fevereiro 8, 2026 08:41
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Polo Industrial de Manaus cresce 12% e fatura R$ 104,6 bilhões em 2019

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou 2019 com faturamento global de R$ 104,62 bilhões, o que representa crescimento de 12% em relação ao ano de 2018 (R$ 93,41 bilhões). O índice positivo acompanha a retomada de crescimento do Polo, iniciada em 2017, quando o faturamento cresceu 9,86% em relação a 2016.

De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na comparação em dólar, o faturamento em 2019 também superou a marca de US$ 26.42 bilhões, representando crescimento de 3,61% em relação a 2018 (US$ 25.50 bi), mesmo com o dólar fechando o ano acima de R$ 4.

O superintendente da autarquia, Alfredo Menezes, acredita que as ações adotadas pelo governo federal, que possibilitaram a recuperação da economia nacional, foi o grande responsável pelo aquecimento da economia na região e no faturamento do PIM, que abastecem o mercado nacional com 95% dos produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Foi um ano positivo no faturamento e também na geração dos empregos, mas nossa expectativa é de alcançar resultados ainda melhores nesses indicadores à medida em que trabalhamos em sintonia com o Ministério da Economia na desburocratização e na atração de investimentos, melhorando cada vez mais o ambiente de negócios na região”, enfatizou.

Eletroeletrônico é o destaque

Entre os seis segmentos com maior participação no faturamento do PIM, cinco apresentaram crescimento em 2019: Eletroeletrônico (faturamento de R$ 27,43 bilhões e crescimento de 5,32%); Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (faturamento de R$ 23,55 bilhões e crescimento de 17,53%); Duas Rodas (faturamento de R$ 15,14 bilhões e crescimento de 16,79%); Metalúrgico (faturamento de R$ 8,05 bilhões e crescimento de 41,75%); e Termoplástico (faturamento de R$ 6,83 bilhões e crescimento de 18,65%).

Em relação aos principais produtos fabricados pelo PIM, aconteceram crescimento na produção de itens como televisores com tela de cristal líquido (12,8 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 10,24%); telefones celulares (14,3 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 0,84%); motocicletas, motonetas e ciclomotos (1,1 milhão de unidades fabricadas e crescimento de 6,03%); condicionadores de ar do tipo split system (4,8 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 51,52%); e bicicletas, inclusive, elétricas (921,3 mil unidades fabricadas e crescimento de 18,56%).

 Geração de empregos

Outro ponto positivo no PIM, destacado por Menezes,  foi a geração de empregos. A mão de obra no mês de dezembro de 2019, registrou 89.480 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados. Já a média mensal do ano ficou em 89.251 empregos, com aumento de 1.715 postos de trabalho em relação à média mensal de 2018 (87.536).

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

Polo Industrial de Manaus cresce 12% e fatura R$ 104,6 bilhões em 2019

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou 2019 com faturamento global de R$ 104,62 bilhões, o que representa crescimento de 12% em relação ao ano de 2018 (R$ 93,41 bilhões). O índice positivo acompanha a retomada de crescimento do Polo, iniciada em 2017, quando o faturamento cresceu 9,86% em relação a 2016.

De acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na comparação em dólar, o faturamento em 2019 também superou a marca de US$ 26.42 bilhões, representando crescimento de 3,61% em relação a 2018 (US$ 25.50 bi), mesmo com o dólar fechando o ano acima de R$ 4.

O superintendente da autarquia, Alfredo Menezes, acredita que as ações adotadas pelo governo federal, que possibilitaram a recuperação da economia nacional, foi o grande responsável pelo aquecimento da economia na região e no faturamento do PIM, que abastecem o mercado nacional com 95% dos produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“Foi um ano positivo no faturamento e também na geração dos empregos, mas nossa expectativa é de alcançar resultados ainda melhores nesses indicadores à medida em que trabalhamos em sintonia com o Ministério da Economia na desburocratização e na atração de investimentos, melhorando cada vez mais o ambiente de negócios na região”, enfatizou.

