O senador Plínio Valério (PSDB) se irritou ao ser questionado sobre sua relação com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. A entrevista foi realizada pelo apresentador Brenno Cabral da Rede Amazônica, afiliada Globo, nesta segunda-feira, 31.
O jornalista perguntou ao senador sobre a BR-319 e os embates entre senador e ministra. Brenno perguntou se a postura de Plínio, que optou por ser mais severo e de ataque durante os conflitos sobre a rodovia, ajudava na fiscalização da política ambiental do governo ou acabava desviando para um campo pessoal.
“Eu vou continuar desrespeitando a ministra enquanto ela não pedir desculpa da população do Amazonas”, disse Plínio afirmando que Marina foi desrespeitosa ao dizer que os amazonenses só querem a BR-319 para passear.
Brenno, então, perguntou de que forma essa postura agregava ao Amazonas. “Não interessa, cara. Eu tô no Amazonas para defender o Amazonas e o amazonense”, respondeu Plínio, nitidamente irritado. O senador afirmou que quem o conhece, sabe sobre o seu comportamento. “Quem votar em mim, sabe que sou assim e quem sabe que eu sou assim e não gostar, não vota em mim”, enfatizou.
O senador também reclamou das críticas que recebe da própria Globo e do tempo da entrevista. “Eu não gosto quando minha voz é calada”, disse. Brenno afirmou que ele teria tempo de fazer suas considerações finais.
Relação de Plínio com Marina é marcada por violência de gênero
Plínio Valério e Marina Silva têm uma relação de fortes atritos, marcada por bate-bocas e declarações polêmicas. O senador é conhecido por ser machista e adotar uma postura de ataque contra a ministra. Em 2025, chegou a falar que sentia vontade de enforcar a titular da pasta federal do Meio Ambiente e Mudança no Clima.
“Imagina o que é tolerar Marina seis horas e dez minutos sem enforcá-la”, disse em evento no Amazonas. Ele fez menção a uma longa sabatina na CPI das ONGs, do qual era presidente. O senador alegou que a frase era uma brincadeira, mas a fala foi amplamente repudiada por parlamentares e classificada como agressão.
Também no ano passado, Marina Silva abandonou uma audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado após um embate direto com Plínio Valério e o senador Marcos Rogério (PL). Durante a discussão, o senador do Amazonas declarou que “a mulher merece respeito, a ministra, não”. A ministra rebateu afirmando que a mulher e a ministra são a mesma pessoa e exigiu um pedido de desculpas, o qual o parlamentar se recusou a fazer.
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Da Redação com informações de Fatos Marcantes

