fevereiro 11, 2026 22:02
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Paulo Guedes rebate críticas ao atraso do auxílio emergencial

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Brasília – O ministro da Economia Paulo Guedes rebateu críticas ao atraso do pagamento do auxílio emergencial, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 3, no Palácio da Alvorada com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para detalhamento do programa.

Guedes iniciou a coletiva falando sobre as medidas que já foram apresentadas. Mencionou o déficit das contas públicas, que de acordo com ele já soma 6% do PIB, e que os recursos dispensados para os enfrentamento ao coronavírus nos próximos três meses são superiores a todo o orçamento previsto para o ano. 

Conforme o ministro, o presidente Jair Bolsonaro tem demonstrado preocupação com as duas ondas da crise; a da saúde, e alertando para problemas futuros que atingirão a economia. Guedes afirmou ainda que “o tamanho da magnitude dos recursos que estão sendo mobilizados. Isso nunca aconteceu antes”.

O ministro disse que muita gente tem criticado o governo, o que para ele não passa oportunismo, e que a grande verdade é que “em três ou quatro semanas nós saímos de zero para mais de R$ 800 bilhões de recursos para os próximos três meses na economia. Então qualquer crítica que houve a uma demora no programa, eu considero oportunismo político, eu não considero uma coisa séria. Eu acho que a atitude séria agora é nos ajudar a resolver  os problemas, não fica jogando a responsabilidade para um lado ou para o outro”, criticou.

Guedes pediu colaboração de todos, e disse que daqui a três ou quatro meses, “quando nós superarmos a crise e atravessarmos o problema de saúde, podemos voltar de novo com o barulho natural de uma democracia”. “Pode todo mundo chutar todo mundo de novo, começar a brigalhada, todo mundo atacando todo mundo. Mas primeiro estamos todos juntos, porque juntos somos mais forte. Todos juntos para resolver o problema da defesa da saúde brasileira. Ali na frente, a gente volta a brigar de novo, porque democracia é barulhenta, sempre briga mesmo, com isso nós estamos acostumados”, concluiu o ministro. 

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Reprodução TV Brasil

AM tem mais 5 mortes por Covid-19 e sobe para 12 o número de vítimas fatais

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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) confirmou na noite desta sexta-feira, 3, mais cinco óbitos pelo novo coronavirus (Covid-19), deles, três foram mulheres, as primeiras pacientes do sexo feminino a falecerem pela doença no Amazonas, e dois do sexo masculino. O Estado chega ao número de 12 mortos.

Dentre os cinco casos, o primeiro óbito ocorreu na última quinta-feira, 2, no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Zona Sul. A paciente do sexo feminino, de 72 anos, com histórico de hipertensão, veio a óbito durante atendimento de urgência e emergência. A morte foi confirmada para Covid-19 nesta sexta-feira, 2, pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen).

Outra idosa de 72 anos, diagnosticada com o novo coronavírus, faleceu hoje no Hospital e Pronto Socorro (HPS) Delphina Aziz, na Zona Norte de Manaus. Ela havia sido transferida do HPS 28 de Agosto para o Delphina, onde sofreu parada cardiorrespiratória e, após manobras de reanimação cardiopulmonar, não resistiu e veio a óbito às 16h15. A paciente tinha histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica e doença renal crônica.

Mais dois idosos vieram a óbito nesta sexta-feira. São eles um homem de 89 anos, com histórico de hipertensão, que estava internado desde o dia 30 na rede particular de saúde, com diagnóstico de Covid-19.

E uma mulher de 74 anos, com histórico de diabetes, internada na rede particular desde o dia 31 de março com quadro positivo para Covid-19, que não resistiu à doença e veio a óbito por volta das 15h desta sexta-feira, 03.

O quinto paciente, um homem de 40 anos, faleceu também nesta sexta-feira, no HPS 28 de Agosto. À princípio, a vítima não possupia histórico de doenças crônicas.

Com isso, o Amazonas registra 12 mortes por Covid-19, sendo nove de pacientes provenientes de Manaus, dois de Manacapuru e um de Parintins.

 

Da Redação O Poder

Com informações da Secom

Foto: Divulgação

Após insucesso com o PSC, Frank Bi Garcia vai para o DEM

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Aliado do PSDB do prefeito de Manaus Arthur Neto por muitos anos, o prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia migrou para o DEM (Democratas) nesta sexta-feira, 3, véspera do encerramento do prazo da janela partidária para prefeitos e vereadores que vão concorrer a reeleição neste pleito e que pretendiam mudar de legenda.

