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Netanyahu afirma que está ‘quebrando os ossos’ do regime iraniano e novas ofensivas estão previstas

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Na segunda-feira, 9, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país está “quebrando os ossos” do regime iraniano e que novas ofensivas acontecerão nos próximos dias.

O líder israelense afirmou que as operações militares contra o Irã estão desmantelando as estruturas do governo local. A declaração contundente de Netanyahu foi feita durante visita ao Centro Nacional de Comando de Saúde.

Segundo Netanyahu, a inspiração de Israel é possibilitar que a população iraniana se livre do atual sistema de governo. “Não há dúvida de que, por meio das ações tomadas até agora, estamos quebrando suas estruturas e ainda há mais por vir”, disse o premiê em pronunciamento.

Conflito

Dia 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, o conflito escalou para uma guerra aberta na região. Enquanto Israel foca na estrutura política e no sistema clerical, os Estados Unidos direcionam esforços para destruir a capacidade de mísseis e o programa nuclear iraniano.

Esse conflito não tem sinalização que irá parar. A nomeação para suceder Ali Khamenei foi realizada e quem assume o cargo é Mojtaba Khamenei, filho de Ali. A ação sinaliza uma política de continuidade e resistência por parte de Teerã, afirmam especialistas. 

O Ministério das Relações Exteriores do Irã reiterou que não haverá espaço para diplomacia ou negociações enquanto a agressão militar de Israel e dos Estados Unidos persistir.

 

Com informações da CNN Brasil

OAB-AM retoma processo do Quinto Constitucional e marca escolha da lista para 29 de março

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A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) confirmou que votação para formação da lista sêxtupla do Quinto Constitucional será realizada no dia 29 de março. O anúncio foi feito pelo presidente da seccional, Jean Cleuter Mendonça, na noite desta segunda-feira, 9, após o julgamento do recurso que havia suspendido o processo.

Segundo o presidente, com a análise do recurso, a consulta voltou a ser liberada e o calendário do processo foi retomado.

“Foi julgado o recurso que suspendia a consulta do quinto constitucional, por isso marcamos a consulta para o dia 29 de março. Aviso a todos que querem participar da consulta para se regularizarem até 10 dias antes”, afirmou.

A votação permitirá que advogados e advogadas escolham os nomes que irão compor a lista sêxtupla da advocacia para preenchimento de uma vaga no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). De acordo com a OAB-AM, o processo seguirá critérios de paridade de gênero, garantindo participação equilibrada entre homens e mulheres na composição da lista.

Suspensão ocorreu em dezembro

O processo de consulta direta estava suspenso desde dezembro do ano passado, quando a votação prevista para o dia 19 foi interrompida por decisão cautelar do conselheiro federal Jairo de Oliveira Souza, relator da Medida Cautelar nº 49.0000.2025.013353-1/COP.

A decisão atendeu a pedido do advogado Taquer Junio Queiroz Ribeiro, que apresentou recurso questionando o deferimento da candidatura da advogada Grace Anny Fonseca Benayon Zamperlini.

Segundo o recurso, a candidata não preencheria o requisito constitucional de 10 anos de exercício ininterrupto da advocacia, pois teria ocupado cargos de direção na administração pública, o que poderia caracterizar incompatibilidade com o exercício da profissão, conforme o Estatuto da Advocacia.

Ao conceder a medida cautelar, o relator entendeu estarem presentes os requisitos jurídicos de plausibilidade do direito e risco de dano irreparável, argumentando que a realização da consulta poderia consolidar uma etapa do processo que seria difícil de reverter caso o recurso fosse posteriormente acolhido.

Consulta direta à advocacia

A votação é uma das etapas do processo de escolha de representantes da advocacia para o Judiciário. Após a definição da lista sêxtupla pela OAB, os nomes seguem para o TJAM, que formará uma lista tríplice a ser encaminhada ao chefe do Executivo para a nomeação.

