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RR: Juíza cita crise Yanomami e danos do mercúrio em condenação de empresário que transportava 103 kg de ouro

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A Justiça determinou a condenação do empresário Bruno Mendes de Jesus, a 8 anos e 11 meses de prisão em regime fechado por transporte de ouro ilegal. A fundamentação da sentença embasou que essa prática é um dos motivos da crise humanitária que atinge o território Indígena Yanomami.

A juíza federal Mirna Brenda de Magalhães argumentou que os indivíduos que transportam o minério são peças fundamentais para o garimpo ilegal existir e continue a devastar comunidades indígenas, por esse motivo, devem ser punidos com o mesmo rigor aplicado à extração ilegal.

Bruno foi preso em agosto deste ano com 103 kg de ouro escondido em uma caminhonete, na maior apreensão de minério já realizada no país, por meio da Polícia Rodoviária Federal. Dividido em barras, a carga foi avaliada em R$ 61 milhões pela cotação do Banco Central. Bruno teve o direito de recorrer em liberdade negado.

Segundo a sentença, a exploração mineral na terra indígena “maltrata os recursos naturais e a população indígena, que já se encontra altamente fragilizada pela ausência de tutela do Estado”. A juíza considerou que o transporte da carga é necessário para transformar o crime ambiental em lucro.

Embora a decisão não afirme categoricamente que o ouro apreendido foi extraído da Terra Indígena Yanomami, a juíza considerou que o transporte de ouro com características da extração ilegal, confirmadas em laudo da perícia, fomenta a atividade criminosa.

Bruno foi condenado pelos crimes de transporte ilegal de matéria-prima da União e transporte de substância tóxica (mercúrio, presente no amálgama de ouro), mas foi absolvido da acusação de receptação.

A condenação também se baseou no crime ambiental devido à presença de mercúrio no ouro apreendido. A perícia da Polícia Federal confirmou que as barras eram uma mistura de ouro com mercúrio, típico de garimpos ilegais.

 

Com informações de G1 RR

Simão Peixoto acumula nova investigação por violência política após tentar prejudicar candidata

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou Procedimento de Investigação Criminal (PIC) para apurar o crime de violência política de gênero cometido pelo ex-prefeito de Borba, Simão Peixo. A Portaria PRE-AM nº 03/2025 assinada pelo procurador regional eleitoral, Edmilson da Costa Barreiros Júnior, foi publicada nesta quinta-feira, 18.

A investigação tem como base denúncia de que Simão teria praticado atos com o objetivo de prejudicar a candidatura de Elizabeth Maciel de Souza durante as eleições municipais de 2024.

Os fatos são apurados sob a tipificação do artigo 326-B do Código Eleitoral, que trata especificamente da violência política de gênero.

De acordo com o MPE, o procedimento foi instaurado a partir de um processo extrajudicial iniciado de ofício pela 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, por meio da Portaria nº 129/2024, decorrente da Representação nº 02.2024.00003966-4. Como o prazo inicial de tramitação se esgotou e ainda restam diligências pendentes, o órgão decidiu converter o caso em investigação criminal formal.

O procurador regional eleitoral fixou o prazo de 90 dias para a conclusão do apuratório, podendo haver prorrogação caso sejam necessárias novas diligências.

Histórico de violência

Embora a investigação atual trate de fatos relacionados às eleições de 2024, o nome do prefeito de Borba já havia sido associado a episódios semelhantes anteriormente.

Em novembro de 2022, a então presidente da Comissão da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada Alessandra Campêlo (PSC), anunciou que apresentaria representações contra Simão Peixoto no Ministério Público do Estado (MPAM) e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) por violência política de gênero.

Na ocasião, durante um comício, o prefeito teria ameaçado ‘dar uma ripada’ na vereadora, Enfermeira Tatiana Franco (PTB), em referência a críticas feitas por ela à gestão municipal na área da saúde. A fala gerou forte repercussão e foi classificada como tentativa de intimidação e silenciamento de uma parlamentar eleita.

A deputada Alessandra Campêlo chegou a classificar Simão Peixoto como “o prefeito mais violento do Brasil”, relembrando outros episódios envolvendo agressões verbais e físicas, incluindo um conflito com o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), e um desafio público de MMA a um adversário político.

Próximos passos

Com a instauração do Procedimento , o Ministério Público Eleitoral dará sequência às diligências necessárias para esclarecer os fatos.

