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Banco Central abre investigação interna sobre caso Master

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O Banco Central abriu uma investigação interna para entender o que aconteceu no escândalo do Banco Master. O objetivo é apurar eventuais falhas ocorridas no processo de fiscalização e liquidação da instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro. A sindicância está sendo conduzida sob sigilo pela corregedoria e foi iniciada a partir de uma decisão do presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, tomada no fim do ano passado.

Em meio ao avanço dessa investigação, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que comandavam o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), entregaram seus cargos. Não há, até o momento, acusações formais contra eles. Procurado, o BC afirma que “a alternância de nomes em cargos comissionados é uma prática normal no âmbito da administração pública”.

O primeiro a deixar o cargo foi Souza, ex-diretor de fiscalização do BC. Servidor de carreira, ele foi o responsável por autorizar a compra por Daniel Vorcaro do Banco Máxima, que passou a se chamar Master. Mais recentemente, atuava como chefe-adjunto do Desup e era responsável por acompanhar a solidez e a estabilidade do mercado financeiro.

O segundo foi Belline, chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC. Ele chegou a ser cotado para substituir Neves na diretoria de Fiscalização, que hoje é ocupada por Aílton de Aquino Santos. Belline assinou diversos ofícios e despachos do Banco Central enviados ao Ministério Público Federal relativos ao Master.
Um desses documentos foi citado pela defesa de Vorcaro na argumentação do banqueiro perante a Justiça. Em um ofício enviado ao Ministério Público Federal, Belline relata que uma operação de compra suspeita de carteiras fictícias de crédito pelo Master no fim de 2024 acabou sendo desfeita no início de 2025. Em outro trecho, diz que o BC não identificou indícios de irregularidades em transações de crédito consignado originadas pelo próprio Master.
Queda de avião”

A ideia da investigação interna, segundo integrantes do BC, não é fazer uma caça às bruxas, mas sim obter uma radiografia mais profunda do escândalo do Banco Master — e, com isso, aprimorar regras e controles para o futuro. A lógica, segundo servidores da autoridade monetária, é semelhante à apuração de uma queda de avião em que precisa entender as causas que provocaram a tragédia.

O banco de Daniel Vorcaro teve um crescimento exponencial no mercado captando recursos via CDBs com taxas acima das praticadas pelos concorrentes. Em geral, os bancos emitem papéis com rendimento de até 98% do CDI, índice que acompanha de perto a taxa Selic. O Master, porém, fugia ao padrão ao oferecer retornos de até 140% do CDI.
Com o esgotamento desse modelo de negócios e a dificuldade para honrar os compromissos, o banco enfrentou problemas para se manter saudável no mercado e passou a ser monitorado mais de perto pelo Banco Central a partir de 2024. Enquanto a crise se agravava, Vorcaro negociou a venda da instituição para o BRB, que vinha socorrendo o banco ao longo do período por meio de compra de carteiras de crédito.

O escândalo do Master veio à tona em 18 de novembro de 2025, quando o Banco Central decidir liquidar a instituição financeira, encerrando as suas atividades, afastando seus administradores e bloqueando o patrimônio para pagar credores. No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar suspeitas de fraudes em uma operação de venda de carteiras de crédito com indícios de irregularidade no valor de R$ 12,2 bilhões envolvendo o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal.
Tanto o Master quanto o BRB negam qualquer irregularidade e dizem que as carteiras de crédito suspeitas foram substituídas.

Outra investigação da PF em parceria com o BC apontou indícios de irregularidades na relação do Master com a gestora de recursos Reag DTVM, que foi liquidada em 15 de janeiro deste ano. Segundo as apurações, a instituição financeira de Daniel Vorcaro fazia empréstimos para empresas que repassavam os recursos para inflar o resultado de fundos da Reag. O dinheiro, após uma série de transações relâmpagos, voltava para o próprio Master em aplicações de CDBs (Certificado de Depósito Bancário), título de renda fixa emitido por instituições financeiras.

