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Benjamin Constant e Rio Preto da Eva terão sedes próprias do Ministério Público do Amazonas

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) dará um passo significativo para o fortalecimento da sua presença no interior. Os municípios de Benjamin Constant e Rio Preto da Eva ganharão sedes próprias, em terrenos doados pelas respectivas prefeituras, com anuência do Legislativo municipal. Atualmente, as promotorias de Justiça funcionam dentro dos fóruns de Justiça.  

A iniciativa é resultado de parcerias institucionais que fortalecem a infraestrutura pública e facilitam a instalação definitiva do MPAM em espaços próprios, garantindo maior eficiência administrativa e melhores condições de atendimento à população. 

Em Benjamin Constant, o prefeito Semeide Porto oficializou a doação de uma área de 600 m² para a construção da nova sede. Em Rio Preto da Eva, a prefeita Maria do Socorro Fontinele destinou um terreno de 870 m², onde será erguida a unidade do Ministério Público. 

Com a doação das áreas, o MPAM dará início à elaboração dos projetos arquitetônicos, que já estão em fase de confecção pelo setor de engenharia. As futuras instalações representarão maior eficiência administrativa e melhoria nas condições de trabalho para promotores, servidores e para a população que busca os serviços do MP. 

Os projetos arquitetônicos estão em fase de elaboração pelo setor de Engenharia do MPAM e devem seguir o mesmo padrão arquitetônico, estrutural e funcional da sede inaugurada recentemente em Manacapuru, projetada no conceito Green Building. O modelo prevê ampla iluminação natural, ventilação cruzada, telhado verde, sistema de energia solar, reaproveitamento de água e áreas bem distribuídas, que incluem, além dos gabinetes, brinquedoteca, sala de audiências, apoio administrativo, protocolo, sala técnica, salas de arquivo e auditório. 

Ao falar sobre as doações dos terrenos, a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque, ressaltou o compromisso da gestão com a modernização da estrutura no interior. “Estamos levando sedes próprias para os municípios, com espaços adequados, que vão garantir mais dignidade aos promotores, servidores e à sociedade. É um passo importante para fortalecer a presença do Ministério Público em todo o Amazonas”, ressaltou.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Divulgação

Venda de bebidas a adolescentes na ExpoAP em Apuí pode gerar prisão, alerta MPAM

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) expediu uma Recomendação para reforçar a proibição da venda, fornecimento e entrega de bebidas alcoólicas, cigarros e outros produtos que possam causar dependência física ou psíquica a crianças e adolescentes durante a 36ª Exposição Agropecuária de Apuí (ExpoAP), que inicia nesta quinta-feira, 4.

A medida, assinada pelo promotor de Justiça, Lucas Souza Pinha, tem como objetivo prevenir a prática de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece como ilícito oferecer ou vender esses produtos a menores de idade. A pena prevista é de dois a quatro anos de detenção e multa, caso a conduta não configure crime mais grave.

Entre os principais pontos da recomendação, o MPAM determina que os organizadores da ExpoAP adotem fiscalização rigorosa para impedir a venda e o consumo de álcool e tabaco por crianças e adolescentes; comerciantes locais e ambulantes não devem fornecer esses produtos, ainda que de forma gratuita e mesmo que os menores estejam acompanhados pelos pais ou responsáveis; a Polícia Militar deverá realizar o policiamento ostensivo e diligências para coibir a prática; A Polícia Civil pode instaurar inquérito ou lavre auto de prisão em flagrante em caso de descumprimento; e o Conselho Tutelar precisa ter conselheiros de plantão durante os dias do evento para atuar em situações de risco envolvendo menores.

A fiscalização conjunta entre Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil e Conselho Tutelar está prevista para começar já na abertura oficial da exposição.

O documento também foi encaminhado ao prefeito de Apuí, à Câmara Municipal, à Secretaria de Assistência Social e ao CRAS, além de ter sido publicado no Diário Oficial Eletrônico do MPAM.

Da Redação
Foto: Divulgação

Empresa criada quatro dias antes de contrato com Prefeitura de Parintins é alvo de investigação

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar possíveis irregularidades na Dispensa de Licitação nº 01/2025 da Prefeitura de Parintins.

