Vereador Coronel Rosses humilha servidora da Câmara Municipal de Manaus

Na sessão plenária da última terça-feira, 16, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador Coronel Rosses (PL) humilhou uma servidora da Casa Legislativa, alegando que ela “não servia para nada”.

O discurso foi feito contra a procuradora da CMM, Dra. Priscilla Miranda, que atua em apoio ao trabalho da presidência da Casa. Segundo Rosses, em todas as sessões que são presididas pelo vereador Everton Assis (União Brasil), é necessário estar “com o regimento interno ao lado”, pois a procuradoria não cumpre com o seu papel.

“Todas as vezes que Vossa Excelência está na presidência, eu tenho que andar com o regimento do lado, para poder citar o artigo, qual é pertinente à minha fala, ou qualquer tipo de atitude. Como eu tinha dito, parece que a procuradoria que tem aí do seu lado não serve pra nada”, disse Rosses em plenário, atacando publicamente a servidora municipal.

O presidente da sessão, vereador Everton Assis, interveio imediatamente ainda durante o discurso de Rosses. “Quando eu estiver aqui na presidência, eu exijo respeito. Não só para comigo, mas para com todos os pares e com a colega que aqui está. Então eu exijo respeito”, interrompendo as falas do coronel, que repercutiram de forma negativa.

Antes de passar a palavra para o último orador da sessão, Assis revisitou o caso ocorrido contra a procuradora da CMM. “Muito me orgulha estar ao lado da procuradora, Dr. Priscilla, eu jamais, não esperem isso de mim, de ser descortês com os colegas e principalmente com uma mulher. Não faço isso, não gosto disso”, disse o presidente da sessão em defesa da servidora.

Histórico polêmico 

Em maio deste ano, Rosses se envolveu numa polêmica no Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), após entrar nas dependências do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) para remover cartazes de manifestação estudantil, entrando em confronto com alunos e o servidor federal, Luiz Antônio Nascimento, professor de história.

Alunos e outros funcionários alegaram que o parlamentar tentou arrancar materiais que criticavam figuras políticas nacionais e abordavam a causa palestina. Questionado sobre a ação, o vereador teria ameaçado o professor de história e os demais presentes.

 

Da Redação

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