fevereiro 8, 2026 23:17
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Governo tenta adiar sabatina de Messias, mas Alcolumbre resiste

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O governo Lula tenta adiar a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal), com o objetivo de ganhar tempo em busca de votos no Senado e evitar uma derrota histórica.

A empreitada, porém, esbarra na resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que queria ver indicado seu aliado, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), à vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, em outubro.

A estratégia dos governistas para segurar a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, consequentemente, no plenário do Senado, é não enviar a mensagem presidencial oficializando a indicação de Messias. Até agora, ela foi publicada apenas no Diário Oficial da União.

“Em algum momento Lula e Davi vão conversar para discutir melhor momento para enviar a mensagem. Pode ser antes ou pode ser depois do dia 10. Sabatina só pode acontecer após o envio da mensagem”, disse o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Aliados de Messias admitem que o prazo é curto para conseguir os apoios. O advogado-geral da União tem feito um périplo nos gabinetes no Senado. E até mesmo no estacionamento da Casa, onde abordou o senador Angelo Coronel (PSD-BA) na noite de quarta-feira, 26, após um dia de maratona em busca de apoio.

O mapa da votação, porém, é desafiador. Messias está longe de garantir os 41 votos mínimos para ser aprovado.

Aliados do indicado de Lula afirmam que, até aqui, estão garantidos os apoios do PT, PSB e PDT, e que o foco neste momento é buscar a adesão das bancadas do PSD, MDB e União.

Segundo apurou a CNN Brasil, o indicado de Lula foi aconselhado até por integrantes da direita com trânsito no STF a insistir no adiamento da sabatina. O tempo extra poderia ajudá-lo a vencer resistências, enquanto o Planalto tenta contornar a crise com o presidente do Senado.

Além da resistência de Alcolumbre, senadores citam que a prisão definitiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe, mobiliza a oposição a impor uma derrota ao governo.

Presidente da CCJ, o senador Otto Alencar (PSD-BA) disse que não pode garantir que a votação será adiada. Segundo ele, essa é uma decisão que cabe ao presidente do Senado.

“Acho que não vai adiar. Não, não sei de nada. Eu não posso dizer que vai adiar nada, porque eu não sou presidente do Senado. Se chegar a mensagem e ele também encontrar uma saída, se conversar com alguém do governo, eu não posso achar nada”, desconversou.

Segundo Otto, Alcolumbre queria ter marcado a sabatina para o dia 3 de dezembro, mas ele ponderou por mais uma semana, e a data ficou para o dia 10.

“O Jorge Messias achou o tempo curto. Então ele pode ter conversado com o Lula e encontrar um espaço maior”, disse o presidente da CCJ.

Interlocutores de Otto relataram à CNN Brasil que ele seria favorável a adiar a sabatina, mas quer evitar confrontar Alcolumbre.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Empresa do ramo de combustível é alvo de megaoperação por fraude bilionária

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Uma megaoperação da Receita Federal com ministérios públicos de cinco estados tenta desarticular, na manhã desta quinta-feira, 27, um grande esquema envolvendo fraude em recolhimento de impostos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, além do Distrito Federal.

Ao todo, são 126 mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao grupo Refit, dono da antiga refinaria de Maguinhos, no Rio de Janeiro, e dezenas de empresas do setor de combustíveis. Chefiado pelo empresário Ricardo Magro, o grupo é o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo e um dos maiores da União. Magro reside em Miami, mas familiares seus estão entre os alvos das ações, segundo fontes do Ministério Público paulista.

De acordo com MP de São Paulo, o “engenhoso” esquema de fraude fiscal estruturada causou prejuízos aos estados e à União estimados em mais de R$ 26 bilhões de débitos já inscritos em dívida ativa.

De acordo com as investigações, os alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, são suspeitos de integrarem organização criminosa e de praticarem diversos crimes contra a ordem econômica e tributária, lavagem de dinheiro, dentre outras infrações.

Foram bloqueados imediatamente R$ 10,2 bilhões contra todos os integrantes do grupo, incluindo imóveis e veículos, para a garantia do crédito tributário não pago. Em paralelo, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional adotou medidas na Justiça Federal para indisponibilizar R$ 1,2 bilhão da empresa.

Batizada de Poço de Lobato, a operação tem a participação de mais de 621 agentes públicos. Participam Ministério Público de São Paulo, Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, Receita Federal do Brasil e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Policias Civil e Militar.

