fevereiro 10, 2026 19:33
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Campanha de Bolsonaro é vista por analistas como ‘arriscada’ e pode acirrar a divisão no país

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Pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro em Rede Nacional de Rádio e Televisão.

A campanha do presidente Jair Bolsonar (sem partido), em incentivar que os brasileiros retomem suas atividades na mais completa normalidade, mesmo com os índices crescentes de casos de coronavírus (Covid-19) no Brasil, poderá mostrar duas perspectivas completamente diferente para o país. Para alguns, a campanha divide ainda mais a Nação brasileira, para outros, o presidente pode arriscar tudo com uma única “cartada” que não se sabe ao certo qual será o resultado final.

Para o advogado e cientista político Carlos Santiago, é bastante claro que o país está dividido, que existem muitos conflitos no país e que a campanha publicitária do governo federal não busca unir o país, mas, dividir ainda mais. “O Brasil de hoje vive um conflito de políticos e gestores em busca de poder e protagonismo, mas, esquecendo da unidade e do crescimento social e econômico do país”, disse o especialista.

Santiago explicou que os anos de 2011 a 2020 representarão o período em que a economia não cresceu, mas, cresceu a desigualdade, o número de brasileiros na pobreza, as agressões contra as mulheres, aumentou o desemprego, os acidentes de trânsito, um colapso dos serviços públicos. “Isso é muito demostrado nos índices de saúde, educação e mobilidade urbana”, ressaltou o cientista político.

Ele disse, ainda, que nesta década já aconteceu inúmeras experiências políticas, de Direita, Esquerda e Centro. “Já aconteceram experiências administrativas do ‘lulismo’, ‘emedebismo’ e ‘bolsonarismo’, mas, nem por isso, o país cresceu ou desenvolveu. Então, essa década será considerada a pior década da história econômica, política e social do Brasil, incorporada por escolhas de gestores que estão fazendo do Brasil um país sem futuro.”

Para o executivo do portal O Poder, Eric Barbosa, no momento ainda não se pode dizer o que vai acontecer em relação às medidas adotadas pelos governos estaduais e o federal, em relação a contenção do Coronvírus e alternativas para manutenção da economia no país.

Por um lado, vários governadores optaram por manter a quarentena de isolamento, já o presidente Jair Bolsonaro vem incentivando a retomada das atividades em sua normalidade, apenas isolando o grupo de risco.

“Não conseguimos avaliar se a cartada do presidente Bolsonaro foi certa ou errada. Tudo vai depender dos números epidemiológicos, casos novos e óbitos futuros no nosso país. Se, as pessoas voltarem à rotina normal, como já está começando acontecer, e o Brasil voltar ao normal sem repetir os casos alarmantes do Covid-19, como aconteceu na Itália, o presidente vai acertar uma cartada muito boa e poderá sair fortalecido”, destacou Barbosa.

Entretanto, segundo avaliação do empresário, se o país voltar a ter casos alarmantes, o presidente estará dando uma cartada muito errada. Segundo ele, os dados epidemiológicos vão dizer qual o impacto das tomadas de decisões no país.

Força de braço

Sem citar a propagada do presidente Bolsonaro, o governador Wilson Lima (PSC), afirmou que o Estado vai continuar tomando medidas para evitar que o coronavírus se alastre ainda mais no Amazonas. “Muita gente tem dito que é só isolar os idosos que está resolvido. Mas, as pessoas que estão internadas em estado grave no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, têm entre 30 e 50 anos de idade, então, é um negócio muito grave. Nós estamos trabalhando para salvar a vida das pessoas e por outro lado, estamos acompanhando as questões das atividades econômicas”, ressaltou o governador.

Wilson Lima disse, ainda, que é preciso agir com responsabilidade, que todas as decisões tomadas no Amazonas foram baseadas em determinações da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Ministério da Saúde (MS) e orientação dos técnicos de saúde do Amazonas.

Sobre os questionamentos de volta às aulas, o governador disse que ainda não há uma previsão. “As pessoas perguntam o motivo de não voltar às aulas, sendo que o grupo de risco são adolescentes. Só que essas pessoas tem que entender que essas crianças e adolescentes moram com avós, com pais idosos, eu tenho professores, merendeiras, serviços gerais, porteiros e uma serie de pessoas que estão nesse ambiente que estão no grupo de risco. As crianças acabam sendo vetores da doença”, explicou.

