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Hugo recebe mensagem de Moraes após suspensão da Dosimetria

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Após barrar a aplicação da Dosimetria até que o plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) analise a lei, o ministro Alexandre de Moraes fez chegar ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma mensagem na intenção de minimizar desgastes. Disse que a decisão buscou apenas garantir segurança jurídica à aplicação da nova lei.

O movimento teria sido endossado por outros ministros da Suprema Corte. O argumento é de que a decisão foi tomada por “cautela”, na intenção de evitar futura revisão após eventual soltura de presos.

Tanto Hugo Motta quanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstram irritação com a decisão de Moraes. A cúpula do Congresso reclama nos bastidores que o texto havia sido construído após consultas a integrantes do Supremo e com a sinalização de que não haveria uma negativa à aplicação da lei depois. 

Parlamentares que ajudaram a elaborar o projeto afirmam que a calibragem com STF ocorreu justamente para evitar ruídos. O entendimento era de que o STF até poderia discutir pontos específicos da norma, mas não haveria uma suspensão sumária logo após a lei ser promulgada.

O relator do projeto, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) também conversou com ministros do Supremo e disse à CNN que pretende se reunir pessoalmente com Moraes.

Dosimetria suspensa

No último fim de semana, Moraes suspendeu a análise de 24 pedidos de aplicação da chamada Lei da Dosimetria, incluindo o de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom.

A legislação foi aprovada pelo Congresso após a derrubada do veto presidencial, no mês passado, e altera regras de cálculo das penas relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

RR: PF liga familiares de Denarium a esquema milionário de diamantes

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Uma investigação da Polícia Federal (PF) identificou esquema de contrabando de diamantes, lavagem de dinheiro e financiamento de garimpo ilegal envolvendo pessoas ligadas à família do ex-governador de Roraima Antonio Denarium.

O principal alvo das apurações é o empresário Fabrício de Souza Almeida apontado pelos investigadores como financiador de uma rede suspeita de movimentar milhões de reais por meio de empresas fantasmas. 

As investigações começaram após abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2020, na BR-174. Durante a fiscalização, Fabrício e outro homem apresentaram versões contraditórias sobre viagem entre Roraima e Rondônia. 

Segundo a PF, eles inicialmente afirmaram ter saído de uma fazenda em Iracema, mas agentes encontraram registros que indicavam passagem por Manaus e Porto Velho.

Ostentação: Diamond King

Carrões, viagens, publicações exibindo luxo e movimentações milionárias sem lastro econômico claro são elementos analisados pela PF na investigação do suposto esquema de contrabando de diamantes e lavagem de dinheiro em Roraima.

Segundo os investigadores, Fabrício mantinha nas redes sociais publicações que exibiam rotina de alto padrão, veículos de luxo, viagens e conexões com pessoas influentes da região. 

Em uma das postagens analisadas pela PF, o ex-governador chama o sobrinho de “the diamond king”, expressão em inglês que significa “rei do diamante”. A publicação acabou incorporada ao inquérito como elemento contextual das investigações.

Apesar da ostentação, a Polícia Federal afirma que Fabrício não possuía vínculos empregatícios formais identificados nos levantamentos preliminares.

Empresa sem estrutura

Um dos principais focos da investigação é a empresa FB Serviços, registrada em nome de Fabrício. Segundo a PF, apesar de não possuir funcionários registrados, veículos ou estrutura operacional compatível, a empresa movimentou mais de R$ 6 milhões em poucos meses.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontaram incompatibilidade entre a movimentação financeira e a atividade econômica declarada.

Patrimônio oculto por laranjas

Os investigadores também identificaram indícios de possível utilização de “laranjas” para ocultação patrimonial.

Um dos exemplos citados no inquérito envolve Valdete Ribeiro da Silva, técnica de enfermagem vinculada à Secretaria de Saúde de Roraima. De acordo com a PF, os vencimentos declarados seriam incompatíveis com o patrimônio registrado em nome dela, incluindo veículos de alto valor.