Candidatos à vaga

Estão participando da disputa os seguintes nomes:

Candidatas

  • Adriane Cristine Cabral Magalhães
  • Carmem Valerya Romero Salvioni
  • Caroline Ribeiro da Frota Moreira
  • Catharina Estrella Ballut
  • Elaine Bezerra de Queiroz Benayon
  • Giselle Falcone Medina
  • Grace Anny Fonseca Benayon Zamperlini
  • Laura Maria Santiago Lucas

Candidatos

  • Aniello Miranda Aufiero
  • Carlos Alberto de Moraes Ramos Filho
  • Carlos Eduardo da Silva Bittencourt
  • Eugênio dos Santos Gomes
  • Fábio Agustinho da Silva
  • Hamilton Novo Lucena Junior
  • João Antonio da Silva Tolentino
  • José Ivan Benaion Cardoso
  • Marco Aurélio de Lima Choy.

 

Da Redação
Foto: Divulgação/OAB-AM

Julgamento do governador do Rio é retomado no TSE nesta terça-feira

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Nesta terça-feira, 10, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retoma o julgamento de recursos que pedem a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. 

Esses processos são referentes às eleições de 2022, quando o governador foi reeleito para o comando do governo estadual. O Ministério Público Eleitoral e a coligação que apoia Marcelo Freixo (adversário de Castro), entraram na Justiça Eleitoral em setembro de 2022 para solicitar investigação sobre abuso de poder político, econômico, irregularidades em gastos de recursos eleitorais e conduta vedada aos agentes públicos no período do pleito.

Este tipo de processo pode resultar em cassação de mandatos e inelegibilidade por oito anos.

O MP Eleitoral e a campanha de Freixo acusaram o governador e o vice, Thiago Pampolha (MDB), de irregularidades na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Na ação foi apontado que houve desvirtuação da atuação da Ceperj com finalidade eleitoreira, aumento exponencial  do orçamento e valores empenhados pela Ceperj para a execução de projetos não previstos na lei, criação de programas sociais não previstos no orçamento e manutenção de uma “folha de pagamento secreta” de 18 mil pessoas contratadas sem concurso público.

Julgamento

O julgamento começou em novembro do ano passado, com o relatório e o voto da ministra Isabel Gallotti, relatora do caso. 

Na ocasião, a ministra votou pela cassação e inelegibilidade do governador, além da realização de novas eleições para o cargo. Um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira interrompeu a análise.

Galloti concluiu também que o deputado estadual Rodrigo Bacellar deve perder o mandato e ficar inelegível. Votou ainda pela aplicação de multas aos envolvidos, inclusive a Thiago Pampolha.

Agora, outros seis ministros da Corte Eleitoral vão apresentar seus posicionamentos. Caberá ao grupo decidir se o pedido deve ser rejeitado ou aceito. No primeiro caso, o processo é arquivado; no segundo, é determinada a cassação de mandatos e a aplicação de inelegibilidade.

 

Com informações de G1

STF julga deputados do PL por desvio de emendas nesta terça

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta terça-feira, 10, o julgamento dos deputados federais do PL Josimar Maranhãozinho (MA), Pastor Gil (MA) e Bosco Costa (SE) por desvio de emendas parlamentares. No total, a ação penal envolve oito pessoas.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos envolvidos alegando que eles faziam parte do “núcleo central”, focado em irregularidades dos recursos públicos. Foram apontados crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

O órgão também solicitou a perda de funções públicas e a fixação de indenização mínima por danos morais coletivos.

Foram agendadas três sessões para a análise do caso. A primeira será na terça-feira, 10, às 9h. A segunda ocorrerá no mesmo dia, às 14h. O colegiado também reservou uma sessão para as 9h de quarta-feira, 11.

Essa é a primeira denúncia por desvio de emendas a ser julgada pela Corte. O relator é o ministro Cristiano Zanin. Ele será o primeiro a votar.

