A corrida pelo Governo do Amazonas entrou em sua fase mais estratégica. Com o afunilamento do calendário eleitoral, a disputa política ganhou contornos de um verdadeiro tabuleiro de xadrez, onde cada movimento, aliança e indicação de vice precisa ser calculado milimetricamente para evitar xeque-mate antes mesmo do início oficial da campanha.
Nesta disputa de forças, a montagem das peças no tabuleiro começou a ganhar definições claras. O ex-prefeito David Almeida (Avante) deu a largada nas convenções partidárias ao formalizar sua chapa. No mesmo ritmo de articulação pesada, o senador Omar Aziz (PSD) selou sua candidatura ao governo em um grande ato político, consolidando palanques e alianças de peso.
Agora, as atenções do meio político se voltam para o desfecho do prazo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em um mesmo dia, realizam suas convenções o atual governador Roberto Cidade (União Brasil), que busca a permanência no cargo com apoio de ampla bancada, e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), que consolida sua candidatura majoritária pela legenda liberal.
Mais do que a simples homologação de nomes ao governo estadual, as convenções definem o alinhamento de peças decisivas para o sucesso de qualquer projeto majoritário com as indicações aos cargos de vice-governador e as composições das chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa (Aleam) e Câmara dos Deputados.
Em um cenário onde tempo de televisão, capilaridade no interior e militância valem cada centímetro do terreno político, cada escolha conta. A partir de agora, os peões estão posicionados, os bispos e torres definiram seus lados, e os principais nomes da política amazonense iniciam a partida mais decisiva dos últimos anos.
Da Redação


