Após obra embargada, grupo de Maria do Carmo é investigado pelo MPAM por falhas em sistema de drenagem

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio da Portaria nº 0016/2026/63PJ, instaurou procedimento administrativo para investigar uma denúncia sobre escoamento irregular de águas pluviais oriundas de terreno utilizado como estabelecimento pela empresa Fametro, localizada no bairro Chapa. A empresa é ligada a Maria do Carmo Seffair.

Na denúncia consta que a situação estaria prejudicando a livre circulação de pedestres na calçada pública. A empresa, por sua vez, apresentou um plano de obras corretivas para a situação, mas sinalizou que necessita de supervisão das autoridades municipais competentes.

O procedimento instaurado vai acompanhar as providências que serão tomadas para regularização do sistema de drenagem de águas pluviais da empresa Fametro.

Ficou determinado também que a Secretaria Municipal de Infraestrutura de Manaus (SEMINF) informe se há existência de eventual processo administrativo relacionado ao sistema de drenagem, indicando o andamento da análise e as providências necessárias para aprovação e execução das intervenções propostas.

O promotor de justiça, Paulo Stélio Sabbá Guimarães, assinou o documento na última terça-feira, 16, e nomeou a agente de apoio Tamara Valentina Maia de Souza para acompanhar o andamento do processo.

Obras suspensas por irregularidades

Em maio deste ano, uma obra da Faculdade Santa Teresa, instituição que é ligada ao grupo empresarial de Maria do Carmo Seffair, foi embargada pela Prefeitura de Manaus após órgãos identificarem risco iminente de novos desmoronamentos, comprometendo a trafegabilidade em parte da rua Ametista, no bairro Nossa Senhora das Graças.

Segundo o presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a obra, apesar de licenciada, o muro de arrimo não seguiu o projeto previsto, agravando a erosão na rua que fica ao lado do terreno da faculdade.

Da Redação

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