Mas, o DEM, partido que deverá disputar a reeleição do mandato, não foi a primeira opção de Garcia.

Antes de bater o martelo no partido, no entanto, Bi Garcia articulou se filiar no PSC, dirigido pelo governador Wilson Lima, mas foi barrado, conforme apurado pela reportagem de O Poder.

No Amazonas, a direção estadual é comandada pelo ex-deputado federal e secretário do governo de Wilson Lima, Pauderney Avelino, que também é um dos aliados do senador Omar Aziz (PSD), que vem ensaiando uma aliança com Lima desde o ano passado.

 

Da Redação O Poder

Foto: Divulgação

‘Não temos leitos de UTI suficientes para enfrentar uma pandemia’, diz titular da Susam

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Após o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, declarar preocupação sobre um possível colapso na saúde do Amazonas devido ao avanço do novo coronavírus, o secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, confirmou na tarde desta sexta-feira, 3, que o Estado não possui leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) suficientes para enfrentar a pandemia na região.

“O que a gente precisa comunicar para a população é que o nosso sistema de saúde é limitado, não temos leitos de UTI suficientes para enfrentar uma pandemia. O colapso pode acontecer a qualquer momento, dependendo do aumento de casos, e se as pessoas não ficarem em casa, não teremos condições de quebrarmos a cadeia de transmissão do vírus”, alertou o secretário.

De acordo com Tobias, o Hospital Pronto Socorro Delphina Aziz, na Zona Norte de Manaus, exclusivo no tratamento do Covid-19, possui 50 leitos de UTI para atender pacientes que desenvolvem complicações, cada um desses leitos já possuem ventiladores respiratórios instalados. Mas 19 respiradores são restritos dessa unidade hospitalar.

O alerta maior que Rodrigo destaca com relação à declaração de Mandetta é que dos 50 leitos de UTI no Delphina, 45 deles já estão ocupados por pacientes, sendo que 5 já testaram positivos para Covid-19, enquanto os outros 40 estão no aguardo do resultado de exame para o vírus. Segundo ele, os que testarem negativo serão removidos para outra unidade, já os positivos deverão permanecer na unidade.

Esta semana, em tribuna popular virtual na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, externou a mesma preocupação, de que o maior gargalo é a questão de leitos de UTI para atender casos clínicos graves no Estado.

Respiradores

Os respiradores se tornaram o atual item mais cobiçado no mundo, devido ao coronavírus. Com um total de 69 ventiladores exclusivo para o HPS Delphina, Rodrigo Tobias, disse que o Estado aguarda ainda a chegada de pelo menos 65 respiradores.

Conforme declaração do secretário, desse total, 15 são enviados pelo Ministério da Saúde, os outros 50 são uma aquisição do governo do Estado com uma empresa da China, que está previsto para chegar no 15 de abril, ainda assim,  o governo teme em não receber o produto, já que o país da Ásia Oriental, está dando prioridade para seus estados.

Leitos

De acordo com a Susam, o Amazonas possui 533 leitos de UTI ativos, desses, apenas 363 são da rede pública, os demais são da rede privada, hospital das Forças Armadas e do Hospital Universitário Getúlio Vargas, que é uma unidade federal.

Nesta sexta-feira, 3, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), confirmou 260 pacientes infectados, outros 600 são investigados pelo  Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen).

 

Ericles Albuquerque, para O Poder

Foto: Secom

TAC proíbe cobrança de juros sobre mensalidades de escolas privadas na vigência da Covid-19

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Depois de mais de 3 horas de audiência pública virtual, em que foi discutida a redução do valor das mensalidades de escolas e faculdades privadas neste momento em que as atividades estão paralisadas devido à pandemia do coronavírus, foi proposto um Termo de Ajustamento de Conduta (TCA) entre as entidades de defesa do consumidor que proíbe a cobrança de juros e multas sobre estas mensalidades durante este período de contingência.

A audiência foi realizada pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), nesta sexta-feira, 3, conduzida pelo presidente, o deputado João Luiz (Republicanos).

O TAC foi elaborado em conjunto com representantes do Procon-AM, Defensoria Pública do Estado (DPE-AM), Ministério Público do Estado (MP-AM), Delegacia do Consumidor (Decon) e Comissão de Educação da Aleam, que participaram da audiência.

Neste termo prevê ainda a suspensão da cobrança de atividades extracurriculares; a melhoria na qualidade de aulas de ensino à distância (EAD); alteração no calendário escolar e um valor que possa ser negociado para desconto.