Eletroeletrônico é o destaque

Entre os seis segmentos com maior participação no faturamento do PIM, cinco apresentaram crescimento em 2019: Eletroeletrônico (faturamento de R$ 27,43 bilhões e crescimento de 5,32%); Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (faturamento de R$ 23,55 bilhões e crescimento de 17,53%); Duas Rodas (faturamento de R$ 15,14 bilhões e crescimento de 16,79%); Metalúrgico (faturamento de R$ 8,05 bilhões e crescimento de 41,75%); e Termoplástico (faturamento de R$ 6,83 bilhões e crescimento de 18,65%).

Em relação aos principais produtos fabricados pelo PIM, aconteceram crescimento na produção de itens como televisores com tela de cristal líquido (12,8 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 10,24%); telefones celulares (14,3 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 0,84%); motocicletas, motonetas e ciclomotos (1,1 milhão de unidades fabricadas e crescimento de 6,03%); condicionadores de ar do tipo split system (4,8 milhões de unidades fabricadas e crescimento de 51,52%); e bicicletas, inclusive, elétricas (921,3 mil unidades fabricadas e crescimento de 18,56%).

 Geração de empregos

Outro ponto positivo no PIM, destacado por Menezes,  foi a geração de empregos. A mão de obra no mês de dezembro de 2019, registrou 89.480 trabalhadores empregados, entre efetivos, temporários e terceirizados. Já a média mensal do ano ficou em 89.251 empregos, com aumento de 1.715 postos de trabalho em relação à média mensal de 2018 (87.536).

 

Augusto Costa, para O Poder

Foto: Divulgação

EXCLUSIVO: Demissões podem chegar a 5 mil no comércio por conta do coronavírus 

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O comércio em Manaus poderá demitir 5 mil funcionários até o final do mês de março por conta do coronavírus (Covid-19), segundo informou o presidente da Câmara de Dirigentes e Logistas de Manaus (CDLM), Ralph Assayag. De acordo com ele, a previsão é que o comércio local tenha uma queda entre 25% a 30% até o final deste mês e início de abril, o que pode provocar estas demissões.

O presidente da CDL-Manaus, empresário Ralph Assayag, informou que a orientação para os comerciantes, durante uma reunião que aconteceu nessa terça-feira, 17, é que deem férias coletivas e evitem demissões em massa. Mas, ele não descarta que hajam desligamentos.

“As quedas nas vendas é algo que afeta muito. O comerciante não consegue manter um trabalhador sem vender. Esses impactos na venda por conta do Covid-19 já faz parte da realidade do comércio local”, ressaltou.

Ralph Assayag informou que outra orientação foi para que todos os comerciantes adotassem medidas para evitar o contágio do Covid-19, tanto entre os funcionários, como em relação aos clientes.

“O comércio já sentiu o impacto do Covid-19. Automaticamente, as pessoas já deixam de ir a restaurantes, hotelarias, até os shoppings estão mais esvaziados, assim como as ruas de Manaus”, disse o representante da categoria do comércio.

Popularmente conhecida como a “rua do bate-palmas”, a Marechal Deodoro está completamente esvaziada nesta quarta-feira, 18

Mais impactos 

O presidente da CDL-Manaus informou, ainda, que os prejuízos para o comércio local devem ficar ainda mais agudos a partir do mês abril, com previsão de queda entre 45% a 60% nas vendas, o que pode afetar, também, na oferta de empregos.

Reunião 

Na tarde desta quarta-feira, 18, Ralph Assayag disse que vai participar de uma reunião com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), com o objetivo de buscar alternativas para o comércio local.

“Vamos apresentar os números que foram coletados em todo o Brasil pela Central de Acompanhamento, que mostram um cenário de fechamento de negócios, o que pode quebrar a economia pela metade. Esperamos que não apareçam mais casos do Covid-19 no Amazonas e aguardamos que essa temperatura quente, que tanto reclamamos, seja um grande apoio para evitar mais infecções”, disse.

