Início Site Página 115

Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender de processo por abandono de cargo

0

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), foi citado nesta segunda-feira, 16, no processo administrativo aberto pela polícia federal, que apura possível abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ).

Com a citação formal, passam a correr os prazos do processo administrativo, incluindo o período de 15 dias para que Eduardo apresente sua defesa à comissão responsável pela apuração.

A citação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (16), salientando que Eduardo está em “lugar incerto e não sabido”.

O ex-deputado é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas do ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

O PAD pode levar à demissão do servidor. Eduardo está afastado do cargo desde fevereiro, em portaria assinada pelo corregedor regional da PF no estado. Decisão também determinou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Brasil alegando que está sendo perseguido pela Justiça. Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.

 

Com informações de G1 

Defesa de Bolsonaro aguarda laudo médico para novo pedido de domiciliar

0

A defesa de Jair Bolsonaro prepara um novo pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente, condenado a mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Segundo apurou a CNN, os advogados aguardam um laudo médico atualizado para acionar o STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital DFStar, em Brasília, desde sexta-feira, 13. De acordo com o último boletim médico – atualizado às 10h50 deste domingo, 15 –, o ex-presidente apresentou evolução no quadro de pneumonia, mas mantém marcadores inflamatórios elevados. Não há previsão de alta.

Ainda na sexta-feira, o advogado Paulo Cunha Bueno já sinalizava a intenção de protocolar o novo pedido de domiciliar.

“A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente”, escreveu nas redes sociais.

Desde que foi preso preventivamente, em novembro do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal, a defesa de Bolsonaro já apresentou ao menos quatro pedidos de prisão domiciliar. Todos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

Nos requerimentos, os advogados alegam que Bolsonaro é idoso, possui saúde frágil e necessita de acompanhamento médico constante, o que, segundo a defesa, seria melhor garantido em casa.

Moraes, por sua vez, tem sustentado nas decisões que o ex-presidente não tem direito jurídico à domiciliar. O ministro também afirma que as condições de saúde de Bolsonaro vêm sendo adequadamente atendidas no sistema prisional e ressalta que o ex-presidente descumpriu reiteradamente medidas cautelares impostas pela Justiça, além de haver indícios de tentativa de fuga.

A CNN levantou o histórico dos pedidos de domiciliar apresentados desde a prisão de Bolsonaro. Veja os principais episódios:

  • 21 de novembro – A defesa apresenta uma espécie de “pedido preventivo” de prisão domiciliar caso fosse determinada a execução da pena em regime fechado. À época, Bolsonaro já estava em domiciliar por descumprimento de medidas cautelares, enquanto os recursos contra sua condenação ainda eram analisados.
  • 22 de novembro – Após tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, Moraes determina que a prisão preventiva passe a ser cumprida na Superintendência da Polícia Federal. Com a nova decisão e o risco de fuga apontado pelo ministro, o pedido anterior de domiciliar foi considerado “prejudicado” pelo ministro.
  • 25 de novembro – Os recursos da defesa contra a condenação são rejeitados e Moraes declara o trânsito em julgado da condenação, que é quando não cabem mais recursos. Bolsonaro passa a cumprir pena na PF.
  • 9 de dezembro – A defesa informa a necessidade de que Bolsonaro passe por uma cirurgia de correção de hérnia e Moraes determina a realização de perícias médicas.
  • 15 de dezembro – Os advogados pedem autorização para a realização urgente de procedimento cirúrgico e reforçam o pedido de prisão domiciliar humanitária.
  • 19 de dezembro – Moraes autoriza a cirurgia, mas nega a domiciliar. Na decisão, o ministro cita descumprimentos reiterados de medidas cautelares e indícios de tentativa de fuga.
  • 25 de dezembro – Bolsonaro passa por cirurgia e permanece cerca de uma semana internado.
  • 31 de dezembro – A defesa apresenta novo pedido para que a prisão domiciliar seja implementada imediatamente após a alta hospitalar, sem que ele retorne ao presídio. No mesmo dia, Moraes rejeita o pedido ao afirmar que não foram apresentados fatos novos capazes de alterar a última negativa. O ministro sustenta ainda que não houve piora no estado de saúde do ex-presidente e que as prescrições médicas poderiam ser cumpridas no sistema prisional.
  • 6 de janeiro – Bolsonaro sofre uma queda na prisão e é levado ao hospital para exames, que não apontam lesões relevantes.
  • 14 de janeiro – A defesa apresenta novo requerimento de prisão domiciliar humanitária.
  • 15 de janeiro – Moraes não decide de imediato sobre o pedido, mas determina a transferência de Bolsonaro da Superintendência da PF para a Papudinha, onde, segundo o ministro, ele poderia receber assistência médica ainda mais adequada. Também é determinada uma perícia para avaliar a capacidade da unidade prisional de atender às necessidades de saúde do ex-presidente.
  • 6 de fevereiro – O laudo da perícia conclui que Bolsonaro necessita de acompanhamento frequente de profissionais de saúde, mas aponta que as doenças estão sob controle clínico e que a Papudinha possui condições de oferecer a assistência necessária.
  • 2 de março – Com base no laudo, Moraes volta a negar o pedido de domiciliar. O ministro afirma que a estrutura da prisão atende integralmente às necessidades médicas do ex-presidente (com atendimentos médicos regulares, sessões de fisioterapia e possibilidade de atividades físicas) além de reiterar os descumprimentos de medidas cautelares e o risco de fuga.
  • 13 de março – Bolsonaro passa mal no presídio e é levado ao hospital. Relatórios médicos indicam que ele estava bem até a noite anterior, quando chegou a caminhar cerca de 5 km e apresentava sinais vitais normais. Durante a madrugada, porém, apresentou náuseas, tremores, febre e baixa saturação de oxigênio, sendo diagnosticado com pneumonia.