Na sequência, votam Alexandre de Moraes, a ministra Cármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino. Antes, a Procuradoria e as defesas dos réus se manifestam na Corte.

O resultado deve servir como base para processos semelhantes.

Desvios

Segundo a investigação da Polícia Federal, o deputado Josimar Maranhãozinho foi apontado como o líder do esquema, que contava até com homens armados que ameaçavam prefeitos.

O objetivo era conseguir a devolução de parte dos recursos. Eles teriam exigido propina de R$ 1,66 milhão para destinar R$ 6 milhões ao município de São José de Ribamar (MA).

Entre as provas estão conversas de WhatsApp com os deputados e outros participantes do esquema, depoimentos testemunhais e documentos apreendidos pela PF. Nas mensagens, os investigados definiam quais municípios seriam priorizados e combinavam a devolução dos valores.

“O núcleo central da organização era composto pelos deputados Josimar, Pastor Gil e Bosco Costa, responsáveis pelo envio das emendas”, ressaltou a PGR.

De acordo Procuradoria, as provas reunidas durante as investigações “corroboram a acusação de que os réus constituíram organização criminosa voltada à destinação de emendas parlamentares para municípios em troca de propina”.

Além dos deputados, o órgão pede a condenação de Abraão Nunes Martins Neto, Adones Nunes Martins, Antônio José Silva Rocha e Thalles Andrade Costa.

Da Redação, com informações do Metrópoles e STF
Foto: Divulgação 

Prefeitura de Presidente Figueiredo é notificada pelo TCE-AM por irregularidades em pregão

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A prefeitura de Presidente Figueiredo foi notificada pelo Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) por possíveis irregularidades no pregão eletrônico nº 001/2026, acerca das violações aos princípios da legalidade, isonomia, vinculação ao edital, julgamento objetivo, economicidade e restrição indevida da competitividade.

No documento apresentado ao Tribunal, a empresa E.F. dos Santos Comercial alegou que foi excluída do certame sob as justificativas genéricas de preços inviáveis, sem a devida fundamentação técnica.

A representante alega que os valores apresentados seriam incompatíveis com os custos do objeto licitado. Também consta no documento a variação de preços, visto que as empresas vencedoras totalizavam o valor de R$ 3.602.266,90, enquanto a proposta para os mesmos itens na proposta da E.F. dos Santos ficou no valor de R$ 2.327.281,50, representando uma diferença de R$ 1,2 milhão.

Essa disparidade nos preços fere os princípios de economicidade, desvalorizando a empresa que fez a proposta mais vantajosa. Outro ponto destacado pela representante foi o tratamento desigual entre os licitantes, visto que a empresa vencedora não apresentou nenhuma outra documentação além do “orçamento de pedido”, sem validade fiscal ou comprovação de custo real.

O Conselheiro-relator Júlio Assis Corrêa Pinheiro notificou a prefeitura de Presidente Figueiredo para prestar esclarecimentos sobre o pregão e as alegações apresentadas. A gestão deve se manifestar no prazo de cinco dias úteis, com embasamento sobre a desclassificação da proposta da representante. O não atendimento à decisão ou diligência pode resultar em multa.

Confira a decisão do TCE-AM:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

PA: Moraes suspende investigações contra prefeito acusado de fraudes em licitações

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu as investigações relacionadas à Operação Hades, que apura supostas fraudes em licitações e crimes de corrupção ativa e passiva na Prefeitura de Ananindeua, Região Metropolitana de Belém (PA). A decisão foi publicada na sexta, 7.

O prefeito ingressou com uma petição dentro de um processo da Câmara dos Vereadores da cidade, que já estava em trânsito em julgado, do fim do ano passado, que questionava a delegação de poderes para alguns promotores que iriam investigar membros da Casa.

A Câmara argumentava que somente um promotor de primeiro grau — e não o procurador-geral de Justiça — poderia investigá-la, e o STF acolheu os argumentos determinando a ilegalidade.