Medidas 

O presidente da CDL-Manaus informou que algumas lojas já estão adotando medidas, tais como: redução no horário de funcionamento e até fechamento em finais de semanas alternados.

A equipe de O Poder foi ao Centro de Manaus nesta quarta-feira, 18, e o cenário é preocupante: ruas e lojas esvaziadas e os poucos consumidores que se aventuraram em ir às compras o fizeram preparados, com máscaras e mantendo distância das pessoas para evitar qualquer contato direto.

Veja mais fotos:

 

Henderson Martins, para O Poder

Fotos: Hariel Fontenelle/O Poder

EXCLUSIVO: Demissões podem chegar a 5 mil no comércio por conta do coronavírus 

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O comércio em Manaus poderá demitir 5 mil funcionários até o final do mês de março por conta do coronavírus (Covid-19), segundo informou o presidente da Câmara de Dirigentes e Logistas de Manaus (CDLM), Ralph Assayag. De acordo com ele, a previsão é que o comércio local tenha uma queda entre 25% a 30% até o final deste mês e início de abril, o que pode provocar estas demissões.

O presidente da CDL-Manaus, empresário Ralph Assayag, informou que a orientação para os comerciantes, durante uma reunião que aconteceu nessa terça-feira, 17, é que deem férias coletivas e evitem demissões em massa. Mas, ele não descarta que hajam desligamentos.

“As quedas nas vendas é algo que afeta muito. O comerciante não consegue manter um trabalhador sem vender. Esses impactos na venda por conta do Covid-19 já faz parte da realidade do comércio local”, ressaltou.

Ralph Assayag informou que outra orientação foi para que todos os comerciantes adotassem medidas para evitar o contágio do Covid-19, tanto entre os funcionários, como em relação aos clientes.

“O comércio já sentiu o impacto do Covid-19. Automaticamente, as pessoas já deixam de ir a restaurantes, hotelarias, até os shoppings estão mais esvaziados, assim como as ruas de Manaus”, disse o representante da categoria do comércio.

Popularmente conhecida como a “rua do bate-palmas”, a Marechal Deodoro está completamente esvaziada nesta quarta-feira, 18

Mais impactos 

O presidente da CDL-Manaus informou, ainda, que os prejuízos para o comércio local devem ficar ainda mais agudos a partir do mês abril, com previsão de queda entre 45% a 60% nas vendas, o que pode afetar, também, na oferta de empregos.

Reunião 

Na tarde desta quarta-feira, 18, Ralph Assayag disse que vai participar de uma reunião com o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), com o objetivo de buscar alternativas para o comércio local.

“Vamos apresentar os números que foram coletados em todo o Brasil pela Central de Acompanhamento, que mostram um cenário de fechamento de negócios, o que pode quebrar a economia pela metade. Esperamos que não apareçam mais casos do Covid-19 no Amazonas e aguardamos que essa temperatura quente, que tanto reclamamos, seja um grande apoio para evitar mais infecções”, disse.

Medidas 

O presidente da CDL-Manaus informou que algumas lojas já estão adotando medidas, tais como: redução no horário de funcionamento e até fechamento em finais de semanas alternados.

A equipe de O Poder foi ao Centro de Manaus nesta quarta-feira, 18, e o cenário é preocupante: ruas e lojas esvaziadas e os poucos consumidores que se aventuraram em ir às compras o fizeram preparados, com máscaras e mantendo distância das pessoas para evitar qualquer contato direto.

Veja mais fotos:

 

Henderson Martins, para O Poder

Fotos: Hariel Fontenelle/O Poder

Manacapuru tem três casos suspeitos de coronavírus, diz prefeito; veja vídeo

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O prefeito do município de Manacapuru, Beto D’Ângelo, publicou um vídeo nas suas redes sociais, na manhã desta quarta-feira, 18, informando que, na noite de terça-feira, 17, foi detectado que três pessoas estão sob suspeita de coronavírus.

