eleitoral por mensagens a eleitores previamente cadastrados. O texto segue agora para análise do Senado.

Disparo automatizado de mensagens eleitorais

Pela proposta, partidos, candidatos e mandatários poderão cadastrar junto à Justiça Eleitoral um número oficial de telefone para o disparo de mensagens eleitorais e partidárias via SMS e aplicativos de mensagens, como WhatsApp, sem que isso seja considerado disparo em massa, mesmo quando realizado por sistemas automatizados ou bots, desde que os destinatários tenham realizado cadastro prévio.

O projeto ainda impede que provedores bloqueiem esses números sem ordem judicial, embora obrigue as plataformas a disponibilizarem mecanismos de descadastramento aos usuários.

Bloqueio de recursos partidários

Além das regras sobre propaganda eleitoral digital, o texto endurece as restrições contra bloqueios judiciais de verbas partidárias. A proposta proíbe a penhora ou retenção de recursos do Fundo Partidário e do FEFC em ações movidas por fornecedores, em processos trabalhistas e até em ações penais, exceto quando houver comprovação, pela Justiça Eleitoral, de uso irregular dos recursos.

O projeto também prevê enquadramento por abuso de autoridade para magistrados que determinarem bloqueios considerados irregulares e impede que débitos de diretórios estaduais ou municipais atinjam financeiramente os órgãos nacionais das legendas.

Nesse contexto, a proposta incorpora entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC 31, concluída em 2021, ao reforçar a autonomia partidária e estabelecer que despesas de diretórios estaduais, municipais ou zonais devem ser assumidas exclusivamente pelas respectivas instâncias partidárias, salvo acordo expresso com o diretório nacional.

Teto para multas eleitorais

O projeto também altera significativamente as regras de prestação de contas e punições eleitorais. Atualmente fixada em 20% sobre os valores desaprovados, a multa aplicada às legendas passará a ter teto de R$ 30 mil. Já o pagamento de débitos poderá ser parcelado em até 180 meses, com início apenas após o trânsito em julgado da decisão e fora de anos eleitorais.

O prazo para julgamento das contas também será reduzido de cinco para três anos e passará a ter caráter administrativo, permitindo contestação posterior na Justiça. Caso não haja julgamento dentro desse período, o processo será extinto por prescrição.

Suspensão de repasses terá limite

Outro ponto aprovado impede que partidos sofram suspensão de repasses de recursos ou fiquem impedidos de participar das eleições por conta de reprovação de contas antes do trânsito em julgado. A proposta ainda limita a cinco anos a suspensão de órgãos partidários ou de repasses do Fundo Partidário, estabelecendo reativação automática após esse período, inclusive para processos em andamento.

Parcelamento de débitos e ajuda entre diretórios

O substitutivo também flexibiliza a regularização de débitos partidários ao permitir que diretórios nacionais assumam dívidas de instâncias inferiores e parcelem valores em até 180 meses. Além disso, autoriza parcelamento, no mesmo prazo, de débitos já executados pela Advocacia-Geral da União (AGU), independentemente do valor ou da existência de acordos anteriores.

Justiça Eleitoral deverá divulgar lista de diretórios aptos

Entre outras mudanças, o texto determina que a Justiça Eleitoral mantenha lista pública e atualizada dos órgãos partidários aptos ou inaptos a receber recursos do Fundo Partidário, além de estabelecer critérios mais flexíveis para comprovação de despesas regulares, afastando punições em casos de erros formais ou falhas materiais sem comprovação de desvio de finalidade.

Fundo Partidário poderá pagar juros e multas

A proposta ainda amplia as possibilidades de utilização dos recursos do Fundo Partidário, permitindo o pagamento de encargos decorrentes de inadimplência, como juros, atualização monetária e multas eleitorais, desde que não estejam relacionados a ilícitos penais ou administrativos. O texto também simplifica procedimentos internos das legendas, flexibiliza comprovações de prestação de serviços partidários e garante gratuidade no envio de mídias de propaganda eleitoral para emissoras de rádio e televisão.

Suplência e fusão de partidos

O projeto trata ainda de regras sobre vacância parlamentar e fusão de partidos. No caso de suplência, determina que vagas abertas no Legislativo sejam preenchidas preferencialmente por suplentes do mesmo partido da vaga original, inclusive nas federações partidárias.

Já nas fusões ou incorporações partidárias, a proposta flexibiliza exigências relacionadas ao tempo mínimo de registro das legendas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e suspende processos judiciais em andamento até a regularização da representação da nova sigla resultante.

 

Da Redação, com informações da Câmara dos Deputados
Foto: Divulgação