MPRJ conclui investigação sobre suposta ‘rachadinha’ de Flávio Bolsonaro 

O Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) que apura a suspeita de “rachadinha” nos gabinetes da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj), incluindo o do atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), informou que concluiu as investigações sobre o suposto esquema de apropriação e desvio de salários de funcionários.

As investigações iniciaram após relatórios do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicarem, em 2018, durante a operação Furna da Onça, movimentações financeiras atípicas nas contas bancárias de integrantes de mais de 20 gabinetes de deputados da Alerj.

O gabinete de Flávio, então deputado estadual, está entre os investigados e a suspeita era que o esquema de desvio de recursos, o assessor parlamentar era Fabrício Queiroz.

“O Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ) encaminhou, nesta segunda-feira (31/08), ao procurador-geral de Justiça, o procedimento criminal referente ao ‘Caso Flávio Bolsonaro’, comunicando a conclusão das investigações”, informou o MPRJ.

“Por essa razão, os autos, que estão sob sigilo, foram remetidos à Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCRIMINAL/MPRJ) para prosseguimento”, acrescentou.

O caso estava sendo conduzido pela 1ª instância do Judiciário, no entanto, o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) acatou o pedido da defesa de Flávio e levou o caso à 2ª instância por entender que atualmente o senador tinha a prerrogativa de foro por ser deputado estadual à época dos fatos investigados.

“Os promotores da Gaecc manobraram para encontrar uma saída honrosa do grupo da condução dos trabalhos. O grupo não poderia investigar o senador Flávio Bolsonaro, o que acarretou em uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público devido a designação espúria para que o referido grupo permanecesse investigando o parlamentar”, informou a defesa de Flávio por meio de nota.

“O prazo terminaria nesta segunda-feira (31) para explicações do Procurador-Geral de Justiça. Não é verdade que a investigação tenha sido concluída nesta data. Ela já havia se encerrado com a oitiva do senador Flávio Bolsonaro”, acrescentou a defesa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conteúdo: Reuters 

Foto: Agência Senado

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