Nas redes sociais, Marcelo Ramos negou que tenha desistido da candidatura ao Senado, como foi informado pelo senador Eduardo Braga, e atrelou a decisão ao partido. “A questão é se a direção nacional do meu partido decidirá ou não ter candidato ao Senado”, escreveu. Ele também revelou que não tem convite para a campanha de Lula. “Essa conversa nunca existiu”, revelou.
Nesta terça-feira, 14, o ex-deputado federal publicou um longo vídeo que, segundo ele, foi motivado pelas “especulações” da imprensa e de “alguns atores desse processo” que exigiam uma manifestação dele.
Ramos explicou que foi chamado pela direção nacional do PT na tarde de sexta-feira e informado de que o entendimento era de que ele deveria ser candidato a deputado federal para garantir o quociente eleitoral. “Essa ponderação era feita muito em razão de um pedido do senador Eduardo Braga que entendia que a minha candidatura atrapalharia a candidatura dele e poderia ter como consequência a eleição de dois senadores de oposição ao presidente Lula”, contou.
Marcelo explicou que fez algumas ponderações. A primeira é que a votação é para dois senadores e que o eleitor de Lula, ao votar em Eduardo Braga, daria seu segundo voto para Alberto Neto (PL), Wilson Lima (União) ou Plínio Valério (PSDB) — que são da oposição —, ou que iria anular. Ele também argumentou que o partido perderia uma candidatura mais alinhada aos ideais da esquerda e que precisaria defender o legado do presidente Lula.
Porém, mesmo com os argumentos dele, já havia uma convicção da direção partidária. “Isso faz com que eu tenha um profundo sentimento de frustração e até certa indignação. Esses sentimentos precisam ser menores do que a minha responsabilidade com o projeto do presidente Lula e com o futuro do país”, ressaltou.
Segundo o político, ele ficou com algumas alternativas: insistir na candidatura ao Senado, mesmo sabendo do posicionamento da direção nacional, que tem a palavra final; ou ser candidato a deputado federal, cargo para o qual ele não se preparou. “Para mim é muito incômodo, porque eu não me preparei para isso, eu não sei qual é o potencial que eu tenho, porque não participei de nada no processo de pré-campanha, porque muito dos meus aliados já afirmaram seus compromissos da eleição de deputado federal”, confidenciou.
Ele ainda apresentou uma terceira alternativa “mais cômoda”, que é não se candidatar e continuar sua carreira na iniciativa privada, algo que ele vem construindo desde 2022.
O ex-deputado disse que voltará a Manaus nesta quarta-feira, 15, e que conversará com pessoas próximas. Ele ressaltou que o período é de tomada de decisão, mas conduzido com o cuidado necessário.
Ao final do vídeo, ele pediu orações por essa decisão e também solicitou as opiniões de seus seguidores e apoiadores.
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Priscila Rosas, para Portal O Poder
Foto: Reprodução/Redes Sociais