O caso mais ilustrativo é o empréstimo de R$ 459 milhões concedido pela instituição financeira de Daniel Vorcaro para a Brain Realty Consultoria e Participações Imobiliárias, dirigida por uma ex-funcionária da Reag. Conforme revelou O GLOBO, tão logo esses recursos foram recebidos pela empresa, o dinheiro foi repassado para o Fundo Brain Cash, criado pela Reag 20 dias antes, com um patrimônio de R$ 15 mil.

A aplicação de R$ 450 milhões no fundo Brain Cash foi relâmpago. Uma hora e meia depois de receber esses recursos, o dinheiro foi repassado para o Fundo D Mais, também ligado à Reag e que tinha em sua carteira de investimentos papéis do Besc. Três minutos depois, o Fundo D Mais transferiu R$ 450 milhões ao FIDC High Tower para liquidar parte de uma aquisição de papéis do Besc.

Esse fundo, segundo a investigação, reavaliou esses ativos de baixa liquidez para R$ 10,8 bilhões, registrando uma rentabilidade de 10.502.205% em 2024. No mesmo ano, para efeito de comparação, a maior criptomoeda do mundo rendeu em torno de 120% de retorno em dólar, enquanto o ouro valorizou 61,6% em reais no mesmo período.

Procurados, Master e Reag negam qualquer irregularidade.

 

Da Redação com informações de O Globo

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AC: PF mira deputado Eduardo Velloso em operação sobre desvio de emendas

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A Polícia Federal (PF) realiza uma operação nesta quinta-feira, 29, para apurar suspeita de desvio de recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares no Acre.

A TV Globo apurou que o deputado federal Eduardo Velloso (União-AC) está entre os alvos. Policiais federais cumpriram mandados em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e no apartamento funcional dele em Brasília.

Segundo informações preliminares, investigadores apontam que há suspeitas de desvio de quase R$ 1 milhão em emendas individuais do deputado, as chamadas emendas PIX.

 

Da Redação com informações de G1 

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Ministério da Justiça informa ao STF andamento do pedido de extradição de Alexandre Ramagem

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O Ministério da Justiça informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o pedido de extradição do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) já foi formalmente encaminhado ao governo dos Estados Unidos pela via diplomática.

Segundo ofício enviado nesta terça-feira, 28, ao STF, a solicitação foi transmitida pelo Ministério das Relações Exteriores. De acordo com a pasta, a Embaixada do Brasil em Washington encaminhou ao Departamento de Estado norte-americano, em 30 de dezembro de 2025, a nota verbal com o pedido de extradição, acompanhada da documentação exigida pelo tratado bilateral entre os dois países.

No documento, o Ministério da Justiça afirma que novas informações sobre o andamento do caso serão repassadas ao Supremo assim que estiverem disponíveis e coloca-se à disposição para prestar esclarecimentos adicionais.

O pedido de extradição foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro do ano passado, após a fuga de Ramagem para os Estados Unidos.
O deputado deixou o Brasil em setembro, no mesmo mês em que a Primeira Turma do STF o condenou a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Na decisão, Moraes ordenou que a Secretaria Judiciária do STF encaminhasse ao Ministério da Justiça toda a documentação necessária para formalizar o pedido, conforme previsto no tratado de extradição firmado entre Brasil e Estados Unidos. Coube ao Itamaraty, então, fazer a remessa oficial ao governo americano.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Ramagem saiu do país de forma clandestina pela fronteira do Brasil com a Guiana, sem passar por controle migratório.

No país vizinho, embarcou no aeroporto de Georgetown com destino aos Estados Unidos, onde teria ingressado utilizando passaporte diplomático, apesar de existir determinação judicial para o cancelamento do documento.

Aliados do deputado afirmam que ele pretende pedir asilo político nos Estados Unidos, o que pode prolongar a tramitação do pedido de extradição.

