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Trump e Netanyahu dividem tabuleiro global sob sombra de guerra

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O cenário internacional atinge o nível máximo de tensão nesta sexta-feira, 6, com os Estados Unidos anunciando uma nova fase de operações militares que redefine o equilíbrio de forças global. Em um movimento coordenado, Washington intensificou os bombardeios em Teerã, enquanto Israel mantém ofensivas pesadas contra Beirute, no Líbano, consolidando um eixo de poder que ignora fronteiras e apelos diplomáticos.

Nesse contexto, Donald Trump e Benjamin Netanyahu dividem o tabuleiro global sob a sombra de uma guerra que já não conhece limites regionais. A estratégia de tratar nações soberanas — da Venezuela às reservas estratégicas do Oriente Médio — como meras peças de um jogo de influência revela uma política externa baseada na força bruta e na ocupação territorial.

Com o funeral do líder Khamenei adiado e a região em alerta total, o destino de populações inteiras parece lançado ao sabor de decisões tomadas em gabinetes de crise. A realidade de 2026 mostra que, para os grandes nomes da geopolítica, o mapa-múndi é um cenário de apostas onde a conquista de territórios é buscada a qualquer custo, tratando o objetivo da carta como prioridade absoluta, ignorando as consequências humanitárias que ardem sob a fumaça dos novos ataques.

Da Redação

Denúncia aponta irregularidades na jornada de médicos da rede municipal em Ipixuna

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar possíveis irregularidades na jornada de trabalho e no cumprimento da carga horária por médicos que atuam na rede municipal de saúde de Ipixuna.

Uma notícia de fato encaminhada ao MPAM aponta indícios de descumprimento da carga horária por profissionais que atuam no sistema público local. A investigação envolve todos os médicos da rede municipal, incluindo servidores efetivos, profissionais contratados e integrantes do Programa Mais Médicos (PMM).

Segundo o promotor de Justiça substituto José Ricardo Moraes da Silva, que assina a portaria, a investigação busca verificar se há irregularidades na jornada de trabalho desses profissionais e avaliar o impacto desse possível descumprimento na qualidade e no acesso da população aos serviços públicos de saúde.

A abertura do Procedimento Preparatório ocorre após o esgotamento do prazo de tramitação da Notícia de Fato, sendo necessária a realização de diligências complementares para esclarecer os fatos.

Caso sejam constatadas irregularidades, o Ministério Público poderá adotar medidas administrativas ou judiciais cabíveis.

Da Redação
Foto: Divulgação

STF avalia possibilidade de condenação do MP ao pagamento de custas processuais e periciais

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento de uma ação que discute a possibilidade de o Ministério Público (MP) ser condenado a pagar custas processuais, despesas, perícias e honorários advocatícios quando perder uma ação em que busca o ressarcimento do patrimônio público. A controvérsia é objeto do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1524619, com repercussão geral (Tema 1.382). A análise, que começou na última quarta-feira, 5, continuará na sessão da próxima quarta-feira, 11.

Primeiro a votar na sessão, o ministro Alexandre de Moraes (relator) entende que esse tipo de condenação é inconstitucional e fere a autonomia do MP. O ministro Cristiano Zanin divergiu parcialmente, pois considera que o pagamento de perícias é possível, desde que a instituição tenha orçamento com essa previsão.

Caso

No ARE, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) questiona a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que o condenou a arcar com as despesas de um processo em que foi derrotado ao pedir que o ex-presidente da Câmara Municipal de Jandira (SP) Cícero Amadeu Romero Duca ressarcisse os cofres públicos por transações irregulares. O político havia sido condenado a devolver R$ 29,4 mil aos cofres públicos, mas conseguiu reverter a penhora de imóveis para garantir o pagamento da dívida. O MP-SP recorreu dessa decisão, mas o recurso não foi aceito, e o órgão foi responsabilizado pelo pagamento das custas do processo e dos honorários de sucumbência (pagos pela parte vencida à parte vencedora).

No STF, o MP-SP argumentou, entre outros pontos, que, como não pode receber esses encargos quando vence a ação, “por simetria, lógica processual e razoabilidade”, também não pode pagá-los quando for vencido.

