fevereiro 29, 2024 11:52

Bolsonaro avisa Moraes que vai à Argentina e diz que usará RG em vez de passaporte

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez questão de avisar o ministro Alexandre de Moraes que irá se ausentar do Brasil nos próximos dias para comparecer à posse do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, marcada para o próximo domingo, 10. Bolsonaro é alvo de pelo menos 25 investigações em curso, entre elas algumas relacionadas à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro e outras sobre o esquema de desvio de joias do acervo da Presidência, embora não tenha restrição para viagens internacionais por determinação da Justiça.

“Em atenção às investigações em curso e com profundo respeito a este Juízo, o peticionário vem aos autos informar que estará temporariamente ausente do país no período compreendido entre os dias 07 e 11 de dezembro (…) O peticionário estará acompanhado pelo Coronel Marcelo Costa Câmara e utilizará seu documento de identidade para esta viagem, não necessitando do passaporte para tanto”, diz um trecho do documento entregue pelos advogados de Bolsonaro ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informando a viagem. O tal coronel Câmara, que o acompanhará, também é um dos investigados no caso das joias e itens luxuosos vendidos no exterior, dados pela Arábia Saudita.

A defesa do ex-presidente de extrema direita diz que tal procedimento é uma forma de deixar claro que Bolsonaro apenas irá à posse do novo presidente argentino, demonstrando um suposto comprometimento com o Judiciário brasileiro, já que ele é investigado. Como ele não está impedido por determinação judicial de ir ao exterior, a atitude seria dispensável.

Outra atitude do líder radical que foi derrotado nas urnas por Lula (PT) que causou estranheza foi a de admitir, sem qualquer necessidade de dizer isso, que viajará usando seu RG e não o passaporte, como é habitual. Para ir à Argentina não é obrigatório o uso de passaporte, mas Bolsonaro poderia fazê-lo, até porque possui um documento diplomático, por ser ex-presidente. No entanto, mesmo sem ter o passaporte confiscado ou com restrições ao seu uso, especula-se que a atitude é para evitar qualquer transtorno na saída do país e em seu regresso.

 

Da Redação com informações de Fórum

Foto: Divulgação

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