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Entenda a mudança na Constituição que retirou a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição a juízes

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Uma mudança na Constituição feita pelo Congresso em 2019 retirou a possibilidade de aplicação da aposentadoria compulsória como uma forma de punição a magistrados por violações disciplinares.

É a partir deste entendimento que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou a alteração na forma de aplicação de penalidades a integrantes do Poder Judiciário.

Na decisão, o ministro cita as modificações realizadas pela reforma da Previdência, o novo modelo aplicado para as aposentadorias nos setores público e privado.

Alterações na Constituição

Antes de 2019, a Constituição previa a aposentadoria do magistrado por “interesse público”. Pelas regras, ela seria aplicável por decisão da maioria absoluta de um tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) após processo disciplinar em que o magistrado teria amplo direito de defesa.

Era uma forma de punição por irregularidades: o juiz era afastado das funções, mas mantinha o ganho proporcional ao tempo de serviço.

Naquele ano, a reforma no sistema previdenciário suprimiu os trechos da Constituição que faziam referência à aposentadoria compulsória. O tema, no entanto, continua na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), a norma que regulamenta a carreira, os direitos e deveres dos magistrados.

A Loman, que foi editada antes da Constituição, prevê a aposentadoria compulsória como uma das mais graves penas disciplinares aplicáveis aos juízes.

Ela é usada em situações como:

  • manifesta negligência no cumprimento das deveres;
  • atuação incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções;
  • demonstração de “escassa e insuficiente capacidade de trabalho” ou
  • “comportamento funcional incompatível com o bom desempenho das atividades do Poder Judiciário”.

O Conselho Nacional de Justiça informou que, em processos disciplinares nos quais são determinadas a aposentadoria compulsória, a corregedoria do órgão tem acionado a Advocacia-Geral da União e as procuradorias-gerais dos estados para promoverem ações na Justiça com o objetivo de obter as perdas dos cargos.

A Advocacia-Geral da União é acionada quando o caso envolve magistrados federais. Já as procuradorias nos estados são chamadas quando o caso trata de magistrado da Justiça estadual.

Até a decisão do ministro, o conselho não tinha sido instado a alterar seus procedimentos, que seguem o que está previsto na Loman e em resolução do próprio CNJ.

Decisão de Dino

Ao determinar o fim da aplicação da aposentadoria como penalidade, Dino apontou que a reforma da Previdência retirou a aposentadoria compulsória do texto constitucional. Com isso, o mecanismo perdeu seu fundamento de validade.

“A Emenda Constitucional nº 103/2019 [a reforma da Previdência}, ao promover significativas modificações no sistema previdenciário brasileiro, também alcançou o regime jurídico aplicável aos magistrados e as competências do Conselho Nacional de Justiça, revogando a sanção de ‘aposentadoria compulsória’, ao eliminar o seu fundamento constitucional”, disse.

O magistrado pontuou que houve “vontade legislativa” no sentido de “retirar do ordenamento jurídico o fundamento de validade da “aposentadoria compulsória ou da ‘aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço’ como sanção administrativa”

Perda do cargo e vitaliciedade

Dino também fixou que “casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo”, que depende de uma decisão judicial para qual não caiba mais recursos.

Isso ocorre por conta da chamada vitaliciedade, ou seja, uma garantia conferida à magistratura. Ou seja, a única via para que um juiz deixe de vez o cargo é a judicial.

Dino fixou que o processo para a perda do cargo deve começar com uma ação apresentada diretamente ao STF por dois caminhos:

  • com um pedido da Advocacia-Geral da União, quando a iniciativa for do Conselho Nacional de Justiça;
  • se a conclusão pela perda do cargo vem de um tribunal, o processo vai primeiro ao CNJ e, na sequência, ao STF.

Proposta no Congresso

Em 2024, quando senador, o hoje ministro chegou a propor mudança na Constituição para proibir o uso da aposentadoria compulsória como sanção quando há infrações disciplinares.

