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PF investiga fraude em FGTS e Auxílio Emergencial com desvio de R$ 45 milhões da Caixa

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 5, a Operação Trampo para desarticular e descapitalizar uma organização criminosa de atuação interestadual, com bases no Rio de Janeiro e em São Paulo. O grupo é acusado de desviar valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Auxílio Emergencial de contas da Caixa Econômica Federal (CEF), além de praticar lavagem de capitais para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Na ação de hoje, cerca de 100 policiais federais cumprem 27 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal do Rio de Janeiro, nos municípios do Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), São Paulo (SP), Várzea Paulistas (SP), Indaiatuba (SP) e Salto (SP).

Além dos mandados, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens no valor de aproximadamente R$ 45 milhões e impôs medidas cautelares diversas da prisão para 21 investigados, como recolhimento de passaporte, proibição de ausentar-se do País e do Estado, proibição de manter contato com os demais investigados e comparecimento mensal em Juízo, para informar e justificar suas atividades.

As investigações revelaram que o grupo criminoso atuava por meio da obtenção ilícita de dados sigilosos de beneficiários e correntistas da Caixa Econômica Federal e falsificação de documentos, viabilizando o acesso indevido às contas bancárias das vítimas. A partir desse acesso, os criminosos realizavam saques fraudulentos e pagamentos de boletos digitais, subtraindo valores destinados a cidadãos em situação de vulnerabilidade social.

A apuração identificou ainda que os autores das fraudes utilizavam conexões de internet registradas em nome de terceiros para acessar de forma não autorizada as contas da CEF. A atuação do grupo envolvia diversos indivíduos, com funções específicas na obtenção e uso dos dados bancários, configurando uma estrutura organizada e coordenada para a prática dos crimes.

A Polícia Federal segue com as diligências para identificar todos os envolvidos, bem como para recuperar os valores subtraídos e garantir a responsabilização dos autores.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado pela fraude. Além desses, são investigados os crimes de uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato-furto.

A Polícia Federal alerta: emprestar ou ceder contas bancárias para movimentação de valores ilícitos é crime. Essa prática contribui para o financiamento de organizações criminosas e causa prejuízos a milhares de brasileiros.

A ação integra a Força-Tarefa Tentáculos, iniciativa que tem como um dos pilares a cooperação com instituições bancárias e financeiras para o combate às fraudes eletrônicas, e ocorre no contexto da Operação Nacional Não Seja Um Laranja.

Da Redação, com informações da Polícia Federal 
Foto: Divulgação

Câmara aprova regulamentação do serviço de streaming; veja o que muda

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A Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira, 4, o projeto de lei que regulamenta e impõe uma taxação para plataformas de streaming. Os deputados devem analisar, nesta quarta-feira, 5, os destaques, sugestões de alteração feitas pelos parlamentares para modificar trechos específicos do texto principal.

O projeto estava travado na Câmara desde junho de 2024, devido à falta de consenso entre as bancadas partidárias.

A taxação valerá para três tipos de plataformas: serviços de vídeo sob demanda, como a Netflix; serviços de TV por aplicativo, como o Claro TV+; e sites de compartilhamento de vídeos, como o YouTube.

O relator do texto, deputado Luizinho (PP-RJ), definiu que as plataformas terão de destinar de 2% a 4% da receita bruta anual à Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional).

Para as plataformas tradicionais de vídeo sob demanda, como a Netflix, o percentual mais alto de cobrança será de 4%. Já os serviços baseados em uploads de usuários, como o YouTube, terão um teto menor, limitado a 2%.

O projeto também obriga as plataformas de streaming a reservar pelo menos 10% de seu catálogo para produções nacionais

O projeto não se aplica a conteúdos:

  • sem finalidade lucrativa;
  • de natureza religiosa;
  • jornalísticos;
  • voltados à educação;
  • destinados à transmissão de eventos esportivos;
  • de comunicação pública;
  • relacionados a jogos eletrônicos.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

 

Juíza Anagali Marcon Bertazzo assume como membro titular do Pleno do TRE-AM

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A juíza Anagali Marcon Bertazzo tomou posse, nessa terça-feira, 4, como membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), na classe dos magistrados, para o biênio 2025/2027. A cerimônia ocorreu antes da sessão do Pleno e marcou o início da participação da magistrada nos trabalhos da Corte Eleitoral amazonense.