D’Ângelo afirmou que os pacientes já estão em isolamento e serão transferidos para o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em Manaus. O prefeito também anunciou medidas para prevenir contra o contágio por coronavírus no município.

Assista o vídeo:

 

Prestando informações para a comunidade manacapuruense sobre as medidas de prevenção do COVID-19.

Posted by Beto D'Ângelo on Wednesday, March 18, 2020

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Reprodução/Facebook 

Manacapuru tem três casos suspeitos de coronavírus, diz prefeito; veja vídeo

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O prefeito do município de Manacapuru, Beto D’Ângelo, publicou um vídeo nas suas redes sociais, na manhã desta quarta-feira, 18, informando que, na noite de terça-feira, 17, foi detectado que três pessoas estão sob suspeita de coronavírus.

D’Ângelo afirmou que os pacientes já estão em isolamento e serão transferidos para o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, em Manaus. O prefeito também anunciou medidas para prevenir contra o contágio por coronavírus no município.

Assista o vídeo:

 

Prestando informações para a comunidade manacapuruense sobre as medidas de prevenção do COVID-19.

Posted by Beto D'Ângelo on Wednesday, March 18, 2020

 

Álik Menezes, para O Poder

Foto: Reprodução/Facebook 

Sindicato dos professores realiza ato cobrando data-base do governo e Prefeitura de Manaus

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Mesmo com a recomendação do Ministério da Saúde (MS) que proíbe a qualquer tipo de aglomeração de pessoas, de forma a evitar a proliferação do coronavírus (o Covid-19), professores ligados ao Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Ensino de Manaus (Asprom-Sindical), fizeram uma manifestação em frente às sedes do governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus, na manhã desta quarta-feira, 18.

Os professores reivindicavam reajustes salariais e datas-bases, além da antecipação dos reajustes por conta do ano eleitoral – a legislação proíbe que no período de 180 dias antes das eleições até o dia da posse dos candidatos eleito haja aumento de remuneração para o funcionalismo público.

O diretor de comunicação da Asprom, Lambert Melo, explicou que a manifestação em frente à sede do governo era para que houvesse a revogação da Lei do Congelamento – em julho do ano passado a Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou o Projeto de Lei 84/2019, também chamado de “Pacote de Maldades”, que congelou os salários dos servidores até 2021 e limitou um teto de gastos, congelando também todas as datas-bases dos servidores públicos do Amazonas.

“Os professores tinham que receber os salários de março já reajustados, mas, nas conversas que tivemos com o secretário estadual de Educação, Luiz Fabian, ele deixou claro que enquanto a Lei de Congelamento estiver em vigor, não haverá nenhuma negociação a respeito da data-base do reajuste salarial dos trabalhadores da educação. A única que pode resolver isso é o o governador do Estado, pois, somente ele, através de um decreto, pode revogar a Lei que aprovou ou encaminhar uma outra propositura para ALE fazendo revogar a Lei”, disse o sindicalista.

Pandemia 

Segundo o sindicalista, é salutar que o governo revogue a lei, principalmente na época de pandemia, quando é preciso que os servidores  da educação tenham condições financeiras de manter um tratamento, caso sejam infectados pelo coronavírus.

“Precisamos que o governador se sensibilize, para que possamos discutir a data-base dos educadores. Na própria lei tem uma mecanismo que diz que se as contas públicas melhorassem e as contas públicas saíssem do vermelho, o governador reveria a vigência da lei. Então, tanto em janeiro quanto em fevereiro houve aumento na arrecadação, mas, o governador não quer fazer a flexibilização da lei”, criticou Lambert.

PMM

Na sede da Prefeitura de Manaus, os educadores reivindicavam a antecipação da data-base que está para o dia 1º de maio. “Precisamos fechar o acordo com o prefeito antes do dia 4 de abril, que é o momento que entra em vigor a Lei Eleitoral. Não queremos ser prejudicados pela lei e, por isso, estamos buscando antecipar, e só quem decide pela antecipação, é o prefeito”, destacou o sindicalista.

