Mercado ‘miserável’ que não paga custos operacionais afeta preço do gás, diz associação

Através de um comunicado oficial, a Associação Brasileira das Entidades das Revendas de Gás LP (Abragás) informou que se o governo federal não fizer a abertura do mercado de distribuição de GLP (Gás de cozinha), não terá um mercado livre com investimentos.

A nota foi feita em resposta a um comentário do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na sexta-feira, 12, durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada. À ocasião, Bolsonaro disse que o valor dos botijões só teria diminuição “com um fuzil na mão” e acusou as empresas distribuidoras de gás de serem “cartéis poderosíssimos”.

“O gás de cozinha está caro, em média R$ 90. O preço na origem é menos de R$ 40 e o imposto federal [sobre o produto] é de R$0,70… não… se não me engano, de R$ 0,16. Então não justifica chegar a R$ 90. São cartéis poderosíssimos, com dinheiro, com bilhões contra mim”, afirmou o presidente.

A ABRAGÁS ainda reforça que 85% dos botijões que circulam pelo país são de propriedade dos consumidores e revendedores. Com isso, o preço só é “disputado” pelos revendedores com o mercado de margem miserável que não pagam os custos operacionais das empresas.

“O refino continua monopolizado pela Petrobrás e na Distribuição, temos um oligopólio onde, somente 4 distribuidoras detém 92% do mercado de gás envasado”, informa.

 

 

 

 

 

Da Redação O Poder

Com informações da ABRAGÁS

Foto: Reprodução

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