Atuação engessada

O ministro Alexandre de Moraes considera inconstitucional a exigência de pagamento de honorários, sucumbência, custas e perícias pelo Ministério Público. Ele observou que, nessa hipótese, os Poderes Legislativo e Executivo, que devem ser fiscalizados pelo MP, poderiam inviabilizar sua atuação reduzindo o orçamento destinado à instituição.

A seu ver, essa possibilidade engessaria o MP, pois diminuiria o controle da administração pública e de ações visando assegurar direitos e garantias fundamentais da sociedade. Ele citou como exemplo o caso da barragem de Mariana, de alta complexidade, em que, se fosse obrigado a arcar com as despesas processuais, o MP não teria como atuar.

Ele sustenta que, quando houver a necessidade de arcar com encargos financeiros relacionados à prova pericial, a responsabilidade pela despesa deverá ficar a cargo do ente federativo (estado ou União) a que estiver vinculado o Ministério Público.

Pagamento unicamente de perícias

Relator de uma Ação Cível Originária (ACO 1560) que questiona o pagamento de perícias pelo MP e está sendo julgada em conjunto com o ARE 1524619, o ministro Cristiano Zanin divergiu parcialmente. Para ele, não é possível condenar o MP ao pagamento de custas processuais, de honorários advocatícios e de outras despesas em geral. Contudo, considera válido que o MP seja responsável por despesas periciais.

Zanin argumentou que o Código de Processo Civil (CPC) prevê expressamente a possibilidade de o Ministério Público adiantar valores ou despesas relacionadas à realização de perícia quando o órgão tiver orçamento específico para essa finalidade.

 

Da Redação, com informações do STF
Foto: Divulgação/STF

Abertura da janela partidária movimenta políticos amazonenses e deve definir o futuro na eleição de 2026

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Na última quinta-feira, 5, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu a abertura da janela partidária, para que deputadas e deputados federais, estaduais e distritais, possam migrar de partido político mantendo os mandatos atuais. O período estabelecido para essa troca é de 30 dias e vai até 3 de abril.

Algumas movimentações no cenário do Amazonas já podem ser vistas. O deputado estadual Rozenha, eleito pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) no pleito de 2022, oficializou sua filiação no Partido Social Democrático (PSD), com foco na reeleição ao cargo de deputado para dar continuidade nos trabalhos.

Outros políticos e lideranças também se alinharam a outros partidos, como é o caso de Vanda Witoto, liderança indígena do Amazonas, que filiou-se ao partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Migraram para essa mesma sigla os políticos: Arthur Virgílio Neto, que foi ex-prefeito de Manaus e ex-senador do Amazonas; Adail Filho, deputado federal; Saulo Vianna, deputado federal; e Nathan Macena, ex-prefeito de Careiro Castanho.

Outro deputado federal que afirmou mudança de sigla foi Pauderney Avelino, que atualmente faz parte do União Brasil, mas afirmou que até o fechamento da janela partidária deve filiar-se a um partido.

As movimentações são recentes e há possibilidade de novas filiações até o fim do período estipulado para mudanças pelo TSE.

 

Da Redação

Silas Malafaia deve ser julgado no STF por injúria e calúnia

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Começa nesta sexta-feira, 6, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), contra o pastor Silas Malafaia por injúria e calúnia. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A acusação considera declarações feitas pelo pastor contra generais de quatro estrelas que integram o Alto Comando do Exército, incluindo o comandante da Força, general Tomás Paiva.

O caso foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro.

Segundo a PGR, o pastor teria injuriado generais do alto oficialato durante manifestação bolsonarista realizada em 6 de abril de 2025, na Avenida Paulista, em São Paulo, ao chamar integrantes do Alto Comando do Exército de “cambada de frouxos”, “cambada de covardes” e “cambada de omissos”.

A acusação também sustenta que Malafaia imputou falsamente prática de crime militar aos oficiais em discurso no qual criticava a prisão do general Braga Netto. As declarações foram posteriormente divulgadas em suas redes sociais.

A PGR enquadrou as condutas como injúria e calúnia com causas de aumento de pena, por serem direcionadas a autoridade pública em razão do cargo e divulgadas em ambiente público e virtual.

Se a denúncia for aceita pela Primeira Turma, Malafaia passará à condição de réu no processo.