O deputado João Luiz adiantou que na próxima terça-feira,7, às 15h, vai acontecer uma nova reunião com representantes de todas as entidades envolvidas, quando serão avaliadas as contrapropostas que deverão ser enviadas à CDC até segunda-feira, 6, para entrar em discussão no novo debate.

“Foi uma grande oportunidade para ouvir os prós e os contras de cada lado. Assim, de posse dessas informações, pudemos elaborar um TAC que será analisado pelas partes envolvidas. Nossa intenção não é pressionar ou fazer cabo de guerra. Muito pelo contrário, é momento de unirmos forças e buscarmos soluções e alternativas viáveis e benéficas tanto para os estabelecimentos de ensino quanto para os consumidores, pais de alunos e alunos”, destacou.

Sinepe preocupado com demissões

A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe), Elaine Saldanha, disse que é um momento complexo para mais de 9 mil pessoas entre docentes e técnicos administrativos no período da crise econômica causada pelo coronavírus.

Ela disse que as escolas fizeram investimentos em equipamentos para aulas on-line e manter os colaboradores em regime de home office.

“É um momento extremamente complexo. Ninguém esperava tão rapidamente passar por isso, mas a parte da contribuição das escolas ela tem sido em atender o que a OMS determinou com o isolamento social e as instituições investiram em recursos tecnológicos tiveram um esforço adicional para locação de equipamentos para trabalhos home office”, afirmou.

Elaine disse que o Sinepe  ainda não sabe quando voltarão as aulas presenciais. A folha de pagamento chega até 70% dos custos, além das despesas de contratos e energia que em algumas  instituições pagam até R$ 35 mil, que vai continuar a mesma. A média de reajuste (mensalidade) foi em media de 5%, e que para pra fazer descontos de 30% teria que ser feita uma nova planilha.

“A orientação do Sinepe é que não façamos demissões dos professores e corpo técnico administrativo, mas infelizmente ontem tivemos a notícia que duas creches infantis e pré-escola já estariam fechando as portas porque não conseguirão se estabelecer. Cerca de 80% dos associados hoje são instituições de pequeno porte com 400 a 500 alunos entre mensalidade de R$ 250 a R$ 600”, lamentou.

Deputados participam

A deputada Joana Darc (PL) que apresentou na quinta-feira, 2, projeto de lei que obriga as unidades da rede privada de ensino a reduzirem proporcionalmente em 30% a mensalidade durante o período de suspensão de aulas presenciais, na vigência do estado de calamidade pública, foi a primeira a se pronunciar na audiência defendendo o seu projeto.

No mesmo caminho, na Câmara Municipal de Manaus (CMM) está em tramitação o projeto de lei (PL) nº 143/2020 que quer que as escolas particulares da capital reduzam suas mensalidades em pelo menos 30%, enquanto durar a pandemia.

“Eu já estou propondo uma alteração no projeto para que não seja taxativo o percentual porque não podemos interferir na relação econômicas das instituições. Eu sou advogada e sei que esse projeto pode esbarrar na questão da inconstitucionalidade, mas nós apresentamos justamente pra provocar esse debate e mobilizar a sociedade”, afirmou.

Ainda participaram da audiência pública os deputados Sinésio Campos (PT), Felipe Souza (PV), Therezinha Ruiz (PSDB), Alessandra Campelo (MDB) e Ricardo Nicolau (PSD).

 

 Augusto Costa, para O Poder

Foto: Aleam

Vereadores Fred Mota e Mirtes Sales trocam o PL pelo Republicanos

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Os vereadores Fred Mota e Mirtes Sales deixaram na tarde desta sexta-feira, 3, o Partido Liberal (PL), comandado pelo ex-deputado federal Alfredo Nascimento, e seguiram para o Republicanos, dirigido no Amazonas pelo deputado federal Silas Câmara.

A informação foi confirmada pelo próprio vereador Fred Mota, que afirmou que a legenda representa o “potencial eleitoral” na qual fazem parte, que são os evangélicos.

 

Vereador Cláudio Proença.

PMN

Já o vereador Cláudio Proença, que também deixou o PL, seguiu para o PMN, partido dirigido pelo empresário Orsine Júnior e que dá sustentação ao grupo comandado pelo ex-governador Amazonino Mendes (Podemos).

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Montagem

Ministra do STF rejeita pedido de suspensão do prazo para filiação partidária

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A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu na tarde desta sexta-feira, 3, o pedido de suspensão do prazo final para filiações partidárias por causa dos avanços da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) n°6359 é de autoria do diretório nacional do Progressistas (PP).