O caso envolve a contratação direta da empresa J E D Gestão de Projetos Municipais Ltda, no valor de R$ 60.100,08, para prestação de serviços técnicos. O contrato ultrapassa o limite estabelecido no artigo 75, inciso II, da Lei nº 14.133/2021, que permite dispensa de licitação apenas para serviços de até R$ 50 mil.

Outro ponto levantado pelo MP é que a empresa investigada foi registrada no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) em 8 de janeiro de 2025, apenas quatro dias antes da publicação do termo de referência que resultou na contratação.

A Promotoria determinou que a Comissão de Licitação da Prefeitura esclareça os critérios usados na contratação, além de solicitar à empresa comprovação de sua qualificação técnica e apresentação de documentos que atestem a execução dos serviços contratados.

Empresa já está encerrada

De acordo com consulta ao site da Receita Federal, a J E D Gestão de Projetos, inscrita sob o CNPJ nº 58.691/0001-69, foi registrada como microempresa (ME) e teve sua situação cadastral baixada em 5 de junho, por encerramento de liquidação voluntária, ou seja, a própria empresa optou por encerrar definitivamente suas atividades. Não constam no sistema informações sobre os sócios ou dados que permitam identificar quem exercia a função de sócio-administrador.

Da Redação
Foto: Divulgação

Moraes abrirá próxima fase de julgamento com voto sobre conduta de Bolsonaro e mais 7 réus

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Relator da ação penal da trama golpista, o ministro Alexandre de Moraes vai apresentar o seu voto na próxima terça-feira, 9, inaugurando a próxima fase do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode levar à condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de planejar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

O voto de Moraes será proferido logo no início da sessão e a expectativa é que seja um voto extenso e com muitos recados sobre a preservação da democracia e a punição a comportamentos golpistas.

Moraes pode ter dado pistas do voto em pronunciamento

Na avaliação de interlocutores do STF, as pistas sobre o voto foram dadas no pronunciamento feito pelo magistrado no início do julgamento.

Sem citar diretamente os pedidos de anistia, Moraes afirmou que a “impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação”. Os defensores de um perdão para os envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro costumam citar como objetivo a “pacificação” do país.

— A História nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação. Pois o caminho aparentemente mais fácil, e só aparentemente, que é da impunidade, que é da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade — afirmou o ministro relator.

Ele ainda rebateu o que chamou de tentativas de interferência externa no processo e disse que a “soberania nacional” jamais será “vilipendiada, negociada ou extorquida”. Segundo a Procuradoria-Geral da República, Bolsonaro liderou uma tentativa de ruptura democrática ao ser derrotado na tentativa de reeleição em 2022.

Na sua fala inicial, que durou uma hora e quarenta minutos, Moraes disse que a “pacificação do país é desejo de todos”, mas depende do “respeito à Constituição Federal, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições”.

— A sociedade brasileira e as instituições mostraram sua força, sua resiliência, em que pese a manutenção de uma polarização — afirmou Moraes antes de iniciar a leitura do relatório do caso, primeira etapa do julgamento da ação penal.

É esperado que o voto de Moraes ocupe a totalidade da primeira sessão da próxima terça-feira. Como mostrou O GLOBO, o ministro deve abordar os aspectos preliminares suscitados pelas defesas e fazer uma análise do mérito das acusações.

Como foi o julgamento neste dois dias?

Os dois primeiros dias do julgamento da ação penal foram marcados, além do pronunciamento de Moraes, pela leitura do relatório do processo e pelas falas da acusação — feita pela Procuradoria-Geral da República — e das defesas dos sete réus.

Na primeira etapa do julgamento da ação penal, os advogados se concentraram em apontar que seus clientes, entre eles Bolsonaro, não tiveram participação nos atos golpistas que culminaram no 8 de janeiro de 2023, rechaçaram a validade da delação premiada feita por Mauro Cid e insistiram na tese de que a mera cogitação não pode ser passível de responsabilização.

A defesa de Jair Bolsonaro tentou desqualificar provas e buscou minimizar a participação do ex-presidente nos atos que antecederam o 8 de janeiro.

Vilardi usou argumentos da PGR e da Polícia Federal para contestar a delação de Cid. Segundo ele, um relatório da PF feito em novembro de 2024 aponta que a delação tinha “inúmeras omissões e contradições”. Ele classificou a delação do ex-ajudante de ordens como “mentirosa”.

