Deputados federais reeleitos por Roraima ‘torraram’, juntos, R$ 3,4 milhões do ‘cotão’

Roraima – Deputados federais reeleitos por Roraima no pleito deste ano, Antonio Nicoletti (UB) e Jhonatan de Jesus (Republicanos) torraram, juntos, R$ 3,4 milhões da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o ‘Cotão’. Os dados, extraídos da Transparência da Câmara Federal, são referentes aos anos de 2019 a 2022.

O deputado bolsonarista Antonio Nicoletti gastou de janeiro de 2019 a setembro de 2022 R$ 1.630.676,08. O montante foi gasto com manutenção de escritórios, divulgação da atividade parlamentar, passagens aéreas, locação de veículos e combustíveis.

Nos quatro anos, os maiores gastos foram registrados em 2021, ano pré-eleitoral, quando o deputado registrou gastos de R$ 493.920,58, sendo que o mês que o parlamentar mais utilizou a verba foi em outubro, quando pediu reembolso de R$ 54.798,09

Alvo de uma investigação do Ministério Público Eleitoral (MPE) de Roraima por distribuição de cestas de alimentos em um município de Roraima, o deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos), reeleito com 19.881 no pleito deste ano, ‘torrou’ R$ 1.865.121,41.

Os dados levam em consideração o período de janeiro de 2019 a agosto de 2022. O parlamentar pediu reembolso por gastos com locação de veículos, divulgação da atividade parlamentar, passagens aéreas, manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar e etc.

Conforme apuração do O Poder, o primeiro ano do atual mandato foi quando Jhonatan mais pediu reembolso por gastos. Naquele ano, foram R$ 554.380,35, sendo que o mês com maiores gastos foi fevereiro, logo após o recesso parlamentar, quando ele pediu reembolso de R$ 72.200,72.

Números: R$ 3.495.797,49. Esse foi o montante exato que os dois deputados reeleitos por Roraima pediram de reembolso, segundo dados disponibilizados pelos parlamentares no site da Transparência da Câmara.

O Poder tenta contato com os parlamentares para repercutir sobre os dados expostos na reportagem.

 

Da redação 

Foto: Divulgação 

 

Últimas Notícias

Após 13 anos suspensa por liminar, STF julgará lei dos royalties de petróleo

Após 13 anos sob os efeitos de liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia, que suspendeu a lei dos royalties...

Mais artigos como este