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

Fachin suspende prazos da AGU a partir desta segunda, 16

0

O presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, determinou a suspensão de prazos processuais  em processos nos quais atuem pessoas jurídicas representadas pela AGU, especialmente pela procuradoria-Geral da União e pela procuradoria-Geral Federal, em todos os tribunais e conselhos do país entre os dias 16 e 20 de março de 2026, em razão de instabilidades na infraestrutura tecnológica da AGU. Decisão não se aplica ao STF. Os prazos voltarão a correr normalmente em 23 de março.

A medida foi tomada após comunicação da AGU relatando problemas recorrentes em seu datacenter desde 27 de fevereiro, que vêm provocando lentidão, intermitência e indisponibilidade de sistemas institucionais, especialmente do Sistema Sapiens, ferramenta utilizada para gestão e acompanhamento de processos judiciais envolvendo a União, autarquias e fundações públicas federais.

Segundo o ofício encaminhado ao CNJ, as falhas tecnológicas têm dificultado o cumprimento de atividades processuais que dependem do funcionamento regular desses sistemas.

Problema técnico

De acordo com nota técnica da Secretaria de Governança e Gestão Estratégica da AGU, as instabilidades estão relacionadas a falhas em componentes físicos da infraestrutura do datacenter, o que tem provocado degradação de conectividade, aumento de latência e lentidão sistêmica.

Em 10 de março foi realizada uma intervenção técnica no ambiente. Após o isolamento de um componente suspeito, houve melhora nas métricas de desempenho e redução de sinais de degradação operacional. No entanto, episódios de instabilidade voltaram a ocorrer no dia seguinte, afetando novamente o desempenho de sistemas internos, entre eles o Sapiens.

Os equipamentos identificados estão em garantia e já foi solicitada ao fornecedor a substituição das peças.

Situação excepcional

Para Fachin, o cenário configura situação excepcional, com potencial risco de descumprimento de prazos processuais e prejuízo à defesa judicial dos interesses da União.

Na decisão, o ministro destacou que o Sapiens é o sistema utilizado pela AGU para gerir o contencioso judicial em tribunais e conselhos do país, o que reforça o impacto das falhas tecnológicas na atuação da advocacia pública.

Com base nesse contexto, o presidente do CNJ entendeu cabível a aplicação analógica do art. 224, §1º, do CPC, e do art. 10, §2º, da lei 11.419/2006, dispositivos que permitem a suspensão de prazos diante de indisponibilidade de sistemas eletrônicos.

Pedido parcial

A AGU havia solicitado que a suspensão abrangesse o período de 27 de fevereiro a 20 de março, enquanto persistissem os impactos das instabilidades. O CNJ, porém, deferiu o pedido parcialmente, limitando a medida aos prazos que vencem entre 16 e 20 de março.

 

Da Redação com informações de Migalhas

Foto: Divulgação

Vereadores aprovam aumento de até 100% nos salários do prefeito, vice e secretários em Humaitá

0

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou uma Notícia de Fato para apurar possíveis irregularidades na lei que elevou os subsídios do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais de Humaitá.

