Petrobras investirá mais de R$ 2,8 bilhões no Amazonas para ampliar produção de gás natural em Urucu e frota de embarcações

A Petrobras e a Transpetro, subsidiária de transporte, farão investimentos que ultrapassam a marca de R$ 2,8 bilhões no estado do Amazonas até 2030. O montante foi anunciado durante evento em Manaus, nesta quarta-feira, 27, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado de Magda Chambriard, presidente da Petrobras, e Sérgio Bacci, presidente da Transpetro.

O evento foi realizado no Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, responsável pela construção de 18 barcaças encomendadas pela Transpetro, no valor de R$ 303,5 milhões, que vão garantir maior eficiência logística no fornecimento de combustível marítimo nos portos do país. Na ocasião, foi anunciado que a Petrobras vai retomar os investimentos na produção de Urucu, destinando cerca de R$ 2,5 bilhões para perfuração de novos poços e lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas para conexão dos novos poços em Urucu.

Programa Mar Aberto 

A construção das 18 barcaças é mais um investimento do Programa Mar Aberto, iniciativa do Sistema Petrobras para ampliar e renovar sua frota própria de navios, que visa redução de custos logísticos e geração de novos negócios. O Programa prevê a construção de 96 embarcações até 2030, com investimentos de R$ 34,8 bilhões.

Atualmente, a Petrobras tem o custo de cerca de R$ 300 milhões por ano para efetuar, por meio de contratos com empresas terceirizadas, o transporte e abastecimento de bunker (combustível marítimo) nos principais portos do país. Com a verticalização dessa logística, concentrando o armazenamento e a distribuição do bunker pela Transpetro, o Sistema Petrobras reduz os custos logísticos.

Além das 18 barcaças, a Transpetro também contratou 18 empurradores, que vão atuar no fornecimento e na logística do combustível marítimo no Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Juntos, esses investimentos somam R$ 628 milhões (R$ 303,5 milhões para a construção das 18 barcaças e R$325,3 milhões para os 18 empurradores, a serem construídos em Santa Catarina). Somente a construção das barcaças deve gerar cerca de 3,3 mil empregos diretos e indiretos no Amazonas.

“Quando fazemos esse tipo de investimento, sempre priorizamos os ganhos para o Sistema Petrobras e o impacto positivo no desenvolvimento econômico e social do Brasil”, diz a presidente da Petrobras, Magda Chambriard .

Para o presidente da Transpetro, o ingresso da companhia nesse modal atende a objetivos múltiplos. 

“Esses investimentos são essenciais para missão da Transpetro de oferecer cada dia melhores serviços logísticos para os brasileiros. Além disso, abrem novas possibilidades de negócios na navegação de águas interiores para a companhia. E ainda impulsionam a retomada da indústria naval em todo país. A Transpetro já encomendou 52 embarcações, dentro do Programa Mar Aberto,  desde o início da nossa gestão. São investimentos de aproximadamente R$ 11,6 bilhões até 2030”, explica o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Polo Urucu 

Localizado no coração da floresta amazônica, no município de Coari (AM), o Polo Urucu é a maior província petrolífera em terra firme (onshore) do Brasil e completa 40 anos de operação neste ano.

O polo é responsável por uma produção média de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. Após 10 anos sem investimentos em construção de novos poços, a Petrobras vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões em perfurações e lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas em Urucu, responsáveis por um incremento médio de produção de 4.400 bbl/dia.

“Esse investimento evidencia o compromisso da Petrobras com o desenvolvimento econômico e social do país. O gás natural de Urucu viabiliza a geração de 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios. O gás de cozinha (GLP) produzido, em média 80 mil botijões/dia, abastece todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste do País. Ou seja, sem a Petrobras os brasileiros dessas duas regiões ficariam sem o suprimento básico de energia”, explica a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

O objetivo é levar gás natural a localidades da Região Norte que enfrentam restrições logísticas de acesso ao insumo, criando soluções de distribuição voltadas à ampliação da oferta deste combustível em áreas remotas da Amazônia brasileira, contribuindo assim para a redução de emissões e o uso mais eficiente dos recursos energéticos da região.

A partir de 2028, a parceria entre a Petrobras e a Amazônica Energy, firmada em novembro do ano passado, entra em operação e vai ampliar a segurança energética no Norte do país em pelo menos 100 mil m³/dia.

A atuação da Petrobras no Amazonas é responsável pela geração de cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos. A arrecadação de tributos e participações governamentais destinadas ao estado do Amazonas em 2025 foi R$ 1,5 bilhão, sendo a Petrobras a maior contribuinte de ICMS do estado.

Dados técnicos das barcaças 

As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós.

Das 18 barcaças, dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB. As unidades terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transportar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também poderão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar.

Os empurradores, responsáveis pela manobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretudo em áreas restritas.

 

Da Redação com informações da Petrobras e do Governo Federal

Foto: Ricardo Stuckert / PR

 

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