O púlpito não pode ser mais palanque eleitoral

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A fé virou palanque para muitos políticos, mas a Justiça Eleitoral deu o recado.

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral manteve a cassação da prefeita de Votorantim (SP), Fabiola Alves da Silva, do vice, Lourival Cesario, e do vereador, Alison Camargo, por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2024, e declarou inelegibilidade de Fabíola e Alison por 8 anos.

Segundo a decisão, os candidatos utilizaram um culto religioso como espaço de promoção eleitoral, com discursos no púlpito, referências às eleições e expuseram os candidatos em posição de destaque. Além disso, eles também concederam benefício econômico a entidade religiosa durante o ano eleitoral.

A postura do TSE abre um precedente para candidatos que pensam em realizar a prática: Não será mais tolerada! E ainda pode ser passível de sanções que prejudicam a trajetória política, como cassação e inelegibilidade.

A liberdade religiosa não pode ser usada como atalho para transformar púlpitos em palanques eleitorais. Quando o altar passa a servir a projetos de poder, o sagrado é reduzido a instrumento político. Misturar fé com campanha não apenas desvirtua a religião, mas profana aquilo que deveria estar acima de interesses eleitorais e talvez não exista punição maior, na terra ou no céu, para quem manipula a crença do povo em benefício próprio.

Da Redação

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