A investigação teve início após representação apresentada pelo vereador Dr. Amadeu Neto, que questiona a aprovação do Projeto de Lei nº 001/2026, posteriormente transformado em lei municipal, sob a justificativa de “recomposição inflacionária” dos salários das autoridades do Executivo.

De acordo com os documentos encaminhados ao Ministério Público, a nova lei elevou o subsídio do prefeito de R$ 18 mil para R$ 30 mil, do vice-prefeito de R$ 15 mil para R$ 25 mil, e dos secretários municipais de R$ 5 mil para R$ 10 mil.

Na justificativa apresentada pela Câmara Municipal, o aumento foi defendido como uma recomposição da inflação acumulada entre novembro de 2012 e outubro de 2025, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O texto legislativo afirma que não haveria aumento real, mas apenas correção inflacionária, com aplicação de 66,67% de reajuste para prefeito e vice-prefeito e 100% para os secretários municipais.

Justificativa para reajuste

Na decisão, o promotor de Justiça, Weslei Machado Alves, aponta que a justificativa do projeto afirma que os subsídios estavam congelados desde 2012. No entanto, o próprio Ministério Público já havia questionado, em 2020, leis municipais que também aumentavam os salários das autoridades locais.

Na ocasião, segundo o MP, as Leis Municipais nº 858/2020 e nº 859/2020 foram aprovadas com o mesmo objetivo de elevar os subsídios de prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores. A 2ª Promotoria de Justiça de Humaitá chegou a ingressar com ação civil pública, obtendo decisão judicial que suspendeu a implementação dos reajustes.

Diante desse histórico, o Ministério Público quer esclarecer se, de fato, não houve qualquer alteração salarial desde 2012, como sustenta o novo projeto, ou se houve omissão de informações relevantes na justificativa da lei aprovada em 2026.

Impacto financeiro

Outro ponto destacado na decisão é o impacto financeiro da medida. A memória de cálculo apresentada no processo legislativo indica que apenas o aumento dos salários dos secretários municipais pode gerar um custo adicional anual de até R$ 810 mil em 2026 e R$ 1,17 milhão em 2027.

Já o aumento do subsídio do vice-prefeito pode gerar impacto de R$ 80 mil em 2026, enquanto o reajuste do prefeito representa cerca de R$ 96 mil no mesmo período.

Para o Ministério Público, os valores demonstram que a mudança não tem efeito marginal nas contas públicas e exige análise mais aprofundada sobre sua legalidade e compatibilidade com os princípios da administração pública.

Investigação preliminar

A decisão também menciona o contexto social do município de Humaitá, que possui cerca de 60 mil habitantes e média salarial formal em torno de R$ 2,3 mil, abaixo da média estadual.

Segundo o MP, há registros institucionais de problemas na área da saúde, incluindo falta de insumos e medicamentos em unidades como o CAPS e o Hospital Regional de Humaitá. Também são citadas deficiências na infraestrutura urbana, como ruas sem asfaltamento e deterioradas.

Nesse cenário, o órgão afirma que a aprovação de uma lei que amplia significativamente a remuneração de agentes políticos pode levantar questionamentos quanto à moralidade administrativa e às prioridades da gestão pública.

Na decisão, o promotor ressalta que ainda não há conclusão sobre ilegalidade da lei, mas que existem elementos suficientes para justificar investigação preliminar.

A apuração vai analisar a regularidade do processo legislativo, a veracidade das justificativas apresentadas, o histórico de reajustes anteriores, o impacto financeiro da medida e a compatibilidade com as normas legais.

 

Da Redação
Foto: Divulgação 

Mesmo com contratos milionários, BR-319 segue abandonada

0

Mesmo com investimentos milionários, a BR-319 segue sem o mínimo de infraestrutura e pavimentação básica. Ao longo dos anos, vários contratos são firmados, mas nenhum deles resolve o problema da estrada.

Uma matéria publicada pelo Portal O Poder divulgou que a Construtora Etam, ligada à família de Gladson Cameli (PP), governador do Acre, adquiriu um contrato milionário com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

O valor estipulado no contrato foi de R$ 44.187.047,57, para elaboração do projeto executivo quanto à execução da obra da ponte sobre o Rio Igapó Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho.

A empresa é do pai do governador do Acre, Eládio Messias Cameli. Não é a primeira vez que a Etam fecha contratos com o Dnit no Amazonas, acumulando valores milionários em acordos com o órgão.

Enquanto isso, a população amazonense, que precisa transitar na BR-319, lida constantemente com o constante abandono, mesmo com valores milionários sendo pagos todos os anos.