Sem risco

Para a manifestação, Lambert Melo destacou que participaram apenas membros da diretoria, o motivo, era evitar colocar a categoria em risco. “Todos os membros da diretoria estão sadios, não tem ninguém doente, e portanto, não existe risco nenhum de contaminação”, explicou.

Semed 

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que, desde a primeira semana de janeiro, vem recebendo representantes dos educadores para ouvir as principais demandas da categoria e que ficou acordado nova reunião após assembleia dos trabalhadores, a fim de dar prosseguimento às discussões da pauta.
A Semed destacou que está aberta ao diálogo com a categoria, como sempre esteve ao longo dos últimos anos, e ressalta que a prefeitura vem desenvolvendo uma política de valorização dos profissionais, concedendo reajustes salariais anuais acima da inflação, bem como tem investido na formação e reconhecimento dos educadores da rede.
A secretaria ressaltou ainda que o momento é de consciência e reclusão, é importante que os profissionais evitem aglomeração por questão de cuidados em relação ao Coronavírus (Covid-19).
O Poder também procurou a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), mas até a publicação desta matéria, o órgão não tinha uma resposta concreta para dar sobre o pleito dos educadores.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Henderson Martins/O Poder

Sindicato dos professores realiza ato cobrando data-base do governo e Prefeitura de Manaus

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Mesmo com a recomendação do Ministério da Saúde (MS) que proíbe a qualquer tipo de aglomeração de pessoas, de forma a evitar a proliferação do coronavírus (o Covid-19), professores ligados ao Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Ensino de Manaus (Asprom-Sindical), fizeram uma manifestação em frente às sedes do governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus, na manhã desta quarta-feira, 18.

Os professores reivindicavam reajustes salariais e datas-bases, além da antecipação dos reajustes por conta do ano eleitoral – a legislação proíbe que no período de 180 dias antes das eleições até o dia da posse dos candidatos eleito haja aumento de remuneração para o funcionalismo público.

O diretor de comunicação da Asprom, Lambert Melo, explicou que a manifestação em frente à sede do governo era para que houvesse a revogação da Lei do Congelamento – em julho do ano passado a Assembleia Legislativa do Amazonas aprovou o Projeto de Lei 84/2019, também chamado de “Pacote de Maldades”, que congelou os salários dos servidores até 2021 e limitou um teto de gastos, congelando também todas as datas-bases dos servidores públicos do Amazonas.

“Os professores tinham que receber os salários de março já reajustados, mas, nas conversas que tivemos com o secretário estadual de Educação, Luiz Fabian, ele deixou claro que enquanto a Lei de Congelamento estiver em vigor, não haverá nenhuma negociação a respeito da data-base do reajuste salarial dos trabalhadores da educação. A única que pode resolver isso é o o governador do Estado, pois, somente ele, através de um decreto, pode revogar a Lei que aprovou ou encaminhar uma outra propositura para ALE fazendo revogar a Lei”, disse o sindicalista.

Pandemia 

Segundo o sindicalista, é salutar que o governo revogue a lei, principalmente na época de pandemia, quando é preciso que os servidores  da educação tenham condições financeiras de manter um tratamento, caso sejam infectados pelo coronavírus.

“Precisamos que o governador se sensibilize, para que possamos discutir a data-base dos educadores. Na própria lei tem uma mecanismo que diz que se as contas públicas melhorassem e as contas públicas saíssem do vermelho, o governador reveria a vigência da lei. Então, tanto em janeiro quanto em fevereiro houve aumento na arrecadação, mas, o governador não quer fazer a flexibilização da lei”, criticou Lambert.

PMM

Na sede da Prefeitura de Manaus, os educadores reivindicavam a antecipação da data-base que está para o dia 1º de maio. “Precisamos fechar o acordo com o prefeito antes do dia 4 de abril, que é o momento que entra em vigor a Lei Eleitoral. Não queremos ser prejudicados pela lei e, por isso, estamos buscando antecipar, e só quem decide pela antecipação, é o prefeito”, destacou o sindicalista.