Em relação ao decreto da liberação das celebrações nas igrejas, Wilson Lima afirma que o decreto estadual que proíbe a aglomeração de pessoas nas casas religiosas continua valendo, O governador afirmou que conversou com principais lideranças religiosas que entenderam a decisão. “Os templos ficaram abertos, mas, tão somente, para atendimentos específicos. Não para promoção de cultos religiosos”, ressaltou.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Agência Brasil

Internacional Câmara dos EUA aprova pacote de US$ 2,2 tri contra coronavírus

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WASHINGTON, DC - FEBRUARY 28: U.S. President Donald Trump addresses a joint session of the U.S. Congress on February 28, 2017 in the House chamber of the U.S. Capitol in Washington, DC. Trump's first address to Congress focused on national security, tax and regulatory reform, the economy, and healthcare. Chip Somodevilla/Getty Images/AFP

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (27) um pacote de ajuda de US$ 2,2 trilhões – o maior da história norte-americana – para ajudar indivíduos e empresas a lidar com a crise econômica causada pelo surto de coronavírus e fornecer aos hospitais com necessidade urgente de suprimentos médicos.

O enorme projeto de lei – também aprovado pelo Senado, de maioria republicana, na noite de quarta-feira (25) – agora vai para a sanção do presidente republicano Donald Trump.

Democratas e republicanos na Câmara, liderada pelos democratas, aprovaram o pacote por voto em áudio, revertendo um desafio processual do representante republicano Thomas Massie, que havia tentado forçar uma votação formal e gravada.

Massie, um republicano independente que desafia repetidamente líderes do partido, disse no Twitter que achava que o projeto continha muitos gastos estranhos e dava muito poder ao Federal Reserve. Ele não falou no plenário da Câmara durante o debate de três horas.

Trump disse no Twitter que Massie deveria ser expulso do Partido Republicano. “Ele só quer publicidade. Ele não pode impedir, apenas adiar”, escreveu ele.

Outra autoridade afirmou que Massie estava colocando em risco a saúde dos parlamentares.

Pelo menos três membros do Congresso testaram positivo para o coronavírus e mais de duas dúzias fizeram uma autoquarentena para limitar sua propagação.

O pacote de resgate – a maior medida de alívio fiscal já aprovada pelo Congresso – vai acelerar os pagamentos diretos aos norte-americanos dentro de três semanas se Trump sancioná-lo.

A medida de 2,2 trilhões de dólares inclui 500 bilhões de dólares para ajudar indústrias afetadas e 290 bilhões de dólares para pagamentos de até 3 mil dólares a milhões de famílias.

Também fornecerá 350 bilhões de dólares em empréstimos a pequenas empresas, 250 bilhões de dólares para aumento do auxílio-desemprego e pelo menos 100 bilhões de dólares para hospitais e sistemas relacionados à saúde.

Fonte: Agência Brasil 

Foto: Getty Images

Dólar comercial volta a ser vendido acima de R$ 5,10

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Depois de três dias de alívio nos pregões globais, o mercado financeiro voltou a ter um dia de nervosismo. A bolsa de valores caiu e voltou a se aproximar dos 70 mil pontos. O dólar, que ontem (26) tinha fechado abaixo de R$ 5, subiu e voltou a ser vendido acima de R$ 5,10.

O índice Ibovespa, da B3, a Bolsa de Valores brasileira, fechou esta sexta-feira (27) aos 73.429 pontos, com queda de 5,51%. O índice operou em baixa durante todo o dia, seguindo o

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,107, com alta de R$ 0,111 (+2,22%). Por volta das 16h30, a cotação estava em R$ 5,05, mas subiu nos minutos finais de negociação. A divisa acumula alta de 27,2% em 2020. Diferentemente dos últimos dias, o Banco Central (BC) voltou a intervir no mercado. A autoridade monetária vendeu US$ 1,02 bilhão das reservas internacionais, em dois leilões.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a bolsa teve um dia de realização de lucros, quando os investidores vendem ações para embolsar ganhos, após três dias seguidos de alta. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, caiu 4,06%, mesmo com a aprovação, pelo Congresso norte-americano, de um pacote de estímulos de US$ 2 trilhões para reativar a maior economia do planeta.

Paralelamente, o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, está comprando indefinidamente dívidas corporativas e emprestando recursos diretamente a empresas pelo tempo necessário. Ontem, os países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, inclusive o Brasil, comprometeram-se a injetar US$ 5 trilhões na economia global.

