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Janela partidária: Políticos terão quase um mês para trocar de sigla

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Nesta quinta-feira, 5, inicia a chamada “janela partidária”, o período de um mês em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido para concorrer a cargos nas eleições de outubro. Ela encerra no dia 3 de abril.

Esse período permite troca-troca partidário dentro das regras da lei eleitoral. Ou seja, o deputado que deixar a sigla em que está para seguir para outra legenda não perderá o mandato por conta disso.

O período de mudanças deve mobilizar os partidos, já que o aumento de tamanho das bancadas turbina sua força política para a negociação de alianças com vistas à votação de outubro.

A janela partidária é voltada para as eleições pelo sistema proporcional, ou seja, para a maior parte dos cargos do Poder Legislativo:  vereador, deputado estadual, distrital e federal. Na prática, ela não tem repercussões para quem disputa cargos executivos, pelo sistema majoritário, que elege prefeitos, governadores, senadores e o presidente.

No sistema majoritário, o candidato com mais votos vence a disputa. No proporcional, nem sempre isso acontece.

Isso porque a divisão dos espaços nas Câmaras e Assembleias leva em conta não só o desempenho dos candidatos, mas também a performance dos partidos. Se os partidos não têm votos para conquistar cadeiras nos legislativos, seus candidatos não podem pleitear vagas.

Isso resulta no entendimento de que a vaga obtida pelo parlamentar é do partido. Então, se um político deixa uma sigla em um período não autorizado por lei, a legenda pode pedir seu cargo de volta, por infidelidade partidária.

Pelas regras eleitorais, quem vai disputar uma vaga na eleição de outubro precisa já estar filiado a alguma sigla seis meses antes, ou seja, até o começo de abril.

Por isso, a “janela partidária” fecha no dia 3 de abril. É quando as posições dos políticos em relação às legendas se consolidam e, em regra, não podem ser alteradas.

No dia seguinte, 4 de abril, vence o prazo para que os candidatos já estejam filiados aos partidos pelos quais pretendem concorrer na eleição e com cadastro eleitoral no local em que vão disputar o pleito.

 

Com informações de G1

Empresa do pai do governador do Acre, Gladson Cameli, vence licitação de R$ 44 milhões na BR-319

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**ARQUIVO** MANAUS, AM, 11/08/2018: Vista de drone da BR-319 no trecho entre Igapó-Acú e Realidade. A rodovia, que não é asfaltada, é o único acesso por terra que liga Manaus ao resto do país. (Foto: Lalo de Almeida/Folhapress)

A Construtora Etam, ligada à família Camelli, fechou mais um contrato milionário com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A homologação do resultado da Concorrência Eletrônica nº 345/2025-01 (UASG 393009) consta no Diário Oficial da União(DOU), dessa terça-feira, 3.

O contrato, assinado pelo superintendente regional do órgão no Amazonas, Orlando Machado prevê a elaboração do projeto executivo quanto a execução da obra da ponte sobre o Rio Igapó Açu, localizada na BR-319, rodovia estratégica que liga Manaus a Porto Velho. O valor total é de R$ 44.187.047,57.

Histórico

A Construtora ETAM Ltda tem como sócio-administrador o empresário Eládio Messias Cameli, pai do atual governador do Acre, Gladson Cameli (PP).

Tanto a empresa quanto os dois foram alvos da Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, que investiga suspeitas de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e ocultação de valores.

Esta não é a primeira vez que a Etam é contratada pelo DNIT no Amazonas. A empresa já acumula acordos milionários com o órgão.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

Entenda próximos passos da tramitação da PEC da Segurança

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Com a aprovação na Câmara dos Deputados, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública segue para a análise do Senado Federal. O texto, a fim de garantir consenso e evitar resistência no Senado, deixou de fora a redução da maioridade penal.

No plenário da Câmara, a PEC contou com 487 a 15 votos no primeiro turno. Já na segunda rodada, a matéria foi aprovada por 461 votos a 14. O texto agora segue para a análise do plenário do Senado, onde precisa ser novamente aprovado em dois turnos.

Caso sofra alterações significativas na Casa Alta, a PEC retorna à Câmara dos Deputados. Se não, o texto vai direto à promulgação, o que é feito pelo comando do Congresso Nacional.