Sem risco

Para a manifestação, Lambert Melo destacou que participaram apenas membros da diretoria, o motivo, era evitar colocar a categoria em risco. “Todos os membros da diretoria estão sadios, não tem ninguém doente, e portanto, não existe risco nenhum de contaminação”, explicou.

Semed 

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que, desde a primeira semana de janeiro, vem recebendo representantes dos educadores para ouvir as principais demandas da categoria e que ficou acordado nova reunião após assembleia dos trabalhadores, a fim de dar prosseguimento às discussões da pauta.
A Semed destacou que está aberta ao diálogo com a categoria, como sempre esteve ao longo dos últimos anos, e ressalta que a prefeitura vem desenvolvendo uma política de valorização dos profissionais, concedendo reajustes salariais anuais acima da inflação, bem como tem investido na formação e reconhecimento dos educadores da rede.
A secretaria ressaltou ainda que o momento é de consciência e reclusão, é importante que os profissionais evitem aglomeração por questão de cuidados em relação ao Coronavírus (Covid-19).
O Poder também procurou a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), mas até a publicação desta matéria, o órgão não tinha uma resposta concreta para dar sobre o pleito dos educadores.

 

Henderson Martins, para O Poder

Foto: Henderson Martins/O Poder

Governo Federal pode usar navios para tratar infectados com coronavírus

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Para combater o avanço do novo coronavírus, o Governo Federal avalia que a “melhor solução” hoje é utilizar navios para isolar e tratar pessoas de baixa renda infectadas pela doença. A ideia das autoridades brasileiras é atender nas embarcações casos leves, que não exigem leitos de UTI, de pessoas que moram em regiões litorâneas. Em outros locais, afastados do mar, está sendo estudado desde o uso de quarto de hotéis, até unidades habitacionais ainda não entregues para socorrer a população.

Segundo o último Censo do IBGE, em 2010, 10 milhões de brasileiros viviam em assentamentos, favelas e invasões.

O governo já identificou com empresas de cruzeiros que há aproximadamente 20 navios disponíveis. “Temos de tratar da alimentação dessas pessoas, do monitoramento, da terapia, medicamentos que serão disponibilizados. E caso os pacientes tenham agravamento, teremos condições para que possam ser rapidamente atendidos, mesmo dentro do navio”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Outra preocupação, segundo ele, é com o “tratamento dos resíduos que vão ocorrer dessas pessoas (no navio) que potencialmente estarão com a presença do vírus”.

O Ministério da Saúde considera promissora a aplicação da ideia no Rio, o segundo Estado com o maior número de infectados. Cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem no Rio espalhadas em mais de 700 comunidades. Em São Paulo, a população das favelas era de 1,2 milhão de pessoas. O governo espera que navios sejam cedidos sem custos.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a preocupação com as pessoas de baixa renda, especialmente do Rio, foi discutida anteontem em reunião reservada do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos pontos levantados é que elas não possuem sequer saneamento básico e, muitas vezes, compartilham com parentes casas com apenas um ou dois cômodos.

“Tem várias alternativas. Mas confesso que nenhuma das que estávamos vendo é melhor do que essa, de usar navios no Rio”, disse Gabbardo. “É uma preocupação. Como colocar em isolamento o cidadão que mora em comunidades no Rio, com a quantidade enorme de pessoas na mesma residência, que muitas vezes tem só um ou dois quartos”, disse. O protocolo da Saúde prevê ao menos 14 dias de afastamento.

A iniciativa com os barcos já foi adotada na Itália, um dos países mais afetados no mundo pela pandemia. Os italianos transformaram um navio em hospital para atender cerca de mil pessoas. Segundo a CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), a proposta de ceder cruzeiros foi apresentada em uma reunião com o Ministério da Saúde.