A proposta prevê que a proibição fique expressa no texto constitucional: “é vedada a concessão de aposentadoria compulsória aos magistrados como sanção pelo cometimento de infração disciplinar, devendo ser aplicada, em face de faltas graves, a penalidade de perda do cargo ou demissão, ou equivalente, conforme lei disciplinadora da carreira”.

A PEC está na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado desta quarta-feira,18 . Se for aprovada, ainda precisa passar pelo plenário do Senado e seguir para a Câmara dos Deputados.

 

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação/STF

Após Mendonça fechar sala-cofre, Viana diz avaliar ‘medidas necessárias’

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O senador e presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira, 16, que avaliará, juntamente com a advocacia do Senado, a decisão do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), de fechar a sala-cofre e proibir o acesso aos dados sigilosos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Segundo Viana, a comissão foi acusada pelo ministro Alexandre de Moraes de vazar informações sigilosas, o que ele nega. Para o parlamentar, a divulgação pela CPMI só prejudicaria o curso da investigação e fortaleceria a defesa de Vorcaro.

“Se os parlamentares divulgam imagem da sala-cofre, o que não poderia acontecer, há risco de vazamento, de inviabilizar provas e tornar a defesa de Vorcaro muito mais forte, inclusive retirando do processo aquilo que está escrito ali sobre o envolvimento dele com o ministro do STF”, disse Viana em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura.

Segundo apurou a CNN Brasil, havia conteúdo íntimo, incluindo fotos, no material acessado por parlamentares e assessores. Viana confirmou ter conhecimento desse conteúdo e afirmou que o ministro Mendonça deve retirar os dados pessoais antes de devolver à CPMI.

“Eu vou analisar a decisão amanhã com a advocacia do Senado e tomar as medidas necessárias. Entendo que, assim que a questão pessoal dos dados for retirada, o ministro devolverá à CPMI os documentos. Tomei ciência desses vídeos íntimos e particulares que foram enviados”, afirmou.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

 

Solo Seguro: Justiça mobiliza Amazonas para acelerar regularização de terras

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM) deram início, nesta segunda-feira, 16, no Amazonas, à edição 2026 da semana de mobilização pela regularização fundiária “Solo Seguro Amazônia”. A solenidade, prestigiada por aproximadamente 300 pessoas e realizada no Salão Solimões do Centro Cultural Palácio Rio Negro, em Manaus.

A semana de mobilização “Solo Seguro Amazônia” tem por finalidade coordenar e agilizar medidas de regularização fundiária urbana e rural, bem como identificar áreas públicas e de proteção ambiental nos nove estados da Amazônia Legal.

A iniciativa, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça, por meio da Corregedoria Nacional de Justiça, reconhece a importância do diálogo e da cooperação permanente com órgãos e entidades públicas e privadas, com a sociedade civil organizada e com movimentos sociais, visando à melhoria da gestão fundiária, à geração de emprego e renda, à integração socioambiental e ao respeito aos direitos de povos e comunidades tradicionais no Brasil.

Nos estados da Amazônia Legal, a semana temática viabiliza ações para garantir segurança jurídica, assegurar o cumprimento da função social da propriedade, proteger o meio ambiente e coibir a falsificação de documentos e a grilagem de terras.

Na abertura do evento, o corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, frisou a pertinência de se discutir e impulsionar a regularização fundiária no País.

“Ao nos reunirmos neste Salão Solimões, espaço que integra o histórico Palácio Rio Negro e que tantas vezes testemunhou momentos significativos da vida institucional de nosso Estado, somos convidados a refletir sobre uma realidade que marca profundamente a formação social e territorial da Amazônia: o desafio da regularização fundiária. Em nossa região, a titulação dominial não se limita ao plano meramente registral. Ela assume significado muito mais amplo. Representa o reconhecimento jurídico de histórias de vida construídas ao longo de décadas. Representa a afirmação do direito de pertencimento. Representa, sobretudo, a segurança de que o lar erguido com esforço, trabalho e dignidade encontra, finalmente, proteção na ordem jurídica. Por essa razão, a regularização fundiária não pode ser compreendida apenas como um procedimento administrativo. Trata-se de uma política pública de grande alcance social. Trata-se de um instrumento de inclusão cidadã, de organização territorial e de fortalecimento do desenvolvimento econômico sustentável”, afirmou o corregedor-geral de Justiça do Amazonas.