A matéria foi enviada pelo governo Lula (PT) ao Congresso Nacional em abril do ano passado. A tramitação, entretanto, foi marcada por forte resistência da oposição e críticas de governadores, que temiam uma perda de autonomia.

Após impasse e a fim de contornar as resistências ao texto, o relator Mendonça Filho (União-PE) retirou trecho que previa a redução da maioridade penal. A proposta, conforme anunciado pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), será discutida no âmbito de outra PEC.

A ideia inicial do relator era de uma redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes violentos. A previsão era de que o tema dependeria de referendo em 2028 e o cumprimento da pena em estabelecimentos penais separados dos maiores de 18 anos.

A base do governo Lula (PT) no Congresso Nacional cogitou obstruir a votação diante da previsão de reduzir a maioridade penal. O recuo de Mendonça Filho, formalizado nesta quarta-feira, 4, após reunião com Hugo Motta, agradou os governistas e destravou a análise da proposta no plenário.

A proposta, que dá status constitucional ao SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), entre outras mudanças, constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Nacional Penitenciário. Os recursos serão incrementados com 30% dos recursos taxados das “bets”.

O texto também protege o financiamento obrigatório de contingenciamentos e bloqueios, semelhante ao que ocorre com Saúde e Educação.

“Impede-se, assim, que ajustes fiscais anuais interrompam projetos estruturantes em inteligência, tecnologia, perícia de natureza criminal, qualificação profissional e infraestrutura penitenciária”, justificou o relator.

O substitutivo aprovado apresentou restrição à progressão de regime para líderes de organização criminosa.

O relator defendeu que “não se trata de supressão de garantias fundamentais, mas de adequação proporcional da resposta estatal diante de condutas que produzem dano ampliado e instabilidade sistêmica para a maior parte da população”.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

Caso Master: após ser preso pela PF, ‘Sicário’ tem morte encefálica em BH

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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, morreu na noite desta quarta-feira, 4. Ele estava internado num hospital em Belo Horizonte após ter atentado contra a própria vida enquanto estava sob custódia da PF (Polícia Federal). O protocolo médico é de morte cerebral, o que legalmente no Brasil é considerado óbito.

Preso na manhã de quarta no âmbito da Operação Compliance Zero, Mourão era réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

Quem era “Sicário”?

Nas investigações da Polícia Federal, foi constatada a existência de um grupo chamado de “A Turma”, do qual Vorcaro e Luiz Mourão faziam parte.

Segundo a PF, “Sicário” era responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo“.

A corporação aponta que o homem realizava consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.

Conforme a autoridade policial, o investigado teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do MPF (Ministério Público Federal), e até mesmo de organismos internacionais, tais como FBI e Interpol.

Luiz Mourão também teria atuado em ações voltadas para remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo. Ele ainda teria papel de coordenação e mobilização das equipes responsáveis pelas ações da organização.

A PF diz ainda que Luiz Mourão também atuava para intimidar antigos funcionários do Master e levantar dados sobre essas pessoas.

Em uma das situações, “Sicário” estaria envolvido em uma conversa com Vorcaro na qual o banqueiro pedia para organizar um assalto e “dar um pau” no jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Agiotagem

A CNN Brasil confirmou com o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) a denúncia do órgão contra Luiz Mourão, que teria movimentado R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas a ele num esquema de pirâmide financeira. As ações ocorreram entre junho de 2018 e julho de 2021. O objetivo seria atrair investidores.

Ele é réu em uma ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais, que investiga suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra a economia popular.

“A triangulação de valores através de pessoas jurídicas constitui movimento típico de lavagem de dinheiro, in casu com a ocultação dos valores provenientes, direta ou indiretamente, dos crimes contra a economia popular perpetrados”, diz a denúncia.

As investigações também apontam que, antes de integrar o suposto esquema de pirâmide, Luiz Mourão atuava como agiota. No fim do ano passado, o setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais analisou o celular apreendido do acusado e concluiu que ele exercia papel de destaque na organização.

“A análise do aparelho celular pertencente a Luiz Phillipi Machado Mourão, identificado em conversas, revelou elementos que corroboram a investigação, mesmo diante de tentativas de ocultação de provas por meio da exclusão de conversas. O conteúdo extraído indica que o investigado exercia papel central e de liderança em uma organização criminosa, coordenando a atuação dos demais integrantes e gerenciando atividades ilícitas”, diz um trecho do relatório de inteligência.