Ainda de acordo com a Promotoria, diversas empresas ligadas ao grupo Refit atuam na tentativa de afastar a responsabilidade pelo recolhimento de ICMS devido ao Estado de São Paulo, mecanismo detectado pela Secretaria da Fazenda. O grupo ignorava as obrigações fiscais e criava novas estratégias e mecanismos de fraude fiscal para não recolher tributos e ofender a livre concorrência.

As ações criminosas ocorrem por meio da reincidência no descumprimento fiscal, da utilização de empresas com vínculos societários e operacionais e da simulação de operações interestaduais com combustíveis.

As investigações demonstram que as estratégias de ocultação e blindagem dos reais beneficiários das fraudes foram praticados com o uso de uma rede de colaboradores. Por meios de diversos expedientes fraudulentos, falsidades, camadas societárias e financeiras, eles garantem a gestão e a expansão do grupo empresarial sobre setores da cadeia de produção e distribuição de combustível.

Compras ilegais no exterior

Na prática, os criminosos utilizavam empresas, fundos de investimento e offshores para conseguir ocultar e blindar seus lucros. Segundo a Receita, as operações fraudulentas são administradas pelo próprio grupo, que controla empresas financeiras e utiliza estruturas internacionais para blindagem patrimonial.

As investigações apontam que as empresas atuavam como interpostas de pessoas físicas e jurídicas, adquirindo nafta, hidrocarbonetos e diesel, no exterior, com recursos oriundos distribuidoras vinculadas ao grupo. Entre 2020 e 2025, foram importados mais de R$ 32 bilhões em combustíveis. Além disso, a Receita identificou que uma grande operadora financeira atuava como sócia de outras instituições que também prestavam serviços ao grupo Refit, em movimentações que chegaram a R$ 72 bilhões em um ano.

Os recursos obtidos de forma ilegal eram investidos em outros negócios e ativos, assim como em compra de propriedades, para das aparência de operações legais e dificultar o rastreamento. Até o momento, foram identificados 17 fundos ligados à Refit, cujos patrimônios chegam a R$ 8 bilhões, e que na maioria das vezes possuem apenas um cotista. Em outros casos, há participação de sócios estrangeiros, cujas empresas foram constituídas em Delaware, nos Estados Unidos, local que permite a criação de empresas do tipo LLC, que possuem garantia de anonimato e não estão sujeitas a tributação local.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação

Presidente Roberto Cidade fortalece Câmaras do interior com novos termos de cooperação

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A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) segue fortalecendo a atividade parlamentar no interior do Estado e, atualmente, conduz a revisão de 18 Leis Orgânicas e 16 Regimentos Internos de Câmaras Municipais. Como parte desse trabalho, o presidente da Casa, deputado estadual Roberto Cidade (UB), assinou, nesta quarta-feira, 26, quatro termos de cooperação técnica entre o Parlamento Estadual, por meio do Centro de Cooperação Técnica do Interior (CCOTI),  e as Câmaras Municipais de Boa Vista do Ramos, Envira, Pauini e Urucurituba.

O presidente da Aleam reforçou, durante a assinatura dos termos, que o projeto de modernização legislativa das câmaras municipais do interior é uma das prioridades de sua gestão.

“Estamos realizando um esforço conjunto para atualizar legislações municipais que, em muitos casos, não passavam por revisão há mais de 30 anos. Hoje, com 18 leis orgânicas e 16 regimentos em andamento, garantimos suporte técnico para que os vereadores trabalhem com normas atualizadas, claras e alinhadas às exigências legais. Este é um trabalho de todos os 24 deputados e nosso compromisso é alcançar o maior número possível dos 61 municípios do interior, fortalecendo o Legislativo em todo o Amazonas”, afirmou o deputado-presidente.

O diretor do CCOTI, Vanderlei Alvino, destacou que a determinação do presidente Roberto Cidade é aproximar a Aleam das Câmaras e oferecer apoio estruturado ao processo de revisão.

“Estamos ampliando a atuação do CCOTI e levando assistência técnica às Câmaras Municipais, muitas delas ainda com legislações da década de 1990. Já concluímos 25 leis orgânicas e 18 regimentos nos últimos anos. A atualização desses documentos permite que os vereadores modernizem políticas públicas, fortaleçam o trabalho legislativo e atendam melhor a população”, disse.

