A inteligência artificial ALICE (Analisador de Licitações, Contratos e Editais), criada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), detectou indícios de um sobrepreço superior a R$ 12 milhões em uma obra da BR-319. O alerta acendeu o sinal vermelho nos órgãos de controle e levou a uma análise aprofundada do contrato. A informação foi divulgada pelo Jornal Hoje, da Globo, nesta quinta-feira, 4.
O caso expõe não apenas possíveis falhas na contratação pública, mas também uma nova realidade: algoritmos já conseguem identificar irregularidades em poucos minutos, tarefa que antes exigia meses de auditoria humana.
Como a ALICE trabalha
A análise é feita por varredura em três etapas. A primeira na análise da contratação, depois na seleção de fornecedores e, por último, na execução dos contratos.
O sistema ALICE identifica, por exemplo, empresas sem funcionários ou sem estruturas para executar o serviço contratado. Ela também emite alertas quando empresas impedidas de contratar com o poder público participam de licitações.
De 2023 a 2025, a Alice emitiu quase 35 mil alertas, o que gerou uma economia de quase R$ 5 bilhões para os cofres públicos.
A ferramenta ajuda os técnicos a identificarem empresas com irregularidades. Uma das metas é ampliar o uso da tecnologia em âmbito municipal, estadual e federal.
BR-319
A BR-319 segue sendo uma pauta de discussão nacional entre políticos, ambientalistas e população. Isso porque ela liga Manaus a Porto Velho, sendo uma das mais importantes da região.
Atualmente, existem licitações para asfaltar a rodovia, especialmente no famoso trecho do meio. O Governo Federal tem previsão de investimento de R$ 1,5 bilhão em quatro trechos da rodovia.
No último dia 27, durante agenda no Amazonas, o presidente Lula (PT) assinou uma ordem de serviço de R$ 381 milhões para recuperação do trecho C, indo do entroncamento entre a BR-174 e a BR-319 até a divisa entre os dois estados, num percurso de 52 quilômetros.
Da Redação