Anagali assume a vaga deixada pelo juiz Marcelo Manuel Vieira, que encerrou seu segundo biênio no último dia 15 de outubro. Indicada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a magistrada passa a compor o colegiado encarregado de analisar processos eleitorais e contribuir para o fortalecimento da transparência e da integridade das eleições de 2026.

A presidente do TRE-AM, desembargadora Carla Reis, abriu a sessão da Corte e conduziu os protocolos de posse. Em seu pronunciamento, destacou as qualidades da nova integrante. “É uma honra tê-la aqui conosco. A sua reputação precede. A senhora foi escolhida pela sua atuação firme, corajosa e pela mulher guerreira que é. Tenho certeza de que exercerá um excelente trabalho no Tribunal”, afirmou a presidente. 

A magistrada recebeu a toga das mãos da filha, Analy Bertazzo, e do sobrinho Rafael Lins Bertazzo, procurador-geral do município. Na ocasião, o juiz Marcelo Vieira também foi homenageado pela desembargadora Carla Reis, que lhe presenteou com a toga utilizada no TRE-AM durante os quatro anos do seu mandato. 

Força feminina 

O TRE-AM se destaca nacionalmente pelo predomínio feminino em sua composição, realidade pouco comum entre os tribunais eleitorais do país. O Pleno segue composto por oito mulheres entre seus membros: a presidente, desembargadora Carla Reis; a vice-presidente e corregedora, desembargadora Nélia Caminha; a desembargadora Vânia Marques Marinho; as juízas Giselle Falcone, Mônica Cristina Raposo, Ida Maria Costa, Maria Benigno e a juíza federal Mara Elisa Andrade.

A juíza Anagali expressou gratidão, especialmente aos pares, pela oportunidade de integrar a Corte Eleitoral amazonense, agora na titularidade do cargo. “Este momento é o fruto de um trabalho de 30 anos na magistratura. Estar aqui é mais do que uma alegria para mim, para a minha família e para o nome que carrego. Sinto-me muito honrada e feliz com a confiança que me foi dada. O fato de ser mulher e ter sido escolhida representa o reconhecimento do trabalho da mulher na magistratura”, ressaltou a juíza. 

“Hoje, a representatividade feminina vem fortalecer esta luta das mulheres. Vem dizer que a luta é válida e que nós precisamos realmente estar onde queremos e onde pudermos. Nenhum lugar é tão longe para nós”, completou a magistrada, que também atua como ouvidora adjunta do TRE-AM, ao lado da ouvidora titular, Gisele Falcone. 

A juíza destacou ainda a importância do trabalho da Ouvidoria Itinerante,  iniciativa que amplia o diálogo da Justiça Eleitoral com a sociedade e leva escuta ativa aos eleitores de municípios mais distantes, muitas vezes sem acesso direto aos serviços judiciais e eleitorais.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa 

Fotos: Júnior Souza/TRE-AM

 

Hugo Motta tem 15 dias para prestar esclarecimentos ao TCU por supostos funcionários fantasmas

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O Tribunal de Contas da União (TCU) por meio da área técnica, solicitou ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que esclareça sobre suspeitas de empregar funcionárias fantasmas em seu gabinete. A Corte de contas estabeleceu o prazo de 15 dias para que Motta forneça dados que comprovem o exercício das atividades das funcionárias.

Em reportagem publicada em julho, o jornal Folha de S. Paulo mostrou o caso de três servidoras que acumulavam o cargo com outras ocupações. Gabriela Pagidis, com salário de R$ 11,4 mil, e Monique Magno, com salário de R$ 1,7 mil, exerciam funções remotas e estavam no gabinete de Motta, mas tiveram a exoneração encaminhada.