Daniel Santos, então, atravessou a petição e argumentou que a Operação Hades, conduzida pelo Ministério Público do Pará, desde 2024, também é nula. Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Daniel Santos afirma que todo o processo está suspenso porque as novas investigações eram frutos da primeira, considerada ilegal.

“O chefe do Ministério Público estadual, indicado pelo governador, não pode escolher o promotor que vai acusar o adversário dele, justamente para evitar a instrumentalização do MP. O promotor que deve acusar é aquele que está na promotoria onde os fatos acontecem, e não foi o que ocorreu no caso das investigações agora suspensas”, argumenta o advogado do prefeito, Rafael Carneiro.

Moraes entendeu que a suspensão é necessária para evitar ilegalidade e possível violação ao princípio do promotor natural, pois a investigação foi conduzida por um promotor de exceção. O membro do Ministério Público não possuía a atribuição para atuar no caso.

A força-tarefa foi deflagrada pelo MP do Pará em setembro e teve como alvo o prefeito da de Ananindeua, Daniel Santos (PSB). Atualmente, ele aparece no topo das pesquisas ao governo do Pará empatado tecnicamente com a vice-governadora Hana Ghassan (MDB).

As investigações apontam que uma fazenda em Tomé-Açu foi vendida ao prefeito por R$ 16 milhões. O imóvel foi registrado em nome de uma empresa ligada ao gestor. Segundo a decisão judicial, os pagamentos teriam sido feitos por empresas que possuem contratos com a prefeitura.

Em outubro, Moraes havia determinado a suspensão da portaria editada pelo Ministério Público do Pará para criar uma operação exclusiva com o objetivo de investigar o município de Ananindeua, medida manifestamente incompatível com o princípio do promotor natural e indicativa do uso político do MP.

O Ministério Público do Pará, no entanto, aponta que a portaria questionada no processo é de 16 de setembro do ano passado, e a investigação deflagrada contra o prefeito é de 5 de agosto, com início ainda em 2024.

O órgão ressaltou que Moraes não fez qualquer juízo de valor, apenas paralisou as investigações temporariamente, até receber informações do próprio MP e do TJ. Para o MPA, trata-se de tentativa de tumultuar o processo para prejudicar a investigação.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

Decisão sobre quebra de sigilo de Lulinha agrava embate entre CPMI e STF

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A decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), de anular a quebra de sigilo do filho do presidente Lula (PT) intensificou o embate da CPMI do INSS com a Corte e a atuação de seus integrantes. A comissão de inquérito deve apresentar um recurso e também mira um convite para ouvir esclarecimentos do ministro.

Dino decidiu suspender os efeitos de uma votação simbólica em bloco realizada pela CPMI e barrou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e de outros nomes.

A previsão é que a cúpula da CPMI se reúna hoje com a Advocacia do Senado para tratar do recurso. O pleno do STF analisará a decisão de Dino em julgamento virtual a partir do dia 13 de março.
“Dino extrapola a autonomia entre os Poderes, e para quê? Para blindar o filho do presidente da República e outras figuras que precisam se explicar sobre seu envolvimento com a fraude no INSS”, afirmou o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL) após a determinação do ministro.

Além do recurso preparado com o auxílio da área jurídica do Senado, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentará um requerimento para convidar Dino para prestar esclarecimentos.

O pedido ainda precisa ser analisado pela CPMI, que tem reunião com votações prevista para a próxima quinta-feira, 12. Por se tratar de um convite, mesmo se for aprovado, Dino não será obrigado a comparecer.

“Entendo que, diante da relevância e dos efeitos dessa decisão sobre os trabalhos da comissão, é importante que o Parlamento e a sociedade brasileira tenham pleno conhecimento dos fundamentos jurídicos que a motivaram”, argumentou Viana sobre o requerimento.