Conforme a apuração, o cúmplice de Vorcaro “exercia posição de chefia na organização criminosa, coordenando as ações dos demais membros e administrando as atividades ilícitas do grupo”, termina o relatório.

A defesa de Sicário informou que ele não apresentou ao longo do dia sinais “aparentes de comprometimento de suas condições físicas ou psíquicas”. “A defesa tomou conhecimento, posteriormente, somente após a divulgação de nota oficial atribuída à Polícia Federal, de notícia acerca do incidente, ao qual se atribuiu possível relação com tentativa de autoextermínio”, informou.

 

Da Redação com informações de CNN Brasil 

Foto: Divulgação

 

CNJ mantém aposentadoria de juiz que teve affair com advogado e não se declarou suspeito

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Por maioria, o Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitou pedido de revisão disciplinar, feito por magistrado aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), para reverter a punição aplicada. Durante a 1ª Sessão Extraordinária, nesta terça-feira, 3, o CNJ manteve a aposentadoria compulsória, considerando que o juiz Antônio Eugênio Leite Ferreira Neto não declarou suspeição ao julgar processo de advogado com quem manteve relacionamento.  

“A clientela do advogado estava envolvida em organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio. A independência e a imparcialidade não são privilégios do juiz, e sim garantias que o magistrado tem o dever de observar, preservar e guardar em favor do jurisdicionado, afastando-se de qualquer causa que potencialize a alteração da sua posição equidistante, sob pena de comprometer a dignidade da função pública”, defendeu o corregedor nacional, ministro Campbell Marques. 

Ao apresentar seu voto na Revisão Disciplinar 0001054-54.2025.2.00.0000, o corregedor apresentou argumentação divergente da do relator do processo, conselheiro Ulisses Rabaneda. Ele havia considerado parcialmente procedente o pedido de revisão disciplinar apresentado pelo magistrado da Paraíba e indicou a aplicação da penalidade de remoção compulsória. 

Rabaneda defendeu que não houve comprovação de que o magistrado tenha concentrado investigações criminais em sua unidade em benefício do advogado. “Há divergência parcial entre as conclusões do tribunal e as provas produzidas”, disse. Porém, defendeu que o juiz deveria ter se declarado suspeito para conduzir o caso, uma vez que conhecia o advogado. 

A defesa do magistrado alegou que ele estaria sendo vítima de homofobia na análise do caso. Ao apresentar a divergência, o corregedor nacional destacou que não vislumbrou conduta homofóbica do Tribunal de Justiça da Paraíba. Ele enfatizou que o fato de o juiz manter proximidade com o profissional configurava violação ao Código de Ética da Magistratura. Defendeu ainda que as infrações cometidas pelo juiz comprometem de forma grave a imagem da magistratura.  

A divergência aberta pelo corregedor foi acompanhada pelas conselheiras Daiane Nogueira de Lira e Jaceguara Dantas da Silva e pelos conselheiros Guilherme Feliciano, Silvio Amorim e João Paulo Schoucair, além do presidente do CJN, ministro Edson Fachin. Foram vencidos os votos dos conselheiros Rodrigo Badaró e Alexandre Teixeira, que indicaram pena de disponibilidade por 30 dias, e do conselheiro Fábio Esteves, que sugeriu disponibilidade por 90 dias. O voto vencido do relator foi acompanhado pelo conselheiro Marcello Terto.   

Da Redação, com informações do CNJ
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Vereadoras batem boca sobre homenagem à cantora Ludmilla: ‘É crime ser branco’; veja

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As vereadoras de Niterói (RJ) Benny Briolly (PSol) e Fernanda Louback (PL) protagonizaram um bate-boca após a aprovação do título de cidadã niteroiense para a cantora Ludmilla, durante sessão plenária na Câmara Municipal da terça-feira, 3.

O tumulto começou depois que a proposta, defendida pela psolista, foi aprovada por 8 votos a 6. A troca de acusações elevou o tom no plenário, e a sessão acabou sendo encerrada antes do previsto.

Ao comemorar a decisão, Benny afirmou que a honraria reconhece “uma figura pública preta, pobre e periférica”, e reforça a representatividade.

