Uma discussão iniciada em um grupo de mensagens do WhatsApp virou caso de polícia e terminou em agressões corporais, lesão corporal por arma branca e prisão em Fonte Boa (a 678 km de Manaus). O caso envolve disputa de convivência e denúncias sobre o comércio irregular de medicamentos de uso controlado no município.
Conforme relatos e documentos enviados ao Portal O Poder, moradores da cidade participam de um grupo de debates políticos chamado “Amigos da Onça”. A controvérsia teve início após a moradora Jéssica Felipe Araújo denunciar às autoridades a venda de tirzepatida — substância injetável regulada pela Anvisa —, comercializada por outra integrante do grupo, identificada como Vânia Cajaca.
A partir do alerta publicado no grupo, Vânia passou a proferir ofensas, ameaças de morte e ataques verbais diretos contra Jéssica por meio de áudios e mensagens no aplicativo.
Invasão de domicílio e agressões
O conflito escalou na última segunda-feira, 31, quando Vânia e a filha foram até a residência de Jéssica e invadiram o imóvel, onde também estavam três crianças menores de idade. De acordo com o depoimento prestado pela moradora, a dupla iniciou agressões físicas no local. Para repelir o ataque, Jéssica reagiu atingindo mãe e filha com golpes de terçado.
As duas agressoras ficaram feridas e foram encaminhadas para atendimento médico no hospital da cidade.
Em entrevista ao Portal O Poder, Jéssica relatou o histórico de perseguição e o momento da invasão:
“O motivo da raiva dela foi a denúncia. Postei no grupo a foto avisando que o remédio que ela vendia estava proibido e começou a perseguição. Ela disse que meus filhos estavam passando fome e, mexer com filho da gente, é inaceitável. Ela perguntou onde eu estava e eu disse que estava em casa. A campainha tocou, abri a porta sem esperar que fosse ela e ela já veio me atacando”, explicou a moradora.
A Polícia Militar efetuou a prisão de Jéssica no local sob a acusação de tentativa de homicídio. A moradora afirma que buscou abrigo em um dos cômodos da casa com as crianças para acionar o socorro policial, quando teve portas e janelas arrombadas pelos agentes.
A denunciante ressaltou que não ofereceu resistência à prisão, mas alegou ter sofrido truculência durante a abordagem ao ser colocada na viatura. Ela relatou também que os policiais se recusaram a conversar com sua assessoria jurídica no momento da condução.
Duas advogadas que atuam no interior acompanham o caso no Distrito Policial de Fonte Boa. A ocorrência segue sob investigação. Veja:
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Da Redação