Sigilo de Lulinha

A quebra de sigilo de Lulinha identificou que ele movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. Os dados foram obtidos pela CPMI. A defesa do filho do presidente criticou os vazamentos das informações.

Lulinha não é investigado pela Polícia Federal, mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizada em meados de dezembro do ano passado.

A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta por meio de Roberta com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A empresária também teve a quebra de sigilo aprovada pela CPMI e, depois, suspensa por Dino na quarta-feira, 4.

Com as anulações determinadas por Dino, os acessos às informações sigilosas foram suspensos. Se o pleno do STF referendar o despacho do ministro, os pedidos de quebras de sigilo devem precisar ser votados novamente, de forma individual e não em bloco, pela CPMI.

Embates com STF

Desde a instalação do colegiado, em agosto do ano passado, a cúpula da CPMI têm reclamado de habeas corpus concedidos pelo Supremo.

Na visão de Carlos Viana, as decisões atrapalham as investigações e esvaziam a atuação da CPMI ao permitir que pessoas convocadas não compareçam ou fiquem em silêncio durante depoimentos na comissão.

Em outra frente, integrantes do colegiado também fizeram diversos apelos ao ministro André Mendonça, relator de ações sobre as fraudes do INSS no STF, para viabilizar depoimentos de investigados que estão presos, mas não foram atendidos.
Apesar dos impasses com o STF, é justamente à Corte que a CPMI deverá recorrer para a prorrogação dos trabalhos. O colegiado tem o fim das atividades previsto para o fim de março, mas integrantes da comissão defendem a sua prorrogação por 60 dias.

A decisão sobre prorrogar a comissão depende do aval do presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). O comando da CPMI cogita apresentar um mandado de segurança no Supremo caso a prorrogação não seja confirmada.

Alcolumbre, no entanto, ainda não se manifestou publicamente sobre a possibilidade de autorizar a continuidade dos trabalhos da CPMI. Na última semana, em decisão comemorada pela cúpula da comissão, ele manteve o resultado da votação que aprovou a quebra de sigilo de Lulinha.

Isso porque parlamentares da base governista questionaram o rito da votação e pediram que fosse anulada. Foi após a decisão de Alcolumbre, anunciada na terça-feira, 3, que Dino determinou a suspensão das quebras de sigilo aprovadas.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

Escritório de mulher de Moraes nega atuação junto ao STF e explica contratação por Vorcaro

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Nesta segunda-feira, 9, o escritório de advocacia Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, divulgou uma nota na qual relata a contratação de serviços jurídicos pelo banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Também informa que “nunca conduziu nenhuma causa para o Banco Master no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

De acordo com a nota, o escritório foi contratado no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master, “para o qual realizou ampla consultoria e atuação jurídica”, informa.

O serviço foi prestado por uma equipe composta por 15 advogados. “Para a realização dos serviços, também contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação”, prossegue o texto.

O texto especifica quais seriam os serviços prestados e os documentos entregues como resultado do contrato. Mas não traz informações sobre os valores firmados.

Segundo o documento, as duas equipes jurídicas foram responsáveis pela consultoria e atuação legais, entre o início do contrato, em 2024, e a liquidação extrajudicial do banco, em novembro de 2025, com o consequente encerramento contratual.

O escritório informou que foram 79 reuniões na sede do Banco Master, todas com duração de aproximadamente 3 horas. 13 reuniões com a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo duas presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 horas. Duas reuniões por videoconferência entre o jurídico do Banco Master e a equipe jurídica no escritório Barci de Moraes, com duração de 2 horas.

Com informações de G1

Ex-ministro de Lula é deportado do Panamá após pergunta sobre ditadura

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Ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Franklin de Souza Martins relatou, neste domingo, 8, ter sido detido na última sexta-feira, 6, no Panamá e deportado para o Brasil.