 

Da Redação com informações de G1

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Lula foi informado sobre consultorias de Lewandowski, diz Gleisi

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha conhecimento de que o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski prestava serviços de consultoria a instituições privadas.
Como revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, o Banco Master pagou R$ 5 milhões ao escritório de Lewandowski enquanto ele era ministro.

Segundo a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o petista foi informado dos negócios de Lewandowski ao convidá-lo para assumir o cargo no governo, em 2024. No entanto, ela nega que o presidente sabia especificamente da relação com a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro.

“Quando o presidente Lula convidou o ministro Lewandowski, ele sabia que o ministro tinha contratos privados, e o ministro informou que ia cumprir a lei e desvencilhar-se de todos os contratos, o que fez”, disse a ministra em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira, 28.

Inicialmente, Gleisi havia sinalizado que Lula sabia da relação entre o escritório de Lewandowski e o Banco Master, mas se corrigiu.

“Ele avisou que prestava atividades privadas, econômicas, e que ele teria que se afastar. Não sei se ele falou exatamente do Master, mas ele falou: ‘Olha, eu tenho que me afastar de atividades’. Ele deve ter comentado, mas isso não é impeditivo”, disse a ministra.

A ministra ainda saiu em defesa de Lewandowski e ressaltou que o governo federal atua para investigar e combater as fraudes envolvendo a instituição financeira. Nesse sentido, Gleisi citou, inclusive, a prisão de Vorcaro durante a gestão de Lewandowski na Justiça.

“Foi na gestão do ministro Lewandowski que o presidente do Master, o Vorcaro, foi preso. Então, essa situação em que tentam ligar o governo ou o ministro Lewandowski é uma tentativa da oposição. O governo tem sido firme e decidido em fazer a investigação, seja por meio da fiscalização do Banco Central, seja mediante a apuração da Polícia Federal”, frisou.

Contrato

Como revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, a instituição financeira comandada por Daniel Vorcaro pagou R$ 5 milhões ao escritório de Lewandowski enquanto ele era ministro.

O contrato de consultoria jurídica foi assinado em 28 de agosto de 2023, e os pagamentos prosseguiram até o mês de setembro de 2025, quando Lewandowski já estava no Ministério da Justiça havia 21 meses. O valor era de R$ 250 mil mensais.

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação 

TCE-AM admite representação contra Prefeitura de Parintins por suspeita de irregularidades em licitação

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A presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), Yara Lins, admitiu Representação contra a Prefeitura de Parintins (a 370 quilômetros de Manaus) por supostas ilegalidades em procedimento licitatório. O Despacho Nº 73/2026 – GP foi publicado na edição desta terça-feira, 27, do Diário Oficial da Corte de Contas. 

A denúncia foi feita pela empresa Comércio e Indústria Combratel 2000 Ltda – ME e não há mais detalhes sobre quais seriam essas irregularidades. 

“Segundo narrado anteriormente, a Representante alega suposto ato de ilegalidade em procedimento licitatório, requerendo apuração por parte deste Tribunal, o que se enquadra nos motivos em que se fundam a Representação”, diz trecho do documento.

O relator do caso será o conselheiro Luís Fabian Pereira Barbosa. Veja: 

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Divulgação

Senador mais caro do País, Plínio Valério movimentou R$ 20 milhões em emendas Pix

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O senador Plínio Valério(PSDB-AM) lidera o ranking nacional de gastos acumulados do Senado Federal em 2025, com R$ 676.677,45 em despesas declaradas, de acordo com dados da plataforma De Olho em Você, que monitora despesas parlamentares e a execução orçamentária. No mesmo período, o parlamentar também destinou R$ 20.887.714,85 de sua cota de emendas parlamentares por meio de transferências especiais, conhecidas como Emendas Pix.