Estrutura do esquema

Os investigadores afirmaram ainda que o grupo utilizava empresas sem atividade econômica efetiva para dar aparência de legalidade ao dinheiro movimentado. 

A investigação aponta que o esquema envolvia circulação pulverizada de valores, uso de terceiros para ocultação patrimonial e saques em espécie para dificultar o acompanhamento bancário das operações. 

A Polícia Federal pediu quebra de sigilo bancário dos envolvidos para aprofundar a identificação dos integrantes do grupo e rastrear a origem e o destino dos recursos investigados.

Histórico com diamantes

A investigação também resgatou antecedentes de Fabrício em operações antigas da PF ligadas ao comércio ilegal de diamantes. Segundo os autos, ele já havia sido preso em flagrante, em 2010, durante a Operação Roosevelt, em Rondônia, quando policiais apreenderam diamantes e dinheiro em espécie.

Fazenda ligada ao governador

A PF cita ainda que investigados ligados ao esquema indicaram como endereço a Fazenda J. Bastos, propriedade declarada por Antonio Denarium à Justiça Eleitoral durante a campanha de 2018.

O local fica em Iracema, no interior de Roraima, justamente a cidade mencionada inicialmente pelos ocupantes do veículo abordado pela PRF. 

Réus por garimpo ilegal

Além da investigação sobre diamantes, Fabrício e uma tia dele, Vanda Garcia de Almeida, tornaram-se réus na Justiça Federal em ação relacionada ao financiamento de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

Segundo o Ministério Público Federal, o grupo teria movimentado cerca de R$ 64 milhões entre 2017 e 2021. Os denunciados respondem por organização criminosa, lavagem de dinheiro e usurpação de bens da União.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles 
Foto: Divulgação 

Deputado Marcelo Queiroz é alvo da PF em operação 

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O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB) é alvo, nesta terça-feira, 12, da Operação Castratio, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar suspeitas de fraude em licitações no governo do estado. O RJ2 mostrou o caso em março do ano passado.

A PF apura irregularidades em contratos de R$ 200 milhões, firmados pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, para castração e esterilização de animais. Queiroz era o titular da pasta à época. Policiais também investigam o empenho de emendas parlamentares nesse e em outros programas da causa animal.

Agentes saíram para cumprir 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O g1 apurou que Queiroz foi abordado pela PF no Aeroporto Santos Dumont, quando se preparava para embarcar para Brasília. O celular dele foi apreendido.

O g1 tenta contato com a defesa do parlamentar.

Firma privada

Segundo mostrou o RJ2, a Consuvet, empresa privada que venceu a licitação, foi criada apenas 3 meses antes dos acordos milionários.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro haviam identificado indícios de superfaturamento e direcionamento.

A Polícia Civil tinha apontado Antônio Emílio Santos como figura central da Consuvet. Antes da licitação, ele era diretor administrativo e financeiro da Secretaria de Agricultura.

Foi Antônio quem autorizou a abertura da licitação que contratou a empresa. Pouco tempo depois, passou a ser sócio da Consuvet.

Da empresa, Antônio recebeu R$ 888 mil em apenas 8 meses, de acordo com relatórios de inteligência. A movimentação financeira chamou atenção das autoridades, incluindo um saque de mais de R$ 700 mil, em dezembro de 2023.

As suspeitas recaem sob a empresa desde antes da abertura. O comprovante que a Consuvet apresentou de que era capaz de prestar o serviço foi emitido 17 meses antes da firma ser criada, e só depois da assinatura do contrato é que a empresa obteve o registro necessário do Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Mandados

Nesta terça, policiais federais foram para endereços no Rio de Janeiro (Itaocara, Macaé, Niterói e a capital fluminense — e em São Paulo (São Roque e Mairinque).

Na sede da secretaria, em Niterói, agentes apreenderam dinheiro em espécie. Cédulas também foram encontradas em São Roque.