— A delação é algo que não existe nem aqui e nem em nenhum lugar do mundo. Reconhecer uma parcial validade da delação e ainda assim fazer o aproveitamento dela diminuindo a pena — afirma.

Ao contestar a denúncia da PGR e os fatos narrados na acusação, o advogado do ex-presidente insiste que Bolsonaro “não tem absolutamente nada a ver com punhal verde e amarelo, copa 22 e 8 de janeiro”, em referência a planos golpistas listados pela PGR e os atos antidemocráticos de janeiro de 2023.

O advogado do general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e ex-chefe da Casa Civil, afirmou que houve restrição ao direito de defesa no processo da trama golpista.

Segundo o advogado José Luís Oliveira Lima, conhecido como Juca, não houve tempo hábil para a análise de todas as provas. Ele também pediu a anulação da delação premiada de Mauro Cid, chamando o teor dos depoimentos de “farsa”.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Reprodução

RR: PF mira secretário, ex-deputado e empresários por elo com suposta fraude licitatória na Seed

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Nesta quinta-feira, 4, a Polícia Federal (PF) cumpre 14 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar grupo com elo com fraudes em processos licitatórios.

A Folha BV apurou que os alvos incluem o secretário estadual de Educação e Desporto, Mikael Cury-Rad e o ex-deputado estadual Masamy Eda. Um dos empresários é Rodrigo Salsicha, que foi alvo da operação anterior.

As investigações da Operação Raubritter apontam que uma licitação da Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed), destinada ao fornecimento de materiais de higiene, limpeza e conservação para escolas indígenas em Roraima, foi direcionada a uma empresa que, até então, atuava exclusivamente no ramo de comercialização de veículos.

Um dia antes do pregão, a empresa incluiu em seu objeto social a atividade de comércio atacadista de produtos de higiene, limpeza e conservação, com o aparente propósito de se habilitar para participar do certame.

Há indícios de que os produtos contratados não foram entregues integralmente, em descumprimento às cláusulas contratuais, o que teria causado um prejuízo estimado em mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos.

Nota da Seed

”A Secretaria de Educação e Desporto do Estado de Roraima (Seed) esclarece que está colaborando integralmente com a Polícia Federal no âmbito da Operação Raubritter, deflagrada para apurar supostas irregularidades em processos licitatórios.

A Secretaria informa que todas as informações e documentos solicitados estão sendo fornecidos às autoridades competentes e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos.

Destacamos que os procedimentos investigados têm origem em um recurso administrativo e que a Seed mantém total confiança de que, no devido tempo, todos os fatos serão esclarecidos.

A Secretaria reforça, ainda, que segue trabalhando para garantir a continuidade dos serviços prestados à população e assegurar que a educação em Roraima não seja prejudicada por investigações em andamento.”

 

Com informações de Folha BV

Por unanimidade, STJ confirma decisão de Mauro Campbell e afasta governador de Tocantins por 6 meses

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A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por unanimidade, confirmou a decisão do relator, ministro Mauro Campbell Marques, que determinou o afastamento cautelar do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, pelo prazo mínimo de 180 dias. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. A decisão foi divulgada nessa quarta-feira, 3.

Barbosa é investigado por suspeita de participação em organização criminosa que teria desviado recursos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19. Na operação da Polícia Federal, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, formação de organização criminosa e lavagem de capitais.

As medidas cautelares do relator incluíram mandados de busca e apreensão contra 29 investigados, entre eles o governador e outros agentes políticos, servidores públicos e empresários suspeitos de envolvimento no esquema, com a determinação de que fossem recolhidos dinheiro, carros, embarcações e aeronaves para uma eventual reparação ao erário. Ao referendar as medidas, a Corte Especial considerou que os indícios de continuidade delitiva e os sinais de lavagem de dinheiro justificavam a urgência da intervenção judicial.