O levantamento considera os gastos acumulados com a manutenção do gabinete, incluindo a Cota para Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), além da execução de emendas parlamentares. No recorte mensal, Plínio Valério registrou R$ 21.463,96 em despesas da Ceap, somando R$ 67.830,15 no período analisado. Com esses números, o senador aparece como o parlamentar com maior volume de gastos no país, segundo os dados da plataforma.

Emendas Pix

As transferências especiais, conhecidas como Emendas Pix, constituem uma modalidade de repasse de recursos da União diretamente a Estados e municípios, sem a exigência de apresentação prévia de projetos técnicos ou definição de metas de execução no momento do repasse.

Nessa modalidade, os valores não ficam vinculados a ações ou programas específicos e são depositados diretamente no caixa do ente federativo, que passa a ser responsável pela destinação dos recursos. A verificação da execução ocorre posteriormente, por meio do acompanhamento dos órgãos de controle.

No caso do senador Plínio Valério, esse tipo de transferência corresponde a 37% de sua cota parlamentar, distribuída em 23 repasses diretos a Estados e municípios. Do total de R$ 67,7 milhões empenhados em emendas parlamentares, R$ 56 milhões foram efetivamente pagos, o que representa uma execução aproximada de 82%.

A plataforma De Olho em Você não disponibiliza, até o momento, informações sobre a Verba de Gabinete, destinada ao custeio de despesas com assessores. Dessa forma, o custo total do mandato pode ser superior aos valores apresentados.

A CENARIUM questionou o parlamentar sobre os gastos realizados ao longo de 2025 e pediu esclarecimentos sobre a destinação de repasses, via emenda Pix, para Estados e municípios. Até a última atualização desta matéria não houve retorno.

 

Da Redação com informações de Cenarium

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

FJJAM premia os melhores do ano em noite de casa cheia na Aleam

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A Federação de Jiu-Jitsu do Amazonas (FJJAM) premiou os melhores do ano na noite desta terça-feira, 27, no auditório Belarmino Lins na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Com auditório lotado, o evento reuniu atletas, dirigentes e autoridades. Ao todo, 530 atletas foram premiados.

A iniciativa tem o apoio do deputado estadual Mário César Filho (União Brasil), do deputado federal Fausto Jr (União Brasil), da Pontual Pesquisas e de outras entidades do estado.

 


Faixa preta e apoiador do evento, o diretor da Pontual Pesquisas, Eric Lima Barbosa, foi um dos homenageados do evento.

Em seu discurso, o presidente da Federação, Elvys Damasceno, lembrou que o primeiro Melhores do Ano foi realizado em 2009 e demonstrou contentamento com a dedicação dos atletas. Em especial, as crianças e aos pais que apoiam os sonhos de seus filhos. Ele aproveitou para lançar oficialmente o 39º Campeonato Amazonense de Jiu-Jitsu que será realizado nos dias 18 e 19 de abril na Arena Amadeu Teixeira.

“Os Melhores do Ano é um evento que todos os atletas competem o ano todo para ganhar, para ser coroado realmente. É como o Oscar do Jiu Jitsu, então é muito legal ver que o auditório fica completamente lotado, ninguém falta. Às vezes, quando um não pode estar, ele manda a mãe ou o irmão. Então é um momento realmente histórico. É um documento que vai ficar para comprovar aí por anos, por gerações que ele foi realmente o Melhores do Ano da Federação Oficial do Estado. Então é importantíssimo coroar os atletas e nada mais justo que isso”, falou Elvys para o Portal O Poder. “Tanto os atletas como os parceiros que fazem as coisas acontecer. Inclusive a Pontual, que é do faixa preta também, o Eric, filho do senhor Antônio, que é um mestre das antigas, da minha época. A gente faz o esporte porque ama essa inclusão, realmente”, destaca.

O deputado estadual Mário César Filho também falou da parte socioeducativa do esporte. “O jiu-jitsu tira a criançada das ruas, é um agente motivador de sonhos. Dificilmente ela [a criança] vai se enveredar por um caminho que não deve”, ressaltou, em discurso.