Ele acrescentou que o CCOTI ampliou o atendimento com o módulo CCOTI Itinerante, que já passou por Ipixuna e terá sua próxima edição em Tabatinga, em janeiro, atendendo toda a região do Alto Solimões.

Os presidentes das Câmaras Municipais de Urucurituba, Envira, Pauini e Boa Vista do Ramos também destacaram a importância da parceria da Assembleia.

O presidente da Câmara de Urucurituba, vereador Cláudio Lima (UB), ressaltou que a Lei Orgânica do município está sem atualização há mais de três décadas e que a revisão corrige distorções e assegura segurança jurídica para o Legislativo. “É uma oportunidade essencial para modernizar nossa legislação e permitir que o município avance”, disse.

De acordo com o presidente da Câmara de Envira, vereador Abraão Cláudio (Republicanos), o trabalho com o CCOTI já está em estágio avançado e a expectativa é receber a nova Lei Orgânica atualizada até fevereiro

“Esse apoio aproxima Envira da Assembleia e reforça a qualidade da nossa legislação”, destacou.

O presidente da Câmara de Pauini, vereador Nonato da Silva (PSD), enfatizou que a Lei Orgânica do município está há mais de 15 anos sem revisão.

“Com o suporte do CCOTI, estamos dando um passo fundamental para modernizar nossa legislação e pretendemos concluir o processo até março”, afirmou.

Conforme o presidente da Câmara de Boa Vista do Ramos, vereador Augusto Azevedo (Republicanos), a atualização permitirá corrigir defasagens históricas, como a implementação das emendas impositivas e a regularização das 11 vagas de vereadores previstas, mas ainda não formalizadas.

“A modernização da Lei Orgânica vai trazer benefícios diretos à população e ao funcionamento da Câmara”, completou.

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação 

Prefeita Macelly Veras é homenageada com medalha de honra pelo CBMAM

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A prefeita de Maués, Macelly Veras, foi homenageada na noite de terça-feira, 25, com a Medalha Imperador Dom Pedro II, a mais alta comenda do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

A cerimônia, realizada em Manaus, integrou as celebrações pelos 27 anos de emancipação da corporação e reconheceu autoridades civis e militares que, ao longo de 2025, contribuíram de forma relevante para a sociedade amazonense.

Instituída pelo Decreto n° 25.717, de 9 de março de 2006, a Medalha de Mérito Imperador Dom Pedro II é concedida a oficiais superiores do CBMAM, militares das Forças Armadas e Forças Auxiliares, além de cidadãos civis cujas ações se destacam na defesa da vida e no serviço à população. O simbolismo da honraria reforça a conexão entre o poder público e as instituições de segurança que atuam em favor do bem comum no estado.

No caso de Maués, o reconhecimento ganha ainda mais força por coincidir com um grande avanço para o município. Em 2025, a cidade conquistou o primeiro Grupamento do Corpo de Bombeiros de sua história, fruto de articulação da atual gestão municipal com o Governo do Amazonas.

Macelly Veras compartilhou publicamente sua gratidão pela homenagem e dedicou a comenda aos maueenses. “Fiquei imensamente feliz e grata ao receber a Comenda Imperador Dom Pedro II. Parabenizo toda a corporação, em nome do comandante-geral, Coronel Orleilso Muniz, por este aniversário tão significativo e pelo trabalho valoroso que esses profissionais realizam em defesa da vida. Compartilho essa honra com a minha Maués, que este ano ganhou o primeiro Grupamento do Corpo de Bombeiros, um marco para o nosso município, conquistado com o importante apoio do Governo do Amazonas”, afirmou.

A solenidade reafirma o papel institucional do CBMAM na proteção da vida em todo o território amazonense e evidencia a importância do reconhecimento público às parcerias que fortalecem a presença e a atuação do Corpo de Bombeiros no interior. Para Maués, o momento simboliza não só uma condecoração pessoal à chefe do Executivo municipal, mas um selo de avanço coletivo, celebração, diálogo e cooperação entre instituições e população.

 

Da Redação

Prefeitura de Careiro entra na mira do MPF por suspeita de sonegação previdenciária

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O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas instaurou um Inquérito Civil para investigar uma suposta sonegação de contribuições previdenciárias atribuída ao município de Careiro, que estava sob gestão de Nathan Macena. A apuração é relativa às competências do ano-calendário de 2020.

A medida foi adotada pelo procurador da República, Rafael Klautau Borba Costa, por meio da Portaria nº 07/2025.