Para a Corte Especial, embora haja indicações de que o esquema se iniciou na gestão anterior, quando Wanderlei Barbosa ocupava o cargo de vice-governador, foi após sua chegada ao comando do Executivo estadual que se verificou a expansão do esquema criminoso. “Os elementos de convicção colhidos comprovaram que Wanderlei Barbosa Castro transformou o governo do Estado em um verdadeiro balcão de negócios, recebendo montantes em espécie a título de vantagem indevida pelos contratos de fornecimento de bens e serviços conduzidos durante a sua gestão”, afirmou o ministro Campbell.

Valores foram distribuídos entre investigados

De acordo com a Polícia Federal, entre 2020 e 2021, os investigados teriam se aproveitado da situação de emergência provocada pela pandemia para desviar recursos de compras sem licitação. Segundo as investigações, foram desembolsados mais de R$ 97 milhões em contratos para a compra de cestas básicas e frango congelado, e o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em mais de R$ 73 milhões. Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, do custeio de despesas pessoais do governador e de investimentos em atividades agropecuárias.

Ao apresentar o seu voto à Corte Especial, Mauro Campbell Marques indicou que Barbosa teria se valido de empresários próximos e de assessores especiais para montar uma estrutura sistemática e bem organizada de desvio de recursos públicos, a qual, segundo o ministro, gerou intensa movimentação de dinheiro em espécie, distribuído entre os envolvidos em detrimento da população tocantinense.

O magistrado destacou que as medidas cautelares tiveram como base as muitas provas reunidas pela investigação policial, como comprovantes de pagamentos e de depósitos, arquivos extraídos de celulares, conversas interceptadas, depoimentos e imagens dos operadores do esquema com grandes quantidades de dinheiro em espécie.

Entre esse acervo probatório – apontou o ministro –, foi encontrado dinheiro em espécie tanto na residência do governador (US$ 1,1 mil e R$ 35,5 mil) quanto em seu gabinete (R$ 32,2 mil). Mauro Campbell Marques mencionou também informações dos investigadores segundo as quais Wanderlei Barbosa teria recebido pelo menos R$ 550 mil em espécie como propina decorrente do contrato para fornecimento de proteína animal.

Ele ainda ressaltou que parte significativa dos valores desviados, sempre de acordo com as investigações, teria sido destinada à construção da Pousada Pedra Canga, empreendimento de luxo cujas obras já alcançam investimento estimado em mais de R$ 6,3 milhões, colocada em nome dos filhos do governador, “em uma clara situação de lavagem de capitais na modalidade dissimulação”.

Organização utilizou estratégia para reduzir riscos de ser descoberta

Em seu voto, o ministro também afirmou que a decisão da organização criminosa de utilizar contratos de fornecimento de cestas básicas como meio para desviar recursos públicos foi motivada pela dificuldade de fiscalização posterior sobre a efetiva entrega dos bens à população. Para o ministro, essa estratégia não foi casual, mas calculada para reduzir os riscos de detecção das irregularidades.

“Diversamente de uma obra pública em que a divergência entre o projeto orçado e o contratado é facilmente aferível a partir do cotejo com o que foi concretamente executado, em contratos de fornecimento de cestas básicas o produto da contratação resulta em bens de caráter perecível e consumível, que simplesmente desaparecem após serem ‘entregues’ para a população”, disse.

Suspeita contra deputado é antes do mandato federal

Em relação ao deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos-TO), alvo de mandado de busca e apreensão cumprido na quarta-feira,3, o ministro explicou que os fatos investigados remontam ao período em que ele ainda exercia o cargo de deputado estadual. Segundo o relator, as condutas atribuídas ao parlamentar teriam ocorrido durante a pandemia e, portanto, são anteriores à sua posse como deputado federal, em 2023.

O ministro lembrou que, em março de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o HC 232.627 e a questão de ordem no Inquérito 4.787, consolidou o entendimento de que o foro por prerrogativa de função deve ser preservado mesmo após o término do mandato, desde que os delitos investigados tenham sido praticados no exercício do cargo e em razão da função pública exercida.

“No caso em apreço, considerada a conexão dos eventos investigados com a conduta do atual governador do estado do Tocantins, em linha de princípio, não haveria hipótese capaz de infirmar a competência do STJ para processar e julgar o caso, notadamente quando observado que os fatos ora investigados se referem ao tempo em que Ricardo Ayres ainda exercia o cargo de deputado estadual”, concluiu.

