Wilker Barreto promete relatório sobre caso Dantas para esta quinta-feira

Líder da minoria na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) afirmou que vai apresentar nesta quinta-feira, 12, relatório completo sobre a denúncia de irregularidades envolvendo o dono da Dantas Transportes, o empresário Francisco Luiz Dantas da Silva, acusado no ano passado de corrupção entre a transportadora e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), referente ao contrato totalizando  R$ 100 milhões para transporte escolar e a contratação de monitores.

Wilker Barreto acusa diretamente o governador Wilson Lima (PSC) e o ex-secretário de Educação à época, Luiz Castro, na dispensa de licitação. Na manhã desta quarta-feira, 11, no plenário da Assembleia, ele relembrou que somente em dezembro de 2019 recebeu as informações do caso Dantas.

“Amanhã (quinta-feira) eu vou trazer o relatório esmiuçado do caso Dantas porque ali tem crime, tem falcatrua. Eu só recebi as informações desse caso em dezembro (2019), pagaram serviços que não foram executados e não tem monitor no quantitativo que tem no contrato. Eu denuncio o governador (Wilson Lima) e o ex-secretário de Educação, Luiz Castro que até hoje ainda não veio a essa casa. Já fui administrador e qual é a chance de uma licitação de R$ 100 milhões, o governador não ter conhecimento? Qual é o secretário que sozinho tem poder sem consultar o governador para avançar numa dispensa de licitação de R$ 100 milhões?”, questionou.

Barreto adiantou que vai solicitar ao Ministério Público de Contas (MPC-AM) as informações em forma de relatório que foram repassadas sobre o caso pelo secretário de Educação, Luís Fabian, que esteve na terça, 10, no órgão.

O deputado disse ainda que acionou a Comissão de Educação da casa, presidida pela deputada Therezinha Ruiz (PSDB), solicitando que essas as informações do MPC sejam apresentadas na Aleam.

Denúncia

Sem citar nomes, o empresário Francisco Dantas denunciou no ano passado ao MPC-AM, a existência de “agentes-políticos”, que cobravam mensalinho de R$ 20 mil por uma alegada influência na contratação da sua empresa.

Conforme a representação, o procurador do MPC-AM, Carlos Alberto Almeida disse que “relata o empresário que agentes políticos, alegando condições implícitas na contratação com dispensa de licitação, o pressionam de diversas e criminosas formas”.

 

Augusto Costa, para O Poder

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