fevereiro 9, 2026 02:55
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Congresso prevê derrubada de metade dos vetos ao licenciamento ambiental

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Com sessão conjunta marcada para quinta-feira, 27, o Congresso Nacional articula derrubada de aproximadamente 30 dos 63 vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

Entre os pontos que devem ser derrubados pelo Congresso está o veto ao uso da Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para projetos de médio porte.

A LAC é um dispositivo que permite ao empreendedor realizar um licenciamento simplificado, de caráter autodeclaratório, seguindo condições pré-determinadas pelas autarquias ambientais, como o Ibama.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, trataram do assunto semana passada e decidiram que os vetos à Lei serão tratados como prioridade.

A decisão ocorreu na finalização da COP30, em Belém, após críticas à lei aprovada pelo Congresso, em julho. Alcolumbre e Motta definiram a estratégia de manter os vetos.

 

Com informações de CNN Brasil

‘Cara a cara’ ou teatro diplomático?

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A “inesperada” disposição de Nicolás Maduro e Donald Trump para um encontro “cara a cara” diz menos sobre diplomacia e mais sobre estratégia. Em público, ambos repetem um (quase) mantra: Maduro fala em “paz” e Trump lembra que “conversaria com qualquer um”.

Mas, nos bastidores, o cenário é bem menos cordial: de um lado, os Estados Unidos reforçam operações militares no Caribe e oferecem US$ 50 milhões pela captura do líder venezuelano; do outro, Caracas acusa Washington de fabricar uma guerra e tenta controlar os danos políticos internos.

O resultado é um teatro complexo, no qual cada gesto parece calculado para uso doméstico e internacional. Trump posa como presidente firme contra o narcotráfico, enquanto Maduro tenta se apresentar como estadista disposto ao diálogo, mesmo diante do cerco militar e diplomático. Nenhum dos dois, porém, baixa a guarda: a retórica da paz convive com ameaças veladas, exercícios militares e acusações mútuas

A eventual reunião, se ocorrer,  deve ser vista como mais um capítulo desse jogo de pressões.

Da Redação

Advogado da Farra do INSS recomendou aportes de municípios no Master

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Cecílio Galvão

O advogado Cecílio Galvão, que recebeu R$ 4 milhões de entidades investigadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito do escândalo de descontos sobre aposentadorias pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), é um dos sócios de uma empresa prestadora de serviço para institutos de previdência de cidades de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.

A empresa Crédito e Mercado recomendou a municípios aplicações do Banco Master — cujo dono, Daniel Vorcaro, foi preso pela PF na semana passada por um suposto esquema de emissão de créditos falsos.

Procurada, a empresa afirmou que tinha papel consultivo nos investimentos dos institutos de previdência municipais, que as aplicações no Master eram regulares à época e que também indicou aplicações em outros fundos e bancos.

O  site Metrópoles identificou 23 contratos da consultoria Crédito e Mercado com institutos de previdência municipais de cidades paulistas. Todos os contratos foram assinados por Galvão. Dentre esses municípios, três – Araras, São Roque e Santa Rita do Oeste – foram advertidas pelo Ministério Público de Contas (MPC) sobre os “riscos reputacionais” do Banco Master e, mesmo assim, fizeram investimentos vultosos nos ativos do banco.

Além da consultoria aos municípios, a Crédito e Mercado também tem um braço educacional que promove workshops e palestras sobre Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Palestra com alvo da PF

Em 2023, a Crédito e Mercado fez uma série de palestras para celebrar os 20 anos da empresa. Um dos palestrantes foi o advogado Eric Fidélis, que fez um workshop sobre o sistema de compensação previdenciária, chamado Comprev

O CEO da empresa, Renan Calamia, afirmou que Eric é um dos únicos conhecedores sobre o assunto no país e, por isso, foi convidado para palestrar. A Crédito e Mercado chegou a cogitar vender consultoria sobre o Comprev, mas, segundo o empresário, voltou atrás.

Calamia disse que “não lembra” se, na ocasião, o advogado assinou um contrato com a Crédito e Mercado para fazer a palestra ou se Eric “apenas aceitou um convite”.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostram que, no mesmo ano da palestra, Eric movimentou milhões de associações investigadas pela PF.

Quem é Eric Fidélis

  • Advogado previdenciário de 34 anos, Eric Fidélis é filho de André Fidelis, ex-diretor de benefícios do INSS que assinou acordos com 14 associações investigadas pelas fraudes em pensões e aposentadorias.
  • Entre 2023 e 2024, no auge da farra do INSS, Eric movimentou R$ 10 milhões de entidades investigadas.
  • Segundo a PF, as contas bancárias de Eric eram usadas para intermediar propina das associações de aposentados que faziam descontos indevidos para André Fidelis.
  • Em 13 de novembro, Eric foi à CPMI do INSS. No mesmo dia, André foi preso.

O que diz a Crédito e Mercado

A Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliários Ltda. esclarece que não mantém qualquer vínculo societário, contratual ou operacional com o Banco Master S.A., tampouco possui poder de decisão ou qualquer influência sobre as aplicações financeiras realizadas pelos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) ou por quaisquer de seus clientes.

A empresa ressalta que sua atuação se limita à análise técnica de instrumentos, apenas quando demandada pelos RPPS, sem participação em processos de escolha, intermediação, oferta, distribuição ou recomendação de quaisquer produtos financeiros.

A decisão sobre as aplicações financeiras compete exclusivamente à gestão dos RPPS, responsáveis por definir a alocação dos recursos dos segurados, dentro dos parâmetros de risco e retorno estabelecidos.

A escolha de investimentos feita pelas RPPS, se dá através da lista exaustiva de instituições habilitadas a receber recursos publicada pela Secretaria de Previdência (SPREV). Na época das aplicações escolhidas e feitas pelas IPREVs, o Banco Master encontrava-se devidamente autorizado a operar pelo Banco Central do Brasil e detinha rating de crédito BBB, atribuído por agências especializadas, em conformidade com os critérios regulatórios de avaliação de risco.

O que diz Cecílio Galvão

Cecílio Galvão afirmou que foi “contratado para prestar assessoria jurídica para as associações mencionadas”. “A celebração do ACT (Acordo de Cooperação Técnica) foi o objeto principal do escopo do serviço lá contratado.”

Galvão ainda afirmou que Eric Fidelis “foi palestrante num evento promovido pela Crédito e Mercado para falar do tema Compensação Previdenciária”.

Sobre a Crédito e Mercado, o advogado disse que a empresa “não recomenda investimentos a seus clientes”. “Seu papel, por questões regulatórias obrigatórias, limita-se ao parecer técnico sobre a aderência de um produto ou instituição financeira à legislação e à política de investimentos de seus clientes. A decisão sobre tais investimentos cabe única e exclusivamente aos órgãos deliberativos de cada RPPS [Regime Próprio de Previdência Social].”

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

Jorge Messias, indicado de Lula ao STF, publica carta direcionada a Alcolumbre: ‘Juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo’

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O indicado de Lula a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e advogado-geral da União, Jorge Messias, publicou nesta segunda-feira, 24, uma carta direcionada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Na mensagem, Messias afirma se sentir no dever de oferecer-se ao “escrutínio constitucional” de Alcolumbre e menciona que juntos, eles sempre poderão aprofundar o diálogo. “O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa”, afirma em outro trecho.

Alcolumbre foi descrito por Messias como um “autêntico líder do Congresso, atento a elevados processos decisórios” em favor do país e menciona ter sido acolhido por Alcolumbre em vários momentos da carreira.

O indicado ao STF menciona ainda ter uma relação “saudável, franca e amigável” como o presidente do Senado.

“Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática”, afirmou.

O advogado-geral da União menciona que também buscará conversar diretamente com cada senador e ouvir suas preocupações.

Messias ainda precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para que seu nome seja aprovado. Antes disso, contudo, Lula precisa enviar uma mensagem à Casa formalizando a indicação.

 

Com informações de G1 

‘Se tu é preta, morre’: ataque racista leva à prisão de advogado no AM

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Divulgação/G1

A técnica de enfermagem Yandra Carline, 30, denunciou ter sido vítima de injúria racial praticada por um advogado no Dia da Consciência Negra, no último dia 20, em Parintins. O episódio ocorreu em um bar localizado na orla da cidade.

De acordo com Yandra, a agressão verbal começou após um desentendimento entre o advogado e amigos dela. Ela relata que, durante a discussão, o homem a dirigiu ofensas de cunho racial. “Ele olhou pra mim e disse: ‘Se tu é preta, morre e te enterra’. Eu não acreditei no que estava ouvindo. Ele ainda repetiu a frase, aos gritos”, contou à Rede Amazônica.

A vítima afirma que o namorado questionou o agressor logo após as ofensas, enquanto ela acionava a polícia. Segundo a Polícia Civil, o suspeito identificado como Elias Sicsu, 62 anos foi preso em flagrante pelo crime de racismo.

No sábado, 22, a Justiça converteu a prisão em medidas cautelares, entre elas: comparecimento mensal ao fórum; recolhimento domiciliar noturno, das 21h às 7h; proibição de frequentar bares, lojas de conveniência, festas ou estabelecimentos que comercializem bebidas alcoólicas. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.

Em nota, a OAB-AM informou que representantes da subseção de Parintins acompanharam a condução do advogado à delegacia para garantir suas prerrogativas profissionais. A entidade ressaltou que o episódio não tem relação com o exercício da advocacia, motivo pelo qual não prestará assistência jurídica ao investigado. A OAB reafirmou ainda seu compromisso com uma atuação ética, responsável e transparente.

 

Da Redação, com informações do G1 Amazonas
Foto: Divulgação

 

Primeira Turma do STF decide manter prisão preventiva de Bolsonaro por unanimidade

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta segunda-feira, 24, manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram para acompanhar o entendimento de Moraes. Bolsonaro está preso desde sábado, 22, e ocupa uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A prisão está sendo analisada no plenário virtual da Primeira Turma do Supremo, quando os ministros inserem os votos no sistema eletrônico da Corte, sem a necessidade de uma sessão presencial. A sessão está prevista para terminar às 20h.

Relator do caso, o ministro Moraes converteu a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva no sábado, 22. A decisão foi tomada após o ex-presidente tentar violar a tornozeleira eletrônica horas depois do filho Flávio Bolsonaro convocar uma vigília religiosa na frente da casa onde ele estava detido.

Bolsonaro passou por audiência de custódia neste domingo, 23, e alegou que a tentativa de violar o dispositivo de monitoramento é resultado de surto causado por medicamentos psiquiátricos. Ele também negou qualquer tentativa de fuga.

Como votaram os ministros?

Em seu voto, Moraes afirmou que Bolsonaro violou “dolosa e conscientemente” a tornozeleira eletrônica. Segundo o ministro, a decisão faz parte de uma série de comportamentos para descumprir decisões judiciais adotados pelo ex-presidente.
Moraes destacou que, “durante a audiência de custódia, Bolsonaro novamente confessou que “inutilizou a tornozeleira eletrônica com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”.

Portanto, diante dos novos fatos, julgou que o caso cumpre os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva.

Flávio Dino adotou um entendimento semelhante. Ele disse que “a experiência recente demonstra que que grupos mobilizados em torno do condenado, frequentemente atuando de forma descontrolada, podem repetir condutas similares às ocorridas em 8 de janeiro”.

Na ocasião, apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em 2023. O objetivo, segundo a investigação da trama golpista, era gerar um caos público e promover a necessidade de intervenção das Forças Armadas.

“Não se descarta, inclusive, a hipótese de tentativa de ingresso na própria residência do condenado, o que poderia provocar confrontos com os agentes de Polícia responsáveis pela custódia e segurança do local. Tal cenário agrava sobremaneira a ameaça à ordem pública, reafirmando a necessidade de adoção das medidas”, prosseguiu Flávio Dino.

Dino também disse que Bolsonaro já declarou, de maneira reiterada e pública, que “jamais se submeteria à prisão, o que revela postura de afronta deliberada à autoridade do Poder Judiciário”.

Cristiano Zanin foi o terceiro a votar, e apenas acompanhou o entendimento do relator. Ele optou por não adicionar um voto específico sobre o caso. Cármen Lúcia foi a última, e também não juntou voto.

Por que o ex-presidente foi preso?

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado, 22, e, desde então, está detido em uma unidade da Polícia Federal (PF), em Brasília. Moraes decretou a prisão após a PF apontar fatos novos que indicaram, segundo o ministro, risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública.

A medida é considerada importante, especialmente, diante da iminência do início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão pela chamada trama golpista, sendo que Bolsonaro foi considerado o líder da organização criminosa.

A decisão de Moraes considera dois fatos centrais: risco iminente de fuga a partir da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado, o que forçou a troca do equipamento; tentativa de obstrução e fiscalização da prisão domiciliar a partir de convocação pública para uma vigília nas proximidades da residência de Bolsonaro.

Tornozeleira danificada

Em um vídeo da Secretaria de Administração Penitenciária do DF, Bolsonaro confessou que tentou violar a tornozeleira, disse que usou uma solda, que começou a mexer no equipamento no fim da tarde de sexta e que foi por curiosidade.

Neste domingo, 23, durante a audiência de custódia para avaliar as condições da prisão, Bolsonaro afirmou que teve um “surto”, certa “paranoia” pela interação de remédios que foram prescritos por médicos diferentes.

Ao Supremo, a defesa de Bolsonaro alegou que o vídeo mostra que o ex-presidente não tentou romper o equipamento, e que no vídeo é possível observar como ele está com a fala claramente arrastada e ainda confusa pela mistura de remédios. Eles destacaram que não houve tentativa de fuga.

Os advogados apresentaram laudo médico e disseram que o quadro de saúde exige que Bolsonaro fique em prisão domiciliar humanitária.

“O que os autos e os acontecimentos da madrugada do dia 22 demonstram é, antes, a situação de todo delicada da saúde do ex-presidente, exatamente como narrado nos relatórios médicos e exames já juntados aos autos”, diz o documento.

O que Bolsonaro disse na audiência de custódia?

O ex-presidente deu o seguinte relato à juíza auxiliar responsável pelo procedimento:
Bolsonaro respondeu que teve uma “certa paranoia” em razão de medicamentos que tem tomado. Ele citou pregabalina e sertralina, usados para tratamentos psiquiátricos, especialmente em casos de ansiedade e depressão.

Ele também disse que tem o sono “picado” e não dorme direito. Por isso, resolveu, com um ferro de soldar, mexer na tornozeleira, porque tem curso de operação desse tipo de equipamento.

Bolsonaro relatou que mexeu na tornozeleira por volta da meia-noite, mas depois “caiu na razão” e parou de usar a solda, momento em que teria se comunicado com os agentes de custódia.

Também disse que “não se lembra de ter um surto dessa natureza em outra ocasião” e que “começou a tomar um dos remédios há cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão”. Ele afirmou que não tinha qualquer intenção de fuga.

 

Da Redação com informações do G1

Foto: Divulgação

 

 

Entenda o Pacote de Belém; que inclui 29 documentos aprovados na COP30

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Depois de 13 dias de negociação, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) terminou no sábado, 22, em Belém, com uma série de avanços e discussões que prosseguirão pelos próximos meses.

A presidência brasileira da COP30 teve como feito a aprovação de 29 documentos de forma unânime pelos 195 países que participaram do encontro na capital paraense.

Esse conjunto de textos ficou conhecido como Pacote de Belém, e está publicado no site da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, da sigla em inglês), âmbito sob o qual se realizam as edições da COP.

De acordo com a presidência brasileira da conferência, as 29 decisões incluem avanços em temas como transição justa, financiamento da adaptação, comércio, gênero e tecnologia.

Entre as maiores conquistas da COP30, está o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

Por outro lado, o Mapa do Caminho para afastamento da economia dependente de combustíveis fósseis, uma das prioridades do governo brasileiro, não entrou na lista de consensos.

Veja as principais decisões resultantes da COP30:

Fundo Florestas Tropicais para Sempre

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, do inglês Tropical Forest Forever Facility) cria uma forma inédita de pagamento para que países mantenham as florestas tropicais em pé.

Países que preservam as florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Ao menos 63 países já endossaram ideia. O fundo já mobilizou, segundo a presidência da COP30, US$ 6,7 bilhões.

O dinheiro não é uma doação. A proposta é que os investidores recuperem os recursos investidos, com remuneração compatível com as taxas médias de mercado, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação florestal e a redução de emissões de carbono.

A ideia é que as florestas sejam vistas como fonte de desenvolvimento social e econômico.

Financiamento

Os países incluíram no Pacote de Belém o compromisso de triplicar o financiamento da adaptação às mudanças climáticas até 2035 e a ênfase na necessidade de os países desenvolvidos aumentarem o financiamento para nações em desenvolvimento.

O documento Mutirão, classificado pela presidência brasileira da COP30 como um “método contínuo de mobilização que começa antes, atravessa e segue além da COP30”, cita a ampliação do financiamento para os países em desenvolvimento para ação climática, de todas as fontes públicas e privadas, para pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035.

122 países com NDC

A COP termina com 122 países tendo apresentado Contribuições Nacionalmente Determinada, conhecidas nas discussões como NDC, sigla em inglês para Nationally Determined Contributions.

NDC são as metas e os compromissos assumidos pelas partes para a redução de emissões de gases do efeito estufa. Os países devem apresentar a cada cinco anos uma nova versão de NDC, com as ambições atualizadas em relação ao Acordo Paris.

O Acordo de Paris, lançado na COP21, em 2015, reúne ações globais em resposta à ameaça da mudança climática, como a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Meta Global de Adaptação

A COP30 recebeu 59 indicadores voluntários para monitorar o progresso sob a Meta Global de Adaptação. São indicadores que envolvem setores como água, alimentação, saúde, ecossistemas, infraestrutura e meios de subsistência. Todos integram questões transversais como finanças, tecnologia e capacitação.

Atenção às pessoas

Os documentos aprovados ressaltam que a transição justa deve se atentar às pessoas, tanto como protagonistas de ações quanto em termos de igualdade entre elas, de forma que populações vulnerabilizadas recebem atenção maior no cenário de mudança do clima.

Pela primeira vez, afrodescendentes foram mencionados nos documentos da conferência sobre o clima. 

Gênero

Os países aprovaram um Plano de Ação de Gênero. A iniciativa amplia o orçamento e o financiamento sensíveis ao gênero e promove a liderança de mulheres indígenas, afrodescendentes e rurais.

Ambição coletiva

O documento Mutirão reafirma a determinação em aumentar a ambição coletiva ao longo do tempo. Para isso, há dois mecanismos de implementação:

  • Acelerador Global de Implementação: iniciativa colaborativa e voluntária lançada sob a liderança das presidências da COP30 e COP31 para apoiar os países na implementação de NDC e Planos Nacionais de Adaptação. 
  • Missão Belém para 1,5 °C: plataforma orientada para a ação sob a liderança da COP29-COP31, para promover maior ambição e cooperação internacional em mitigação, adaptação e investimento.

COP da Implementação

O Brasil tem defendido que uma série de anúncios e iniciativas de impacto já está em curso, fazendo dessa COP a conferência de implementação das medidas. São exemplos:

  • Iniciativa Fini (Fostering Investible National Implementation), medida para tornar mais viáveis os Planos Nacionais de Adaptação. A Fini reúne países, bancos de desenvolvimento, seguradoras e investidores privados e pretende desbloquear US$ 1 trilhão em projetos de adaptação dentro de três anos, com 20% mobilizados pelo setor privado;
  • A Fundação Gates prometeu US$ 1,4 bilhão para apoiar pequenos agricultores;
  • Plano de Ação de Saúde de Belém, endossado por mais de 30 países e 50 organizações, elevou a saúde como prioridade climática. Recebeu US$ 300 milhões do Fundo de Financiadores do Clima e Saúde (Climate and Health Funders Coalition), uma rede de organizações filantrópicas. Os recursos são destinados a fortalecer sistemas de saúde, hospitais, vigilância e prevenção de doenças resilientes ao clima, especialmente nos países emergentes;
  • Dez países anunciaram apoio ao Acelerador Raiz, iniciativa para restaurar terras agrícolas degradadas e mobilizar capital privado.

Mapa do Caminho

Prioridade do governo brasileiro, inclusive tendo sido objeto de discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos últimos dias, o Mapa do Caminho, um roteiro para o afastamento dos combustíveis fósseis – emissores de gases do efeito estufa, causadores do aquecimento global – ficou de fora dos documentos.

Na COP, questões precisam ser aprovadas por unanimidade, mas o Mapa do Caminho teve apoio de 80 a 85 países.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e do presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, o Mapa do Caminho não foi descartado. Pelo contrário, fará parte dos próximos meses de discussão entre os países.

O Brasil segue na presidência da COP até novembro de 2026.

“O Mapa do Caminho já não é mais uma proposta apresentada pelo Brasil, pelo presidente Lula, mas por dezenas de países e por milhares e milhares de pessoas em todo mundo, chancelada pela comunidade científica”, disse Marina.

A ministra disse acreditar que cada país deverá ter o seu próprio Mapa do Caminho, assim como acontece com as NDC.

“Um país rico, eu imagino que todos já têm seus mapas do caminho, já têm suas trajetórias muito bem planejadas. Agora países em desenvolvimento, países pobres, dependentes inclusive de petróleo em suas economias, não têm essas trajetórias. É por isso que é muito importante o esforço que será feito”.

Ela ressalta que o Brasil recebeu de mais de 80 países o mandato para tratar do tema, além de ser assunto com respaldo “muito grande na opinião pública, da sociedade civil e da comunidade científica”.

Além do afastamento dos combustíveis fósseis, lembrou Marina, haverá outro mapa referente ao fim do desmatamento.

O embaixador Corrêa do Lago admitiu que imaginava ser difícil ter consenso sobre o Mapa do Caminho na COP30.

“Há uma resistência sobre o tema e havia uma outra possibilidade, que era a de transformar isso em uma agenda importante da COP”, relativiza ele, prometendo estudos pelos próximos 11 meses e meio da presidência brasileira na COP.

“Vamos juntar a maior inteligência possível sobre energia fóssil”, disse.

 

Da Redação com informações da Agência Brasil 

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil 

Moraes e Dino votam para manter prisão preventiva de Bolsonaro; placar no STF é de 2×0

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta segunda-feira, 24, para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Ele foi acompanhado pelo ministro Flávio Dino. A Primeira Turma do Supremo julga nesta segunda se mantém a decisão individual de Moraes, relator do caso, que converteu a prisão domiciliar de Bolsonaro em preventiva nesse sábado, 22.

A análise ocorre no plenário virtual, formato em que os ministros inserem seus votos no sistema eletrônico da Corte. A sessão está prevista para terminar às 20h.

No voto desta segunda, Moraes considerou os novos fatos obtidos durante a audiência de custódia de Bolsonaro, realizada nesse domingo, 23.

Na ocasião, o ex-presidente justificou a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica como resultado de surto causado por medicamentos psiquiátricos, e negou qualquer tentativa de fuga.

Moraes destacou que, “durante a audiência de custódia, Bolsonaro novamente confessou que “inutilizou a tornozeleira eletrônica com cometimento de falta grave, ostensivo descumprimento da medida cautelar e patente desrespeito à Justiça”.

Portanto, diante dos novos fatos, julgou que o caso cumpre os requisitos necessários para a decretação da prisão preventiva.

Além de Moraes e Dino, também votam os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Por que o ex-presidente foi preso?

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado, 22, e, desde então, está detido em uma unidade da Polícia Federal (PF), em Brasília.

Moraes decretou a prisão após a PF apontar fatos novos que indicaram, segundo o ministro, risco concreto de fuga e ameaça à ordem pública.

A medida é considerada importante, especialmente, diante da iminência do início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão pela chamada trama golpista, sendo que Bolsonaro foi considerado o líder da organização criminosa.

A decisão de Moraes considera dois fatos centrais:

  • risco iminente de fuga a partir da tentativa de violação da tornozeleira eletrônica na madrugada de sábado, o que forçou a troca do equipamento;
  • tentativa de obstrução e fiscalização da prisão domiciliar a partir de convocação  pública para uma vigília nas proximidades da residência de Bolsonaro.

Tornozeleira danificada

Em um vídeo da Secretaria de Administração Penitenciária do DF, Bolsonaro confessou que tentou violar a tornozeleira, disse que usou uma solda, que começou a mexer no equipamento no fim da tarde de sexta e que foi por curiosidade.

Neste domingo, 23, durante a audiência de custódia para avaliar as condições da prisão, Bolsonaro afirmou que teve um “surto”, certa “paranoia” pela interação de remédios que foram prescritos por médicos diferentes.

Ao Supremo, a defesa de Bolsonaro alegou que o vídeo mostra que o ex-presidente não tentou romper o equipamento, e que no vídeo é possível observar como ele está com a fala claramente arrastada e ainda confusa pela mistura de remédios. Eles destacaram que não houve tentativa de fuga.

Os advogados apresentaram laudo médico e disseram que o quadro de saúde exige que Bolsonaro fique em prisão domiciliar humanitária.

“O que os autos e os acontecimentos da madrugada do dia 22 demonstram é, antes, a situação de todo delicada da saúde do ex-presidente, exatamente como narrado nos relatórios médicos e exames já juntados aos autos”, diz o documento.

O que Bolsonaro disse na audiência de custódia?

O ex-presidente deu o seguinte relato à juíza auxiliar responsável pelo procedimento:

  • Bolsonaro respondeu que teve uma “certa paranoia” em razão de medicamentos que tem tomado. Ele citou pregabalina e sertralina, usados para tratamentos psiquiátricos, especialmente em casos de ansiedade e depressão.
  • Ele também disse que tem o sono “picado” e não dorme direito.
  • Por isso, resolveu, com um ferro de soldar, mexer na tornozeleira, porque tem curso de operação desse tipo de equipamento.
  • Bolsonaro relatou que mexeu na tornozeleira por volta da meia-noite, mas depois “caiu na razão” e parou de usar a solda, momento em que teria se comunicado com os agentes de custódia.
  • Também disse que “não se lembra de ter um surto dessa natureza em outra ocasião”.
  • E que “começou a tomar um dos remédios há cerca de quatro dias antes dos fatos que levaram à sua prisão”.
  • Ele afirmou que não tinha qualquer intenção de fuga.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

Prefeitura de Manicoré é investigada por falhas em dados fiscais e risco de perda de recursos do Fundeb

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O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um Procedimento Preparatório para investigar possíveis irregularidades na gestão fiscal do Município de Manicoré que está sob comando do prefeito Lúcio Flávio. A medida foi tomada após o Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) comunicar a existência de inconsistências nos dados contábeis, fiscais e orçamentários enviados pela Prefeitura aos sistemas oficiais SICONFI, SIOPE e E-CONTAS.

A portaria, assinada pela promotora de Justiça substituta, Ludmilla Dematte de Freitas Coutinho, destaca que as divergências identificadas podem indicar falhas graves na administração municipal e até impedir o município de receber, em 2025, as complementações do Fundeb na modalidade VAAT e VAAR, recursos essenciais para o financiamento da educação básica.

Segundo o MPAM, a Prefeitura de Manicoré já havia sido notificada, por meio de ofício, para apresentar esclarecimentos e documentos que justificassem os dados incorretos. No entanto, o Executivo municipal permaneceu inerte e não respondeu dentro do prazo estabelecido, o que reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações.

A promotoria considera que a omissão na prestação de contas ou a falta de transparência em informações públicas pode configurar ato de improbidade administrativa, conforme a Lei nº 8.429/1992, por causar potencial dano ao erário e impactar diretamente serviços essenciais, como a educação.

Com a conversão da Notícia de Fato em Procedimento Preparatório, o MPAM determinou novas diligências, incluindo a reiteração de ofício ao prefeito de Manicoré. Lúcio tem 15 dias úteis para apresentar explicações formais sobre as divergências apontadas, além de identificar os responsáveis técnicos pela alimentação de cada sistema, com dados funcionais e contato.

A promotoria advertiu que se a administração municipal não atender e nem justificar, poderá levar à adoção de medidas judiciais cabíveis, inclusive responsabilização por atos de improbidade administrativa.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação

Bolsonaro é preso pela PF por determinação de Moraes

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve sua prisão domiciliar convertida em prisão preventiva, na manhã deste sábado, 22, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com a decisão de Moraes, uma vigília convocada pelo primogênito de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio do ex-presidente, teria levado ao pedido de prisão preventiva.

O ministro entendeu que a “eventual realização da suposta ‘vigília’ configura altíssimo risco para a efetividade da prisão domiciliar decretada e põe em risco a ordem pública e a efetividade da lei penal”.

O magistrado do STF determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro ocorresse sem algemas e sem exposição ao ex-presidente.

Bolsonaro tentou romper tornozeleira

O ex-presidente tentou romper a tornozeleira eletrônica para “garantir êxito em sua fuga”, segundo consta na decisão que ordenou a prisão preventiva de Bolsonaro.

A intenção de tirar o equipamento de monitoramento eletrônico se deu por volta da meia-noite deste sábado, de acordo com o texto assinado por Moraes.
Moraes determinou prisão sem algemas e exposição

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a prisão preventiva de Jair Bolsonaro ocorresse sem algemas e sem exposição ao ex-presidente.

Para o ministro, o mandado de prisão deveria ser cumprido “com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República”.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil

Foto: Portal O Poder

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