A análise ocorre no plenário virtual da Corte e pode se estender até o dia 13 de março. O julgamento foi pautado pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino, após pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Com informações de CNN Brasil

Planilha aponta Moraes, esposa e Toffoli em mesa do Banco Master

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Uma planilha que integra investigação da Polícia Federal indica que os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, sentaram na mesa denominada “2 Banco Master“, em um jantar de gala promovido durante a Lide Brazil Conference, em Nova York (EUA).

O evento ocorreu em novembro de 2022, no restaurante Fasano New York, na região da 5ª Avenida, e teve patrocínio do dono do Banco Master. O estabelecimento, que não costuma funcionar nas noites de domingo, foi aberto especialmente para a ocasião.

Os nomes de Moraes, Toffoli e Viviane Barci aparecem na planilha de organização das mesas do jantar. Na mesma mesa estava o empresário Nelson Tanure, apontado pela Polícia Federal como sócio oculto do Banco Master e que, segundo a investigação, teria “exercido influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas”.

Os três citados estão no centro da crise envolvendo a instituição financeira. Toffoli vendeu sua participação no Resort Tayayá, no Paraná, para um fundo do cunhado de Vorcaro. Já o escritório de advocacia de Viviane Barci firmou contrato de R$ 129 milhões para defender o Banco Master.

Outra mesa patrocinada pelo instituição financeira, identificada como “1 Banco Master”, reuniu o ex-presidente Michel Temer, a esposa Marcela Temer, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o então governador de São Paulo e CEO do Lide, João Doria, o ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, além do próprio Daniel Vorcaro.

À época do evento, Daniel Vorcaro já havia sido investigado por suspeita de fraude em fundos de pensão de servidores públicos e chegou a ser alvo de ordem de prisão em 2019.

Outras mesas

O jantar também contou com a presença de outras autoridades e empresários que ficaram em mesas sem patrocínio do Banco Master.

Entre eles estavam os ministros do STF Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, os ministros aposentados da Corte Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso, o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e o ex-presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

TCE-AM multa prefeito de Alvarães por inexigibilidade de licitação

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou o prefeito Lucenildo de Souza Macedo por ilegalidade de inexigibilidade em licitação em Alvarães. Foi interposto um recurso de reconsideração do caso, que foi negado pela Corte.

O recurso de reconsideração foi interposto por Gustavo Freitas Macedo, em revisão ao contrato nº 01/2021, sendo mantido integralmente o acórdão anterior, em que apontava as irregularidades. O Tribunal reconheceu a ilegalidade da inexigibilidade de licitação.

No relatório-voto, o prefeito Lucenildo Macedo deve pagar multa no valor de R$ 14.000, em razão das impropriedades não sanadas. Essa multa deve ser paga no prazo de 30 dias.

Foi determinado também que, no prazo de 30 dias, a prefeitura de Alvarães anule o contrato de nº 01/2021, devendo apresentar a comprovação de que cumpriu a determinação estabelecida pelo TCE.

Confira a decisão do TCE-AM:

Da Redação

Caso de joias recebidas por Jair Bolsonaro tem pedido de arquivamento da investigação pela PGR

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A Procuradoria-Geral da República (PGR), por meio do procurador-geral, Paulo Gonet, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que arquive investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados que foram investigados pela venda de joias recebidas sendo vendidas e recompradas.

O caso, que tramita no STF sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, analisava se houve a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo Gonet, a legislação não é clara sobre a quem pertence um presente recebido no exercício do cargo, se ao presidente ou à União.

“Como se viu, a natureza jurídica dos presentes ofertados a Presidentes da República permanece controvertida, sem disciplina legislativa específica, sujeita a interpretações administrativas divergentes, inclusive no âmbito da sistemática do controle externo”, diz um trecho do documento.

Para a PGR, “os esforços dos indiciados, pois, para que os bens fossem levados à venda a terceiros, não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime submetido a escrutínio”.

A posição da PGR contrária o entendimento da Polícia Federal (PF) que, em julho de 2024, indiciou Jair Bolsonaro e mais onze pessoas pelo desvio e venda de joias presenteadas ao governo brasileiro.

O ex-presidente foi indiciado por peculato, quando um funcionário público se apropria de dinheiro ou bens a que tem posse em razão do cargo, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

Nesse caso, foram indiciados também: o ex-ministro de Minas e Energia, almirante da reserva Bento Albuquerque; o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o pai de Mauro Cid, general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid; Frederick Wassef, ex-advogado de Bolsonaro; e Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro.