 

Da Redação 
Foto: Divulgação 

Após renúncia, Zambelli terá pedido de extradição julgado na Itália

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A Justiça de Roma decide, nesta quinta-feira, 18, sobre o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao Brasil. A parlamentar renunciou ao cargo na Câmara dos Deputados no domingo, 14. 

O julgamento ocorrerá na Corte de Apelação. Condenada a mais de 15 anos de prisão em duas ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli está presa na Itália desde julho.

A análise sobre a extradição da parlamentar ocorreria em 4 de dezembro, mas, devido a uma greve de advogados no país, a data foi remarcada para esta quinta-feira. O pedido de extradição do governo brasileiro será analisado às 14h no horário local (10h no horário de Brasília).

A defesa de Zambelli explicou que tentará postergar a extradição da parlamentar com o intuito de apresentar novas provas. “A defesa vai pedir para redesenhar a data dessa audiência, a fim de incluir mais provas, como foi no caso do Eduardo Tagliaferro”, explicou o advogado Fabio Pagnozzi.

A medida ocorre porque a Justiça italiana também adiou a extradição de Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e réu no STF por coação no curso do processo, violação de sigilo funcional, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Fuga

Em julho deste ano, Zambelli foi presa em Roma, capital da Itália, após fugir do Brasil para tentar escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as apurações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga da deputada para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição dela para o Brasil. O pedido de extradição de Carla Zambelli foi oficializado no dia 11 de junho pelo STF. Em seguida, enviado pelo Itamaraty ao governo italiano.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

Vice-líder de Lula é alvo da PF em operação sobre farra do INSS

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Vice-líder do governo Lula no Senado, o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 18.

A operação investiga a chamada farra do INSS, esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Segundo fontes da PF, Weverton é alvo de um mandado de busca e apreensão. Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva, bem como outras medidas cautelares.

As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridas nas seguintes unidades da Federação: São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão e Distrito Federal.

Senador é ligado ao Careca do INSS

Conforme o colunista do Metrópoles, Tácio Lorran, o senador tem ligações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, com quem Weverton compartilhou o uso de um jatinho.

Além de vice-líder de Lula no Senado, Weverton é relator de matérias importantes para o governo. Ele relata a indicação do ministro da AGU, Jorge Messias, a uma vaga de ministro do STF.

Outro lado

Em nota, Weverton disse que recebeu “com surpresa” a operação em sua residência, e que irá esclarecer a situação assim que tiver acesso a íntegra da decisão.

“O senador Weverton Rocha informa que recebeu com surpresa a busca na sua residência , com serenidade se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integral a decisão”, afirma a nota do senador.

 

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação 

Secretário da Previdência vira alvo da PF e é exonerado pelo Governo

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O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo Portal, foi preso na manhã desta quinta-feira, 18, pela Polícia Federal, por possíveis irregularidades no pagamento de descontos associativos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O Ministério da Previdência anunciou a exoneração do secretário da pasta após a prisão. Segundo o governo, a demissão de Portal foi uma determinação do ministro da Previdência, Wolney Queiroz.

O procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, atual consultor jurídico do ministério, foi anunciado para a função de secretário-executivo. Até a última atualização desta reportagem, a demissão de Portal e a nomeação de Silva não haviam sido publicadas no DOU (Diário Oficial da União).

Adroaldo Portal foi um dos alvos da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta. Ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

As ações ocorrem nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

A operação desta quinta tem como objetivo “esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.

Relembre a operação Sem Desconto

A primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 23 de abril deste ano. A ação revelou um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Na época, os investigadores estimaram que as fraudes podem chegar a cerca de R$ 6 bilhões. De lá para cá, ao menos 18 pessoas foram presas, entre políticos e empresários. Com a ação de hoje, já são nove fases da operação realizadas pela Polícia Federal.

 

Com informações de CNN Brasil

Lula anuncia saída de Celso Sabino do Turismo; União Brasil pediu cargo após expulsar ministro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a saída de Celso Sabino do Ministério do Turismo ao final da reunião ministerial realizada nessa quarta-feira, 17, informaram fontes.

Segundo esses interlocutores, o União Brasil, que indicou Sabino, pediu o cargo após o ministro ser expulso do partido.

