Os advogados do governador do Acre, Gladson Cameli (PP), peticionaram no último fim de semana uma minuta pedindo a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o chefe do Palácio Rio Branco não seja proibido de manter contato com o pai, o empresário Eládio Cameli, e os irmãos Gledson e Eládio Junior, também investigados no âmbito da Operação Ptolomeu.
A estratégia da defesa acontece após a Polícia Federal determinar que todas as medidas cautelares impostas por 90 dias em março de 2023, na execução da 3ª fase da Operação Ptolomeu, que investiga uma suposta organização criminosa que atua no governo do Acre, sejam renovadas pelo prazo de 180 dias. Entre as medidas que poderão ser renovadas estão a entrega do passaporte para que o governador não faça viagens internacionais e também a proibição de manter contato com seus familiares. A mesma medida atinge mais de 80 pessoas que foram alvos da operação.
Na avaliação da defesa do governador, a PF justifica o pedido ao STJ invocando uma suposta “complexidade e verticalidade” da investigação, que demandariam a prorrogação das medidas restritivas para garantir a ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a “futura e eventual” aplicação da lei penal, embora a autoridade policial não aponte, concretamente, qualquer fato que revele que o contato entre investigados pode gerar prejuízos à investigação, estando amparada apena em uma sequência de suposições, certo é que ainda que se entenda pela prorrogação das medidas cautelares invocadas na representação, há de se ressalvar o direito de contato entre o peticionante, seu pai e seus irmãos.
A defesa argumenta ainda que o pai do governador já é um senhor idoso, que já foi acometido por várias doenças graves, dentre as quais câncer de pulmão, de modo que a perpetuação da proibição, impedindo a família de se reunir, pode gerar danos irreparáveis a todos os seus integrantes.
Da Redação
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