Pacote de medidas

No Brasil, o mercado continua a reagir às medidas para aliviar o impacto da crise do coronavírus, que devem chegar a R$ 700 bilhões nos próximos três meses, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. Apenas a ajuda de R$ 600 para trabalhadores autônomos, aprovada ontem pela Câmara dos Deputados, terá impacto de R$ 45 bilhões no orçamento.

Nos últimos dias, o governo brasileiro anunciou uma ajuda emergencial de R$ 88,2 bilhões para estados e municípios. O Banco Central (BC) liberou R$ 1,2 trilhão na economia, principalmente por meio da redução de compulsórios, dinheiro que os bancos são obrigados a reter no BC. A edição de medidas provisórias para flexibilizar a legislação trabalhista durante a crise alivia a perda do valor de ações de diversas empresas.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia, que tinha dado uma trégua nos últimos dias, voltou a pressionar o mercado. Os dois países estão aumentando a produção de barris, o que tem provocado uma redução na cotação do produto.

O barril do tipo Brent voltou a cair. Por volta das 18h, a cotação estava em US$ 25,10, com recuo de 4,71%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, despencaram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 10,75% nesta sexta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 7,57%.

Fonte e Foto: Agência Brasil

Senado votará na segunda auxílio de R$ 600 para trabalhadores

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O Senado votará na próxima segunda-feira (30) o pagamento de um auxílio emergencial por três meses, no valor de R$ 600, destinado aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), confirmou a votação para o início da próxima semana em postagem no Twitter.

Alcolumbre está se recuperando após ser diagnosticado com o novo coronavírus. Quem tem presidido as sessões remotas é o vice-presidente, senador Antonio Anastasia (PSD-MG). A sessão está prevista para ocorrer às 16h. Horas antes, pela manhã, os líderes se reunirão, também remotamente, para discutir outras votações prioritárias da semana.

Pelas manifestações de senadores nas redes sociais, a expectativa é que a medida seja aprovada sem objeções. O vice-líder do governo, senador Chico Rodrigues (DEM-RR), e o líder da minoria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se manifestaram favoráveis à votação e sua aprovação. Além deles, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e os senadores Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) e Esperidião Amin (PP-SC) também se manifestaram favoráveis.

O auxílio, que foi aprovado na Câmara dos Deputados ontem (26), é voltado aos trabalhadores informais (sem carteira assinada), às pessoas sem assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação da covid-19 no Brasil e o auxílio será distribuído por meio de vouchers (cupons).

Fonte e Foto: Agência Brasil 

Justiça derruba decretos de Bolsonaro e o proíbe de tomar medidas contra a quarentena

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O governo de Jair Bolsonaro está proibido pela Justiça Federal de adotar medidas contrárias ao isolamento social como forma de prevenção ao coronavírus. Dois decretos do presidente que ia nesse sentido foram suspensos, o que classificava as igrejas e casas lotéricas como serviços essenciais, o que, na prática, permitia o funcionamento desses estabelecimentos, mesmo em Estados em que os governos municipais ou estaduais tivessem proibido aglomerações.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). Na decisão, o juiz da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias, Márcio Santoro Rocha, determinou que o governo federal e a prefeitura da cidade de Duque de Caxias, “se abstenham de adotar qualquer estímulo à não observância do isolamento social recomendado pela OMS”, a multa em caso de desobediência é de R$ 100 mil.

O presidente vem afirmando que o isolamento social não é a medida mais eficaz contra a pandemia do coronavírus. Com os dados e os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, secretarias estaduais da saúde e maiores cientistas de todo mundo, é possível afirmar que ou o presidente está mentindo ou está extremamente mal informado.

Para Bolsonaro, quem tem seguido os conselhos dos órgãos acima mencionados, está agindo com “histeria”. Sem apresentar um dado científico, o presidente tem pedido abertamente, inclusive em campanha bancada com dinheiro público, para as pessoas voltarem as atividades normal.

O coronavírus já vitimou fatalmente 23.335 seres humanos no mundo e já contaminou 509.164 pessoas. Estamos falando de meio milhão de vidas.

No Brasil a situação não é nada esperançosa. Em um mês desde que a doença chegou por aqui, são 3.417 pessoas infectadas e 92 mortos.

 

Conteúdo: Congresso Em Foco

Foto: Isac Nóbrega/PR

Governo atualiza dados e sobe para 81 casos de coronavírus no Amazonas

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Subiu para 81 o número de casos confirmados de pessoas infectadas com o novo coronavírus no Amazonas. Segundo o governo do Estado, são 75 casos em Manaus e 6 no interior. A confirmação de mais um caso ocorreu minutos após a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Rosemary Pinto, encerrar a entrevista coletiva on-line na tarde desta sexta-feira, 27, quando divulgava o boletim diário da doença.