No pedido, o PP buscava “suspender, por 30 dias, os prazos para a desincompatibilização de função pública e para deferimento da filiação partidária (inclusive o domicílio eleitoral na respectiva circunscrição) de eventuais candidatos ao pleito de 2020, a contar do dia 4 de abril”.

O Ministério Público Federal (MPF) já havia emitido parecer pela não concessão do pedido ao partido. De acordo com o vice-procurador-geral eleitoral, Renato Brill de Góes, o prazo de seis meses de desincompatibilização que o partido pretende alterar – ainda que relevada sua importância para impedir o uso indevido da “máquina pública” em prol de determinadas candidaturas – é previsto constitucionalmente (artigo 14,inciso 6º), ou seja, “não somente na legislação impugnada na inicial, o que já configura forte argumento contrário à pretensão ajuizada”, diz o documento.

Conforme Renato Brill, o prazo é não passível de ser afastado pelo colegiado da corte superior, pois, em que pese o cenário de excepcionalidade, os partidos podem adotar meios outros para viabilizar a filiação, como o recebimento online de documentos. O vice-procurador-geral eleitoral comentou ainda sobre o prazo ingressado pelo partido na Corte do Supremo pleiteando a suspensão (ação foi ajuizada somente em 30.03.2020, ou seja, menos de uma semana antes do termo final do prazo impugnado – 4 de abril).

“Não se pode, na linha da Corte Superior Eleitoral, adotar decisão casuística que tenha o condão de enfraquecer o Estado Democrático de Direito, o qual pressupõe a observância da Constituição Federal e da legislação em vigor, ainda que o momento seja excepcional”, comentou o vice-procurador-geral eleitoral  no documento.

Com o parecer em mãos, a ministra resolveu indeferir o pedido do PP. “Pelos fundamentos esposados com o caráter precário próprio aos juízos perfunctórios, não satisfeitos os requisitos legais para a concessão da medida cautelar requerida, indefiro o pedido, forte nos artis. art. 21, IV e V, do RISTF e ad referendum do Plenário deste Supremo Tribunal Federal”, diz a decisão.

Veja a decisão:

Confira o parecer no MPF aqui 

COVID-19: Interior do Amazonas vai receber R$ 3,8 milhões em testes rápidos

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Para ajudar no enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19), no interior do Estado, o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Atenção Especializada à Saúde do Interior, vai enviar R$ 3.870.000,00 em teste rápidos para atender o plano de contingência contra o vírus. (Veja o documento no final da matéria)

Por meio de dispensa de licitação, o governo publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) a contratação para a aquisição dos serviços. A empresa contratada para prestação dos serviços será a Goyazes Biotecnologia Ltda Me – Gbio, inscrita no CNPJ n° 05.658.906/0001-11.

Conforme a publicação, assinada pelo secretário- executivo Adjunto do Fundo Estadual de Saúde, Perseverando da Trindade Garcia Filho, os itens são para atender a necessidade de aquisição de material laboratorial tipo Teste Rápido em Cassete, afim de atender ao plano de contingência estadual para enfrentamento ao Covid-19 no interior do Amazonas.

Apesar de não especificar os valores unitários dos itens do contrato, o secretário afirmou na publicação que os preços propostos pela contratada são compatíveis com os valores praticados no mercado.

O documento é ratificado pelo secretário de saúde, Rodrigo Tobias.

Empresa

A empresa Goyazes Biotecnologia fica localizada em Goiânia e tem como atividade principal, o comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, hospitalar e de laboratórios. O capital social da empresa, segundo dados fornecidos pela Receita Federal, é de R$ 2 milhões.

Confira o documento:

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Divulgação

Honda auxilia no desenvolvimento de protótipo de respiradores no Amazonas

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A Moto Honda da Amazônia assinou nesta sexta-feira,3, um termo de cooperação técnica para o desenvolvimento de protótipo de respiradores artificiais em conjunto com a Universidade do Estado do Amazonas e o Governo do Estado.

A ação em conjunto faz parte de um projeto que visa auxiliar nos serviços de saúde no estado, que atualmente se prepara para o aumento de ocorrências de transtorno respiratório causados pelo novo coronavírus.

O desenvolvimento do protótipo está previsto para o início desse mês. O intuito é a criação de um protótipo de respiradores de transporte, sendo utilizado em pacientes que precisam de suporte respiratório temporário ou durante deslocamento em curtos e médios trajetos.

De acordo com o Vice-presidente Industrial da Honda Automóveis do Brasil, Otávio Mizikami, a pandemia da Covid-19 é um dos maiores empecilhos que a sociedade e as empresas enfrentam, “Estamos certos de que só será possível superar esse momento se agirmos com união, todos na mesma direção. Por isso, a Honda está unindo esforços em uma causa tão respeitável”.