O indicado para substituir Celso Sabino é Gustavo Feliciano, filho do deputado federal Damião Feliciano (União Brasil-PB). O nome foi confirmado pelo senador Efraim Filho (União-PB), líder do partido.

Damião Feliciano é um dos coordenadores da bancada evangélica e da bancada negra na Câmara. O nome para ocupar a vaga deixada por Sabino também foi negociado com a ala governista do partido.

A reportagem apurou que Gustavo Feliciano foi avalizado pelo presidente do partido, Antônio de Rueda – que havia anunciado o desembarque do partido do governo.

O movimento de colocar um evangélico no cargo é considerado mais um aceno de presidente Lula para esse segmento do eleitorado.

Sabino foi expulso do União Brasil no final do mês depois que dirigentes do partido entenderam que ele cometeu infidelidade partidária ao desrespeitar uma ordem e permanecer — contra a vontade da cúpula da legenda — à frente do ministério.

Segundo auxiliares do presidente Lula, o União pediu ao governo a cadeira do ministério de volta após a decisão de expulsar Sabino. O acordo foi negociado entre o partido e a ala política do Planalto.

A saída de Sabino do governo foi anunciada quando a reunião ministerial na Granja do Torto já havia terminado. Sabino deve sair candidato ao Senado nas eleições do ano que vem.

‘Desembarque’ do União

Em setembro, o União Brasil aprovou uma resolução exigindo que filiados ao partido deixassem cargos ocupados no governo de Lula.

Segundo o texto da norma, chancelada pela cúpula nacional da sigla, os membros que não abandonassem a gestão Lula poderiam ser punidos disciplinarmente.

Entre as punições previstas no estatuto do partido, está a expulsão. E foi o caso de Sabino, que optou por permanecer no comando do Turismo.

Embora tenha anunciado a medida dura, o partido e deixou brecha para que o partido continue influenciando decisões. A decisão não afetou os ministros Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Embora as pastas sejam atribuídas ao partido, eles não são filiados à sigla.

Waldez Góes é ministro desde o início do mandato de Lula. Ele é filiado ao PDT, mas deixou as funções partidárias para assumir o ministério como indicado do União Brasil, mais especificamente de Davi Alcolumbre.

Frederico Siqueira foi nomeado e empossado ministro das Comunicações em abril. Ele assumiu a vaga deixada por Juscelino Filho (União-MA), que deixou o cargo após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostas irregularidades em emendas parlamentares.

Após a demissão de Juscelino, o cargo ficou vago por duas semanas. Durante esse período, o União Brasil chegou a indicar Pedro Lucas, deputado pelo Maranhão e líder do partido na Câmara.

Pedro Lucas foi anunciado como futuro ministro, no entanto, dias depois ele pediu desculpas a Lula em uma nota e disse que não aceitaria o convite.

Por trás da recusa, estava uma disputa interna no União Brasil, e o medo do grupo mais próximo a Rueda e a Pedro Lucas de perder influência na bancada da Câmara.

A exigência para que os filiados deixassem a gestão Lula foi aprovada após a veiculação de reportagens que apontam uma suposta conexão entre o presidente nacional do partido, Antonio de Rueda, e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Rueda nega.

Em nota à imprensa na época, o partido indicou enxergar influência do governo federal na divulgação das informações. A sigla afirmou que havia uma “percepção de uso político da estrutura estatal” para desgastar Rueda.

Além disso, o partido se juntou ao PP, cujo presidente é Ciro Nogueira (PP-PI) – ex-ministro e apoiador de Jair Bolsonaro (PL) – em uma federação partidária.

A avaliação interna União Brasil é de que a situação se tornou insustentável após o presidente Lula dizer que o presidente do partido não gosta dele, nem do governo. Lula disse que também não gosta de Rueda.

Após a fala de Lula, Antonio Rueda soltou uma nota rebatendo o presidente.

“A fala do presidente evidencia o valor da nossa independência e a importância de uma força política que não se submete ao governo”, dizia trecho da nota.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação

TCE-AM determina prazo de cinco dias para Prefeitura de Uarini esclarecer sobre possíveis irregularidades em pregão

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O Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), por meio de decisão monocrática, deu o prazo de cinco dias para que a prefeitura de Uarini esclareça sobre possíveis irregularidades no pregão eletrônico nº 031/2025/CC.

Conforme apresentado no Processo de Representação com Pedido de Medida Cautelar, o objetivo é apurar se houve uma barreira técnica no sistema que supostamente restringiria a competitividade a somente empresas locais.