Saneamento

As preocupações com a população fluminense não se restringem aos locais para acomodar casos que precisem de acompanhamento. Como muitos centros urbanos, o Rio sofre com a precariedade do saneamento básico. Neste ambiente, hábitos de prevenção – como lavar as mãos, usar álcool gel e permanecer em isolamento social – tornam-se inviáveis para boa parte da população.

Na comunidade do Alemão, no Rio, a comunicadora Tiê Vasconcelos, de 25 anos, conta que água é item raro. Na casa dela, só chega de madrugada, quando é hora de fazer estocagem em baldes para o restante do dia.

O relato de Tiê pode ser visto no Twitter. Ela e outras dezenas de pessoas participam da hashtag #COVID19NasFavelas, criada nas redes sociais para mostrar a realidade das comunidades do Brasil. “Não tem água na favela para lavar a mão? Compra! Eu não posso comprar água nem pra beber. Vou comprar pra lavar a mão? Ter água na favela pra lavar a mão está sendo luxo. Não fazem ideia da nossa realidade”, publicou.

A proposta em estudo pelo governo é vista com ressalvas. O governo, diz ela, precisaria oferecer uma “grande estrutura” para que a pessoa possa “parar a sua vida”. Além de não ter acesso a itens básicos, a maior parte deles não pode se manter em isolamento e segue trabalhando para sobreviver. Além disso, em caso de uma eventual contaminação, muitos relatam que não teriam locais adequados em suas casas para se afastar dos demais.

“As três dicas para evitar exposição e proliferação não nos cabem. Lavar sempre as mãos? (falta água direto). Usar álcool gel (não tem dinheiro para). Quarentena/isolamento (Com casas de dois ou três cômodos e 6 pessoas?). Como na favela?”, questiona no Twitter o ativista Raull Santiago, que também vive no Alemão.

Como alternativa, os moradores da comunidade tentam se ajudar como podem. Nas redes sociais, a ativista Renata Trajano organiza uma campanha para reunir itens para contenção do coronavírus. Quando chega água na casa da ativista, ela divulga para que outros moradores possam buscar. “Na favela funciona assim, se eu tenho e você não, vou dividir o meu com você”, disse.

Medidas

Pesquisador na área de Direitos Humanos, Dennis de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que apenas medidas de isolamento não resolvem a questão. Para ele, essas pessoas precisam continuar a trabalhar para sobreviver e não podem ser isoladas sem medidas para garantir algum tipo de renda.

Ele citou como exemplo a moratória de dívidas e impostos tomada em países como a Itália. “O governo está pensando em ampliar Bolsa Família. Precisa de um mix que garanta renda para aqueles que terão dificuldade de se isolar”, disse.

Conteúdo: Exame

Foto: Divulgação 

 

Governo Federal pode usar navios para tratar infectados com coronavírus

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Para combater o avanço do novo coronavírus, o Governo Federal avalia que a “melhor solução” hoje é utilizar navios para isolar e tratar pessoas de baixa renda infectadas pela doença. A ideia das autoridades brasileiras é atender nas embarcações casos leves, que não exigem leitos de UTI, de pessoas que moram em regiões litorâneas. Em outros locais, afastados do mar, está sendo estudado desde o uso de quarto de hotéis, até unidades habitacionais ainda não entregues para socorrer a população.

Segundo o último Censo do IBGE, em 2010, 10 milhões de brasileiros viviam em assentamentos, favelas e invasões.

O governo já identificou com empresas de cruzeiros que há aproximadamente 20 navios disponíveis. “Temos de tratar da alimentação dessas pessoas, do monitoramento, da terapia, medicamentos que serão disponibilizados. E caso os pacientes tenham agravamento, teremos condições para que possam ser rapidamente atendidos, mesmo dentro do navio”, disse o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.

Outra preocupação, segundo ele, é com o “tratamento dos resíduos que vão ocorrer dessas pessoas (no navio) que potencialmente estarão com a presença do vírus”.