Doações

Além disso, a empresa também apoiará a realização da manutenção de respiradores que estão fora de operação para serem utilizados por pacientes do coronavírus.

A Moto Honda da Amazônia realizará a doação de dez moto bombas para ações específicas em uso da saúde pública para a Defesa Civil.

Estima-se que cerca de 3.600 respiradores artificiais estejam fora de uso no país, pensando nisso, a força-tarefa da Honda Automóveis do Brasil, junto ao Ministério da Economia, outras empresas e SENAI, realizarão os reparos desses equipamentos.

A ação consiste em coletar, higienizar, identificar e solucionar o defeito dos equipamentos. Após consertados, os respiradores ainda são calibrados e, no caso da Honda, testados pela LAC Medic, empresa especializada em manutenção hospitalar.

O projeto conta com a participação de 30 profissionais com parceiros externos. A estrutura de trabalho foi está montada na planta de Sumaré, no interior de São Paulo.

A Honda Automóveis realiza também a doação de pulverizadores costais à Prefeitura de Sumaré para a higienização e desinfecção de áreas públicas. A ação foi composta de 2 mil máscaras de proteção individual e cestas básicas, que seguem para Fundo Social de Solidariedade do município.

 

Redação O Poder

Foto: Divulgação.

Câmara vota nesta sexta criação de orçamento para combater coronavírus

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Plenário Câmara Federal

Brasília – A proposta de Emenda à Constituição que cria um orçamento separado do Orçamento Anual da União para gastos durante a epidemia do coronavírus será votada na tarde desta sexta, 3, na Câmara dos Deputados. Por se tratar de uma PEC, a proposta será votada pela Câmara em dois turnos ainda hoje. 

O “orçamento de guerra”, como tem sido chamado, permite entre outras coisas, que o governo possa gastar mais no enfrentamento da doença, sem as barreiras constitucionais que hoje limitam os gastos federais. Além da adoção de medidas econômicas relacionadas ao combate à covid-19. A PEC tem o intuito de criar um regime de caráter extraordinário para facilitar a execução do orçamento.

Conforme o texto, um Comitê de Gestão da Crise deverá ser criado. Composto pelo presidente da República; os ministros de Estado da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Saúde, Economia, Cidadania, Infraestrutura, Agricultura e Abastecimento, da Justiça e Segurança Pública da Controladoria-Geral da União e da Casa Civil.

Também deverá compor o comitê  dois secretários de saúde, dois secretários de fazenda e dois secretários da assistência social de estados ou do Distrito Federal. Porém, nesse caso, sem direito a voto.

É esse comitê que irá fixar as orientações e aprovar as ações que integrarão o escopo do regime emergencial; no qual poderão criar, eleger, destituir e fiscalizar subcomitês e a gestão de seus membros.

A fiscalização do Comitê de Gestão da Crise, ficará a cargo do  Tribunal de Contas da União, que deverá também monitorar a prestação de contas, de maneira simplificada. 

Sendo aprovada a Emenda Constitucional também irá contemplar os gastos praticados desde 20 de março, quando foi aprovado o Estado de Calamidade Pública, a pedido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), pelo Congresso. O estado de calamidade é válido até 31 de dezembro deste ano.

Segurança

Para o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) autor da proposta, a emenda dará mais segurança ao governo federal para utilizar os recursos no enfrentamento da doença. 

Os deputados Bosco Saraiva (Solidariedade-AM) e  Delegado Pablo (PSL-AM), também acreditam que a medida dará mais celeridade nas ações do presidente, sem que haja impedimentos legais.

Já Sidney leite do (PSD) acredita que a matéria precisa ser analisada com atenção. “Uma coisa é você dá porte de recursos de forma transparente para quem precisa. Agora fazer uma coisa dessa, não, o Brasil não necessita disso. É questionamento de muitos parlamentares, relacionado a títulos podres, falta de transparência”, afirmou. 

Segundo José Ricardo do (PT), a matéria está em ampla discussão na Câmara, pois “dá carta branca ao Governo e é preciso ter regras quanto a questão dos gastos públicos”. Ainda segundo ele há muitas propostas de emendas ao texto sendo apresentadas.

Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), por meio de suas assessorias responderam que aguardam a chegada do texto no Senado.

Braga disse ainda, que por ser uma matéria muito complexa “pode sofrer alterações na Câmara antes de chegar ao Senado”.  O senador completou dizendo que está “estudando o texto e vendo se é possível, pela Constituição, aprovar PEC nesse novo sistema”, concluiu.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados 

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