“Quanto aos indícios de irregularidade, a representação informa que os fatos narrados teriam potencial de causar dano ao erário. Nesse sentido, faz-se necessário diligenciar ao gabinete do representado para que preste esclarecimentos sobre o regime de trabalho das servidoras acusadas de trabalhar como funcionárias fantasmas antes que seja realizada uma análise precisa da admissibilidade da representação”, diz a decisão da área técnica do TCU.

Em nota divulgada em julho, Motta afirmou que “preza pelo cumprimento rigoroso das obrigações dos funcionários de seu gabinete, incluindo os que atuam de forma remota e são dispensados do ponto dentro das regras estabelecidas pela Câmara”.

Como a vaga não era presencial, as funcionárias tinham dispensa de marcação de ponto. Segundo a Folha, Motta empregou em seu gabinete três funcionárias com rotinas incompatíveis com as funções que deveriam exercer no Legislativo. As duas dispensadas são uma fisioterapeuta (Gabriela Pagidis) e uma assistente social (Monique Magno) de uma prefeitura na Paraíba.

Em reportagem, a Folha citou ainda uma estudante de medicina. Todas são contratadas no cargo de secretário parlamentar, com jornada de 40 horas semanais, com proibição de exercer outra função pública e sem necessidade de bater o ponto com biometria na Câmara.

 

Com informações de O Globo

Foto: Divulgação

Áudio polêmico causa expulsão de filiada do PL: ‘enfia cachorro no…’

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O Partido Liberal (PL) de Rio Claro, no interior de São Paulo, expulsou a servidora municipal licenciada, Amanda Servidoni, na última segunda-feira, 3. Em áudios divulgados pelo site Metrópoles, ela negociou emendas parlamentares e pediu “cashback” de um recurso público encaminhado a uma estrada. Além disso, ela também criticou um projeto para um hospital veterinário e disse, em linguajar pejorativo, para “enfiar os cachorro [sic] no c*”.

Os primeiros áudios com fortes indícios de corrupção, divulgados no último dia 25, iniciaram o processo que culminou na expulsão de Amanda. Depois, outros áudios começaram a circular em grupos de WhatsApp da cidade e reforçaram a indignação de membros do partido.

Uma das falas, em que a servidora licenciada ataca o projeto de dois vereadores para animais vítimas de maus-tratos, gerou a ira de filiados do PL e reforçou as denúncias. A cúpula municipal do PL se reuniu durante o fim de semana e decidiu pela expulsão da ativista.

Amanda se apresentava como assessora de Valéria Bolsonaro

Amanda se apresenta como assessora da secretária estadual de Políticas para a Mulher, Valéria Bolsonaro (PL), embora nunca tenha exercido nenhum cargo vinculado à secretaria ou ao gabinete de deputada estadual na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A parlamentar exercia mandato antes de embarcar no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em nota, o PL informou que a expulsão ocorreu por infração ao programa do partido e desrespeito à disciplina partidária. O diretório municipal considerou que Amanda “está no epicentro de graves denúncias divulgadas pelo site Metrópoles e repercutidas em veículos de comunicação de todo o Brasil, bem como nas redes sociais, sobre cobrança de ‘cash back’ para liberação de emendas parlamentares”.

O PL do município havia enviado, na semana passada, um e-mail à executiva estadual em que informa sobre o caso e pergunta quais providências deveriam ser tomadas. Até a manhã desta segunda-feira, o comunicado não havia sido respondido. A reportagem procurou o presidente estadual do partido, Tadeu Candelária, mas não obteve retorno.

A presidente do PL no município, Neia Garcia, foi às redes sociais esclarecer a situação. Ela diz que Amanda nunca procurou a comissão municipal do partido e, inclusive, foi “atacada e retalhada” pela servidora municipal. “Os filiados em Rio Claro não admitem que essa conduta venha manchar, macular o nosso trabalho do PL de Rio Claro”, diz Neia.