Investigação

O inquérito decorre do Ofício nº 1.846/2024 – ECOB/DEVAT02, enviado pela Secretaria da Receita Federal ao MPF. O documento encaminhou cópia do processo administrativo nº 10280.725719/2024-97, que deu origem ao Procedimento Preparatório nº 1.13.000.002559/2024-46.

Segundo o material recebido, há indícios de que o município deixou de recolher contribuições previdenciárias devidas no período analisado, o que motivou o aprofundamento da investigação pelo Ministério Público.

Caso sejam confirmadas irregularidades, o órgão poderá propor as medidas judiciais cabíveis, como ação civil pública por dano ao patrimônio público.

Da Redação
Foto: Divulgação

Após romper com líder do PT, Motta rompe com líder do PL também

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Um dia após romper com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), rompeu com o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), também. Motta teria pedido para que o bolsonarista não conte mais com ele. A informação foi confirmada na terça-feira, 25.

Segundo um interlocutor de Motta, o presidente da Câmara se viu “cansado” da tentativa dos dois líderes de polarizarem os assuntos da Casa e causarem tumultos vistos como desnecessários em prol de pleitos de seus partidos. Além disso, recentemente, os dois deram entrevistas criticando ou fazendo afirmações falsas em nome de Motta, o que teria incomodado o político paraibano.

Após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a oposição intensificou a pressão sobre o dirigente da Câmara para que a anistia fosse pautada. Entretanto, após ouvir os líderes, Motta entendeu que não é o momento adequado para votar o texto.

Na segunda-feira, 24, Motta confirmou a um site de notícias nacional que rompeu com o líder do PT. Um dos principais motivos foram as declarações de Farias criticando o presidente da Casa publicamente. Segundo o petista, Motta teria transformado o PL Antifação em uma “lambança” ao escolher o bolsonarista Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o projeto.

Ainda de acordo com fontes, o político republicano não pretende “correr atrás” nem de Farias, tampouco de Cavalcante, por entender que o governo é quem precisa dele, assim como os bolsonaristas, e não o contrário.

Oposição ameaça

O líder do PL afirmou que, caso o texto não seja votado em breve, a sigla deve adotar novas medidas similares à obstrução da mesa em agosto. A base do ex-presidente Bolsonaro sequestrou as mesas das duas Casas legislativas, impedindo a votação de projetos no Congresso Nacional.

“Nossa paciência já esgotou uma vez e pode esgotar novamente. Nós não suportamos mais. Nós somos cobrados pelas famílias […] Não vai pra pauta? Vamos fazer uma reunião para tomar outras medidas. Aí, isso são questões estratégicas que só iremos divulgar em um momento oportuno”, afirmou.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
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AC: Flávio Dino solicita investigação da Polícia Federal sobre compra de maquinário utilizado em obras ligadas a desmatamento 

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Em decisão tomada no dia 23 de novembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, mandou a Polícia Federal investigar o uso de máquinas compradas com emendas parlamentares em obras ligadas a desmatamento ilegal e invasão de terra indígena no Acre.

O pedido partiu de entidades anticorrupção, enviado por Organizações Não Governamentais (ONGS), e apresenta indícios de crime. A PF deve abrir novos inquéritos ou reforçar os existentes.

A revelação de que o deputado Zezinho Barbary havia destinado emendas para regularizar o Ramal Barbary, aberto com desmate ilegal, só veio à tona após uma série de matérias publicadas pela Folha de São Paulo. Esse ramal permitiu o avanço sobre a Terra Indígena Jaminawa do Igarapé Preto.

Essa série de matérias mostrou como as emendas têm atingido territórios indígenas e comunidades locais com o dinheiro público, sem uma análise socioambiental, viabilizando práticas ilícitas que prejudicam a região e aumentam os índices de desmatamento.

 

Com informações de Folha de São Paulo 

Foto: Divulgação

Lei que amplia isenção do Imposto de Renda será sancionada por Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá sancionar nesta quarta-feira, 26, a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês e estabelece descontos para rendas de até R$ 7.350 mensais.

Segundo o governo, cerca de 15 milhões de brasileiros vão deixar de pagar imposto de renda com a nova lei. A legislação também aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais.

O evento será realizado no Palácio do Planalto, às 10h30. A equipe técnica do Ministério da Fazenda irá detalhar a medida para a imprensa. 

Mudanças 

Encaminhado pelo governo federal em março ao Congresso Nacional, o texto da lei foi aprovado em outubro pela Câmara dos Deputados e no início do mês pelo Senado

Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos). A nova legislação isentará, a partir de janeiro do ano que vem, o imposto de renda sobre rendimentos mensais de até R$ 5 mil para pessoas físicas. 

Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá uma redução parcial dos valores a serem pagos – quanto menos ganhar, maior a redução.  

Os contribuintes com rendimentos acima de R$ 7.350 não serão contemplados pela medida.  

Para compensar a perda de arrecadação com a isenção, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, o equivalente a R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%. 

 

Da Redação com informações da Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Em derrota para o governo, Senado aprova pauta-bomba bilionária

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O plenário do Senado Federal aprovou, nessa terça-feira, 25, o projeto de lei complementar que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, texto que ficou conhecido como pauta-bomba, devido ao alto impacto econômico para o Executivo.

O placar terminou com 57 votos favoráveis ao texto e nenhum contra. A medida deve seguir, agora, para avaliação da Câmara dos Deputados. As falas em plenário foram todas positivas ao projeto, e nem o PT orientou voto contra, mesmo com o impacto nas contas do governo.

De acordo com cálculos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o impacto do projeto pode chegar a R$ 103 bilhões, com consequências também para os municípios.

O projeto foi pautado pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na semana passada, pouco depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), algo que irritou o senador.

O presidente do Congresso preferia que Lula indicasse o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga de Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro, mas ele foi preterido por Lula, que optou por um nome considerado mais leal a ele.

A decisão, contudo, não foi apreciada por Alcolumbre, que passou a ignorar ligações do líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (BA), rompendo relações com o Planalto. O descontentamento permaneceu mesmo depois de uma nota de Messias com elogios ao presidente do Congresso, que foi respondida com comedimento pouco depois.

Sabatina de Messias no Senado

A votação da pauta-bomba se deu no mesmo dia em que Alcolumbre anunciou que a sabatina de Messias ocorrerá dentro de duas semanas, em 10 de dezembro. O curto período deixado para Messias articular com senadores pode dificultar o resultado da sabatina.

De autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto aprovado pelo plenário estabelece critérios de idade e tempo de serviço para a concessão da aposentadoria, além de outras garantias, como a conversão de tempo especial em comum e a contagem do tempo dos dirigentes sindicais da categoria.

Os requisitos previstos no texto para a aposentadoria são: 52 anos de idade para homens e 50 anos para mulheres, com integralidade e paridade, caso comprovados 20 anos de exercício do cargo de agente comunitário.

Da Redação, com informações Metrópoles
Foto: Divulgação

 

RR: Com desvio de R$ 40 milhões, PF mira fraudes em licitação para obras de estradas e vicinais

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Na manhã desta quarta-feira, 26, a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar um esquema de fraudes em licitações e desvio de mais de R$ 40 milhões que seriam usados na manutenção de estradas no interior de Roraima.

Ao todo, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Boa Vista e Bonfim, no Norte do Estado. A operação, batizada de Déjà Vu, iniciou em setembro deste ano, quando três pessoas foram presas após sacarem mais de R$ 510 mil em espécie na capital.

O principal alvo da PF é o ex-prefeito de Bonfim, Joner Chagas, suspeito de controlar um esquema de desvio de dinheiro em contratos de obras públicas no município. A suspeita é de que ele usava uma empresária como ‘testa de ferro’, pessoa que empresta o nome ou documentos para esconder a ligação com os recursos.

Mais de R$ 2 milhões em bens foram bloqueados, além da suspensão imediata do contrato da empresa investigada com o órgão público envolvido. Houve a apreensão de documentos e materiais que devem subsidiar a continuidade das investigações.

Segundo a PF, o dinheiro seria de origem ilícita e levou os investigadores a identificar possíveis irregularidades em contratos públicos para recuperação de estradas.

Conforme a corporação, as apurações apontaram que a empresa responsável pelas obras recebeu contratos superiores a R$ 40 milhões, mas não possuía nenhuma estrutura física ou operacional compatível com os serviços para os quais havia sido contratada.

As suspeitas incluem medições fraudulentas e movimentações financeiras incompatíveis.

Os policiais identificaram ainda a atuação de um grupo organizado, que usava uma empresa de fachada para cometer crimes como fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

Com informações de G1 Roraima

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