O desembargador também destacou a importância da semana “Solo Seguro Amazônia”, instituída pelo CNJ. “O Programa Solo Seguro Amazônia passou a integrar de forma permanente a agenda institucional do Poder Judiciário amazonense, sob a coordenação da Corregedoria-Geral de Justiça, em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Corregedoria Nacional de Justiça. Ao longo das edições já realizadas, ficou demonstrado que a efetividade dessa política depende, acima de tudo, da cooperação entre instituições. Quando diferentes órgãos públicos e entidades da sociedade civil se unem em torno de um propósito comum, torna-se possível superar obstáculos históricos e avançar na construção de soluções concretas para a população. As estimativas atualmente consolidadas indicam que as ações realizadas no âmbito do Solo Seguro Amazônia caminham para alcançar a expressiva marca de mais de quatro mil atos de regularização fundiária, aproximando-se da cifra de 4.063 títulos e registros formalizados em diversas regiões do Estado. Esses números são relevantes. Mas o verdadeiro significado dessa iniciativa vai muito além das estatísticas. Cada matrícula aberta representa uma família reconhecida pelo Estado. Cada título entregue representa uma história de vida que passa a contar com a proteção da lei. Em última análise, cada ato de regularização fundiária significa um passo concreto na construção de uma sociedade mais justa e mais segura”, pontuou.

Drone de georeferenciamento

Neste ano de 2026, na abertura da semana de mobilização, o corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos anunciou a disponibilização, pelo Poder Judiciário, de um drone de georeferenciamento para que os Municípios aprimorem as ações de regularização fundiária em todo o Amazonas.

Viabilizado pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas e adquirido pelo Poder Judiciário Estadual, o drone de georeferenciamento vai auxiliar os municípios em serviços como: geração de mapas e modelos 3D de alta precisão, além de dados geoespaciais detalhados; levantamentos topográficos detalhados de terrenos passíveis de regularização fundiária; mapeamento do uso do solo, da infraestrutura e do desenvolvimento urbano, subsidiando políticas públicas.

Com esta e demais providências que serão favorecidas pelo uso do drone de georeferenciamento, a Justiça Estadual buscará impulsionar ainda mais a regularização fundiária em todo o Estado do Amazonas, contribuindo, decisivamente, com a efetivação do direito à moradia, ao ordenamento das cidades, à gestão fundiária, bem como ao combate à grilagem de terras e aos crimes ambientais.

Também como parte da solenidade, 12 títulos de registro de imóveis foram entregues a moradores residentes em diversos bairros da capital.

Solo Seguro Convida

Além das entregas, ocorreu, na mesma oportunidade, nesta segunda-feira, 16, a primeira mesa de debates “Solo Seguro Convida”, evento inédito que propiciará, até esta quarta-feira, 18, em Manaus, debates, compartilhamento de boas práticas e planejamento estratégico visando à consolidação e ao fortalecimento das políticas de regularização fundiária no Estado.

Voltadas para a comunidade acadêmica, gestores públicos, operadores do Direito, delegatários de serventias extrajudiciais, servidores públicos, membros do sistema judiciário e sociedade em geral, neste primeiro dia ocorrer o Painel 1 do “Solo Seguro Convida”, com o tema: “Vozes da Floresta: Povos e Comunidades Tradicionais e o Direito ao Território”.

O painel foi presidido pelo Procurador da República e membro do Ministério Público Federal, Eduardo Sanches.

A referida plenária teve a participação de diversos especialistas no tema, dentre os quais o Coordenador de Gestão de Programas e Projetos do Conselho Nacional de Justiça, Caio Henrique Faustino da Silva.

Com a mesma perspectiva de capacitação, nesta terça-feira (17/3), também no Salão Solimões do Centro Cultural Palácio Rio Negro, será ministrado o Painel 2: “Governança da Terra, Sustentabilidade e Combate à Grilagem”. No horário de 10h30 às 12h30, será ministrado o Painel 3: “A Atuação dos Serviços Extrajudiciais na Regularização Fundiária”.