Segundo Martins, ele faria, na sexta, conexão no aeroporto panamenho de Tocumen, durante viagem para Guatemala. Na cidade, o ex-auxiliar de Lula participaria, por três dias, de seminário promovido pela iniciativa Reconstruindo estados de bem-estar social nas Américas, na Universidade Rafael Landívar.

No entanto, ao desembarcar no local, por volta da 1h de sexta, Martins foi abordado por dois policiais panamenhos à paisana, que solicitaram a apresentação de documentos, o que, segundo afirmou, foi atendido imediatamente. Após ser levado para uma sala, a fim de prestar esclarecimentos, Martins acabou sendo colocado de volta em um voo para o Brasil, aproximadamente às 14h.

“(O interrogatório) deteve-se especialmente no item da minha prisão em 1968, em Ibiúna. Preferi não entrar em detalhes. Respondi apenas que havia sido preso por motivos políticos. O Brasil vivia sob uma ditadura militar e eu havia lutado durante 21 anos contra ela – e isso não era um crime, mas um dever para os democratas”, afirmou o ex-ministro em relato publicado no site da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A ABI publicou carta aberta ao embaixador do Panamá no Brasil, Flavio Gabriel Méndez Altamirano. No documento, a instituição questionou toda a condução da passagem de Martins pelo país.

“Sem qualquer explicação, em total desrespeito aos direitos do jornalista – detido arbitrariamente e impedido de se comunicar até mesmo com a Embaixada do Brasil –, as autoridades do Panamá se outorgaram o direito de impedir o acesso a outra nação”, dizia trecho do questionamento.

Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Eduardo Martínez-Acha Vásquez, pediu desculpas ao correspondente no Brasil, ministro Mauro Vieira. Na carta, Vásquez chamou o ocorrido com o ex-ministro de Lula de “incidente”.

“Permita-me expressar, em nome do Governo Nacional do Panamá, nossas sinceras desculpas pelo inconveniente causado por esta situação, que ocorreu no âmbito da aplicação estritamente administrativa dos procedimentos automáticos de imigração”, diz trecho da carta.

O Metrópoles pediu posicionamento ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) sobre o caso, mas ainda não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

 

Da Redação com informações de Metrópoles

Foto: Divulgação

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Empresa do RJ vence licitação milionária do DNIT para projetos de portos no AM

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) homologou a contratação milionária  de uma empresa para elaborar projetos básicos de engenharia voltados à recuperação de instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4s) em municípios do interior do Amazonas. O Aviso de Homologação da Concorrência Eletrônica nº 421/2025-01 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da quinta-feira, 5.

A empresa vencedora foi a R Peotta Engenharia e Consultoria LTDA, inscrita no CNPJ 00.188.111/0001-73, que tem como sócio-administrador Roberto Accioly Peotta. Conforme informações disponíveis no site da Receita Federal, a companhia tem sede no estado do Rio de Janeiro e possui capital de R$ 7,1 milhões.

No certame, a empresa obteve nota técnica de 89,57 em ambos os itens avaliados e apresentou propostas que somam mais de R$ 2 milhões. No Item 1, a proposta foi de R$ 1.058.258,57, já no Item 2 a proposta apresentada foi no valor de R$ 985.560,03.

Ao todo, o valor contratado chega a R$ 2.043.818,60.


Projetos para seis municípios

O objeto da licitação é a contratação de serviços de elaboração de projetos básicos de engenharia, etapa necessária para futuras licitações destinadas à execução de obras de recuperação civil das chamadas Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4s).

Os estudos contemplam estruturas portuárias localizadas em seis municípios do interior do Amazonas: Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Urucurituba, Codajás, Beruri e Fonte Boa

Essas instalações são consideradas estratégicas para o transporte fluvial na região, já que muitos desses municípios dependem dos portos para o escoamento de mercadorias e deslocamento de passageiros.

Com a homologação do resultado, a empresa contratada ficará responsável pela elaboração dos projetos que irão subsidiar futuras obras de recuperação dessas estruturas portuárias.

 

Da Redação
Foto: Divulgação