O relator e conselheiro substituto, Mario José de Moraes Costa Filho, questionou a competência do TCE na concessão de medida cautelar e decidiu por não acolher imediatamente o pedido devido à ausência de suporte probatório suficiente que comprove a falha sistêmica.

Foram notificados a prefeitura, na pessoa do prefeito Marcos Martins, e a Secretaria Municipal de Assistência Social de Uarini para apresentarem justificativas e documentos dias antes da decisão final sobre a suspensão da licitação.

Confira a decisão monocrática:

 

Da Redação

Em Lábrea, Roberto Cidade recebe Título de Cidadão Labrense e reforça compromisso com o município

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O deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), se tornou nesta quarta-feira, 17, Cidadão de Lábrea. Em solenidade realizada no plenário da Câmara Municipal de Lábrea (distante 712 quilômetros de Manaus), o deputado-presidente recebeu das mãos do ex-vereador e atual secretário municipal de Governo de Lábrea, José Hélio Camurça, o Título de Cidadão Labrense. A solenidade contou com a presença dos 13 parlamentares municipais, além de autoridades locais, como o prefeito Gerlando Lopes e secretários municipais.

“Recebi com muita honra e gratidão o Título de Cidadão de Lábrea, a maior honraria concedida pela Câmara Municipal. Agradeço ao presidente da Câmara, Regifrande Amorim Amâncio, ao secretário Hélio Camurça e ao prefeito Gerlando Lopes por esse reconhecimento, que fortalece ainda mais o meu compromisso com essa terra e com o seu povo. Seguimos trabalhando com presença, respeito e dedicação por Lábrea e por todo o interior do Amazonas. Contem comigo”, declarou o homenageado, o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade.

Autor da homenagem, Hélio Camurça afirmou que a comenda é um reconhecimento à trajetória de Cidade, um parlamentar estadual sempre comprometido com o interior do Estado e, de maneira especial, com o município de Lábrea.

“Parabenizo o deputado estadual Roberto Cidade pelo trabalho sério, comprometido e sensível que vem realizando em favor do povo amazonense, especialmente com a população de Lábrea. Sua atuação é marcada pela presença, pelo diálogo e por ações concretas que contribuem para o desenvolvimento do nosso município e para a melhoria da qualidade de vida da nossa gente. Esse reconhecimento é fruto de um mandato que escuta, respeita e trabalha por quem mais precisa”, declarou.

Outras agendas em Lábrea

Após a oficialização do Título de Cidadão Labrense, Cidade cumpriu uma intensa agenda no município. Esteve reunido com produtores rurais, onde tratou sobre demandas do setor primário e ações de fortalecimento da produção local. Em seguida esteve na solenidade de lançamento do Programa Asfalta Amazonas. O investimento inicial para a recuperação da malha viária do município é de R$ 20 milhões.

O mais novo cidadão Labrense também participou da solenidade de reinauguração da Casa de Saúde Zacarias Xavier.

“Assumo, com ainda mais responsabilidade, o compromisso de honrar o título de Cidadão Labrense. Estarei sempre presente, seja em Manaus ou em Lábrea, atuando com diálogo, trabalho e dedicação para garantir avanços concretos e melhorias para o município. Podem contar com um mandato atento às necessidades da população e comprometido com o desenvolvimento de Lábrea”, finalizou.

 

Da Redação com informações da assessoria de imprensa

Foto: Herick Pereira/assessoria Roberto Cidade

Senado Federal aprova projeto que reduz penas de Bolsonaro e condenados por tentativa de golpe

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O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 17, a proposta que reduz as penas de Jair Bolsonaro (PL) e de outros condenados por atos golpistas, conhecido como PL da Dosimetria. Foram 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção.

Pela manhã, o texto recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Como foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 10 de dezembro, o projeto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelas regras atuais, Jair Bolsonaro terá direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

A proposta estabelece:

  • um mecanismo para tornar mais rápida a progressão do regime de pena(quando um condenado sai de uma modalidade mais severa e passa para um regime mais brando) para quem cumpre pena por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
  • redução de até 2/3 da pena imposta aos vândalos comuns dos ataques de 8 de janeiro de 2023.
  • que o crime de tentativa de golpe de Estado (com penas maiores) vai absorver o de tentativa de abolição do Estado, em caso de condenação simultânea.