O Ministério da Saúde considera promissora a aplicação da ideia no Rio, o segundo Estado com o maior número de infectados. Cerca de 1,5 milhão de pessoas vivem no Rio espalhadas em mais de 700 comunidades. Em São Paulo, a população das favelas era de 1,2 milhão de pessoas. O governo espera que navios sejam cedidos sem custos.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a preocupação com as pessoas de baixa renda, especialmente do Rio, foi discutida anteontem em reunião reservada do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos pontos levantados é que elas não possuem sequer saneamento básico e, muitas vezes, compartilham com parentes casas com apenas um ou dois cômodos.

“Tem várias alternativas. Mas confesso que nenhuma das que estávamos vendo é melhor do que essa, de usar navios no Rio”, disse Gabbardo. “É uma preocupação. Como colocar em isolamento o cidadão que mora em comunidades no Rio, com a quantidade enorme de pessoas na mesma residência, que muitas vezes tem só um ou dois quartos”, disse. O protocolo da Saúde prevê ao menos 14 dias de afastamento.

A iniciativa com os barcos já foi adotada na Itália, um dos países mais afetados no mundo pela pandemia. Os italianos transformaram um navio em hospital para atender cerca de mil pessoas. Segundo a CLIA Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), a proposta de ceder cruzeiros foi apresentada em uma reunião com o Ministério da Saúde.

Saneamento

As preocupações com a população fluminense não se restringem aos locais para acomodar casos que precisem de acompanhamento. Como muitos centros urbanos, o Rio sofre com a precariedade do saneamento básico. Neste ambiente, hábitos de prevenção – como lavar as mãos, usar álcool gel e permanecer em isolamento social – tornam-se inviáveis para boa parte da população.

Na comunidade do Alemão, no Rio, a comunicadora Tiê Vasconcelos, de 25 anos, conta que água é item raro. Na casa dela, só chega de madrugada, quando é hora de fazer estocagem em baldes para o restante do dia.

O relato de Tiê pode ser visto no Twitter. Ela e outras dezenas de pessoas participam da hashtag #COVID19NasFavelas, criada nas redes sociais para mostrar a realidade das comunidades do Brasil. “Não tem água na favela para lavar a mão? Compra! Eu não posso comprar água nem pra beber. Vou comprar pra lavar a mão? Ter água na favela pra lavar a mão está sendo luxo. Não fazem ideia da nossa realidade”, publicou.

A proposta em estudo pelo governo é vista com ressalvas. O governo, diz ela, precisaria oferecer uma “grande estrutura” para que a pessoa possa “parar a sua vida”. Além de não ter acesso a itens básicos, a maior parte deles não pode se manter em isolamento e segue trabalhando para sobreviver. Além disso, em caso de uma eventual contaminação, muitos relatam que não teriam locais adequados em suas casas para se afastar dos demais.

“As três dicas para evitar exposição e proliferação não nos cabem. Lavar sempre as mãos? (falta água direto). Usar álcool gel (não tem dinheiro para). Quarentena/isolamento (Com casas de dois ou três cômodos e 6 pessoas?). Como na favela?”, questiona no Twitter o ativista Raull Santiago, que também vive no Alemão.

Como alternativa, os moradores da comunidade tentam se ajudar como podem. Nas redes sociais, a ativista Renata Trajano organiza uma campanha para reunir itens para contenção do coronavírus. Quando chega água na casa da ativista, ela divulga para que outros moradores possam buscar. “Na favela funciona assim, se eu tenho e você não, vou dividir o meu com você”, disse.

Medidas

Pesquisador na área de Direitos Humanos, Dennis de Oliveira, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que apenas medidas de isolamento não resolvem a questão. Para ele, essas pessoas precisam continuar a trabalhar para sobreviver e não podem ser isoladas sem medidas para garantir algum tipo de renda.

Ele citou como exemplo a moratória de dívidas e impostos tomada em países como a Itália. “O governo está pensando em ampliar Bolsa Família. Precisa de um mix que garanta renda para aqueles que terão dificuldade de se isolar”, disse.

Conteúdo: Exame

Foto: Divulgação 

 

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