Com essa última atualização, 75 casos estão em Manaus, 2 em Parintins, 2 em Manacapuru, 1 em Boca do Acre e 1 em no município de Santo Antônio do Iça. Durante a coletiva on-line, Rosemary disse que três casos estão internados na rede de saúde pública. “Dois estão internados na UTI do Hospital Delphina Abdel Aziz e ambos fazem o tratamento experimental com cloroquina”.

No início da noite desta sexta, o Governo do Amazonas, informou que um homem de 46 anos com suspeita do novo coronavírus morreu. Segundo a FVS-AM, o homem estava internado no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz, na Zona Norte da cidade. O homem foi internado na manhã desta sexta no hospital e tinha histórico de comorbidades como asma e doença cardiovascular crônica.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Divulgação

Covid-19: Bancada do AM destina R$ 151 milhões de emendas impositivas à saúde

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Parlamentares do Amazona em reunião no Congresso

Brasília – Os deputados federais e senadores da bancada do Amazonas, em conjunto, irão sugerir ao governo federal que repasse R$ 151 milhões à saúde do Amazonas. Dentro do pacote, R$ 116 milhões será destinados ao enfrentamento do novo coronavírus.

Os recursos deverão de repassados por meio de emenda impositiva, proposta pelos senadores Omar Aziz (PSD), Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB), e pelos deputados Átila Lins (PP), Sidney Leite (PSD), Marcelos Ramos (PL), Bosco Saraiva (Solidariedade), Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL) e Silas Câmara (Republicanos).

Em post no Facebook, Omar Aziz fez anúncio da medida encabeçada pelos parlamentares e disse que “é obrigação de cada parlamentar desta bancada trabalhar para solucionar os problemas que a saúde pública enfrenta no nosso Estado e em todo o país”, escreveu.

Para que as medidas impositivas sejam aprovadas, antes devem passar pelo crivo do Ministério da Saúde e do presidente Jair Bolsonaro. 

A assessoria do senador Omar Aziz disse que “na próxima semana provavelmente, o Governo Federal vai abrir o sistema de emendas para indicar os beneficiários.  Como este recurso é fundo a fundo, a média é que, em até 72 horas, o recurso esteja com o beneficiário indicado”.

Marcelo Ramos disse que na próxima semana estará em Brasília “para agilizar a liberação junto ao Ministério da Saúde”. 

Os repasses

Cada deputado e senador podem repassar até R$ 15 milhões em emendas individuais em benefício dos municípios e ou Estado onde foram eleitos. Dentro desse valor, R$ 7,5 milhões, 50%, deve ser destinado  à área da saúde.

Os parlamentares contam ainda com recursos das emendas impositivas da bancada de cada partido. 

O deputado Bosco Saraiva (Solidariedade) irá destinar R$ 18 milhões ao pacote. Átila Lins (PP) 8 milhões. Delegado Pablo (PSL) R$ 12 milhões; Marcelo Ramos, R$ 18 milhões; Silas Câmara (Republicanos) R$ 30 milhões, do quais R$ 8 milhões são da emenda individual e 22 milhões da bancada do seu partido; Sidney Leite repassará R$ 26 milhões, sendo R$ 19 para o combate ao coronavírus.

Procurado pelo O Poder, o deputado José Ricardo (PT) disse que não foi contactado pela bancada a respeito dessa medida impositiva, mas é a favor que os recursos sejam repassados para o combate ao coronavírus. 

O deputado defendeu ainda, que os demais congressistas também façam usos desses recursos para esse fim.  “Se todos os parlamentares fizerem isso, que é o que eu estou sugerindo ao governo federal, os 594 parlamentares, isso dá R$ 4 bilhões que podem ir imediatamente para saúde”, afirmou.

 

Izael Pereira, de Brasília para O Poder

Foto: Reprodução/ Facebook Omar Aziz

Homem com suspeita de coronavírus morre no HPS Delphina Aziz

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O Governo do Amazonas, informou, no início da noite desta sexta-feira, 27, que um homem de 46 anos com suspeita do novo coronavírus morreu. Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), o homem estava internado no hospital e Pronto-Socorro Delphina Abdel Aziz, na Zona Norte da cidade.

