Na quinta-feira, 14, o desembargador Francisco Carlos Jorge, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), negou ter trocado uma decisão em um processo por um quadriciclo e afirmou que não existe qualquer prova, nem evidência de benefício indevido ou irregularidade.
O relato foi feito no fim de abril pela Construtora Zoller, de Curitiba, que informou ao CNJ que fez uma investigação particular e supostamente reuniu indícios da situação. A empresa diz que foi prejudicada pela decisão do magistrado que reverteu decisões anteriores do órgão colegiado.
A investigação particular, também apresentada em um pedido de apuração disciplinar feito à Presidência do TJ paranaense em 27 de abril, traz como indícios o depoimento do administrador da loja que vendeu o quadriciclo, uma nota fiscal em nome do filho do desembargador e uma foto de Instagram com os netos dele pilotando o veículo.
Segundo o desembargador, “as insinuações de benefício indireto são levianas e não resistem ao mais singelo exame da realidade”.
Francisco Carlos Jorge defende que a atuação no caso foi dentro dos parâmetros legais, regimentais e processuais aplicáveis. Além disso, o desembargador contesta as alegações baseadas em um “relatório de inteligência”, que classifica como “apócrifo” e “de origem duvidosa”.
Segundo o magistrado, “as afirmações veiculadas demonstram uma prática de advocacia sem a menor preocupação com o dever de conduta processual, tentando, por vias transversas, conseguir aquilo que não se obteve no processo, considerando que, se a decisão não atende aos interesses da parte, então deve-se acusar o julgador”.
Com informações de G1