Treinando há 10 anos, a atleta premiada no Melhores do Ano, Vitória Letícia da Silva Vasconcelos, da academia Octávio Almeida, ressalta que o evento é importante para a valorização dos atletas. “Eu comecei a treinar por causa do filme karatê kid e graças a Deus, Deus tudo certo, estou sendo premiada pela quinta vez como melhor do ano pela federação. Quero agradecer ao presidente Elvys Damasceno, pelos campeonatos que ele realiza e a todos que estão filiados com ele, estamos tendo um evento muito organizado”, destaca. Aos 19 anos, Vitória planeja continuar a faculdade de Educação Física com excelência e ganhar o sexto prêmio de Melhores do Ano.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Priscila Rosas

TJAM declara inconstitucionais trechos da lei que trata da Sala de Estado-Maior no Amazonas

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O Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n.º ****************8.04.0000 e declarou inconstitucionais os artigos 1.º, parte final, e incisos I a V; 2.º, inciso II, parte final, e inciso III; e 4.º, parágrafo único, da Lei Estadual n.º 5.661/2021, que regulamentou a Sala de Estado-Maior para advogados presos cautelarmente no Amazonas.

A ação foi julgada na sessão desta terça-feira (27/1), por maioria dos membros, de acordo com o voto da relatora, desembargadora Onilza Abreu Gerth. Os trechos questionados da lei estavam suspensos desde 20/2/2024, com o deferimento da medida cautelar, e o mérito da ação começou a ser analisado em 16/9/2025.

A ADI tem como requerente o Ministério Público do Estado do Amazonas, que questiona trechos da lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (parte requerida no processo), afirmando que os dispositivos da lei estadual que suplementa a Lei Federal n.º 8.906/1994 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB) trazem garantias aos advogados que violam princípios constitucionais, além de aspectos previstos na Lei de Execução Penal.

Nas razões de decidir, a relatora destaca que “o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que compete privativamente à União legislar sobre condições para o exercício de profissões (CF, art. 22, XVI) e sobre direito processual penal (CF, art. 22, I), não sendo cabível aos Estados inovar na regulamentação de prerrogativas da advocacia”.

A magistrada observa que os dispositivos impugnados introduziram direitos materiais e processuais não previstos no Estatuto da OAB, configurando usurpação de competência formal da União. E salienta que “a concessão de privilégios como uso irrestrito de computador, telefone celular e acesso à internet, além de visitas familiares em frequência superior à prevista em normas gerais, afronta o princípio da isonomia (art. 19, III, da CE/AM), criando distinção injustificada entre advogados presos e demais custodiados”.

Também de acordo com a relatora, o entendimento do STF e do Superior Tribunal de Justiça é claro no sentido de que os direitos do preso especial não podem se sobrepor aos do preso comum, exceto quanto ao local da custódia, não havendo respaldo constitucional para ampliação de prerrogativas como as previstas na lei estadual.

No Acórdão foram definidas duas teses de julgamento: uma afirma que “compete privativamente à União legislar sobre direito processual penal e condições para o exercício das profissões (CF, art. 22, I e XVI)”; e outra que “é inconstitucional lei estadual que amplia as prerrogativas de advogados custodiados em Sala de Estado-Maior, ao prever direitos materiais não previstos na legislação federal, por configurar usurpação de competência e violação ao princípio da isonomia.”

Definição

A expressão Sala de Estado Maior é usada para se referir a uma sala específica para o cumprimento de prisão, local distinto das celas comuns, como o destinado a oficiais militares, sem grades, localizado em dependências das Forças Armadas (Exército, Marinha ou Aeronáutica) ou das Forças Auxiliares (Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros), explica a magistrada em seu voto.