Acerca da semana de mobilização, o juiz-corregedor auxiliar, Igor de Carvalho Leal Campagnolli, que é subcoordenador do Núcleo de Governança Fundiária e Sustentabilidade da CGJ-AM, exaltou a iniciativa. “A semana “Solo Seguro representa uma política permanente instituída pelo Conselho Nacional de Justiça e desenvolvida em âmbito local pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas, sob o comando do desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, com o escopo de desenvolver dignidade, segurança para famílias que antes eram invisibilizadas”, afirmou.

Representatividade

Além do corregedor-geral de Justiça do Amazonas, desembargador José Hamilton Saraiva dos Santos, compuseram a mesa de honra da solenidade as seguintes autoridades: o desembargador João de Jesus Abdala Simões (representando o Tribunal de Justiça do Amazonas); a secretária de Estado das Cidades e Territórios, Renata Queiroz Pinto (representando o Governo do Estado); o juiz corregedor auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Rodrigo Gonçalves de Souza; a juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral, Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo; a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque; o vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 11.ª Região, desembargador David Alves de Melo Júnior; o procurador-geral do Município, Rafael Lins Bertazzo (representando a Prefeitura de Manaus); o coordenador do Núcleo de Moradia e Atendimento Fundiário, defensor público Thiago Nobre Rosas; a procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho da 11.ª Região, Joali Ingrácia Santos de Oliveira; o controlador-geral do Estado e diretor financeiro da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas, Jeibson dos Santos Justiniano; e o juiz-corregedor auxiliar, Igor de Carvalho Leal Campagnolli.

 

Da Redação com informações  da assessoria de imprensa 

Fotos: Chico Batata

Com risco de fuga, PF relatou ao STF receio de saída de Lulinha do Brasil

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Em documento sigiloso, a Polícia Federal (PF) chegou a cogitar uma possível fuga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, do Brasil. Esse receio foi compartilhado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em dezembro, foi solicitada também a quebra do sigilo fiscal do empresário à Suprema Corte. A defesa de Lulinha nega motivação de fuga e afirma que não houve qualquer negociação ou que recebeu dinheiro do empresário Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Lulinha admitiu ao STF que viajou a Portugal com as despesas pagas pelo empresário preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentados.

O filho do presidente negou que tinha conhecimento dos esquemas de fraudes no INSS (Instituto Nacional de Seguro Social).

Lulinha teria se interessado quando o Careca do INSS lhe relatou um projeto de produção de canabidiol medicinal, já que tem uma sobrinha que faz tratamento médico com o medicamento.

No início deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chegou a pedir a Lulinha, seu filho, que prestasse os devidos esclarecimentos, para evitar que a suspeita prejudicasse a imagem do governo federal.

A atitude do presidente deve ser explorada na campanha à reeleição caso o tema seja usado para tentar prejudicar o petista.

 

Com informações de CNN Brasil

Fraude no INSS: deputada é alvo de operação da PF

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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira, 17, a Operação Indébito, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. O caso foi revelado pelo Metrópoles.

A coluna apurou que um dos alvos é deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE), que sofreu buscas em seus endereços e vai precisar usar tornozeleira eletrônica. Já os mandados de prisão miram o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota. Segundo a apuração, eles atuavam com o apoio de testas de ferro para movimentar os valores.

A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto e tem como foco aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades na inclusão de cobranças indevidas em benefícios previdenciários.

Ao todo, são cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão e outras medidas cautelares, no Distrito Federal e no Ceará.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.

Esquema nacional

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de inserir dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar descontos indevidos em aposentadorias e pensões – prática que pode ter atingido beneficiários em diferentes regiões do país.

Os investigados também são suspeitos de integrar organização criminosa, além de responder por estelionato previdenciário e por ocultação e dilapidação de patrimônio.

