janeiro 20, 2026 13:04

Vereador de Manaus diz que STF pertence a Lula e sai em defesa do voto impresso

A pauta do voto impresso auditável, defendida com “unhas e dentes” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), demorou mas chegou à Câmara Municipal de Manaus (CMM). Marcel Alexandre (Podemos), em seu discurso desta terça-feira, 3, no Parlamento Municipal, cobrou dos colegas um posicionamento sobre o assunto e disse que o Supremo Tribunal Federal (STF) pertence ao ex-presidente Lula.

“Parece que a Suprema Corte já tem um candidato porque foi lá e o viabilizou. Quem acha que esse candidato não vai ganhar? O candidato deles é, em tese, o ex-presidente Lula, porque foi construído para isso. Todo o caso da Odebrecht foi uma ‘brincadeirinha’. E estamos vendo os representantes dos Poderes máximos buscando uma solução meia-boca”, criticou o vereador.

Marcel Alexandre contestou em todo o discurso a eficácia da urna e atuação do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o parlamentar, os Poderes não respondem às perguntas feitas sobre o sistema de voto, defendem a urna eletrônica como “se fosse o sistema mais perfeito do mundo” e que todos os argumentos utilizados não são sérios.

Além disso, o vereador disse que o voto eletrônico é passível de fraude e, por isso, causa “insegurança e temor”. Marcel Alexandre também disse que o presidente Bolsonaro tem argumentos sólidos ao questionar a eficácia do sistema.

“Essa Câmara precisa se pronunciar sobre algo que define o futuro da nação. Estamos discutindo atos mais seguros limpos. Parece que nós já temos o próximo presidente. Isso afronta a confiança política do nosso povo”, criticou.

Raiff Matos (DC) apoiou o discurso do parlamentar e Wallace Oliveira (Pros) comentou que é um assunto de extrema importância. Por outro lado, Raulzinho (PSDB) disse que é um discurso perigoso, visto que todos foram eleitos por esse sistema. Porém, se for para ter melhorias, segundo o parlamentar, não há problema em debater o assunto.

‘Entreguem seus mandatos’

O petista Sassá da Construção Civil utilizou discurso para contestar na tribuna o que foi dito por Marcel Alexandre. “Se é para ser contra o voto eletrônico, vamos todos nós entregarmos nossos mandatos e pedir a eleição de novo. É muito fácil criticar os outros. Bolsonaro foi deputado por 27 anos, virou presidente e agora quer voto impresso? É desespero”, comentou. “Quando a Cármen Lúcia deu aval para prender o Lula todo mundo dizia que o Supremo era correto e não fazia coisa errada, agora só porque ele é contra o voto eletrônico, o STF Não presta? Colocando todo um trabalho em dúvida”, questionou Sassá.

Para o parlamentar, o presidente Bolsonaro está “desesperado” e atua na mesma linha de pensamento que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao falar sobre a credibilidade da urna eletrônica. “Sabe o que é isso? Desespero porque o presidente da República tem pesquisa na mão e a máquina pública a seu favor. Ele sabe que se qualquer candidato for contra, ele perde a eleição. Cadê o Bolsonaro tomando vacina para dar bom exemplo? Quem segue ele não está se vacinando”, cobrou o petista.

O vereador terminou seu discurso falando para os parlamentares discutirem coisas sérias como o índice elevado de desemprego e a alta de preço da gasolina e das botijas de gás. Ao final, o parlamentar propôs que direita e esquerda se unam para proporcionar um avanço real ao país.

 

Priscila Rosas, para O Poder

Foto: Divulgação 

Edição e Revisão: Alyne Araújo e Henderson Martins

 

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