A investigação está sob responsabilidade da Polícia Federal e tramita no STF por envolver uma autoridade com foro privilegiado.

Marcelo Queiroz iniciou a trajetória política em 2012 na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Também ocupou o cargo de secretário municipal de Administração. Em 2018, foi eleito deputado estadual e, depois, assumiu as secretarias estaduais de Meio Ambiente e de Agricultura do Rio. Em 2022, foi eleito deputado federal.

O que disseram os citados

Ao RJ2, ano passado, o governo disse que a Consuvet não prestava serviços desde abril de 2024.

O deputado Marcelo Queiroz declarou que lamentava o vazamento de um procedimento sigiloso no qual seu nome era mencionado “com base em ilações e conjecturas, sem nenhum respaldo em fatos e provas”. Disse ainda que todos os contratos durante a gestão dele foram assinados a partir de pregões eletrônicos.

A TV Globo não teve resposta da Consuvet.

 

Da redação com informações de G1

Foto: Divulgação

MP pede investigação policial contra advogados e envia caso à OAB-AM por suspeita de irregularidades em ações judiciais

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) solicitou investigação policial envolvendo três advogados por atuações suspeitas em ações judiciais no município de Japurá. A Notícia de Fato foi publicada no Diário Oficial do órgão do último dia 08 de maio.

A apuração teve origem em relatório produzido pelo Núcleo de Monitoramento de Perfis de Demandas (NUMOPEDE), vinculado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), no âmbito do processo PJeCor nº 0002912-36.2025.2.00.0800. O núcleo identificou indícios de possíveis irregularidades no ajuizamento de demandas repetitivas, especialmente envolvendo supostas cobranças indevidas de tarifas bancárias.

Entre as irregularidades apontadas pelo relatório estão: a apresentação de comprovantes de residência em nome de terceiros não identificados, ausência de comparecimento pessoal das partes em audiências, inércia na regularização processual e divergências de assinaturas em documentos anexados aos autos

No caso específico da Promotoria de Justiça de Japurá, foram destacados dois processos com suspeitas de irregularidade em dois processos. Em ambos, segundo o MP, haveria comprovantes de residência apresentados em nome de terceiros não identificados.

O documento também informa que fatos semelhantes foram encaminhados a Promotorias Criminais de outras comarcas, incluindo Manaus e Maraã. Neste inquérito,  atuação da Promotoria de Japurá ficará restrita aos fatos ocorridos no município.

Na portaria, o promotor de Justiça, Weslei Machado, afirma que há indícios em tese de crimes contra a fé pública, como falsidade ideológica, previsto no artigo 299 e uso de documento falso, previsto no art. 304, ambos do Código Penal. O órgão também não descarta outros delitos que possam surgir no decorrer das investigações.

Apesar dos indícios apontados pelo NUMOPEDE, o Ministério Público destacou que os elementos reunidos até o momento ainda não são suficientes para o oferecimento de denúncia. Diante disso, foi determinada a requisição para instauração de inquérito policial a fim de aprofundar as investigações.

No âmbito do MPAM, foi determinado o encaminhamento da requisição de instauração do inquérito policial à 59ª Delegacia Interativa de Polícia Civil do município, acompanhada do relatório do NUMOPEDE, da análise de litigância, da cópia da portaria ministerial e de demais documentos pertinentes ao caso. Além disso, a portaria também deverá ser enviada à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM), para ciência dos fatos e eventual adoção das providências cabíveis.

Comprovada a instauração do inquérito policial, o promotor determinou o arquivamento da Notícia de Fato, uma vez que os fatos passarão a ser apurados em procedimento policial próprio. A medida, no entanto, não impede o acompanhamento das investigações pelo MPAM, que poderá requisitar novas diligências à autoridade policial responsável, reabrir a apuração ministerial em caso de surgimento de novos elementos e, havendo indícios suficientes de autoria e materialidade, oferecer denúncia.