“É inadmissível que as pessoas não consigam olhar para uma mulher que produz arte popular e que hoje é bilionária, com seu próprio dinheiro, com a sua própria arte e que produz, canta e empodera o Brasil e o mundo, e não conseguir olhar a arte dessa mulher e respeitar”, declarou.

Lei Anti-Oruam

Em seguida, Louback solicitou direito de fala para justificar o voto contrário. Segundo ela, a artista teria infringido a Lei Municipal 4.097/2025, conhecida como “Lei Anti-Oruam”, durante show de Réveillon na Praia de Icaraí.

A norma proíbe o uso de recursos públicos para contratar ou divulgar espetáculos abertos a crianças e adolescentes que façam apologia ao crime ou às drogas.

“É impressionante que parece que hoje é crime no Brasil você ser branco. Vocês me desculpem por ter nascido. Inclusive, o meu avô materno é negro, e o outro de família alemã. Uma mistura danada. Todo mundo no país é miscigenado”, afirmou Louback, provocando reação imediata.

Briolly se levantou e passou a gravar um vídeo enquanto a colega discursava. A sessão foi brevemente interrompida diante da atitude, que dividiu os parlamentares. “Sabe o que é engraçado? Defende tanto o povo negro, e olha a cor do cabelo, hoje”, disparou Louback, em referência à aparência da vereadora do PSol, que é uma mulher trans.

Após a declaração, o embate se intensificou. “Aprende a perder”, rebateu Benny. Os vereadores presentes interviram para conter a escalada do confronto, e assessores se aproximaram para evitar que a discussão evoluísse para agressões físicas.

Veja o momento:

 

Posicionamento nas redes sociais

As vereadoras se posicionaram nas redes sociais após o ocorrido. De acordo com Benny Briolly, a bancada do PL na Câmara Municipal “foi para cima” dela e de sua equipe, de forma agressiva, em uma tentativa de intimidação após o resultado desfavorável ao posicionamento do partido.

“Tudo isso porque ousamos reconhecer a trajetória de uma mulher preta, periférica, que rompeu barreiras. […] Podem gritar. Podem tentar intimidar. A cultura periférica não vai recuar. Mulheres negras e LGBTs não vão recuar”, escreveu.

Já para Fernanda Louback, “quem perdeu o decoro foi a esquerda”. “Durante minha fala na tribuna, a vereadora da esquerda debochou, começou a gravar vídeo e tentou atrapalhar a sessão”, disse. A vereadora afirmou, ainda, que irá entrar com um pedido de representação na Comissão de Ética da Câmara Municipal.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles 
Foto: Reprodução

STF afasta prefeito de Macapá em operação da PF por fraude em hospital

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quarta-feira, 4 o afastamento do prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (MDB), e do vice-prefeito do município, no âmbito da segunda fase da Operação Paroxismo, deflagrada pela Polícia Federal.

A decisão foi tomada pelo STF, porque a investigação envolve recursos provenientes deemendas parlamentares federais destinadas à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.

Além do afastamento do prefeito e do vice, o Supremo também autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN). A Corte ainda determinou o afastamento de outros servidores públicos por 60 dias.

Suspeita de fraude

De acordo com a Polícia Federal, a operação investiga um suposto esquema criminoso envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

O foco das apurações é o contrato relacionado ao projeto de engenharia e à execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá.

Segundo os investigadores, o grupo teria manipulado o processo licitatório para favorecer empresas específicas e, posteriormente, desviar parte dos recursos públicos destinados à obra.

Primeira fase da operação

A primeira fase da Operação Paroxismo foi deflagrada em setembro de 2025, quando a Polícia Federal cumpriu 13 mandados de busca e apreensão – 11 em Macapá e dois em Belém.

O contrato investigado havia sido firmado em maio de 2024 pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá e tinha valor estimado em R$ 69,3 milhões.

Na ocasião, o prefeito Dr. Furlan já havia sido citado entre os alvos da investigação.

Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal também apontou que o grupo utilizava entregas físicas de dinheiro e movimentações bancárias simuladas para disfarçar a origem dos recursos. Um dos investigados teria sacado cerca de R$ 9 milhões em espécie.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Da Redação, com informações do Metrópoles e PF
Foto: Reprodução 

Flávio Bolsonaro terá em sua equipe jurídica ex-ministra do TSE e advogado da Lava Jato

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Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) promove audiência pública interativa destinada a debater a PEC 45, de 2023, que altera o art. 5º da Constituição Federal, para criminalizar a posse e o porte de entorpecentes e drogas afins sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. Em pronunciamento, à bancada, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) definiu a equipe jurídica que atuará em sua campanha para a Presidência da República. A coordenação fica com a ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Claudia Bucchianeri e do advogado Tracy Reinaldet.

Bucchianeri atuou na equipe jurídica de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando o então ex-presidente buscava reverter sua inelegibilidade no TSE para disputar as eleições de 2018 contra Jair Bolsonaro (PL).

Três anos depois, foi nomeada ministra substituta do tribunal por Bolsonaro. A advogada tem bom trânsito nos tribunais superiores, em especial no TSE, onde atuou como ministra substituta e assessora-chefe da Presidência, e no STF.

Bucchianeri integrou, nos últimos anos, a defesa de diversos políticos, como o deputado Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel e o senador Jorge Seif (PL-SC).

Já o advogado Tracy Reinaldet, que atua em Curitiba (PR), ganhou repercussão nacional durante o auge da operação Lava Jato, tendo atuado na defesa do doleiro Alberto Youssef e do ex-ministro Antônio Palocci. Ambos fecharam acordos de delação com a Justiça.

O escritório de Reinaldet atua com foco em Direito Penal Econômico e em casos que envolvem crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro, licitações, contra o sistema financeiro nacional, a honra, a propriedade industrial e intelectual, o mercado de capitais e o meio ambiente.

 

Com informações de CNN Brasil

Dino proíbe saque em dinheiro dos recursos de emendas parlamentares

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de saques em dinheiro dos recursos oriundos de emendas parlamentares. A decisão foi assinada na última terça-feira, 3. Esses valores devem ser movimentados exclusivamente por meios eletrônicos, como transferências bancárias ou PIX, para garantir maior rastreabilidade dos recursos públicos. 

Na decisão, Dino determinou que o Banco Central (BC) regulamente a medida em até 60 dias, em conjunto com o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O objetivo é impedir a retirada de valores em espécie tanto das contas que recebem as emendas quanto das contas de empresas ou entidades que sejam beneficiárias finais dos recursos.

Segundo o ministro, a vedação ao saque em dinheiro busca evitar práticas que dificultem o rastreamento dos valores e possam favorecer desvios ou corrupção. A decisão ressalta que a medida não impede pagamentos legítimos a fornecedores ou prestadores de serviço, desde que realizados por transferência eletrônica.

Outro ponto da decisão prevê que obras ou ações financiadas com emendas parlamentares não poderão receber recursos públicos caso haja comprovação de infrações ambientais.

O ministro determinou que as assembleias legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal adaptem seus processos orçamentários ao modelo federal de transparência e rastreabilidade das emendas.

Flávio Dino é o relator da ação que declarou inconstitucional o chamado orçamento secreto, esquema de distribuição paralela de emendas parlamentares durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelado pelo Estadão. O tema voltaria ao centro das disputas orçamentárias nos meses seguintes.

 

Com informações de UOL Notícias

Cunhado de Vorcaro não é localizado pela PF, mas diz que vai se entregar

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Nesta quarta-feira, 4, a Polícia Federal realizou uma nova fase da operação Compliance Zero, em que o alvo da vez era o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Fabiano Zettel não foi encontrado, mas deve se entregar ainda na manhã de hoje.

A nova fase da investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também teve como alvo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O banqueiro já havia sido preso em novembro do ano passado, na primeira fase da operação, mas foi solto na sequência. Na época, foi determinado que o empresário fizesse o uso de tornozeleira eletrônica.

A nova prisão de Vorcaro foi motivada após a suspeita do bancário tentar atrapalhar as investigações relacionadas ao Master. O empresário teria feito uma ofensiva contra envolvidos e testemunhas ligadas ao caso.

Além de Vorcaro e Zettel, o ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana foram alvos de mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, a nova fase da operação deflagrada nesta quarta tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa. As investigações contaram com o apoio do Banco Central.

Ao todo, a PF cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Em comunicado à imprensa, agentes também cumpriram ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.

 

Com informações da CNN Brasil