Relator do texto, o senador Esperidião Amin(PP-SC) utilizou manobra para evitar a volta do projeto à Câmara. O parlamentar mudou o conteúdo da proposta e direcionou a nova progressão de pena apenas para aqueles que cometerem crimes contra o Estado Democrático de Direito.

A medida foi uma resposta às duras críticas da opinião pública, de juristas e de parlamentares a brechas criadas pelos deputados que permitiriam que outros criminosos também fossem beneficiados pelo mecanismo.

No domingo, 14, manifestantes realizaram atos pelo país contra a anistia a envolvidos no 8 de Janeiro e o PL da Dosimetria. Houve manifestações em todas as capitais, de tamanhos diferentes.

Mudanças no texto da Câmara

Ao longo da semana, senadores cogitaram adiar o tema. Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), repetiam, porém, que o senador queria encerrar 2025 com o texto aprovado.
Amin disse aos parlamentares que as mudanças de seu parecer restringem os benefícios apenas aos atos golpistas de 8 de janeiro. O parlamentar também defendeu que a discussão do tema era urgente.

“Embora não configure a desejada anistia, busca corrigir distorções, a mão pesada. Há um consenso de que a mão foi pesada”, afirmou.

A sugestão de mudança no texto acatada pelo relator, dada pelo senador Sérgio Moro (União-PR), restringe o projeto aos crimes contra a democracia.

Amin e Moro afirmaram que a proposta que saiu da Câmara poderia diminuir a pena de condenados pelos crimes de favorecimento da prostituição e exploração sexual, coação (ameaça) durante o processo e até de obstrução de ações contra o crime organizado.

O texto aprovado estabelece que os condenados por envolvimento com os ataques de 8 de janeiro de 2023 terão direito a progredir ao regime semiaberto após o cumprimento de 16% da pena no fechado.

A legislação atual prevê que esses criminosos precisam cumprir ao menos 25% na modalidade mais severa para pleitear uma progressão.

A proposta também determina que:

  • em caso de condenação simultânea pelos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolição do Estado, prevalecerá a pena mais gravosa — e não mais a soma das penas;
  • nos crimes de tentativa de golpe de Estado e de tentativa de abolição do Estado cometidos em contexto de multidão — entendimento aplicado aos condenados pelo 8 de janeiro —, haverá redução da pena de 1/3 a 2/3, desde que o criminoso não seja uma liderança ou um financiador;
  • o tempo de estudo e trabalho em prisão domiciliar também sirva para reduzir a pena de condenados.

O relator do PL da Dosimetria na Câmara dos Deputados, deputado Paulinho da Força(Solidariedade-SP), afirmou que o projeto levaria Bolsonaro a cumprir apenas 2 anos e quatro meses em regime fechado.

O cálculo, segundo ele, também contabiliza reduções por estudo e o abatimento do período no qual o ex-presidente ficou preso em casa.

Pelas regras em vigor antes da aprovação do projeto, Jair Bolsonaro tem direito a pedir a progressão após cumprir cerca de sete anos no regime fechado. A previsão da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal é de que o ex-presidente possa progredir ao semiaberto em 23 de abril de 2033.

O chamado PL da Dosimetria foi a saída encontrada pelas cúpulas da Câmara e do Senado e por líderes partidários para responder à pressão de aliados de Bolsonaro por um perdão integral das penas — a anistia.

Ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(PSD-MG) narrou nesta quarta que uma proposta de revisão de penas era discutida desde o começo do ano por Alcolumbre e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Pacheco afirmou que há um entendimento, em diversos setores do Congresso, de que é necessário adequar a pena dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. “Para se evitar uma anistia”, disse.

Acordo causa conflitos na base do governo

Parlamentares governistas e de oposição acusaram lideranças do Planalto de mudar a orientação ao longo dos últimos dias e se esquivar do embate contra o PL da Dosimetria para permitir o avanço de uma proposta que reduz benefícios tributários.
Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, mais de uma vez, que o líder da bancada governista no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), topou que a dosimetria fosse pautada em troca da aprovação do projeto do corte de isenções.

Segundo o emedebista, o petista declarou entre os colegas que o presidente Lula poderia até sancionar a redução das penas. “Eu nunca vi, nas vésperas do Natal, um líder querer dar de presente um peru para os golpista”, criticou Calheiros.