 

Da Redação

Governo Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas

0

O governo Trump incluiu o Brasil em nova investigação comercial que pode resultar na imposição de tarifas sobre produtos exportados ao mercado norte-americano.

O procedimento foi aberto na quinta-feira, 12, pela Representação Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), responsável pela política comercial do país. Além do Brasil, 59 economias foram incluídas na lista, a exemplo de China, União Europeia, México, Argentina e Israel.

A investigação será conduzida com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974, usado por Washington para apurar práticas consideradas desleais no comércio internacional. O processo busca avaliar se governos estrangeiros falham em impedir a circulação ou importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia gerar vantagem competitiva considerada injusta.

Lista dos países investigados:

  • Argélia
  • Angola
  • Argentina
  • Austrália
  • Bahamas
  • Bahrein
  • Bangladesh
  • Brasil
  • Camboja
  • Canadá
  • Chile
  • China
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • República Dominicana
  • Equador
  • Egito
  • El Salvador
  • União Europeia
  • Guatemala
  • Guiana
  • Honduras
  • Hong Kong
  • China
  • Índia
  • Indonésia
  • Iraque
  • Israel
  • Japão
  • Jordânia
  • Cazaquistão
  • Kuwait
  • Líbia
  • Malásia
  • México
  • Marrocos
  • Nova Zelândia
  • Nicarágua
  • Nigéria
  • Noruega
  • Omã
  • Paquistão
  • Peru
  • Filipinas
  • Catar
  • Rússia
  • Arábia Saudita
  • Singapura
  • África do Sul
  • Coreia do Sul
  • Sri Lanka
  • Suíça
  • Taiwan
  • Tailândia
  • Trinidad e Tobago
  • Turquia
  • Emirados Árabes
  • Reino Unido
  • Uruguai
  • Venezuela
  • Vietnã

Suspeitas dos EUA

Segundo o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a investigação pretende determinar se os países analisados adotam medidas suficientes para proibir a entrada em seus mercados de bens produzidos com trabalho forçado.

Por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”, afirmou Greer em comunicado oficial.

Caso o governo americano conclua que os países investigados não aplicam medidas eficazes para combater esse tipo de prática, os Estados Unidos podem impor sanções comerciais, incluindo tarifas adicionais sobre produtos importados.

Andamento da investigação

O processo prevê consultas formais com os governos envolvidos e uma audiência pública marcada para 28 de abril. Empresas, entidades e outros interessados poderão apresentar comentários por escrito até 15 de abril. A expectativa do governo americano é concluir a investigação até o fim de julho.

A abertura da apuração pela Representação Comercial dos EUA ocorre após a Suprema Corte considerar ilegal a aplicação de tarifas por meio da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, uma lei americana que permite ao presidente impor sanções econômicas e comerciais em situações de emergência nacional.

Da Redação, com informações do Metrópoles 
Foto: Reprodução 

Giselle Falcone se despede do Pleno do TRE-AM após cumprir dois biênios na Corte

0

A sessão plenária desta sexta-feira, 13, no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), foi marcada pela despedida da juíza Giselle Falcone Medina do cargo de membro do Pleno da Corte Eleitoral e Ouvidora Regional Eleitoral. A magistrada encerra sua atuação no Tribunal após cumprir dois biênios como integrante da Corte: o primeiro entre 2019 e 2021 e o segundo no período de 2024 a 2026.

Durante a sessão, magistrados prestaram reconhecimento à trajetória da juíza. A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, destacou qualidades pessoais e profissionais da magistrada e relembrou o período em que ambas atuaram juntas na Vara de Família. “Receba aqui o nosso reconhecimento e agradecimento pela sua participação. Desejo sucesso nas suas empreitadas, nos seus sonhos e nas suas realizações. Esta casa continua de portas abertas. Muito obrigada pelo tempo dedicado ao Tribunal”, declarou a presidente.

Em seguida, a palavra foi facultada aos demais membros do Pleno, que também registraram homenagens à magistrada. Entre eles, a juíza Maria Benigno, também representante da classe dos juristas na Corte, destacou que Giselle Falcone foi a primeira mulher a ocupar uma das vagas destinadas à classe dos advogados no TRE-AM, marco considerado relevante para a representatividade feminina no colegiado. “Quando Vossa Excelência tomou posse neste Tribunal, não apenas assumiu uma cadeira, abriu uma porta que nunca havia sido aberta. Foi a primeira mulher a ocupar uma das vagas destinadas à classe dos advogados neste Regional. Esse não é um registro protocolar, é um fato histórico que esta Corte precisa celebrar”, afirmou.