No caso do local destinado aos advogados, este deve ser adequado e compatível com a dignidade da advocacia, servindo como forma de proteger o exercício profissional e a inviolabilidade da função, afirma a relatora, destacando que a ADI não visa a afastar esse direito dos advogados, mas apenas discute dispositivos da lei estadual n.º 5.661/2021, que inseriu alguns “benefícios” aos advogados que se encontram presos cautelarmente em Sala de Estado Maior.

 

Da Redação com informações de TJAM

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CPI quer quebrar sigilos de resorts de irmãos de Toffoli e escritório de esposa de Moraes

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado no Senado, deve pedir a quebra de sigilos de empresas e pessoas ligadas a irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em dois resorts de luxo no Paraná, e ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes. O objetivo dos requerimentos é incluir o caso do Banco Master no escopo da comissão e apurar possíveis conexões com lavagem de dinheiro e corrupção.

Os requerimentos devem ser apresentados na próxima semana durante a volta do recesso parlamentar para apurar se há conflito de interesses de Toffoli com os negócios dos irmãos e sua relatoria das ações contra o Master que correm na Corte. Os parentes eram cotistas dos resorts da rede Tayayá através de fundos de investimentos ligados à instituição financeira liquidada pelo Banco Central.

Já o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci, foi contratado pelo Banco Master para defender seus interesses por R$ 129 milhões.

“Esse é um ponto que só o Senado tem capacidade de enfrentar. Em todas as outras frentes, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República podem avançar”, afirmou em entrevista ao Estadão publicada nesta terça, 27.

Os pedidos, diz Vieira, também são para se antecipar à possível criação de uma CPI específica do Banco Master, que já reúne o número mínimo de assinaturas. A instalação da comissão, no entanto, ainda depende de decisão do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Criada em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado investiga crimes como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação de territórios e atuação de facções criminosas. Para o relator, há elementos suficientes que ligam o Banco Master a esses temas e justificam a ampliação da investigação.

“É possível utilizar as CPIs que já estão em andamento, tanto a do Crime Organizado quando a CPI do INSS, porque as duas têm conexões que permitem ter essa utilização – e já temos duas CPIs sobre o Caso Master com a quantidade mínima de assinaturas atingida. Então, certamente teremos avanço”, pontuou o senador.

Nas últimas duas semanas, diversas apurações de jornais como Estadão, Folha de S. Paulo e Metrópoles revelaram indícios de ligação de Toffoli com negócios de seus irmãos e fundos geridos pelo Banco Master através do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso na segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Em uma delas, a cunhada do ministro, Cássia Pires Toffoli, negou que o marido fosse sócio da empresa cotista dos resorts Tayayá, que chegou a deter um terço de um dos empreendimentos. Ele, no entanto, assinou uma nota explicativa sobre os negócios dias depois.

 

Da Redação com informações de Gazeta do Povo

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Flávio Bolsonaro enfrenta impasse na busca por marqueteiro

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Sem o apoio explícito de nomes relevantes da oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta na largada da pré-campanha dificuldades para diminuir sua rejeição, reduzir resistências fora do núcleo bolsonarista, além de conviver com a sombra do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), tratado por setores do campo conservador como alternativa mais competitiva ao Palácio do Planalto. Por isso, interlocutores veem como essencial ampliar o leque de apoios e construir uma imagem que extravase o bolsonarismo raiz, o que impulsionou a busca por marqueteiro.

O senador tem conversado com diferentes profissionais do mercado em busca de alguém capaz de organizar a estratégia, dar consistência à comunicação e oferecer um roteiro para 2026.

Nas conversas, a demanda central é por um nome que consiga “colar” a imagem do senador na figura do pai, mas ao mesmo tempo dar um tom mais moderado e individual. A avaliação é que a campanha precisará sair do tom reativo e de pautas identitárias para construir atributos presidenciais — agenda econômica, discurso institucional e capacidade de diálogo. Há também pressão para profissionalizar a produção de conteúdo e integrar melhor redes, imprensa e agenda territorial, pontos vistos como falhas recorrentes nas campanhas anteriores do campo bolsonarista.

Desafio

Um dos desafios para tornar o nome competitivo é reduzir a rejeição. A pesquisa Genial/Quaest mais recente sobre o cenário eleitoral de 2026 mostra queda na rejeição ao nome de Flávio, que passou de 60% para 55%, mas o patamar ainda é alto e superior ao de Tarcísio, com 43%.

Em meio à pré-campanha, o publicitário Daniel Braga, próximo ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que foi alçado a coordenador, começou a auxiliar Flávio em conteúdos para as redes sociais. A avaliação, contudo, é que ele não deve ser o estrategista. Outro nome lembrado foi o de Duda Lima, marqueteiro do PL. A hipótese, no entanto, é vista como improvável diante do desgaste após a campanha de Ricardo Nunes em 2024.

Além disso, interlocutores do partido reconhecem que a estrutura digital de Flávio está longe do alcance que Jair Bolsonaro construiu ao longo dos anos, embora o senador tenha ampliado seguidores desde que passou a ser tratado como presidenciável.

Sem postar nas redes desde julho, Jair Bolsonaro mantém 27 milhões de seguidores em seu perfil no Instagram. Flávio, por sua vez, tem 8,3 milhões, cerca de 30% do pai. Isso reforça a avaliação interna de que apenas a força orgânica do bolsonarismo não será suficiente para sustentar uma campanha nacional.

Fora da publicidade, há o desafio de avançar eleitoralmente em áreas onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é forte, caso do Nordeste. No centro dessas articulações aparece novamente Rogério Marinho. Nordestino, ele é próximo da família Bolsonaro e, por isso, tido como capaz de costurar apoios na região. Marinho afirma que o partido trabalha com a meta é ampliar vantagem onde Bolsonaro venceu e reduzir a diferença no Nordeste, onde há maior preocupação em Pernambuco, Ceará, Alagoas, Maranhão e Bahia.

— Cada região vai ter uma estratégia. Nas outras quatro regiões onde o Bolsonaro venceu, a ideia é ampliar essa distância — disse.

Em 2022, Lula venceu em todos os nove estados do Nordeste, sendo a única grande região em que superou Jair Bolsonaro no segundo turno, com cerca de 69,3% dos votos válidos na região ante 30,6% de Bolsonaro, participação que foi crucial para sua vitória nacional. Nacionalmente, Lula obteve 50,90% dos votos válidos, contra 49,10% de Bolsonaro, uma diferença apertada de cerca de 1,8 ponto percentual na soma dos votos de todo o país. No Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, Bolsonaro venceu, o que ajudou a estreitar o resultado, mas não foi suficiente para derrotar o impacto eleitoral do Nordeste.

Para isso, palanques fortes nos país são essenciais. Segundo Marinho, contudo, ainda há tensões em cerca de dez estados, incluindo Minas, Rio e Goiás.

Fator Michelle

Além disso, um pano de fundo envolve a movimentação de Michelle Bolsonaro: segundo aliados, ela atua para reabilitar Tarcísio para a disputa presidencial, a partir da eventual ida de Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar. Dirigentes do PL afirmam que, primeiro, Flávio precisa angariar o apoio da madrasta, que ainda teria preferência por uma candidatura do governador, que por sua vez se diz candidato à reeleição.

Aliados reconhecem que Flávio ainda precisa convencer o próprio campo de que tem capacidade de liderar a transição após a prisão e a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O governador tem dito que é candidato à reeleição, mas recuou da visita que faria ao ex-presidente na semana passada, depois de Flávio afirmar que o pai diria a ele que as eleições nacionais estavam fora de cogitação. Tarcísio é tratado como alternativa mais viável por setores do empresariado e do Centrão.

 

Da Redação com informações de O Globo

Foto: Divulgação