 

Com informações de G1

Um dia após ser afastado pelo STF, prefeito de Macapá renuncia e lança pré-candidatura ao governo

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Após ser alvo da operação da Polícia Federal, o prefeito afastado de Macapá, Dr. Furlan (PSD), apresentou nesta quinta-feira, 5, uma renúncia formal ao mandato. O comunicado foi enviado em ofício à Câmara Municipal de Macapá. Além da renúncia ao cargo, Furlan anunciou sua pré-candidatura ao governo.

Afastamento

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quarta-feira, 4, o afastamento do prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, o Dr. Furlan (PSD), e do vice-prefeito, Mario Rocha de Matos Neto (Podemos), pelo prazo de 60 dias.

Os dois são alvos de investigação da Operação Paroxismo, que apura supostas fraudes em licitações da saúde.

Na decisão, Dino também determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do chefe do Executivo municipal, da primeira-dama, de sua ex-esposa e de outros 10 investigados (entre eles agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas) de 1º/1/2024 a 6/2/2026.

Também foram afastados dos cargos Erica Aranha de Sousa Aymoré, secretária de Saúde, e Walmiglisson Ribeiro da Silva, integrante da Comissão Especial de Licitação do município.

Fatos investigados

De acordo com a PF, há indícios da existência de uma organização criminosa que atua na Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e na empresa Santa Rita Engenharia, com o objetivo de direcionar a contratação da empresa responsável pela construção do Hospital Municipal de Macapá, empreendimento orçado em R$ 69 milhões e financiado com recursos federais.

Além disso, segundo a PF, após a celebração do contrato e o repasse de recursos públicos à empresa contratada, teve início uma “sistemática e anômala” movimentação de recursos em espécie por seus sócios, de forma reiterada, fracionada e incompatível com a natureza da atividade desempenhada.

A investigação também aponta para o suposto envolvimento do prefeito. Entre os indícios destacam-se o transporte de valores em veículo de sua propriedade e o possível transporte de valores por funcionários do Instituto de Medicina do Coração, pessoa jurídica a ele vinculada.

Pré-candidatura

Em vídeo publicado no Instagram, Dr. Furlan afirmou que já esperava sofrer “ataques e perseguições” e diante dos fatos, decidiu anunciar sua pré-candidatura ao governo.

“Quero me declarar pré-candidato a governador do Estado. Tudo que está acontecendo, ataques, perseguições, atrasos e a gente sabia que isso ia acontecer mas eles não estão indo contra o Furlan, estão indo contra a vontade do povo, contra a população de Macapá e de todo o Estado do Amapá“, disse.

 

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Um post compartilhado por Dr. Furlan (@dr.furlan)

 

Da Redação, com informações do G1 e STF
Foto: Divulgação

Operação da PF investiga venda de dados pessoais de Moraes e outros ministros do STF

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, 5, a Operação Dataleaks para investigar esquema de obtenção, adulteração e comercialização ilegal de dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas. Entre os magistrados afetados, está o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da investigação.

As apurações tiveram início após a identificação de uma base de dados clandestina que reunia informações pessoais de ministros do STF.

Segundo a investigação, os dados pessoais de Moraes foram alterados e inseridos em uma plataforma que comercializava informações sensíveis obtidas de forma ilegal.

A Polícia Federal cumpre quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. As ordens foram expedidas pelo próprio STF.

De acordo com a diligência policial, o grupo criminoso seria responsável por acessar indevidamente sistemas e bases de dados governamentais e privadas para alimentar uma base paralela com informações pessoais sensíveis.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.

Relator e vítima

No caso envolvendo Moraes, o ministro aparece em dois polos da investigação: como relator do processo e também como vítima do suposto esquema.

Segundo as apurações, os dados pessoais do magistrado foram manipulados e posteriormente inseridos em uma plataforma que vendia esse tipo de informação.

Recentemente, Moraes também determinou que a investigação sobre supostos acessos ilegais e vazamentos de dados fiscais de ministros do STF fosse tratada como assunto correlato ao chamado inquérito das fake news, do qual ele também é relator.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação