Roraima – Mesmo sendo eleito Senador por Roraima no pleito deste ano, o deputado federal e presidente estadual do Progressistas, Hiran Gonçalves, deve enfrentar uma dura batalha judicial para tomar posse e se manter no Senado Federal pelos próximos oito anos.
Isso porque no período de campanha, a coligação “Vamos Cuidar Para Roraima Não Parar”, composta pelo partido PSC, além do PROS do atual senador Telmário Mota, que não conseguiu a reeleição, ingressou com uma ação pedindo a abertura de investigação judicial para apurar o recebimento de recursos transferidos de forma irregular para “turbinar” a candidatura de Hiran.
Os advogados da coligação alegam que Hiran Gonçalves recebeu indevidamente quase R$ 3 milhões para financiar a campanha dele, recursos que foram enviados pelo Diretório Nacional do Partido União Brasil. A irregularidade, conforme argumentado, é que o partido de Hiran, o PP, e o União Brasil, não são coligação a nível nacional.
“O representado recebeu recursos do Diretório Nacional do União Brasil, cuja agremiação possui candidatura própria para a Presidência da República e não está coligado, a nível nacional, com o Progressistas. No caso, o PP está coligado com o União, somente na majoritária do Estado de Roraima, fazendo com que a transferência, objeto da presente ação, vá de encontro com vedações previstas na legislação vigente”, cita trecho.
Além da abertura de uma investigação, os advogados pediram para que a Justiça determine a Hiran a devolução de toda quantia recebida, de forma irregular, do Diretório Nacional do União Brasil.
Em entrevista ao O Poder nessa segunda-feira, 10, o senador Telmário Mota, do PROS, avaliou que, se for comprovado a irregularidade praticada por Hiran ao receber recursos indevidamente, ele pode ter o mandato cassado.
“Se o União Brasil tivesse mandado para o União Brasil regional, que é esse que está coligado com o PP regional, estava mais ou menos correto. Mas, não! O União Brasil mandou direto para o Hiran. Por tanto, é um recurso vedado, e a lei é clara: recurso vedado é cassação de diploma”, garante Mota.
O deputado federal Hiran Gonçalves foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou sobre o assunto até a publicação da matéria.
Da Redação O Poder
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