A coluna entrou em contato com o gabinete da deputada e aguarda retorno.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

 

TCE-AM concede prazo para Prefeitura de Uarini explicar supostas irregularidades em pregão eletrônico

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) publicou, por meio do Diário Oficial Eletrônico, a Decisão Monocrática n.º 15/2026, que determina o prazo de cinco dias úteis para que a Prefeitura de Uarini esclareça acerca de irregularidades na condução do pregão eletrônico n.º 002/2026.

Conforme o documento interposto pela empresa Smart Serviço de Transportes e Comércio de Produtos Alimentícios LTDA, houve indícios de restrição territorial ilegal, visto que o procedimento é feito de forma eletrônica, violação dos princípios de isonomia e competitividade.

Outras irregularidades, como omissão ilegal de resposta à impugnação, violação ao princípio da segregação de funções e exigência ilegal de vistoria técnica, também foram apontadas na interposição.

O Conselheiro-relator, Luis Fabian Pereira Barbosa, apesar de não ter concedido a medida cautelar de imediato, O prefeito, Marcos Souza Martins, e o pregoeiro, Dicsoney Nascimento Martins, foram notificados para que apresentem justificativas no prazo estabelecido.

Confira a determinação na íntegra:

Da Redação

Agricultor é multado em R$ 1 milhão por infração ambiental e caso será analisado pelo MPAM

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(Foto: Ilustração)

Um agricultor identificado como Renan Vitoriano Boehm foi multado em mais de R$ 1 milhão pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) por crime ambiental. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado Amazonas (MPAM) para análise na esfera criminal.

De acordo com o Auto de Infração nº 781/2023-GEFA, expedido pelo Ipaam, o agricultor reside em Porto Velho (RO) e foi autuado por prática de crime ambiental previsto no artigo 60 da Lei nº 9.605/1998, que trata de atividades potencialmente poluidoras realizadas sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes.

Conforme os autos do processo nº 01.01.030201.012709/2024-90, do Ipaam, a irregularidade foi constatada durante operação de fiscalização realizada no dia 10 de outubro de 2023, por volta das 13h. Durante a vistoria in loco, os agentes identificaram a realização de atividade agrícola sem o devido licenciamento ambiental em área destinada ao cultivo de culturas temporárias, com extensão inferior a 600 hectares.

A partir da constatação da infração e da identificação do responsável, o Ipaam aplicou multa administrativa no valor de R$ 1.010.500,00.

Além da penalidade administrativa, o caso também passou a ser analisado na esfera criminal. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que instaurou notícia de fato para avaliar a possível prática de crime ambiental.

Em despacho assinado no dia 13 de março de 2026, o promotor de Justiça, Weslei Machado, determinou o encaminhamento do caso ao Judiciário por meio do sistema Projudi, com a solicitação de certidão de antecedentes criminais do investigado e a designação de audiência para eventual proposta de transação penal, a ser elaborada.

A transação penal é um acordo pré-processual que permite ao investigado firmar um acordo com o Ministério Público para evitar a abertura de um processo, mediante o cumprimento de determinadas condições estabelecidas.

Da Redação
Foto: Ilustrativa

Dino proíbe aposentadoria compulsória como maior punição a magistrados

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O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), reforçou nesta segunda-feira, 16, que a aposentadoria compulsória de magistrados não é mais permitida como pena máxima por violações disciplinares.

O texto da Constituição foi alterado em 2019 para definir que a punição mais severa a magistrados deve ser a perda de cargo, e não um afastamento remunerado. No entanto, instituições de justiça continuaram concedendo a aposentadoria compulsória como pena para condutas graves.

“A Emenda Constitucional nº 103/2019, ao promover modificações no sistema previdenciário brasileiro, também alcançou expressamente o regime jurídico aplicável aos magistrados e as competências do Conselho Nacional de Justiça, revogando a sanção de ‘aposentadoria compulsória”, ao eliminar o seu fundamento constitucional’, diz o ministro na decisão.

Nesta segunda, ao analisar um recurso que discute sanções aplicadas a um magistrado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Dino anulou uma decisão do CNJ que havia afastado um magistrado mantendo sua remuneração e ordenou que o caso seja reavaliado pelo órgão.

“Casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo, que, por conta da vitaliciedade, depende de ação judicial. Assim, se a perda do cargo for aprovada pelo CNJ, a ação deve ser ajuizada diretamente no Supremo Tribunal Federal, pelo órgão de representação judicial do CNJ, isto é, a Advocacia Geral da União”, afirmou Dino.

Na decisão, o ministro também mandou que o presidente do CNJ, Edson Fachin, seja oficiado para que, caso considere necessário, regulamente o sistema de responsabilidade disciplinar do Poder Judiciário para adequá-lo ao novo texto da Constituição e esclarecer que a perda do cargo será a punição mais severa a ser aplicada.

Casos recentes

O CNJ decide com frequência aposentar magistrados compulsóriamente. Entre casos recentes e de maior repecussão estão os afastamentos de juízes condenados por venda de sentenças.

Há ainda o caso do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi, que é acusado de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. Conforme mostrou a CNN, em caso de condenação, a punição administrativa mais provável para o ministro era a aposentadoria compulsória, o que permitiria que ele continuasse recebendo o valor integral do teto previdenciário mesmo afastado de suas funções por conduta grave.

Agora, com a decisão de Dino, a perda do cargo deve ser o cenário mais provável ao ministro em caso de condenação.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Com fim do biênio de Cássio Borges, TJAM lança edital para vaga de juiz no TRE-AM

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O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) publicou o Edital n.º 10/2026 – PTJ para o preenchimento de vaga de membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), destinada à classe dos magistrados – juiz de Direito. A vaga será aberta em razão do encerramento do primeiro biênio do juiz Cássio André Borges dos Santos, previsto para o dia 10 de maio de 2026.

Os magistrados interessados em disputar a vaga tem 15 dias, a partir da publicação do edital, que ocorreu na sexta-feira, 13, para se inscreverem por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou diretamente no Setor de Protocolo Administrativo do TJAM.

Confira o edital abaixo:

 

Da Redação, com informações do TJAM
Foto: Divulgação

Mirando em políticos, Daniel Vorcaro deve poupar STF em delação

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Advogados que acompanham o caso Master relataram que a ideia inicial do banqueiro Daniel Vorcaro para uma delação premiada é mirar políticos e poupar o Supremo Tribunal Federal.

Três motivos são colocados na mesa, segundo fontes próximas a Vorcaro. Primeiro, seria uma forma de obter a validação da Procuradoria-Geral da República para uma delação, tendo em vista a proximidade de Paulo Gonet com ministros do STF. Há a leitura de que o PGR dificilmente aceitaria uma delação que atingisse a Corte.

Em especial, devido a sua relação com Alexandre de Moraes, de quem se aproximou durante o inquérito da trama golpista. Moraes, em tese, poderia ser alvo de uma delação em razão do contrato de R$ 129 milhões do escritório de sua mulher com Vorcaro.

Segundo, porque o novo advogado de Vorcaro, José Luis de Oliveira Lima, o Juca, levaria em conta as relações pessoais com a Corte, não colocaria em risco uma delação que atingisse o STF.

Terceiro, uma delação premiada que atinja altas Cortes de Brasília é considerada arriscada demais para o futuro profissional de qualquer escritório de advocacia. A lembrança mais recente é a própria Operação Lava Jato, que começou a ruir justamente quando começou a se aproximar do Judiciário.

A aposta é que ele, além de políticos, aborde também na delação crimes financeiros, ainda mais porque Juca defende também outro alvo das investigações, João Carlos Mansur, que fundou a hoje liquidada Reag, parceira do Master em diversas negociações. A avaliação, inclusive, é que Mansur pode também fazer uma delação premiada.

A ideia inicial da delação de mirar políticos e poupar o STF, porém, pode esbarrar justamente nas investigações da Polícia Federal, cujos integrantes têm dito haver material robusto pelo menos contra Toffoli. Uma delação com a PF seria uma alternativa a Vorcaro, caso a PGR não queira fechar um acordo.

 

Com informações de CNN Brasil