Da Redação, com informações do STJ
Foto: Divulgação

Confira principais defesas feitas no 2º dia do julgamento de Bolsonaro

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu no início da tarde dessa quarta-feira, 3, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista. O julgamento será retomado na próxima terça-feira, 9, pela manhã, quando serão ouvidos os votos dos ministros. 

Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

A votação que vai condenar ou absolver os réus deve começar somente nas próximas sessões. As penas podem passar de 30 anos de prisão.  

Pela manhã, os advogados de defesa de quatro réus puderam fazer suas explanações sobre o processo. 

A defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), procurou demonstrar que seu cliente teria se distanciado de Jair Bolsonaro, por isso nunca conversou com o ex-presidente sobre qualquer tentativa de golpe.

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram que “não há uma única prova” da participação dele na trama golpista. Para o advogado Celso Vilardi, Bolsonaro foi “dragado” para os fatos investigados pela Polícia Federal e não atentou contra o Estado Democrático de Direito.

O advogado do ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira disse que seu cliente tentou demover Jair Bolsonaro de tentativas de golpe de Estado. Para Andrew Fernandes, “está mais do que provado que o general Paulo Sérgio é inocente”.

Por último, falou o advogado José Luis Mendes de Oliveira Lima, que defende o general Walter Braga Netto. Segundo ele, seu cliente pode ser condenado a morrer na cadeia com base em uma “delação premiada mentirosa” do tenente-coronel Mauro Cid, antigo ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Braga Netto foi ex-ministro da Casa Civil e vice de Jair Bolsonaro na chapa que concorreu à presidência da República de 2022.

Primeiro dia

No primeiro dia de julgamento, na terça-feira, 2, o relator, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da ação penal, documento que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados.

Na parte da tarde, se manifestaram as defesas de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, do almirante Almir Garnier e do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres. 

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes

Os réus respondem no Supremo pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada,
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito,
  • Golpe de Estado,
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça,
  • Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. 

Próximos passos

Na próxima quarta-feira, 10, o primeiro a votar será Alexandre de Moraes, relator da ação penal. Em sua manifestação, o ministro vai analisar questões preliminares suscitadas pelas defesas de Bolsonaro e dos demais acusados, como pedidos de nulidade da delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens e um dos réus, alegações de cerceamento de defesa, pedidos para retirar o caso do STF, além das solicitações de absolvição.

Moraes poderá solicitar que a turma delibere imediatamente sobre a questões preliminares ou deixar a análise desses quesitos para votação conjunta com o mérito.

Após a abordagem das questões preliminares, Moraes se pronunciará sobre o mérito do processo, ou seja, se condena ou absolve os acusados e qual o tempo de cumprimento de pena.

Sequência de votação

Depois de Moraes, os demais integrantes da turma vão proferir seus votos na seguinte sequência:

  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • Cristiano Zanin;

A condenação ou absolvição ocorrerá com o voto da maioria de três dos cinco ministros da turma. 

Pedido de vista

Um pedido de vista do processo não está descartado. Pelo regimento interno, qualquer integrante da Corte pode pedir mais tempo para analisar o caso e suspender o julgamento. Contudo, o processo deve ser devolvido para julgamento em 90 dias.

Prisão

A eventual prisão dos réus que forem condenados não vai ocorrer de forma automática e só poderá ser efetivada após julgamento dos recursos contra a condenação.

Em caso de condenação, os réus não devem ficar em presídios comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil 

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

TCE-AM multa ex-prefeito de Barreirinha, Glênio Seixas, por não pagamento de acordo 

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) multou o ex-prefeito Glênio José Marques Seixas em razão da não quitação de parcelas do acordo de parcelamento firmado com o Fundo de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Públicos de Barreirinha (FAPESB).

O pedido foi apresentado pela Secretaria-Geral de Controle Externo (Secex), por não constar a quitação e pela possível violação ao princípio do equilíbrio financeiro e atuarial. A solicitação foi julgada procedente.

Foi aplicada multa no valor de R$ 13.654,39 por ato praticado com grave infração à norma legal ou regulamentar de natureza fiscal, contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial. O não pagamento do acordo prejudicou o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário e prejudicou diretamente a manutenção do benefício a ser concedido.