 

Da Redação
Foto: Divulgação

Entidades acusam dribles à decisão do STF sobre supersalários

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Um grupo formado por organizações da sociedade civil ligadas à transparência e gestão pública, conhecido como Coalizão de Combate aos Supersalários, afirmou que órgãos do Judiciário e do Ministério Público (MP) vêm criando brechas para contornar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que limitou os chamados “penduricalhos”.

Na última sexta-feira, 8, entidades que compõem a coalizão, como República.org, Transparência Internacional Brasil e Movimento Pessoas à Frente, afirmam haver uma “multiplicação” de benefícios, verbas indenizatórias e mecanismos de flexibilização da tese fixada pelo Supremo em março deste ano.

Os ministros definiram no dia 25 de março os critérios para o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário e no MP. Nesse mesmo dia, foi apontado pela coalizão que tribunais e órgãos públicos passaram a ampliar benefícios, reclassificar parcelas remuneratórias e criar novas formas de pagamento fora do teto.

Por meio de nota, a organização cita como exemplos a ampliação, posteriormente suspensa, do auxílio saúde da Advocacia-Geral da União (AGU), novas gratificações aprovadas pela Justiça Militar e discussões do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a exclusão de cargos comissionados do cálculo do teto constitucional.

No mesmo dia da publicação do acórdão, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes divulgaram uma nova decisão conjunta, reforçando o cerco do STF aos chamados “penduricalhos”.

Os despachos proíbem qualquer revisão de cargos, reclassificações de comarcas, novas gratificações de acúmulo ou normas sobre plantões. O objetivo é evitar “dribles” à decisão do Supremo.

 

Com informações de CNN Brasil

Nikolas quer ampliar poder de fiscalização de deputados sobre o STF

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O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou projeto na Câmara para ampliar o poder de fiscalização dos deputados federais sobre o STF e outros órgãos do Poder Judiciário.

Atualmente, deputados federais podem cobrar informações apenas de órgãos do Poder Executivo, o que inclui a Presidência da República, os ministérios e as agências reguladoras.

A proposta de Nikolas visa permitir aos parlamentares da Câmara o poder de também pedir informações de órgãos como o Supremo, o Ministério Público e os tribunais de contas.

“Essa ausência não se justifica, mormente (principalmente) se se considera que já há previsão regimental para indicação, proposição mais incisiva, que tem o condão de sugerir conduta. Com ainda mais razão, o requerimento de informação, instrumento republicano para se incutir transparência, deveria ser aceito para atos administrativos e de gestão dos órgãos do Judiciário”, argumenta o deputado no projeto.

A proposta de Nikolas deixa claro que os requerimentos valeriam apenas para atos administrativos, orçamentários e operacionais do Judiciário, sem atingir investigações e julgamentos em curso.

“A medida expressamente evita interferir em decisões judiciais, manifestações funcionais, procedimentos investigatórios, atos de controle externo ou no exercício das funções constitucionais próprias dessas instituições. Seu alcance restringe-se a informações relativas à gestão administrativa, orçamentária, financeira, operacional, patrimonial e correcional”, diz o parlamentar.

Se o projeto for aprovado, os deputados poderão pedir, entre outras informações, gastos relativos a viagens de ministros ao exterior, como passagens aéreas, hospedagem e diárias pagas a seguranças do STF.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 

Lula remarca vinda ao Amazonas para realizar inaugurações e alinhar a esquerda no Estado

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O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva (PT), precisou remarcar sua vinda ao Amazonas após cancelar a viagem marcada para o dia 18 de maio. Uma nova data foi confirmada nos bastidores.

Nos dias 25 e 26 de maio, o presidente deve desembarcar em Manaus para cumprir agenda que inclui visita às obras da BR-319 e lançamento do novo porto de Manaus, com investimento orçado em R$ 916 milhões.

Além disso, Lula virá para inauguração de uma ponte sobre o rio Autaz Mirim, localizada no quilômetro 24 da BR-319. A ponte já está em funcionamento e teve o tráfego liberado em abril.

