Brasília – O ministro Onyx Lorenzoni disse nesta sexta-feira, 3, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto para divulgar as primeiras ações do auxílio emergencial de R$ 600, que os trabalhadores que não estejam nas bases de dados do governo, devem ser identificados a partir da próxima semana.
De acordo com Onyx, esses trabalhadores, que não estão presentes no Cadastro Único, serão identificados por meio um aplicativo da Caixa disponível a partir de terça-feira, 7, que “irá identificar as pessoas, que se enquadrando nos critérios do programa, terá em até 48 horas o benefício creditado em contas da Caixa, do banco do Brasil, ou em qualquer banco privado, ou ainda por meio de autorização que poderá ser processada nas lotéricas.”
As transferências para outros bancos não gerará cobranças aos beneficiados, ressaltou o ministro. Também afirmou que para aqueles que são “os elegíveis”, o governo terá “condições de muito provavelmente fazer os depósitos antes do feriado da páscoa”.
Ainda segundo Lorenzoni, o governo por meio das suas infraestruturas está organizando todas as bases de dados para poder encontrar os elegíveis ao programa de auxilio emergencial.
De acordo com ele, há 75 milhões de pessoas inscritas no cadastro único do governo federal, das quais 65 milhões têm CPF conhecidos, de 28 milhões de famílias. Porém, entre 15 e 20 milhões de pessoas não têm registro nenhum nas base de dados do cadastro, ou nenhuma formalização de suas atividades.
O ministro citou também, que há “2 milhões de famílias das 14,290 mi cadastradas no Bolsa Família que recebem mais do que o auxílio emergencial, o que torna a realização do pagamento dos recurso mais complexa”, apontou.
Dessas famílias cadastradas no Bolsa Família, 12 milhões irão receber os R$ 600 ou R$ 1.200. A essas pessoas o ministro garantiu que os pagamentos serão liberados a partir do dia 16 de abril conforme o calendário do programa do Bolsa Família.
Segundo Pedro Guimarães presidente da Caixa Econômica Federal, o aplicativo, assim como o utilizado para liberar o saque do FGTS em 2019, deverá ser também, “o aplicativo mais baixado do mundo”, ponderou.
Ainda segundo ele haverá um central de atendimento voltada para o programa, e tranquilidade em realizar o trabalho. “O que a gente tem é a tranquilidade de realizar esse trabalho como os brasileiros precisam”, afirmou.
Porém, Guimarães não deu maiores detalhes sobre o cronograma, porque segundo ele, ainda há algumas questões operacionais que não podem ser antecipadas, e que irão “trabalhar no final de semana, mas na segunda feira teremos os detalhes em relação ao aplicativo, ao site de internet, em relação a central de atendimento telefônico”.
Guimarães alertou as pessoas para o fato de que o programa ainda não foi lançado, e de que “qualquer aplicativo que a população esteja vendo, não é o aplicativo do Governo Federal brasileiro”, pois o aplicativo desenvolvido pela Caixa em conjunto com o Governo “é o único que efetivamente concentrará essa base de dados”, observou.
Izael Pereira, de Brasília, para O Poder
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