Amanda se filiou ao PL em junho no diretório estadual, na capital paulista. A assinatura da ficha de filiação contou com a presença de Valéria Bolsonaro e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

Hospital veterinário da discórdia

Os vereadores Adriano La Torre (PP), de Rio Claro, e Luciano Murbach (Republicanos), de Ipeúna, queriam transformar um prédio abandonado, na estrada entre os dois municípios, onde já funcionou uma Fundação Casa, em um hospital veterinário para cachorros abandonados ou vítimas de maus-tratos.

Segundo Murbach, eles foram procurados por Amanda que se dispôs a ajudar para concretizar o plano, projetado no início do ano. No entanto, áudios que circulam em grupos de WhatsApp mostram que na verdade Amanda “menosprezou” o hospital que daria atendimento gratuito, castração e adoção para animais de rua e para famílias de baixa renda da região.

“Fomos procurados pela assessora Amanda Servidoni, que se apresentou como representante da deputada estadual Valéria Bolsonaro, pedindo exclusividade para seguir com o projeto — sob a promessa de que ele ganharia força política e se tornaria uma bandeira de fé e compaixão. Confiamos. Acreditamos. E esperamos. Mas o tempo revelou o contrário. Depois de quase um ano, nada foi feito. E, recentemente, um áudio veio à tona, mostrando desprezo pela causa animal e pela população que mais precisa”, disse.

No áudio que o vereador se refere, Amanda critica a destinação do espaço para a causa animal. “Usar um espaço desse para causa animal? Enfia os cachorro [sic] no meio do c*, meu, entendeu? Com quem o La Torre conversou isso? Conversou com o Luciano? O La Torre tem que passar para a gente com quem ele conversa porque se não coloca ele nesses negócios aí que não vira”, disse Amanda.

La Torre disse que Valéria teria se comprometido a passar o prédio, que era um imóvel do governo de São Paulo, para o hospital veterinário. Ela também tinha se comprometido a enviar emendas para espaços de assistência social e um deles já está em funcionamento. Em outro áudio, Amanda fala sobre emendas para La Torre, o vereador disse que se tratava de “espaços família” para assistência social.

“A gente fez várias parcerias com a Valéria. E isso que tá acontecendo aí… Olha, que tristeza”, lamentou La Torre. “É bom pra ficar esclarecido, que realmente esse negócio que vazou, pelo amor de Deus, eu fiquei surpreso com isso”, acrescentou.

O vereador disse que Valéria enviou emendas para Rio Claro que foram usadas em ônibus escolares e ambulância, mas afirmou que nunca foi cobrado para devolver parte dos recursos. “Não compactuo com isso”.

Ouça o áudio:

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

TSE começa julgamento que pode cassar governador do RJ

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O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) vai começar nesta terça-feira, 4, o julgamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em ação movida pelo MPE (Ministério Público Eleitoral) sobre abuso de poder econômico.

O resultado do caso pode cassar o mandato do governador fluminense.

Além de Castro, outros nomes da cúpula política do Rio também são investigados no processo, incluindo o vice-governador Thiago Pampolha (MDB) e o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (União).

A ação envolve um total de 12 investigados, entre eles Danielle Christian Ribeiro Barros, ex-secretária estadual, e diversos parlamentares e figuras ligadas ao governo estadual.

O MPE aponta possíveis irregularidades eleitorais que teriam ocorrido durante o pleito de 2022.

Segundo as investigações, Castro e Bacellar teriam criado 27 mil cargos “fantasmas” para empregar cabos eleitorais que garantiram a reeleição do governador no pleito de 2022.

No julgamento, a defesa de Cláudio Castro será conduzida por um grupo de advogados especializados em direito eleitoral, que devem apresentar argumentos para contestar as acusações do Ministério Público.

O processo relatado pela ministra Isabel Gallotti, que tem perfil técnico e costuma ser rigorosa nos julgamentos. A sessão no TSE está prevista para começar às 19h. Caso haja pedido de vista, a análise é suspensa por 30 dias.

No começo do ano, o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) decidiu contra a cassação do governador.