Cinco remarcações 

Essa é a quinta vez que Lula precisa suspender sua viagem ao estado. A primeira vez foi no final de 2025, quando chegou a marcar uma visita para fevereiro deste ano, mas precisou reagendar para o mês de março; essa também não ocorreu.

Em abril, o presidente informou que viria no dia 11 de maio, mas não foi possível a vinda. Lula esteve na última quinta-feira, 7, em Washington, nos Estados Unidos, em reunião bilateral com o presidente Donald Trump, o que pode ter atrapalhado os planos de manter os compromissos no Amazonas.

Com o contratempo, a vinda foi remarcada para o dia 18, próxima segunda-feira, mas foi confirmado que essa data foi novamente descartada, ficando para os dias 25 e 26, final do mês de maio.

O retorno de Lula é visto com muita expectativa pelos aliados do governo, pois deve articular composições de uma possível chapa da centro-esquerda ao Senado, segundo informações do Metrópoles.

 

Da Redação, com informações de Metrópoles

Deputados envolvidos em motim ainda podem recorrer à CCJ sobre suspensão

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Após ter a suspensão aprovada pelo Conselho de Ética, os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS) ainda poderão recorrer da decisão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e dependem da decisão do plenário para serem de fato afastados.

O colegiado aprovou a suspensão dos parlamentares por dois meses pela ocupação da Mesa Diretora da Casa em agosto de 2025. 

A suspensão dos parlamentares foi aprovada na terça-feira, 5, após nove horas de reunião. Os requerimentos contra os congressistas estavam em análise no Conselho de Ética desde o ano passado. 

Para recorrer à CCJ, os deputados têm prazo de cinco dias úteis após a publicação do parecer aprovado pelo Conselho no Diário Oficial da Câmara. A publicação ainda não foi feita. A decisão final, no entanto, será do plenário. São necessários os votos de 257 deputados para confirmar a suspensão.

Marcel van Hattem considerou a decisão “injusta” e já anunciou a intenção de recorrer à CCJ.

As ações no Conselho foram apresentadas pela Mesa Diretora da Casa em setembro do ano passado após recomendação do corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA). Originalmente, as representações pediam o afastamento dos deputados por 30 dias.

O relator no Conselho, deputado Moses Rodrigues (União-CE), no entanto, ampliou a punição para dois meses. Os três deputados foram alvo dos processos por terem impedido Hugo Motta de retomar a cadeira da presidência no plenário.

Na ocasião, parlamentares da oposição bloquearam os trabalhos do plenário por mais de 30 horas em protesto à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O movimento ocorreu na semana de retomada das atividades no Legislativo após o recesso parlamentar de julho.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não deu uma posição sobre a suspensão, mas falou em “respeito” à decisão do Conselho de Ética.

“O Conselho de Ética é quem tem a atribuição de poder fazer esse julgamento e nós temos que respeitar a decisão do Conselho de Ética tomada no dia de ontem”, disse Hugo em entrevista a jornalistas na Câmara.]

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Reprodução

Nunes Marques assume TSE com desafio do uso da IA nas Eleições 2026

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O ministro Kássio Nunes Marques assume, nesta terça-feira, 12, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A posse do magistrado marca a transição da gestão de Cármen Lúcia para o novo comando, que terá ainda André Mendonça como vice-presidente. 

O desafio vem também com uma preocupação: o uso da Inteligência Artificial nas Eleições 2026. Os principais desafios dentro desse cenário é a desinformação coordenada e o uso de IA para simular usuários reais nas redes.

Há ainda a manipulação de imagens e deepfakes. Nesses casos, a IA pode criar imagens de personagens reais com falas falsas, o que pode gerar grande prejuízo para a imagem dos candidatos e dar trabalho para a identificação do que é verdadeiro e o que é falso.

