RR: ALE cria subcomissão para acompanhar trâmites do processo de cassação de Jalser

Roraima – Em encontro com duração de cerca de 30 minutos na manhã desta quinta-feira, 11, a Comissão de Ética Parlamentar, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), decidiu criar uma subcomissão para acompanhar todos os trâmites no processo de cassação do deputado estadual Jalser Renier (SD). O parlamentar é apontado como mandante do sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos.

Segundo o deputado Coronel Chagas (PRTB), que conduziu a reunião, a criação da subcomissão é necessária nos casos em que há representações por quebra de decoro parlamentar, conforme previsto no Regimento Interno da Casa Legislativa.

Questionados por Chagas sobre quem gostaria, por livre e espontânea vontade, de ser membro da subcomissão, os deputados Jorge Everton (sem partido), Evangelista Siqueira (PT) e Lenir Rodrigues (Cidadania) se colocaram à disposição. Após votação, foram aceitos por unanimidade.

“A subcomissão será incumbida de instruir o processo, determinar as diligências necessárias, assegurar a ampla defesa do acusado e, após representação e defesa do acusado, lavrar parecer que será levado a deliberação dos demais membros da Comissão de Ética”, explicou Chagas.

Após a escolha dos membros da subcomissão, por sugestão da deputada Lenir Rodrigues e aprovado em votação, os deputados Jorge Everton e Evangelista Siqueira foram escolhidos relator e revisor, respectivamente.

Quebra de decoro

Em documento protocolado na ALE-RR no dia 5 de outubro, o deputado federal e presidente estadual do PSL-RR, Nicoletti, acusa Jalser de ter cometido a quebra de decoro parlamentar por práticas incompatíveis com o exercício do mandado parlamentar.

O deputado do Solidariedade é suspeito de ser o mandante do sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos, em outubro de 2020. Jalser foi preso preventivamente no dia 1° de outubro deste ano no escritório dele, localizado no bairro Canarinho, zona Leste de Boa Vista.

A ação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Roraima (MPRR) e teve apoio da Polícia Civil e Militar. A operação, batizada de Pulitzer II, contou com cerca de 70 policiais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão, expedido pelo Tribunal.

 

Anderson Soares, para O Poder

Foto: Divulgação

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