Ainda conforme a nota, o homem foi internado na manhã desta sexta no hospital e tinha histórico de comorbidades como asma e doença cardiovascular crônica. Segundo o comunicado, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) realizou a coleta de amostras biológicas do paciente e o resultado ficará pronto neste sábado, 28.

Na terça-feira, 24, o Amazonas registrou a primeira morte por coronavírus. Segundo o governo, o homem tinha 49 anos e morava no município de Parintins.

No início da tarde desta sexta-feira, 27, o Estado contabilizou 80 pessoas infectadas com o vírus, sendo seis em quatro municípios, Parintins, Manacapuru, Boca do Acre e Santo Antônio do Içá e, uma morte. Em 24 horas, foram confirmados mais 13 casos.

 

Álik Menezes, para O Poder

Com informações da Secom

Foto: Divulgação

Covid-19: Deputados querem apoio ao setor de eventos e merenda escolar aos alunos carentes

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Na próxima semana, os deputados estaduais Fausto Jr. (PV) e Therezinha Ruiz (PSDB), vão apresentar indicações ao governo do Estado direcionadas à economia e à educação, para que não sejam tão afetadas com a pandemia do coronavírus.

A proposta de Fausto é que casas de shows e empresas de eventos que estão tendo prejuízos por estarem proibidas de funcionar por causa do Covid-19, possam receber ajuda da Agência de Fomento do Amazonas (Afeam), que atualmente possui diretrizes que dificultam a concessão de financiamento para casas de shows.

“Vou defender junto ao governo estadual a mudança nas regras da Afeam. Dessa forma, as casas de shows terão acesso aos recursos para enfrentar esse momento difícil”, adianta.

Segundo ele, o setor de eventos movimenta mais de 20 mil empregos apenas em Manaus.  “São trabalhadores ameaçados de perder o emprego por causa da ordem de fechamento temporário das casas de shows. Precisamos encontrar soluções para todos os setores afetados pela crise do coronavírus”, enfatizou.

Merenda escolar

Já Therezinha Ruiz vai apresentar requerimento à mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), direcionado ao secretário de Educação e Qualidade de Ensino, (Seduc), Luiz Fabian, solicitando a doação da merenda escolar para alunos de baixa renda, cadastrados no Programa Bolsa Família. Atualmente por causa do coronavírus as aulas presenciais estão suspensas e mais de 180 mil alunos estão estudando por intermédio de aulas transmitidas via internet.

“Existe uma preocupação muito grande com essas crianças que estão em casa e com seus pais que são autônomos e não têm trabalho. Vimos que o governo federal estava cobrando isso do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e possivelmente devem enviar uma portaria disponibilizando isso para que sejam feitas cestas básicas para as crianças”, afirmou a deputada.

A Assembleia Legislativa retorna com suas sessões virtuais na próxima terça-feira, 31, quando deve votar o pacote econômico do governo do Estado, apresentado nesta sexta, 27, pelo governador Wilson Lima (PSC).

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Aleam

Bolsonaro ‘participa’ de carreata em Manaus por meio de chamada de vídeo

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Em apoio ao discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que pede aos brasileiros que retornem às suas atividades e acabem com o isolamento por conta do Covid-19, empresários bolsonaristas de Manaus realizaram carreata na tarde desta sexta-feira, 27, nas principais ruas da cidade.

O ato foi organizado na noite desta quinta, 26, pelo superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, um dos principais aliados do presidente Bolsonaro no Estado e divulgado em suas redes sociais.

A carreata em Manaus, que reuniu cerca de 500 veículos, entre carros, caminhões e motos, conforme os organizadores, teve a participação indireta do presidente Bolsonaro por meio de uma ligação por vídeo feita a Menezes, em que classificou a iniciativa de “fantástica”.

O ato teve início na avenida Djalma Batista, na Zona Centro-Sul da cidade e finalizou no Completo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste. Um dos organizadores do evento, Fred Melo, disse ao O Poder que a carreata tem o apoio de empresários da cidade.

“Estamos em direção à Ponta Negra, tem uma fila enorme de veículos. É um evento organizado por empresários, aqui não tem político”, disse, num dos contatos que a reportagem teve com ele durante a carreata.

Segundo Melo, o presidente participou da carreata por meio de uma ligação de vídeo, elogiou o ato e mandou todo mundo trabalhar. “Ele disse que a manifestação era fantástica e mandou toda população ir trabalhar”, disse.

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto e vídeos: Divulgação

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