O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República das Eleições 2026 aconteceu na noite deste domingo, 23. Tradicionalmente, ele é feito pela Band e a edição deste ano contou também com a parceria da TV Cultura, do Jornal Estadão, da TV Gazeta e da Jovem Pan News.
Os candidatos Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) não compareceram ao debate. Estiveram presentes Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), que primeiramente disse que não iria participar mas mudou de ideia em cima da hora. Eles apresentaram suas propostas dentro dos temas do debate e criticaram a situação atual do país.
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O debate
No primeiro bloco, os candidatos presentes responderam às perguntas feitas pelos dois âncoras, os jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araujo. Eles se concentraram em perguntas sobre Segurança Pública, Economia e Educação. No confronto direto, os temas levantados pelos candidatos foram a polarização, a violência contra a mulher e a educação.
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No segundo bloco, os jornalistas fizeram perguntas e escolheram um candidato para responder e outro para comentar. Ernesto Paglia, da TV Cultura, abriu a rodada e perguntou a Ronaldo Caiado sobre manter a autonomia dos governadores no Governo Federal, uma vez que o candidato teve o entendimento que a PEC da Segurança Pública do Governo Lula feria esse princípio. O candidato disse que vai dar mais autonomia aos Chefes do Executivo governamentais, inclusive na parte da legislação.
Thays Freitas, da Bandeirantes, perguntou a Augusto Cury sobre a relação diplomática com os Estados Unidos e o presidente estadunidense, Donald Trump. O candidato situou que o país norte-americano passa por uma crise e que sabe trazer a pacificação que a situação precisa.
Da BandNews FM, a jornalista Sheila Magalhães perguntou a posição de Renan Santos sobre o fim da escala 6×1 e as medidas sobre este assunto. O candidato disse que a proposta é baseada numa mentira de “trabalhar menos e ganhar mais” e que suas medidas são a reforma de competitividade, alteração da Lei Trabalhista para que o processo de contratação seja mais fácil.
O terceiro bloco foi de confronto direto entre os presentes. Renan Santos abriu o tema com o escândalo do Banco Master e relembrou que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro estão envolvidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros políticos. Cury respondeu que a corrupção será tratada como crime e Santos disse que irá atrás dos líderes das facções criminosas.
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Augusto Cury perguntou a Ronaldo Caiado sobre projetos para o ensino técnico. Caiado relembrou o que já fez em Goiás e que fará essas melhorias em âmbito federal.
Caiado perguntou a Renan Santos o que ele acha de uma proposta que obriga os candidatos a irem aos debates eleitorais. Renan Santos concordou plenamente.
Ao final, cada candidato apresentou as suas considerações finais.
Críticas às ausências
A ausência de Lula e Flávio Bolsonaro foi duramente criticada pelos candidatos presentes. “Com o país completamente em crise, esses dois criminosos não vieram ao debate. Desrespeitaram a emissora Bandeirantes, desrespeitaram os brasileiros, vivem brigando na internet, botando seus ‘cachorros’ para discutirem, mas eles próprios são covardes. Não vieram aqui porque não tem coragem de falar sobre os crimes que cometeram. Lula com Lulinha, com petrolão, mensalão; Flávio Bolsonaro com seu envolvimento com Daniel Vorcaro e seu escândalo com rachadinha. Covardes e canalhas”, atacou Renan Santos.
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“É um momento que a sociedade esperava a presença dos dois candidatos que são os mais rejeitados do país. Isso mostra, talvez, o porquê da fuga deles, por não terem como explicar os escândalos que estão envolvidos”, observou Ronaldo Caiado.
“Lula da Silva, você tinha que estar aqui para responder o caos que está a educação, os números estão piores do que você apontou”, disse Augusto Cury.
Por que os candidatos faltaram?
A equipe de Lula entendeu que o formato do debate beneficiava os concorrentes do presidente, uma vez que ele seria o único candidato de esquerda no debate; por isso, ele não foi. No mesmo horário do debate, a Record exibiu uma entrevista com Lula e foi duramente atacada por Renan Santos.
A ausência de Lula desencadeou um efeito dominó. A assessoria de Flávio Bolsonaro informou que ele estava pronto para debater com Lula e, já que o presidente não iria, não tinha por que Flávio comparecer. Por sua vez, Romeu Zema, que passou intacto pelas críticas dos candidatos que foram ao debate, disse que o que o motivou a faltar foi a ausência de Lula e Flávio Bolsonaro.
Priscila Rosas, para Portal O Poder
Foto: Reprodução