O TSE, por meio da Resolução nº 23.755/26, já proibiu que sistemas de IA façam comparativos, recomendações ou priorizem candidatos, mesmo que a pedido do eleitor, visando conter viés automatizado.

A resolução, relatada por Nunes Marques e aprovada em plenário, proíbe ainda nas 72 horas antes e 24 horas depois da votação, a divulgação, a republicação — ainda que gratuita — e o impulsionamento pago de conteúdos produzidos ou manipulados por IA que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou de pessoas públicas. A medida também exige a identificação explícita de conteúdos feitos com inteligência artificial.

Há ainda regras para as plataformas, que têm de tornar indisponível o conteúdo ilícito, independentemente de ordem judicial.

Gestão Nunes Marques

O novo presidente do TSE atuará no combate do uso irregular da Inteligência Artificial. Uma das medidas estudadas é firmar convênio com universidades para assegurar as perícias dos materiais produzidos por IA generativa. Uma possível parceira vai assegurar que a Polícia Federal não fique sobrecarregada nas análises. Veja alguns pontos que devem nortear a atuação de Nunes Marques:

  • reuniões com os Tribunais Regionais Eleitorais para ouvir as principais demandas do país. A atenção maior será à manutenção do parque de urnas eletrônicas, que será amplamente defendido pelo novo presidente;
  • ⁠combate ao efeito nocivo da inteligência artificial e parcerias com universidades para não sobrecarregar a PF;
  • ⁠posição menos intervencionista da Justiça no debate, com uso preferencial do direito de resposta. O protagonismo será do eleitor e dos candidatos.

Ao ser eleito, em sessão administrativa de 14 de abril, Nunes Marques agradeceu a confiança depositada nele para estar à frente do TSE.

“Agradeço a confiança depositada em mim por todos os pares. É uma das maiores honras da minha vida presidir o Tribunal Superior Eleitoral”, disse Nunes Marques.

Já Mendonça, na ocasião, parabenizou o colega e disse que fará trabalho conjunto com o novo presidente para que haja uma “festa muito bonita nas eleições”.

“Agradecer o voto de confiança e parabenizar o ministro Nunes Marques. E eu, como vice, enquanto aqui estiver, tenho certeza de que estarei auxiliando com todas as minhas forças para que vossa excelência tenha uma gestão exitosa e que o TSE e a democracia brasileira tenham, neste ano, uma festa muito bonita de eleições, com o trabalho de todo o TSE, ministros e servidores”, disse.

Com a saída de Cármen, a terceira cadeira reservada ao Supremo Tribunal Federal (STF) passará a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli, que era substituto da magistrada. 

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

61% pretendem presentear no Dia das Mães em Manaus, aponta pesquisa

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O Instituto de Pesquisa Action divulgou um estudo sobre o consumo de presentes para o Dis das Mães em Manaus. De acordo com os dados, 61% dos entrevistados pretendem comprar presentes para a data comemorativa, movimentando a economia local. Outros 32% afirmaram que não irão às compras, enquanto 7% permanecem indecisos.

A análise indica que o consumidor manauara está mais racional e cauteloso, equilibrando a emoção com o planejamento financeiro. O estudo ouviu 1.200 pessoas presencialmente entre os dias 4 e 7 de maio, apresenta margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança é de 95%. Os dados foram apresentados na sexta-feira, 8.

Perfil do Consumidor

A intenção de compra é maior entre o público de 16 a 34 anos, com ensino médio ou superior e renda familiar entre dois a cinco salários mínimos ou superior a isso.

Já entre os 32% que não pretendem comprar , a maioria possui mais de 50 anos, menor escolaridade e renda de até dois salários mínimos. O principal motivo apontado para a não compra é o fato da mãe já ser falecida (64%), seguido por dificuldades financeiras (19%).

Preferência de Presentes

Os itens mais procurados para a data são os perfumes (17,8%), roupas e calçados (13,5%), eletrodomésticos e eletrônicos (9,2%) e celulares e smartphones (3,1%).

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Arquivo/Portal O Poder