Jaques Wagner rebateu dizendo que o governo fez obstrução e que o PT fechou questão, se posicionou contrário à medida.
“Como a lei não se encerra no 8 de janeiro, o projeto é um convite a novas badernas. Novas badernas que venham a ocorrer estarão abrigadas na dosimetria, na redução de penas. Estou à vontade porque a orientação do governo é ‘não’, meu partido fechou questão pelo ‘não’ e eu quero repelir a tentativa de imputar a este governo qualquer tipo de negociação”, respondeu.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), negou qualquer tipo de acordo e ainda disse que Lula vai vetar o PL da Dosimetria – informação compartilhada por interlocutores do presidente com o blog do Gerson Camarotti.

A maior bancada da Casa, o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi a favor da medida.

A segunda maior bancada, o PSD, não fechou posição. Dos 14 senadores, 6 foram a favor e 5 contrários.
Orientaram contra o projeto MDB, PT e PDT.

Mesmo diante da orientação, dos 11 parlamentares do MDB, 3 foram a favor da medida e 7 contrários.

Manobra do relator

Para evitar a volta do projeto à Câmara em caso de aprovação pelo plenário, Amin acolheu como um ajuste somente da redação a emenda apresentada por Moro para limitar o alcance da nova progressão de pena aos crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Pelas regras do parlamento, se um projeto sofre mudanças na Câmara ou no Senado, a palavra final é da Casa onde o texto foi proposto inicialmente, ou seja, onde começou a tramitar. Neste caso, a Casa iniciadora é a Câmara.

Na prática, porém, há casos em que os senadores mexem no conteúdo e isso é interpretado somente como mudança de redação- a depender da vontade política para levar a matéria de forma mais rápida para sanção presidencial .

Essa manobra de Amin foi questionada por parlamentares da base durante a votação na CCJ, mas a maioria dos senadores aceitaram a estratégia do relator. E o projeto depois foi aprovado.

 

Da Redação com informações de G1

Foto: Divulgação 

Saullo Vianna anuncia mais de R$ 3 milhões em investimentos na saúde e assistência social de Manaquiri

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O deputado federal Saullo Vianna (União-AM) esteve nesta quarta-feira, 17, no município de Manaquiri, onde apresentou as principais ações do seu mandato e os investimentos destinados à cidade nas áreas da saúde e da assistência social. Ao todo, os recursos destinados ao município somam R$ 3,1 milhões, aplicados para ampliar atendimentos e fortalecer a rede de serviços públicos.

Durante a agenda, o parlamentar destacou que os investimentos têm como objetivo garantir mais estrutura, dignidade e qualidade de vida à população, especialmente às famílias em situação de vulnerabilidade. As emendas contemplam tanto o fortalecimento da saúde básica quanto ações voltadas à assistência social, áreas consideradas prioritárias pelo mandato.

“São recursos para custeio de Média e Alta Complexidade e Atenção Básica, fortalecendo o hospital e os postos de saúde. Na área social, R$ 100 mil garantiram a distribuição de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade atingidas pelas enchentes”, resumiu Saullo Vianna.

A primeira parada da comitiva de Vianna foi na Feira Municipal que, na sequência, se reuniu para uma roda de conversa com mototaxistas do bairro da Torre. Em seguida, o parlamentar visitou a comunidade do Barro Alto, onde pode ouvir demandas da população.

Compromisso com construção de poço e ônibus

“Se não viesse aqui, jamais saberia pelo Tatá da necessidade de um poço artesiano. Nem ouviria a dona Laura falar que é preciso um ônibus para transportar a população daqui até a AM 070 e ter ramal em boas condições”, diz Vianna, ao mencionar moradores da comunidade.

Após a reunião, Saullo reforçou a importância da sua presença nas comunidades e se comprometeu, com o vereador Jander Lobato, de angariar recursos para o poço artesiano e, num segundo momento, para a construção de uma rede de distribuição de água. Sobre o ônibus, afirmou que irá atrás de mais investimentos, em Brasília, para tentar viabilizar a demanda.

Como deputado federal, além dos recursos, fruto de suas emendas parlamentares, Saullo Vianna demonstrou preocupação com Manaquiri, solicitando informações sobre as ações federais para combater a estiagem no município, em 2024, com requerimentos e cobranças frequentes aos órgãos federais.

 

Da Redação