O advogado José Fernandes Júnior, que integrou o Pleno do TRE-AM em 2018, também prestou homenagem à magistrada, destacando o pioneirismo feminino na representação da classe na composição da Corte.

Em substituição à juíza Giselle Falcone, o advogado Diogo Franco assumirá a cadeira no Pleno. Já a Ouvidoria terá novo titular indicado pela Presidência, com Portaria prevista para publicação nos próximos dias.

 

Da Redação com informações do TRE-AM

Foto: Júnior Souza/TRE-AM

 

MP investiga professor que recebeu salário sem trabalhar por um ano e apura omissão de gestor escolar

0

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Inquérito Civil para apurar possíveis atos de improbidade administrativa e danos ao erário envolvendo um professor e um gestor escolar da rede municipal de educação de Canutama.

O processo está embasado em uma notícia de fato que apurava o suposto abandono de cargo pelo servidor público, o professor Carlos Alberto Nery Pantoja. Conforme a denúncia, o servidor teria deixado de exercer suas funções na Escola Municipal Aldenora Sales da Silva durante todo o ano letivo de 2025, no período de janeiro a dezembro, sem apresentar nenhuma justificativa.

De acordo o levantamento inicial, mesmo sem comparecer ao trabalho durante esse período, o professor teria continuado a receber remuneração integral, o que pode ter causado prejuízo aos cofres públicos.

As investigações também apontaram possível omissão por parte do gestor escola, Esmael Silva Pinheiro, que teria deixado de comunicar à Secretaria Municipal de Educação a ausência do professor durante cerca de um ano, permitindo que os pagamentos fossem mantidos.

Durante o processo administrativo disciplinar instaurado pela Secretaria Municipal de Educação (PAD nº 001/2025), foi reconhecida a materialidade do abandono de cargo. No entanto, a comissão responsável aplicou ao servidor a penalidade de suspensão por 90 dias.

Para o Ministério Público, a medida contraria o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Canutama, que prevê pena de demissão nos casos de abandono de cargo por período superior a 30 dias consecutivos.

Diante disso, a promotora de Justiça, Maria Cynara Rodrigues Cavalcante, determinou a conversão do procedimento em Inquérito Civil, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre possível enriquecimento ilícito, dano ao erário e responsabilidade administrativa dos envolvidos.

Além da investigação, o MP expediu recomendação ao prefeito de Canutama, Zé Roberto, e ao secretário municipal de Educação, orientando que a administração municipal:

  • declare a nulidade da penalidade aplicada no processo disciplinar;
  • aplique a demissão do servidor por abandono de cargo;
  • promova a rescisão de eventual contrato temporário mantido com o professor;
  • instaure processo administrativo disciplinar contra o gestor escolar por omissão no dever de comunicar a ausência do servidor.

O Ministério Público também determinou o envio de cópias do procedimento à Delegacia de Polícia Civil de Canutama para a abertura de inquérito policial. A apuração criminal deverá investigar, em tese, a prática de estelionato majorado e peculato em relação ao professor, além de possíveis crimes de prevaricação e condescendência criminosa atribuídos ao gestor escolar.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, o MP poderá ingressar com Ação Civil Pública para responsabilização dos envolvidos e ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos.

A Prefeitura de Canutama tem o prazo de 15 dias úteis para informar ao Ministério Público se acatará as recomendações e quais medidas serão adotadas.

 

Da Redação
Foto: Divulgação

Caso Master: PF vai pedir prorrogação de inquérito ao STF

0

A Polícia Federal (PF) vai pedir prorrogação do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e demais ligações com o caso. No dia 16 de janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu a um pedido da PF para prorrogar as investigações.

Essa prorrogação deu mais dois meses de investigação, sendo assim, o prazo finaliza no próximo dia 16 de março, segunda-feira. Com base no alto volume de apreensões, de conteúdo que falta ser analisado e aparelhos pendentes de perícia, a equipe de investigação vai pedir o adiamento do prazo para encerrar o caso.

A PF já enviou os aparelhos que estavam pendentes de extração e perícia do caso Master para a Superintendência em São Paulo. A maior parte estava concentrada em Brasília.

A medida, segundo delegados ouvidos pela reportagem, foi tomada para “dar mais velocidade” à extração de dados e a perícia nos aparelhos. O número de itens ainda é incerto, mas aponta que são entre 70 e 80 celulares.