O julgamento ocorre em meio a grande repercussão da megaoperação policial que deixou 121 pessoas mortas nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação foi planejada e executada pelas forças policiais do governo do Rio, sob a liderança de Castro.

Na segunda-feira (3), em um relatório com esclarecimentos sobre a operação encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o governador afirmou que a ação seguiu princípios constitucionais e as regras da chamada ADPF das Favelas.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Divulgação

 

Após matéria do Portal O Poder sobre ‘Lei da Mordomia’, MP abre investigação em Nova Olinda do Norte

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar a possível prática de atos de improbidade administrativa relacionados à Lei nº 105/2025, “Lei da Mordomia”,  que concede assessoria e segurança a ex-prefeitos do município de Nova Olinda do Norte. A lei foi publicada no Diário Oficial dos Municípios no dia 7 de outubro de 2025 e divulgada inicialmente pelo Portal O Poder, que procurou o Ministério Público sobre o caso.

A norma legislativa prevê a disponibilização de até quatro assessores e dois agentes de segurança, da Guarda Municipal, pelo mesmo período que o ex-gestor permaneceu no cargo. A medida chamou atenção por ocorrer em período pré-eleitoral e favorecer um dos aliados da atual prefeita do município, Araci Cunha (MDB).

Para a promotora de Justiça de Nova Olinda, Tainá dos Santos Madela, a concessão do benefício fere princípios constitucionais como impessoalidade, moralidade, eficiência, economicidade e o próprio princípio republicano, ao criar privilégios sustentados com recursos públicos para ex-chefes do Executivo.

Possível inconstitucionalidade e desvio de função

Na portaria, o Ministério Público destaca ainda que a Guarda Municipal é destinada a proteção de bens e serviços públicos, e não a segurança pessoal de ex-gestores. O deslocamento de agentes para atuar como segurança pessoal configura desvio de função.

O MP também aponta indícios de inconstitucionalidade material na lei, uma vez que a Constituição Federal estabelece competência concorrente apenas entre União, Estados e Distrito Federal para legislar sobre segurança pública.

Lei pode configurar improbidade administrativa

Além de inconstitucional, a disponibilização de equipe particular de trabalho e segurança, custeada pelo município, para atender ex-prefeitos em atividades privadas, concede privilégio incompatível com os ditames legais podendo caracterizar ato de improbidade administrativa.

Na portaria, a promotora determina o envio de ofícios solicitando informações à prefeita de Nova Olinda do Norte e ao presidente da Câmara Municipal. Eles terão 10 dias para esclarecer:

  • o interesse público que justificaria a sanção da Lei nº 105/2025;
  • a existência de decreto de regulamentação e/ou solicitação de ex-prefeito requerendo o benefício;
  • a forma de trabalho dos servidores que eventualmente estejam sendo cedidos;
  • o impacto financeiro mensal e anual da medida, incluindo salários, benefícios trabalhistas e despesas como passagens, diárias e auxílios.

A Câmara também deverá encaminhar a cópia integral do projeto de lei e da ata da sessão que aprovou a proposta.

Recomendação formal

O Ministério Público emitiu ainda Recomendação para que a prefeita, o vice-prefeito, o procurador-geral do município, o presidente da Câmara e as autoridades ligadas à segurança municipal sejam pessoalmente notificados sobre a necessidade de interromper qualquer ato que resulte na execução da lei.

O MP ressalta que o descumprimento da recomendação pode caracterizar dolo e má-fé, elementos que podem fundamentar ações futuras por ato de improbidade administrativa.

 

Thaise Rocha, para o Portal O Poder
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FICCO/AM apreende mais de R$ 1,1 milhão em espécie durante ações contra lavagem de dinheiro

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) realizou, nesta  quarta-feira, 4, duas ações distintas decorrentes de denúncia recebida sobre movimentação suspeita de valores em espécie na capital amazonense.

Durante as diligências, foram apreendidos, em contextos diferentes, valores expressivos em dinheiro vivo, totalizando mais de R$ 1.1 milhão, ambos os casos sob suspeita de prática de lavagem de dinheiro.