O Tribunal determinou prazo de 60 dias para a repactuação dos acordos de parcelamento e deu prazo de 30 dias para o recolhimento da multa.

Histórico de multas

Glênio Seixas atuou na gestão de Barreirinha durante dois mandatos, que iniciou no ano de 2017 e finalizou em 2024. Nesse período, o gestor acumulou multas e decisões desfavoráveis no TCE-AM.

Os motivos das multas e decisões negativas são os mais diversos, desde irregularidades no Portal da Transparência, descumprimento da Lei de Acesso à Informação, até suspensão de licitação milionária. Mesmo fora da prefeitura, as ações do ex-prefeito ainda reverberam negativamente na Corte de contas.

Confira decisão do TCE-AM aqui:

 

Ludmila Dias, para o Portal O Poder

Ilustração: Neto Ribeiro/O Poder

Senado aprova proposta que altera Lei da Ficha Limpa e muda prazos para inelegibilidade

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Nessa terça-feira, 2, o Senado aprovou um projeto que altera a lei da Ficha Limpa e muda a contagem do tempo em que uma pessoa fica proibida de se candidatar às eleições, a chamada inelegibilidade. Na votação foram 50 favoráveis ao projeto contra 24 que desaprovam a medida.

Esse prazo é de oito anos, mas o momento em que é aplicado vai variar conforme o tipo de crime cometido e a alteração pode reduzir este prazo em alguns casos. Na prática, a matéria reduz o tempo de punição para políticos cassados. 

Isso valerá para parlamentares (deputados, senadores, vereadores), governadores, prefeitos e seus vices. A mudança é que o prazo de oito anos começará a contar a partir do momento da cassação e não depois do fim do mandato para o qual o político foi eleito e deveria cumprir.

O texto seguirá para sanção do presidente Lula (PT). A proposta aguardava há um ano votação em plenário. Chegou a ser pautada pelo menos cinco vezes neste período, mas somente nesta terça houve consenso para aprovação.

O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou momentaneamente a presidência da sessão para votar a favor da medida, afirmando que a “inelegibilidade não pode ser eterna”.

Sem efeitos para Bolsonaro

O projeto não altera a condição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030 por abuso de poder político. Isso porque, neste caso específico, o texto mantém válida a regra atual.

Pela proposta, a pessoa condenada por abuso do poder econômico ou político, não poderá disputar eleições por oito anos, que serão contados a partir da data da eleição na qual ela cometeu o crime.

Apesar de mexer na redação, o texto não muda a jurisprudência já aplicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo juristas especialistas em direito eleitoral consultados pelo g1. É o que diz uma súmula da Corte Eleitoral, que define que o período conta a partir do dia da eleição e termina no “dia de igual número no oitavo ano seguinte”.

A proposta conserva a norma aplicada hoje para crimes hediondos, lavagem de dinheiro, aqueles praticados por organização criminosa e outros. Para estes delitos, o condenado na Justiça fica inelegível desde a sentença até oito anos após o cumprimento de toda a pena imposta. Esta foi uma demanda do senador Sérgio Moro (União-PR) ao relator, Weverton Rocha (PDT-MA), que inicialmente propôs alterar a lei, mas depois acatou a sugestão. 

 

Com informações de G1

Luxo, gado e fraudes: Investigação da Polícia Federal afasta governador de TO

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O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), foi afastado do cargo por seis meses após ser alvo da segunda fase da operação Fames-19, deflagrada pel Polícia Federal nesta quarta-feira, 3, em Palmas (TO). O afastamento foi determinado pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e será levado para análise especial da Corte

A operação Fames-19 investiga desvio de dinheiro voltado ao enfrentamento da Covid-19, ainda durante a pandemia, incluindo verbas parlamentares destinadas à aquisição de cestas básicas. As investigações, que tramitam sob sigilo no STJ, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021, período em que os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.

Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados, com prejuízo estimado superior a R$ 73 milhões aos cofres públicos. Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.

Mais de 200 policiais federais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Imperatriz (MA) e João Pessoa (PB). A PF busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos.

O governador, agora afastado, se posicionou por meio de nota e afirmou que a decisão é precipitada. Confira na íntegra:

Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.

Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.

Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.

 

Da Redação, com informações da Polícia Federal e CNN
Foto: Divulgação