Suspeito de desviar até R$ 1,4 bilhão do INSS ao criar um programa para fraudar biometrias faciais e assinaturas digitais de aposentados, o empresário Igor Dias Delecrode recorreu à tecnologia para enganar a polícia e obstruir a investigação promovida pela CPMI no Congresso Nacional.
A coluna apurou que Delecrode acionou os mecanismos de segurança do próprio iPhone imediatamente após a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito aprovar a apreensão do celular. A audácia ocorreu bem na frente dos integrantes do colegiado, que não perceberam a artimanha.
Quando o empresário entregou o aparelho às autoridades durante a sessão, já não era possível acessar o conteúdo. Um relatório da Polícia Federal obtido pela coluna aponta que Delecrode desligou e reiniciou o telefone, fazendo com que o dispositivo entrasse no estado conhecido como “Antes do Primeiro Desbloqueio”.
Com isso, mensagens, arquivos, registros e demais informações ficam protegidos pelo sistema, uma vez que as chaves de criptografia são “descarregadas” da memória RAM. Nesse modo, os investigadores não conseguem acessar qualquer conteúdo sem a autenticação do usuário. Apelidado de “gênio do mal” por investigadores, Delecrode se recusou a fornecer a senha.
Da Redação com informações de Metrópoles
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