Roraima – Após clara sinalização de distanciamento entre o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio (Republicanos), e o governador Antonio Denarium (PP), além da pressão de alguns deputados novatos, o Plenário da Casa fez um ‘mutirão’ nesta terça-feira, 4, para votar e aprovar Projetos de Lei de autoria do Executivo Estadual.
Na atual legislatura, completamente diferente da passada, o governo de Antonio Denarium tem sido pressionado por deputados novatos e até de deputados experientes (que ainda sustentam ser aliados da atual gestão) em questões como a crise na Saúde.
Na semana passada, deputados chegaram a fazer visita na obra inacabada da maternidade de Roraima, além de pressionarem a Secretaria de Saúde sobre pelo menos 61 processos administrativos.
A pressão ocorre exatamente num período delicado para a gestão Denarium. O governador enfrenta uma grave crise por falta de investimentos na Saúde, falas controversas sobre a crise dos Yanomami, a exposição internacional sobre sua proximidade e aprovação da atividade garimpeira ilegal e até um pedido de impeachment.
Diante de todo esse cenário, o governador também enfrenta um claro distanciamento de alguns deputados estaduais. O presidente da Assembleia, Soldado Sampaio, recentemente derrubou vetos governamentais a algumas matérias e promulgou leis, o que nunca havia ocorrido.
Dias após, o governador correu para as redes sociais para elogiar Sampaio e garantir que a parceria continua. Contudo, nos bastidores fontes afirmam que a relação está completamente estremecida. O motivo principal seria a pré-candidatura à Prefeitura de Boa Vista do deputado Sampaio, anunciada pelo senador Mecias de Jesus, presidente do Republicanos.
Ocorre que a expectativa é que o PP, partido do governador e do senador Hiran Gonçalves, tenha candidatura própria. O nome do partido seria a esposa de Hiran, que ocupa cargo comissionado na gestão de Denarium.
Entre os projetos aprovados nesta terça está o que estabelece novas atribuições à Casa Militar, como prover a segurança pessoal do vice-governador e de seus familiares, do hangar do governo e outras edificações permanentes ou transitórias; coordenar e supervisionar, em consonância com a Casa Civil, os serviços de transporte terrestre, aéreo e fluvial do governador, vice-governador e de autoridades visitantes, bem como os serviços de segurança dessas últimas.
Da redação

