Decisão de ministros do TCU desagrada BC e é vista como manutenção de ameças

O Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu parecer da área técnica, endossando as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) na liquidação do Banco Master, a expectativa da cúpula do BC era que o processo no tribunal fosse arquivado.

Não foi o que aconteceu. O ministro Jonathan Jesus decidiu suspender, em vez de arquivar, dizendo que vai aguardar todas as investigações em curso sobre o Banco Master. A decisão do ministro Jonathan de Jesus desagradou o Banco Central, ainda mais porque o relatório da área técnica do tribunal não só avalizou as decisões do BC no caso Master, como apontou que as irregularidades estavam mesmo no banco de Daniel Vorcaro, liquidado pela autoridade monetária.

Colegas de Jonathan de Jesus também não concordam com a decisão dele, que funcionaria mais para manter uma ameaça contra o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, sem nenhum sentido, já que a área técnica já deu seu aval para a decisão da autoridade monetária sobre o Master.

Segundo interlocutores do BC, o ministro Jonathan de Jesus simplesmente mantém sua prática de tentar beneficiar o Master.

E a área técnica do TCU foi além. Encontrou falhas graves e erros primários nas transações entre o Master e o BRB. Ou seja, o problema, segundo os técnicos, não está no BC, mas no Master e no BRB.

Desde o início do caso Master, a relação entre o ministro, relator do processo que analisa a liquidação do Banco Master, e o Banco Central tem sido marcada por atritos.

Jonathan de Jesus chegou a classificar a liquidação de precipitada, o que se provou um erro de avaliação do ministro. Ele chegou ainda a ameaçar proibir a venda de ativos do Master liquidado.

 

Com informações de G1

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