O ministro André Mendonça, atual relator do Master no STF, deve prorrogar o inquérito por pelo menos mais 60 dias.

O regimento interno do STF prevê que, uma vez instaurado o inquérito, que a PF deve reunir em 60 dias os elementos necessários para concluir a investigação. Para isso, tem de realizar inquirições e demais diligências necessárias para elucidar os fatos.

Vorcaro, ex-dono do banco Master, está preso na Penitenciária Federal em Brasília desde a última sexta-feira, 6.

 

Com informações de CNN Brasil

 

STF: ala política teme delação e segue votação sobre Vorcaro com lupa

0

Às vésperas do início do julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão de Daniel Vorcaro, parlamentares de diferentes espectros apostam na possibilidade de o fundador do Banco Master voltar à prisão domiciliar ou até ser solto. Em meio a esse cenário, paira, no ar, um temor em relação ao risco de delação do banqueiro, o que poderia afetar diversos grupos políticos. 

Nesse sentido, a votação sobre a prisão de Vorcaro, a partir desta sexta-feira, 13, será acompanhada com bastante atenção pela ala política.

Por decisão do ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o banco no Supremo, Vorcaro foi preso preventivamente no último dia 4 e levado à Penitenciária Federal de Brasília. Até então, ele cumpria prisão domiciliar desde novembro do ano passado. A medida, porém, ainda precisa ser referendada pela Segunda Turma.

A análise começará na manhã desta sexta, no plenário virtual da Corte. Além de Mendonça, poderão votar os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques. O ministro Dias Toffoli, ex-relator do caso Master, declarou-se suspeito e não participará do julgamento.

Sob reserva, parlamentares ouvidos pela reportagem avaliam que a saída de Toffoli pode abrir caminho para que haja um empate, cenário que beneficiaria Daniel Vorcaro. Isso porque o regimento interno do STF estabelece que, nessas circunstâncias, deve prevalecer a interpretação mais favorável ao investigado.

Um deputado afirmou que “tudo indica que as regras do STF devem liberar Vorcaro do regime mais duro de prisão”. Segundo o parlamentar, outros colegas também acreditam que o banqueiro pode obter “vitória” na Corte.

Outro político do Centrão, ao comentar a expectativa sobre o resultado, recorreu a um ditado: “Cabeça de juiz e bunda de neném, ninguém sabe o que vem“.

Para um integrante da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o eventual relaxamento da detenção do banqueiro também poderia beneficiar políticos que mantêm relação com o empresário.

Nos bastidores, deputados e senadores avaliam que a manutenção da prisão ampliaria as chances de Vorcaro fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal — possibilidade que, segundo eles, poderia levar a investigações envolvendo integrantes do Congresso e de outros Poderes.

Parlamentares que integram a CPMI do INSS, por outro lado, temem que uma eventual soltura do banqueiro prejudique o andamento das apurações sobre as fraudes ligadas ao Banco Master.

Na avaliação deles, a saída de Vorcaro da prisão poderia abrir espaço para manipulação de provas ou influência sobre testemunhas.

Em uma rede social, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que “não é razoável que Daniel Vorcaro, acusado de liderar a maior fraude da história do sistema financeiro nacional, retorne à prisão domiciliar”.

“Rogo aos ministros da Segunda Turma do STF para que, com a consciência de suas responsabilidades, confirmem a decisão do ministro André Mendonça pela manutenção da prisão na Papuda desse sujeito. No Estado de Direito, ninguém está acima da lei, nem mesmo os banqueiros”, escreveu.

Terceira fase da Operação Compliance Zero 

  • Policiais cumpriram, em 4 de março, 15 mandados de busca e apreensão e quatro prisões preventivas.
  • Além de Vorcaro, foram presos: Fabiano Zettel, sócio e cunhado do banqueiro; e integrantes do grupo de mensagens “A Turma”, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e Marilson Roseno da Silva.
  • Dois servidores do Banco Central foram afastados: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização; e Belline Santana, ex-servidor da autoridade monetário. Eles são suspeitos de prestar “assessoria informal” ao Master.
  • Também foram determinados bloqueios de bens que somam R$ 22 bilhões.

Investigado por fraudes financeiras, Daniel Vorcaro está preso na Penitenciária Federal de Brasília. Na decisão que determinou a prisão preventiva do empresário, o ministro André Mendonça apontou “risco concreto de interferência nas investigações”.

Segundo a PF, o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central, pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões com a emissão de CDBs irregulares. O BC afirmou que a instituição violou normas que regem a atividade das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação