O Ministério Público Federal (MPF) publicou, por meio do Diário Eletrônico, uma portaria que instaura o inquérito civil para apurar violação sistemática dos direitos territoriais dos povos indígenas da Terra Indígena Aracá-Padauiri, localizada em Barcelos. A Terra Indígena abrange cerca de 1,6 milhão de hectares nos municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, habitando cerca de 800 indígenas pertencentes aos povos Baré, Benewa, Tukano, Pira-tapuya, Tarina, Tuyuka, Desana e Makurap. A denúncia foi formalizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Amazonas (APIAM), alegando que a prefeitura de Barcelos, por meio de decreto municipal, regulamentou a navegação e o uso dos rios no interior do território Aracá-Padauiri para favorecer o turismo de pesca esportiva privada, restringindo assim a pesca de subsistência das comunidades originárias. O ato é configurado como usurpação da competência legislativa privativa da União e violação ao usufruto exclusivo indígena. Por esse motivo, o MPF notificou o prefeito de Barcelos, Radson Rógerton dos Santos Alves, para que no prazo de 15 dias, preste esclarecimentos sobre a violação dos direitos das comunidades indígenas. Foi requerido ao Ministério da Justiça que, no prazo de 15 dias, informe sobre o estágio atual da análise do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) da Terra Indígena e a previsão para emissão da respectiva Portaria Declaratória. A Funai deve encaminhar atualização sobre as medidas de proteção territorial vigentes na área de Aracá-Padauiri em relação aos ilícitos denunciados. O documento foi assinado pelo Procurador da República Eduardo Jesus Sanches, publicado na última sexta-feira, 24.
Ainda sem a definição de um vice para a chapa, o Novo oficializou nesta segunda-feira, 27, o nome do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à presidência da República.
O anúncio foi feito em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro — após convenção nacional da legenda realizada virtualmente.
Na ocasião, Zema agradeceu aos colegas de partido pelo apoio e afirmou que reúne todas as credenciais para a vaga.
“Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome agora a pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte até mais do que os meus concorrentes”, argumentou.
Promessas
Ao longo do seu discurso, Romeu Zema destacou uma série de promessas que pretende implementar se for vitorioso na corrida presidencial. Veja algumas abaixo e detalhes do discurso a seguir:
Acabar com o que chama de “farra dos intocáveis”, em referência às críticas que faz ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos.
Combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos.
Retomar a soberania nacional, argumento que associou ao combate ao crime organizado em áreas sob influência de facções.
Classificar facções criminosas como organizações terroristas.
Construir um superpresídio em local remoto, “de preferência no meio da Amazônia”, para onde seriam transferidos líderes de facções criminosas.
Manter líderes do crime organizado presos por longos períodos, afirmando que eles “vão mofar por pelo menos 25 anos”.
Enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, nas quais, segundo ele, a presença do Estado é reduzida.
Reduzir privilégios e mordomias no setor público, citando como exemplo medidas que adotou durante sua gestão em Minas Gerais.
Criar um ambiente mais favorável a quem empreende e investe, ao criticar a burocracia estatal e a carga imposta a empresas e empreendedores.
Crítica ao setor público e ao STF
Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o “Brasil real”.
“No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, prosseguiu Zema.
Zema mencionou ainda ser alvo de um processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes.
O presidenciável do Novo tem elevado o tom das críticas ao STF desde que passou a associar ministros da Corte ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O ex-governador também divulgou conteúdos nas redes sociais questionando a atuação do tribunal e classificando Joaquim Barbosa como o “oposto” de integrantes da atual composição do Supremo.
‘Superpresídios’
Na área de segurança pública, Zema defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado. O candidato afirmou que pretende enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e argumentou que o Brasil já deveria ter adotado essa medida há mais tempo.
Segundo ele, há regiões do país em que o Estado perdeu espaço para grupos criminosos, o que classificou como uma ameaça à soberania nacional.
Zema também disse que pretende construir um “superpresídio” em uma área remota do país, “de preferência no meio da Amazônia”, para concentrar lideranças de facções criminosas.
De acordo com o candidato, esses presos deveriam permanecer encarcerados por longos períodos. Ao longo do discurso, ele ainda defendeu uma atuação mais rígida do Estado contra o crime organizado e criticou o que considera excesso de impunidade no país.
Elogios
Já o presidente do Novo, agradeceu Romeu Zema pela coragem à Presidência e mencionou a gestão anterior do Partido dos Trabalhadores no estado de Minas Gerais.
“Se tem algo, talvez o maior legado que o Zema tenha deixado em Minas Gerais, e que é o que nós vamos buscar mostrar para o brasileiro, que é capaz de fazer no Brasil, é que uma boa gestão com pessoas decentes, qualificadas, competentes, íntegras e corajosas enterra o PT, como nós enterramos o PT em Minas Gerais, nós vamos enterrar o PT”, afirmou Ribeiro.
Trajetória
Zema foi governador de Minas Gerais de 2019 a março de 2026, quando renunciou à cadeira para disputar a presidência.
O empresário é nascido em Araxá, tem 61 anos, e é formado em administração de empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Zema tem histórico de aproximação com a família Bolsonaro. O candidato apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
Recentemente, subiu o tom contra Flávio, filho de Jair Bolsonaro e candidato do PL ao Palácio do Planalto, pelas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master,envolvido em uma fraude de bilhões de reais. Zema negou ser vice na chapa de Flávio.
Sem vice
Questionado nesta segunda sobre a escolha do vice, Zema afirmou que o partido ainda não definiu um nome para compor a chapa presidencial e disse que a decisão será tomada até o prazo final previsto pela legislação eleitoral, em 5 de agosto.
Segundo ele, o Novo exige que o indicado tenha “ficha limpa” e esteja alinhado ao compromisso de não ceder a pressões políticas.
O candidato afirmou ainda que há conversas em andamento com nomes de fora do partido, mas não descartou a possibilidade de uma chapa formada exclusivamente por filiados da legenda.
De acordo com Zema, a decisão será tomada pelo diretório nacional após avaliação das alternativas em discussão.
Antes da convenção desta segunda, o ex-governador esteve perto de ter o empresário Geraldo Rufino, filiado ao Podemos, como vice, mas ele decidiu disputar uma vaga no Senado por São Paulo.
No último sábado, 25, Zema também mencionou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa como um possível vice.
“Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero sim ter um encontro com ele”, afirmou.
Na ocasião, o então pré-candidato voltou a criticar o STF após a divulgação de reportagens sobre o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Zema chegou a divulgar um vídeo em que ministros da Corte eram retratados de forma irônica por meio de fantoches.
Ao defender o nome de Joaquim Barbosa, Zema afirmou que o ex-ministro representa o “oposto de vários ministros do STF”.
“Tenho certeza que ninguém da família dele, nem ele próprio, obteve contratos e vantagens como os atuais ministros têm obtido”, declarou.
Questionado novamente sobre a possibilidade de ter Joaquim Barbosa como vice, nesta segunda, após a convenção do Novo, Zema voltou a elogiar o ex-ministro.
O candidato disse que Barbosa tem uma “carreira irretocável” e afirmou que o combate à corrupção é uma das principais marcas de sua trajetória.
Segundo Zema, os dois já tiveram uma conversa breve, mas ainda não há definição sobre uma eventual composição de chapa. Ele afirmou que novas conversas devem ocorrer e ressaltou que uma possível indicação também dependerá do aval do partido.
“Não temos nada definido, como eu falei, e devemos marcar uma outra conversa. Mas depende ainda de o partido afinar, concordar com o nome dele. Então, está tudo por acontecer”, declarou.
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 27, a operação Usura, realizada com apoio da Polícia Civil para desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de agiotagem, extorsão e organização criminosa.
A investigação foi instaurada há cerca de quatro meses, após denúncia apresentada por uma servidora do Poder Judiciário, que relatou a atuação do grupo contra servidores públicos. A partir das diligências realizadas, o Gaeco identificou uma estrutura organizada voltada à concessão de empréstimos com cobrança de juros abusivos e à intimidação de vítimas para garantir o pagamento das dívidas.
As ações operacionais tiveram início na última quarta-feira, 22), quando um policial militar investigado por integrar a organização criminosa foi preso. Nesta segunda-feira, foi deflagrada a fase principal da operação, com o cumprimento dos demais mandados judiciais expedidos pela Justiça.
O coordenador do Gaeco e do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo), promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, informou que as investigações são conduzidas pelo promotor de Justiça André Epifânio, com apoio dos demais membros do Gaeco, e prosseguirão para identificar toda a extensão de atuação dos criminosos e responsabilizar todos os envolvidos.
Cumprimento de mandados
Ao todo, 24 pessoas físicas e jurídicas são investigadas. Nesta fase da operação, foram expedidos dois mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Um mandado de prisão permanece pendente de cumprimento, uma vez que o investigado não foi localizado e é considerado foragido.
Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos bairros Japiim, Ponta Negra, Centro, Adrianópolis e Flores, em Manaus.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas pelo crime de desacato.
Investigação
Entre os investigados estão um policial militar e três advogados. Os escritórios dos profissionais também foram alvo das buscas, por serem vinculados diretamente aos investigados.
As investigações apontam que a organização criminosa concedia empréstimos de até R$ 200 mil por vítima, impondo juros entre 30% e 70% ao mês. Segundo os elementos reunidos até o momento, as cobranças eram realizadas por meio de intimidação psicológica.
Até o momento, foram identificadas inúmeras vítimas, a maioria servidores do Poder Judiciário. Ainda não é possível estimar o prejuízo financeiro causado pelo esquema nem delimitar o período exato de atuação da organização criminosa.
Apreensões
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam dois veículos, dinheiro em espécie, joias, documentos e aparelhos celulares. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas bancárias dos investigados. Preliminarmente, cerca de R$ 160 mil em espécie foram localizados durante a operação, valor que ainda será submetido à conferência oficial.
As investigações prosseguem sob sigilo para aprofundar a apuração dos fatos, identificar a totalidade das vítimas, dimensionar os prejuízos causados pelo grupo criminoso e verificar a eventual participação de outros envolvidos na organização criminosa.
O PSTU confirmou a candidatura de Gilberto Vasconcelos ao governo do Amazonas. A decisão foi tomada durante convenção realizada no último sábado, 25, no auditório do Centro de Artes da Universidade Federal do Amazonas (CAUA), no Centro de Manaus.
Gilberto Vasconcelos é professor da rede municipal de ensino, formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), dirigente do PSTU e integrante da coordenação da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) no Amazonas. Ele disputa pela primeira vez o cargo de governador.
Outras candidaturas aprovadas na convenção:
Juliana Frota (PSTU) para vice-governadora;
Evandro de Oliveira (PSTU) para o Senado.
“Recentemente temos visto o revezamento de políticos de 2 em 2 anos inventando soluções mágicas para resolver todos os problemas da cidade de Manaus, do país e até do mundo. O tempo passa e a vida só piora. A nossa candidatura vem para dizer que esse mundo não serve, que essa política não serve e que não solucionará os nossos problemas”, disse.
Calendário de convenções
As convenções são os eventos em que os filiados dos partidos se reúnem para escolher os candidatos nas eleições. A data limite é 5 de agosto.
Na sequência, os nomes devem ser registrados no Tribunal Superior (TSE) até o dia 15 de agosto. A campanha eleitoral começa oficialmente no dia seguinte.
Nas eleições deste ano, em 4º de outubro, os brasileiros vão votar para:
presidente;
governador;
Senado (duas vagas por estado);
deputado federal;
deputado estadual;
Trajetória de Gilberto Vasconcelos
Gilberto Vasconcelos é professor da rede municipal de ensino e formado em Letras pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). É dirigente estadual do PSTU e membro da coordenação da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) no Amazonas.
Esta é a primeira vez que Gilberto é candidato ao cargo de governador. Em 2024, foi candidato a prefeito de Manaus, ao lado de Damiana Amorim como candidata a vice-prefeita.
No último sábado, 25, o Partido Liberal (PL) oficializou, em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em seu primeiro discurso como candidato, Flávio prometeu honrar o legado do pai, Jair Bolsonaro, fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o Brasil foi “sequestrado” e prometeu “libertar o país desse cativeiro”.
Também defendeu o endurecimento da legislação penal e disse esperar receber do ex-presidente a faixa presidencial em janeiro de 2027.
A convenção reuniu familiares, aliados e lideranças da direita. O evento teve um vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, uma manifestação de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e um discurso do presidente da Argentina, Javier Milei.
Esta é a primeira candidatura presidencial de Flávio, filho mais velho de Jair Bolsonaro. Senador eleito em 2018, foi deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos e disputou a Prefeitura do Rio em 2016, quando terminou em quarto lugar.
Flávio promete ‘libertar o Brasil’
Em um discurso de cerca de 15 minutos, Flávio afirmou que sua candidatura representa a continuidade do projeto político de Jair Bolsonaro e classificou o pai como “o maior líder da direita que esse país já teve”. Disse que o ex-presidente sofreu três tentativas de ser “eliminado”: a facada em 2018, a prisão e, agora, o isolamento imposto pela Justiça.
Ao longo da fala, o senador fez ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, a quem voltou a acusar de perseguir adversários políticos e restringir a liberdade de expressão.
Também afirmou que, se Lula for reeleito, poderá indicar mais quatro ministros para a Corte e disse que isso colocaria em risco a liberdade de imprensa, a atuação de parlamentares de oposição e a manifestação de cidadãos nas redes sociais.
Flávio também atacou o governo Lula, afirmou que o Brasil foi “sequestrado” e prometeu “libertar o país desse cativeiro”. Segundo ele, a eleição de 2026 será uma disputa entre aqueles que defendem a liberdade e os que buscam concentrar poder.
Em tom emocionado, prometeu dar continuidade ao legado do pai. “Pai, eu vou te honrar. E você vai colocar essa faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem.”
Na reta final do discurso, apresentou propostas de campanha. Defendeu a redução de impostos, o fortalecimento de uma maioria de centro-direita no Congresso, penas mais duras para criminosos, a responsabilização de adolescentes autores de crimes graves, o aumento das penas para agressores de mulheres e a castração química para condenados por estupro de crianças.
Ele também pediu voto, conduta que é vedada pela lei eleitoral nas convenções e configura propaganda eleitoral antecipada.
A convenção exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Na gravação, o ex-presidente afirma estar “preso e calado por uma decisão arbitrária”, diz que “nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança” despertado por seu movimento e pede que os apoiadores recebam Flávio “de braços abertos” como candidato à Presidência.
“Estou preso e calado por uma decisão arbitrária. Nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que despertamos.”
O vídeo também reforça que Flávio representa a continuidade do projeto político do pai. Veja:
Na sequência, a convenção exibiu uma mensagem gravada do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e desejou sucesso ao senador na disputa pela Presidência.
Família Bolsonaro marca presença
Entre os familiares presentes estava Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e ex-esposa de Jair Bolsonaro. Indicada como primeira suplente de Márcio Canella (União Brasil) na disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, ela foi apresentada no palco durante a abertura do evento.
Eduardo e Carlos Bolsonaro participaram por meio de vídeos gravados.
Dos Estados Unidos, Eduardo pediu união em torno da candidatura do irmão.
“Vamos vencer essa eleição, soltar Bolsonaro e anistiar os presos de 8 de janeiro.”
Ao encerrar a gravação, afirmou:
“Não há mais tempo para ego, projeto pessoal. É Flávio Bolsonaro eleito.”
Carlos destacou a relação com o irmão e disse confiar nele para dar continuidade ao legado político do pai. Flávio chorou enquanto assistia à mensagem.
Michelle sela reconciliação com Flávio
Michelle Bolsonaro participou da convenção por meio de um vídeo, na primeira manifestação pública de apoio à candidatura do enteado desde o rompimento entre os dois, encerrado nesta semana após um pedido público de desculpas do senador.
Sem citar o desentendimento, a ex-primeira-dama afirmou que permaneceu em casa para cuidar de Jair Bolsonaro e disse que a ausência do ex-presidente “fala muito mais alto” por representar milhões de brasileiros que depositaram confiança nele.
Michelle também defendeu maior participação feminina na política, afirmou que a eleição será decidida pelo trabalho das lideranças locais na conquista dos eleitores indecisos e citou Flávio apenas uma vez durante o discurso.
“Flávio, que Deus abençoe e proteja sua candidatura.” Veja:
Mesmo após deixar a presidência do PL Mulher, Michelle segue em destaque no espaço dedicado ao núcleo feminino montado na convenção. Um totem instalado no local exibe uma imagem dela ao lado de Jair Bolsonaro.
Esposa ganha espaço na campanha
A esposa de Flávio, a cirurgiã-dentista Fernanda Bolsonaro, também discursou.
Segundo apuração do g1, a campanha decidiu ampliar a participação dela nos atos públicos e nas peças de divulgação nas últimas semanas. Integrantes da equipe avaliam que a presença da esposa do candidato reforça sua imagem familiar.
A estratégia ganhou força após a circulação, nos bastidores da campanha, de rumores sobre um suposto vídeo de conteúdo sexual atribuído ao senador. Aliados afirmam que a mudança busca neutralizar os efeitos políticos dessas especulações.
No palco, Fernanda disse que falava como mulher, mãe, cirurgiã-dentista e brasileira. Brincou com a falta de experiência em discursos — “Estou até com uma colinha” —, arrancando risos da plateia, e afirmou que o marido está “muito consciente da missão” que assumiu.
Ela defendeu o combate ao feminicídio, criticou a carga tributária enfrentada por empreendedores e afirmou que “ninguém aguenta mais quatro anos de PT”.
Ao final, dirigiu-se ao marido:
“Meu amor, eu vou sempre estar ao seu lado. Eu e nossas filhas temos muito orgulho da coragem de você seguir nessa missão e do homem de Deus que você se tornou.”
Milei declara apoio a Flávio e diz que senador pode ‘parar Lula’
Convidado de honra da convenção, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez um discurso em defesa da liberdade econômica e com ataques ao socialismo.
Ao agradecer o convite de Flávio Bolsonaro, afirmou que o Brasil vive uma disputa entre “a liberdade” e a continuidade de um modelo de “submissão” e disse que o resultado da eleição terá consequências pelas próximas décadas.
Milei afirmou que a experiência argentina serve de alerta para outros países e atribuiu a crise econômica de seu país às políticas de governos socialistas. Segundo ele, esse modelo provocou aumento da pobreza, da inflação, do déficit fiscal e das regulações estatais, além de aproximar a Argentina de “ditaduras e terroristas de diversas partes do mundo”.
O presidente argentino também afirmou que o socialismo destrói os incentivos econômicos, impede famílias e empresas de planejarem o futuro e leva jovens a acreditar que “o único projeto de vida é emigrar ou resignar-se à pobreza”.
Ao declarar apoio à candidatura de Flávio, Milei afirmou que o senador é “a pessoa que hoje pode parar Lula” e liderar “uma verdadeira mudança para todos os brasileiros”. Também disse confiar “plenamente” em Flávio, a quem chamou de “filho de um amigo”, em referência a Jair Bolsonaro.
Na parte final da fala, voltou a defender o ex-presidente brasileiro. Disse lamentar não ter conseguido visitá-lo por causa das restrições impostas pela Justiça, comparou a situação com a de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu líderes estrangeiros quando esteve preso, e classificou a prisão domiciliar de Bolsonaro como uma injustiça de “caráter vingativo”.
Ao encerrar o discurso, afirmou esperar reencontrá-lo em breve e repetiu seu bordão: “Viva la libertad, carajo.”
Flávio Bolsonaro não anunciou quem ocupará a vaga de vice. Ele tem dito que gostaria de uma mulher na chapa, mas afirma que a definição depende das negociações para formação de alianças, que também podem ampliar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.
A federação formada por PP e União Brasil e o partido Republicanos vêm indicando que preferem se manter neutros. Um acordo com o Republicanos poderia levar a economista Daniella Marques à vaga de vice. Filiada à legenda, ela foi presidente da Caixa no governo Bolsonaro e coordena o núcleo econômico da pré-campanha de Flávio.
No PP, um dos nomes cotados é o da deputada federal Simone Marquetto, liderança católica de São Paulo. A senadora Tereza Cristina já descartou formar chapa com Flávio.
O PL é o partido com mais deputados federais e senadores e, se não fechar coligações, pode anunciar uma chapa “puro-sangue”, com Flávio e mais um nome da sigla. A data limite para definir isso é 15 de agosto.
Antes de Flávio, o empresário Renan Santos (Missão) já havia sido anunciado candidato à Presidência. O vice será Aroldo Medina.
Outros pré-candidatos ainda vão realizar suas convenções:
Ronaldo Caiado (PSD): domingo (26), em São Paulo, com Gilberto Kassab de vice.
Romeu Zema (Novo): segunda-feira (27), em Brasília, sem definir o vice.
Lula (PT): 2 de agosto, em São Paulo, com Geraldo Alckmin de vice.
Naquele mês, a pesquisa Quaest já apontava o senador como segundo colocado e principal oponente de Lula, com intenções de voto entre 21% e 27% no 1º turno. O desempenho de Flávio melhorou nos meses seguintes até atingir o pico de 33% em maio, contra 39% de Lula.
Desde então, a Quaest apontou uma queda de Flávio, após o caso “Dark Horse”, quando veio à tona que ele cobrou dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o pai. Na pesquisa deste mês, Flávio aparece com 28% no 1º turno, doze pontos atrás de Lula.
Na última quinta, 23, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a PF a investigar os repasses de Vorcaro e se esse dinheiro ou parte dele foi usado para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, nos Estados Unidos. Um outro inquérito, autorizado pelo ministro Flávio Dino, apura se houve desvio de emendas parlamentares em favor da produtora do filme.
Tarifaço, Michelle e ataque às urnas
O novo tarifaço do governo Trump a produtos brasileiros e a briga com Michelle Bolsonaro também causaram preocupação entre aliados do senador. No fim de junho, a ex-primeira-dama postou um vídeo em que disse ter sido maltratada pelo enteado após divergências sobre alianças no Ceará.
A ruptura, naquele momento, representou um problema para Flávio porque Michelle tem influência entre mulheres e evangélicos, grupos considerados fundamentais para a candidatura.
Um mês depois, a paz foi selada. Nesta quinta, Flávio publicou um vídeo em que pediu desculpas e convidou Michelle para participar da campanha. Pouco depois, a ex-primeira-dama respondeu: “Aceito teu pedido. Eu te desculpo”.
Quando anunciou que seria candidato, Flávio se apresentou como uma versão moderada do pai. “Sempre pediram um Bolsonaro mais moderado. Eu sempre fui assim, eu sou esse Bolsonaro mais moderado, equilibrado, centrado”, afirmou a empresários em dezembro.
Nas últimas semanas, porém, endureceu o discurso nas críticas ao STF, após ser proibido de visitar o pai por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes. A decisão foi tomada após Flávio divulgar uma carta em que o ex-presidente indicou o filho como porta-voz e reiterou apoio à candidatura. Moraes considerou que Bolsonaro violou as condições da prisão domiciliar e promoveu propaganda eleitoral.
Na última semana, em reunião com diplomatas em Brasília, Flávio repetiu informações falsas sobre as urnas eletrônicas, já desmentidas pelo TSE.
O episódio lembrou a reunião de 2022 em que o pai lançou suspeitas infundadas sobre o sistema de votação, sem apresentar provas. Por causa desse encontro com embaixadores, Jair Bolsonaro foi condenado por abuso de poder e ficou inelegível.
Caso das rachadinhas e compra de mansão
Flávio foi investigado e denunciado pelo Ministério Público em 2020, acusado de comandar um esquema de rachadinhas para desviar salários de funcionários quando era deputado no RJ e lavar o dinheiro com a compra de imóveis e por meio de uma loja de chocolates.
O inquérito começou após a identificação de movimentações financeiras atípicas na conta de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor. As provas do caso foram anuladas depois, porque tribunais superiores decidiram que ele tinha direito a foro privilegiado, por ser parlamentar.
Quando era investigado, o senador comprou uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília e financiou parte do valor com o Banco de Brasília (BRB). Flávio diz que o negócio foi legal e que adquiriu o imóvel com recursos próprios. Documentos apresentados pelo banco em 2024 apontaram que o empréstimo já foi quitado pelo parlamentar, 27 anos antes do previsto.
Propostas apresentadas na campanha
Durante a pré-campanha, Flávio apresentou propostas para a segurança e, mais recentemente, um programa de ações voltado ao público feminino.
O plano “Brasil sem Medo” reúne ideias como reduzir a maioridade penal, classificar facções criminosas como organizações terroristas e a castração química para condenados por estupro.
O programa para o público feminino foi batizado de “Brasil por Elas” e apresentado ao lado de Daniella Marques durante live no YouTube. As propostas incluem ampliar o acesso à internet para mulheres e uma linha de microcrédito para empreendedorismo feminino.
Flávio diz que, se for eleito, vai trabalhar pela anistia do pai, condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Em várias ocasiões, afirmou que gostaria de receber a faixa presidencial de Jair Bolsonaro, na cerimônia de posse.
Em março de 2026,ao deixar o Cidadania e assinar a sua filiação ao Republicanos, o deputado federal Amom Mandel atraiu forte repercussão e críticas, principalmente pela nova convivência improvável com Silas Câmara, presidente estadual da sigla, e pelas alianças impostas pela legenda no estado.
Amom junta-se a Silas
A ida de Amom Mandel para o Republicanos o colocou diretamente sob o mesmo guarda-chuva partidário de Silas Câmara, uma das figuras mais tradicionais e influentes da sigla no Amazonas. A migração representou uma virada de chave no discurso de independência e “nova política” que acompanhava Amom, gerando forte reação do eleitorado e da crítica política local. A união no mesmo partido selou uma aliança formal inevitável, expondo a contradição entre o perfil de renovação de Amom e a política tradicional representada por Silas.
No mesmo partido, mas Amom tenta se desvincular de Silas
Apesar de dividirem a mesma sigla, Amom tem feito movimentos contínuos para tentar se desvincular da imagem de Silas Câmara. O jovem deputado busca manter sua narrativa autônoma, focada no combate a privilégios e na fiscalização do serviço público, evitando ao máximo a associação direta ou discursos alinhados com a liderança evangélica.
No entanto, a estratégia de distanciamento encontra barreiras práticas: a permanência no Republicanos faz com que o público e os adversários políticos incluam inevitavelmente suas decisões à estrutura comandada por Silas no estado.
Amom e Silas juntos na convenção
A tentativa de desassociação atinge o seu momento mais delicado nos eventos oficiais da sigla. Durante a convenção partidária do Republicanos, em conjunto com PSD e MDB neste sábado, 25 Amom Mandel e Silas Câmara dividiram o mesmo palco, registrando o contraste entre a tentativa de afastamento de Amom e a realidade da política partidária.
Conforme reportado e registrado pela jornalista Ana Margareth, do Radar Amazônico, uma foto da convenção reúne os dois parlamentares lado a lado. A exposição deixou Amom nada contente, a ponto de mandar retirar, de modo exaltado, a mídia da convenção alegando que não havia autorizado o uso da imagem. Veja vídeo:
A imagem sintetiza o dilema de Amom Mandel nesta corrida eleitoral: a dependência da estrutura partidária do Republicanos para viabilizar seus projetos, enquanto tenta equilibrar o desgaste de estar publicamente associado a Silas Câmara.
Com desdém, Amom disse, em entrevista a jornalistas no local, que estava lá porque “era obrigado” e mais tarde, em suas redes sociais, ressaltou sua opinião falando que em um um pensamento geral. Veja vídeo:
Em meio a incertezas sobre quem seria vice do candidato ao governo do Amazonas, Omar Aziz, a deputada estadual Alessandra Campêlo foi confirmada. A convenção que ocorreu na manhã deste sábado, 25, reuniu PSD, MDB, Republicanos e filiados dos partidos.
Desde abril deste ano, quando Alessandra Campêlo se filiou ao PSD, havia a previsão de que ela fosse a indicada, mas os nomes só podem ser oficializados nas convenções partidárias.
Em seu discurso, Alessandra afirmou que tem orgulho de ser vice de Omar e acrescentou “Estou aqui, Omar, porque você me ensinou por muito tempo algo que eu nunca esqueci, e é importante vocês prestarem atenção nisso. Além de tudo que Omar me ensinou, tem uma coisa que eu considero mais importante: Omar me ensinou que governar não é ocupar um cargo; governar é cuidar da liberdade das pessoas”.
Histórico
A deputada federal Alessandra Campelo nasceu em Manaus, é formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), pós-graduada em Planejamento Governamental e Orçamento Público pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e policial civil concursada.
Atualmente, atua em seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), onde preside a Comissão da Mulher, da Família e do Idoso.
O senador Omar Aziz (PSD) é oficialmente candidato ao Governo do Amazonas. A convenção unificada das siglas PSD, MDB e Republicanos foi realizada na manhã deste sábado, 25, no Clube do Trabalhador do Sesi, na zona Leste de Manaus.
Em discurso, Omar apresentou um panorama das ações de suas gestões anteriores, como a implantação das delegacias 24 horas e a construção de hospitais. A tônica principal da aliança concentrou-se em destacar marcos do passado para projetar a retomada dessas políticas públicas.
“Não tenham dúvidas, o Amazonas não pode arriscar. O Amazonas não pode arriscar no desconhecido. Vamos à luta! Vamos para a vitória! Se Deus quiser, teremos uma grande vitória com essa chapa”, afirmou Omar, destacando a experiência do grupo.
Confirmando as articulações de bastidores, a deputada estadual Alessandra Campêlo foi anunciada como vice na chapa majoritária. O deputado federal Silas Câmara (Republicanos) enalteceu a indicação e destacou a solidez da aliança Aziz-Braga.
“A Zona Franca de Manaus está garantida pela força, pela luta e pela unidade de todas as forças do Amazonas. Unimos nossas forças na Reforma Tributária”, declarou Braga, ressaltando os resultados de sua atuação em Brasília.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) investiga a instalação e o funcionamento irregular de porto fluvial em Humaitá. O objetivo da obra é a carga e descarga de materiais de construção, em específico minerais não metálicos.
A denúncia foi apresentada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), apontando falta de licenciamento por parte da empresa GBTV Comércio de Materiais para Construções Eireli, que estaria realizando uma atividade classificada como potencialmente poluidora.
No inquérito civil, o IPAAM apontou que a empresa possui histórico de infrações e, em 2020, foi autuada pelos mesmos motivos. Além disso, o instituto averiguou intervenções físicas, como terraplanagem e instalação de rampa, sem a devida licença.
O promotor de Justiça Weslei Machado determinou a conversão do caso em Inquérito Civil para aprofundar a investigação, incluindo oficiar o IPAAM para que verifique se os embargos de 2020 continuam vigentes e se houve nova fiscalização no local.
A Marinha será consultada para informar se foram concedidas autorizações náuticas ou de exploração portuária em nome dos envolvidos. Os responsáveis da empresa GBTV também devem ser notificados para apresentarem justificativas e documentos de regularização.
O documento foi assinado na quinta-feira, 23, e divulgado por meio do Diário Oficial do MPAM, disponibilizado nesta sexta-feira, 24.
O Amazonas alcançou um resultado histórico na segurança pública e passou a liderar o ranking nacional de redução das mortes violentas intencionais. Dados da 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o estado reduziu em 32,5% esse tipo de crime em 2025, na comparação com 2024, o melhor desempenho entre todas as unidades da federação. O resultado ocorre durante a gestão do governador Roberto Cidade, que tem ampliado investimentos em tecnologia, inteligência e valorização das forças policiais.
O levantamento aponta que o número de mortes violentas caiu de 1.173 para 799 casos, representando o menor índice já registrado pelo Amazonas desde o início da série histórica do Anuário, em 2012. A redução ficou muito acima da média nacional, que foi de 8,2%.
Entre as principais ações da gestão de Roberto Cidade está o fortalecimento da Base Fluvial Arpão, considerada uma das principais estruturas de combate ao crime organizado na região. A fiscalização nos rios do Amazonas foi intensificada para enfrentar o tráfico de drogas, a pirataria, o transporte ilegal de armas e os crimes ambientais em rotas estratégicas do estado.
Outro destaque é a expansão do Sistema Paredão, que utiliza câmeras inteligentes, reconhecimento facial e leitura automática de placas para identificar veículos roubados e localizar pessoas procuradas pela Justiça. Integrado ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o sistema ampliou a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança.
Valorização profissional e menos roubos
A política de fortalecimento da segurança também incluiu a contratação de novos policiais e bombeiros, além da valorização dos profissionais por meio de reajustes salariais, pagamento das datas-base e benefícios como o auxílio-fardamento, medidas que reforçam a estrutura das corporações e melhoram as condições de trabalho dos agentes.
Além da expressiva queda nas mortes violentas, o Amazonas também apresentou redução de 34,8% nos roubos de veículos, 14,9% nos furtos de veículos e 32,3% nos roubos de celulares.
Operações, tecnologia e inteligência
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os resultados refletem o fortalecimento das operações integradas, dos investimentos em inteligência e da atuação de estruturas especializadas, como o Núcleo de Investigação e Recuperação de Celulares (NIRC).
“O ex-governador Wilson Lima direcionou recursos para reforçar o sistema de segurança a partir da inserção de novas e eficientes tecnologias. O planejamento atual contempla o reforço dessas ações, além do monitoramento constante das áreas com maior vulnerabilidade ao crime. Onde houver a necessidade da presença do Estado, nós estaremos presentes”, afirmou Roberto Cidade.
Os números consolidam o Amazonas como referência nacional na redução da violência em 2025 e reforçam a estratégia adotada pelo governo de Roberto Cidade de investir em tecnologia, presença policial, combate ao crime organizado e valorização dos profissionais da segurança pública para ampliar a proteção da população.