Em uma das ocorrências, foram apreendidos R$ 610.000,00 (seiscentos e dez mil reais) em espécie, sem comprovação da origem lícita.

Na segunda ação, foram apreendidos aproximadamente R$ 500 mil, também em espécie e sem justificativa econômica plausível, reforçando os indícios de ocultação e dissimulação de valores.

As apreensões, realizadas no mesmo dia e com características semelhantes, apontam para possível utilização de numerário físico com o intuito de dificultar o rastreamento financeiro e a identificação da origem dos recursos, conduta típica de lavagem de capitais.

Em mais uma ação de cooperação entre os órgãos de segurança pública, a FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado e Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social, tendo como objetivo a integração e cooperação entre os órgãos de segurança pública em ações de prevenção e repressão ao crime organizado e à criminalidade violenta.

 

Da Redação com informações da PF

Foto: Divulgação/PF

CPI do Crime Organizado será instalada nesta terça-feira

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A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar o crime organizado será instalada nesta terça-feira, 4. Em sua primeira reunião, a CPI elegerá o presidente, o vice e o relator.

Proposta pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), a comissão terá 120 dias para investigar especialmente o crescimento das facções e milícias (RQS 470/2025). Dois dias após a operação policial que deixou 121 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a instalação da CPI.

Segundo Alessandro Vieira, o avanço do crime organizado ocorre em razão do “abandono do poder público”: “Essa tragédia tem solução. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional”, disse o senador em suas redes sociais.

Onze senadores integrarão a CPI, dos quais 10 já foram indicados pelas lideranças partidárias. A CPI terá R$ 30 mil para desembolsar em suas investigações.

Da Redação, com informações do Senado Federal
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Presidente de associação é preso por falso testemunho na CPMI do INSS

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O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi preso na madrugada desta terça-feira, 4, após prestar depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A prisão foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que deu voz de prisão ao depoente por falso testemunho. Segundo o parlamentar, Abraão teria “mentido reiteradas vezes” ao longo da oitiva, contradizendo informações já colhidas pela comissão.

“Ele pelo menos em quatro oportunidades se contrariou”, afirmou Viana em entrevista após o fim da sessão. “Tentou esconder de todas as maneiras que continuou o mesmo esquema, dessa vez ampliando, não só tirando dos pescadores, mas também dos aposentados. Acabou preso porque mentiu na CPMI”, completou.

Após o encerramento da sessão, Abraão foi escoltado pela Polícia Legislativa.

Durante a entrevista coletiva concedida depois da prisão, Carlos Viana afirmou que o depoimento confirmou mais suspeitas da CPMI sobre o uso de associações para aplicar golpes em aposentados e pensionistas, por meio da compra de listas de beneficiários do INSS.

“Ele confirmou o que a CPMI vem montando peça por peça, de que as associações usaram o mesmo esquema para enganar os aposentados, comprando listas de nomes de um mesmo fornecedor, o senhor Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS”, disse o senador.

Segundo Viana, as apurações indicam que “dois, três ou talvez quatro servidores de carreira” do instituto seriam os principais responsáveis pelos esquemas de corrupção e desvio de recursos.

“Essas pessoas estavam presentes em todos os momentos em que os golpes aconteceram. A comissão está caminhando para as provas finais em relação a esses servidores, que, a meu ver, são o núcleo que hoje prejudicou e muito a Previdência do país”, declarou.

CBPA foi investigada pela PF

A CBPA é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos indevidos aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

Em relatório, a CGU (Controladoria-Geral da União) apontou que a confederação movimentou R$ 221,8 milhões entre fevereiro de 2023 e março de 2025, valores considerados indevidos.

A AGU (Advocacia-Geral da União) classificou a entidade como “de fachada”, afirmando que ela não possui estrutura compatível com o número de filiados registrados.

Abraão Lincoln já havia sido afastado judicialmente da presidência da antiga CNPA (Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores), sob suspeita de venda irregular de licenças de pesca, e responde a processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação