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Com biênios chegando ao fim, TJAM inicia processo de escolha de novos membros do TRE-AM

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O Tribunal de Justiça do Amazonas divulgou três editais de vagas para o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas(TRE-AM), sendo duas para advogados e uma para magistrado – juiz de direito. No caso dos advogados, os editais prevêm a formação de lista tríplice mista (composta por dois integrantes de um gênero e um de outro, de acordo com o artigo 4.º, inciso II, da Portaria TSE n.º 105/2025).

Advogados

O Edital n.º 39/2025 – PTJ trata de vaga para membro titular na classe dos advogados, em decorrência do término do segundo biênio do advogado Fabrício Frota Marques, que ocorre em 05 de dezembro deste ano.

Já o Edital n.º 40/2025 – PTJ também é para vaga para membro titular na classe dos advogado devido o término do primeiro biênio da advogada Giselle Falcone Medina, mas este só em março de 2026.

Juiz de Direito

Em janeiro de 2026 encerra o primeiro biênio da da juíza Anagali Marcon Bertazzo. O Edital n.º 41/2025 – PTJ trata de vaga para membro substituto na classe dos magistrados – juiz de direito.

Inscrições

Os editais foram disponibilizados no Diário da Justiça Eletrônico, a partir da página 27 do Caderno Administrativo. Os interessados têm o prazo de 15 dias, a contar da primeira publicação dos editais, para apresentarem seus requerimentos de inscrição no Setor de Protocolo Administrativo do TJAM.

No caso dos advogados, é preciso também preencher, datar e assinar o formulário do Anexo I ao edital, juntando ao requerimento os seguintes documentos: certidão atualizada da Seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em que o advogado estiver inscrito, com indicação da data de inscrição definitiva, da ocorrência de sanção disciplinar e do histórico de impedimentos e licenças, se existentes; certidão atualizada das Justiças: Federal, Eleitoral (quitação, crimes eleitorais e filiação partidária), Estadual ou do Distrito Federal; além de documentos comprobatórios do exercício da advocacia e do curriculum vitae.

No caso da vaga para magistrado, os interessados em concorrer devem apresentar requerimento de inscrição por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) ou diretamente no Setor de Protocolo Administrativo do TJAM.

Da Redação, com informações do TJAM
Foto: Divulgação

Filhos, sogra e PMs: saiba quem são os alvos ligados ao governador do TO investigados por atrapalhar operação da PF

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Wanderlei Barbosa, Karynne Soreto, Cláudia Lélis, Leo Barbosa, Rérison Castro e Thomas Jefferson

A Polícia Federal apura o suposto envolvimento de filhos, esposa, sogra, PMs e aliados de Wanderlei Barbosa (Republicanos) para atrapalhar as investigações sobre o desvio de cestas básicas durante a pandemia. Ao todo, 18 pessoas foram alvos da Operação Nêmesis, realizada na quarta-feira, 12.

Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins. Os documentos foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell.

Na ação de quarta-feira, foi investigada a possível prática de embaraço à Operação Fames-19, sobre desvio de recursos públicos e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a Covid-19.

Wanderlei Barbosa 

O governador afastado do Tocantins é investigado por desvio de recursos e cestas básicas que seriam usadas para enfrentar as consequências da Covid-19 no Tocantins. Na época da pandemia, Wanderlei era vice-governador e ficou com a atribuição de cuidar da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas).

Conforme a operação desta quarta-feira, o governador seria o principal beneficiário das supostas ações feitas para atrapalhar a Polícia Federal. Ele teria recebido informações sobre a Fames-19, realizada no dia 3 de setembro, na véspera do cumprimento dos mandados. Isso teria feito com que ele saísse de casa às pressas, deixando um cofre aberto e vazio, comida sobre a mesa, uma televisão ligada e um celular, que, segundo a polícia, foi resetado.

A assessoria do governador afastado afirmou, em nota, que Wanderlei Barbosa recebeu com estranheza mais uma operação da Polícia Federal enquanto espera julgamento de recurso no Supremo Tribunal Federal e “ao mesmo tempo reitera a sua disponibilidade para colaborar com as investigações e mantém a sua confiança na Justiça e nas instituições”.

Karynne Sotero

A primeira-dama também teria se beneficiado das informações passadas às vésperas da operação da Polícia Federal. Segundo a decisão, ela saiu de casa às pressas junto com o governador e a filha.

Na Fames-19, Karynne foi apontada como integrante do núcleo de agentes políticos do esquema de desvio de recursos públicos. Ela também foi citada por ter sido presidente do Instituto para o Desenvolvimento e Gestão Social, Esportiva e Cultural (Idegesesc) que foi contratado para montar cestas básicas, mas supostamente falsificou a entrega dos produtos. Mesmo depois de deixar o cargo de presidente, a primeira-dama ainda mantinha as chaves do Instituto em seu poder.

A Idegesesc posteriormente mudou de nome para Instituto para o Desenvolvimento Educacional, Social e da Saúde (Idess).

A primeira-dama afirmou que “repele as acusações infundadas de tentativa de embaraço às investigações” e reiterou sua disposição em colaborar com a Justiça.

Thomas Jefferson

Thomas é ex-secretário de Parcerias e Investimentos do Tocantins, nomeado por Wanderlei Barbosa. Ele é investigado por supostamente alertar o governador sobre a Operação Fames-19 horas antes da Polícia Federal cumprir mandados e afastá-lo do cargo.

Segundo apurado pela PF, na noite do dia 2 de setembro de 2025, Thomas foi pessoalmente à casa do governador e da primeira-dama, Karynne Sotero. Após a visita do ex-secretário, o casal deixou o local às pressas. Thomas foi exonerado no dia 3 de setembro de 2025, após o governador em exercício Laurez Moreira (PSD) ter alterado todos os secretários do primeiro escalão.

A defesa de Thomas Jefferson informou que o ex-secretário “nunca trabalhou para causar qualquer embaraço às investigações” e que sua atuação com o governador se deu apenas como secretário de Estado.

Joana Darc Sotero

A mãe de Karynne Sotero e sogra de Wanderlei Barbosa também foi alvo de operação nesta quarta-feira. Investigações apontam que a casa vinculada a Joana seria usada para armazenar malas, caixas e bolsas de interesse da operação. Esse material, conforme a decisão, foi retirado da residência na manhã do dia 3 de setembro, quando a Fames-19 foi realizada.

Cláudia Lélis

Conforme apurado pela PF, durante a retirada das malas e caixas da casa da sogra de Wanderlei, a deputada estadual esteve presente. Imagens anexadas na decisão mostram a parlamentar em frente à residência cumprimentando uma pessoa.

Durante a Fames-19, a polícia identificou que Cláudia Lélis (PV) teria procurado Karynne por meio de representantes para destinar uma emenda parlamentar ao Instituto ligado à primeira-dama.

Cláudia informou que foi surpreendida com o cumprimento de mandado desta quarta-feira, “considerando que o fundamento apontado para a medida teria sido uma visita de solidariedade ao governador Wanderlei Barbosa”. Ela ainda afirmou que respeita as instituições e que aguarda para prestar os esclarecimentos.

Yhgor Leonardo

O deputado estadual e filho de Wanderlei Barbosa, Yhgor Leonardo, teria sido informado sobre a operação da PF pouco depois de Thomas Jefferson visitar o governador. Segundo a decisão, Leonardo teria sido informado pessoalmente sobre a realização da Fames-19. No dia da operação, ele foi visto na residência de Wanderlei pela manhã e depois na casa de Joana.

Leonardo informou que colabora com as investigações e que “jamais concorreu ou colaborou para atrapalhar quaisquer investigações”.

Rérison Antônio Castro

Rérison Castro, filho de Wanderlei Barbosa, também teria sido informado sobre a operação horas antes da PF cumprir os mandados. Ele e Thomas Jefferson são sócios de um escritório de advocacia. O ex-secretário entrou em contato com Rérison após passar na casa de Leonardo, conforme a investigação.

Na noite anterior à operação, Rérison saiu de casa e voltou na madrugada do dia seguinte. Pela manhã, ele saiu e encontrou Leonardo, momento em que foram na casa do pai e da Joana.

Rérison informou que lamenta as acusações infundadas e que colabora com as investigações para demonstrar sua inocência.

Mauro Henrique

A Polícia Federal investiga que Mauro Henrique da Silva teria ajudado a tirar as caixas e bolsas da casa da sogra de Wanderlei Barbosa. Conforme apurado pela polícia, ele tinha contato direto com o governador, mostrando uma relação de confiança entre eles.

Mauro também é proprietário formal da chácara do governador em Campo Alegre, no município de Paranã. Na Fames-19, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão no imóvel, que estava decorado com objetos pessoais de Wanderlei e Karynne.

A defesa de Mauro Henrique ainda não se posicionou.

Wander Araújo

O ex-secretário-chefe da Casa Militar, Wander Araújo Vieira, também foi visto retirando bolsas e malas da residência de Joana, sogra de Wanderlei Barbosa. Ele é investigado pela Polícia Federal por atrapalhar as investigações sobre o desvio de cestas básicas.

Por telefone, Wander informou à TV Anhanguera que prestou todos os esclarecimentos necessários à polícia e que não participou de ações que comprometesse a investigação.

Da Redação, com informações do G1
Foto: Divulgação

 

PF mira advogada e bancários em esquema que desviou FGTS de jogadores famosos

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A terceira fase da Operação Fake Agents, deflagrada nesta quinta-feira, 13, pela Polícia Federal, aponta que o esquema de desvio de FGTS atingiu jogadores de renome nacional e internacional, além de ex-atletas e treinadores.

Entre os investigados nas fases anteriores está a advogada Joana Prado, figura conhecida no meio esportivo e que ocupou cargos de destaque em clubes e entidades do futebol.

Segundo a PF, o grupo criminoso desviou cerca de R$ 7 milhões por meio de solicitações fraudulentas de saque do Fundo de Garantia, realizadas a partir de documentos falsificados e com apoio de funcionários da Caixa Econômica Federal. A advogada, que teria coordenado a operação, está com a carteira da OAB suspensa.

Quem é a advogada investigada

Joana Prado de Oliveira construiu carreira no futebol carioca. Trabalhou por 12 anos no Botafogo, ingressando em 2003 e chegando ao posto de diretora jurídica do clube em 2007.

Antes disso, foi auditora do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio e, atualmente, integra a Comissão de Direito Desportivo da OAB-RJ.

Sua influência no meio esportivo possibilitou a aproximação com atletas e treinadores, que hoje figuram como vítimas dos desvios.

Jogadores e ex-atletas lesados

De acordo com informações apuradas pela PF, ao menos cinco nomes de destaque tiveram valores retirados indevidamente de suas contas vinculadas ao FGTS:

  • Paolo Guerrero, ex-Corinthians, Flamengo e Internacional
  • Ramires Santos do Nascimento;
  • Alejandro César Donati;
  • Christian Chagas Tarouco;
  • Raniel Santana de Vasconcelos;
  • Gabriel Fernando de Jesus;
  • Manuel Brito filho (Obina);
  • Christian Alberto Cueva Bravo;
  • João Robin Rojas Mendoza;
  • Paulo Roberto Falcão.

Além deles, outros jogadores brasileiros e estrangeiros, cujos nomes não foram divulgados, também aparecem entre as vítimas identificadas na nova fase da investigação.

Jogadores Raniel, Cueva e Ramires.

O treinador Oswaldo de Oliveira também constatou retiradas irregulares em seu FGTS e procurou as autoridades.

Como funcionava o esquema

A operação teve início após um banco privado detectar uma conta aberta com documentos falsos em nome de um jogador peruano. Pela conta fraudulenta, foram desviados R$ 2,2 milhões, apenas do jogador Paolo Guerrero.

A partir desse caso, os investigadores chegaram ao restante da estrutura: contas abertas de forma irregular, pedidos fraudulentos de saque e liberação facilitada em agências específicas da Caixa.

Agentes foram para a casa de 3 bancários, nos bairros da Tijuca, Ramos e Deodoro, e para uma agência da Caixa no Centro do Rio. Segundo a PF, eles mexeram nos benefícios desses profissionais:

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa.

A investigação é conduzida pela Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (UIS/Delefaz), com apoio da área de inteligência da Caixa.

Da Redação, com informações do Metrópoles e G1
Foto: Divulgação

Por 45 votos a 26, Senado aprova recondução de Gonet na PGR

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O Senado aprovou, nesta quarta-feira, 12, a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para estar à frente do Ministério Público Federal (MPF) pelos próximos dois anos. O placar foi de 45 votos favoráveis e 26 contrários.

Gonet recebeu menos votos do que quando foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023, quando 65 senadores foram favoráveis e 11 contrários. A queda de apoios se deu pela atuação do PGR na trama golpista e nas ações contra os ataques do 8 de Janeiro.

Mais cedo, Gonet foi sabatinado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A sessão foi palco de embates e de questionamentos mais incisivos da parte de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses no julgamento da trama golpista.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho primogênito do ex-titular do Palácio do Planalto, perguntou se o PGR não “tinha vergonha” pela sua atuação à frente da acusação na trama golpista. O senador carioca foi reprendido por outros presentes, causando um bate-boca.

Depois, o colegiado aprovou a recondução de Gonet, com 17 votos favoráveis e 10 contrários. Também foram menos votos em comparação a 2023, quando recebeu 23 votos “sim” e 4 votos “não”.

Autoridades aprovadas

Além de Gonet, o plenário ainda analisou indicações para o Superior Tribunal Militar (STM), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Eis a lista das indicações, além de Gonet, aprovadas no plenário:

STM

  • Flavio Marcus Lancia Barbosa
  • Anisio David de Oliveira Junior

CNMP

  • Gustavo Afonso Sabóia Vieira
  • Thiago Roberto Morais Diaz
  • Edvaldo Nilo de Almeida

CNJ

  • Jaceguara Dantas da Silva
  • Fabio Francisco Esteves
  • Daiane Nogueira de Lira

ANTT

  • Severino Medeiros Ramos Neto, para diretor-geral

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

  • Renata Lúcia Medeiros de Albuquerque, para ouvidora

 

Da Redação com informações de Metrópoles 

Foto: Divulgação

Lula pede aportes e europeus cobram sobre Rússia na COP30

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Durante conversas na COP 30, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, negociou investimentos estrangeiros no TFFF, o Fundo de Preservação de Florestas Tropicais formulado pelo governo brasileiro e países europeus como Noruega, Finlândia, Alemanha e Reino Unido questionaram a posição do Brasil em relação à Rússia.

Segundo relatos obtidos pelo UOL com representantes brasileiros e estrangeiros presentes a esses encontros, os países cobram uma atuação firme de Lula pelo fim da guerra do país de Vladimir Putin com a Ucrânia.

Em alguns dos debates esse foi o tema central, como na Finlândia, o país com a maior fronteira da Europa com a Rússia. Após a invasão russa na Ucrânia, Helsinque ingressou na Aliança Militar da Otan em 2023. O movimento gerou um estremecimento forte na relação entre os dois países.

Fontes do Itamaraty negam que essa pauta tenha interferido na decisão de países como Alemanha e Reino Unido de não anunciarem investimentos concretos no combate a mudanças climáticas.

A leitura da diplomacia brasileira é que a cobrança dos europeus por uma ação de Lula seria pelo fato de o presidente Vladimir Putin ter mais disposição em ouvir o presidente brasileiro.

 

Com informações de UOL Notícias

Foto: Divulgação

Ex-presidente do INSS é preso pela PF por descontos ilegais em aposentadorias

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O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi preso nesta quinta-feira, 13, durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga o esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

Stefanutto foi demitido do cargo em abril, após ser afastado da função quando o escândalo de fraudes ao órgão se tornou público.

As investigações revelaram um esquema criminoso para realizar descontos irregulares de valores recebidos por aposentados e pensionistas do INSS, que foram realizados no período de 2019 a 2024. Os desvios, conforme as investigações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

Em nota, a defesa de Stefanutto afirmou que não teve acesso ao teor da decisão e que “segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso” (veja na íntegra mais abaixo).

O ex-presidente do INSS é alvo de um dos 10 mandados de prisão que serão cumpridos nesta quinta, em nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a TV Globo apurou, o ex-ministro da Previdência Ahmed Mohamad Oliveira é alvo de mandados de busca e apreensão e passará a usar tornolezeira eletrônica.

O deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o deputado estadual Edson Araújo (PSB-MA) também são alvos de mandados de busca e apreensão.

Até a última atualização desta reportagem, seis pessoas foram presas.

Além de parlamentar, Edson Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), uma das associações investigadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto.

Em novembro, o g1 noticiou que o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os descontos fraudulentos, registrou um boletim de ocorrência contra Edson Araújo por suposta ameaça.

Operação da PF

Ao todo, as forças de segurança cumprem 63 mandados de buscas e outras medidas cautelares no Distrito Federal e em 14 estados:Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

Entenda o esquema de fraudes

O caso foi revelado em 23 de abril, após a primeira fase da operação da Polícia Federal. De acordo com as investigações, os suspeitos cobravam mensalidades irregulares, descontadas dos benefícios de aposentados e pensionistas, sem a autorização deles.

O esquema consistia em retirar valores de beneficiários do INSS mensalmente, como se eles tivessem se tornado membros de associações de aposentados, quando, na verdade, não haviam se associado nem autorizado os descontos.

Segundo o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, as associações envolvidas no esquema diziam prestar serviços como assistência jurídica para aposentados e ofereciam descontos em mensalidades de academias e planos de saúde, por exemplo, mas não tinham estrutura.

Ao todo, 11 entidades foram alvos de medidas judiciais. Os contratos de aposentados e pensionistas com essas entidades foram suspensos, segundo o ministro da CGU.

O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) pediu demissão após sua gestão entrar em crise por conta da investigação. Ele foi substituído pelo então secretário-executivo do órgão, Wolney Queiroz, atual titular da pasta.

Governo está devolvendo valores descontados

Em julho, o governo anunciou a devolução do dinheiro descontado a aposentados e pensionistas que tiveram desconto associativo não autorizado. O repasse está sendo feito em parcela única e sem lista de prioridades.

De acordo com o balanço mais recente divulgado pelo INSS, mais de 6 milhões de beneficiários afirmaram não ter reconhecido descontos feitos nos últimos anos – o que reduziu o valor que receberam de aposentadorias e pensões.

Desse total, 4,8 milhões que contestaram as cobranças (4.827.832 pessoas) estão aptos a aderir ao programa de devolução do dinheiro.

Nesta quarta, 11, o governo prorrogou o prazo para contestar descontos indevidos. Os cidadãos que foram prejudicados pelo esquema terão até 14 de fevereiro de 2026 para pedir o dinheiro de volta.

Atenção: a contestação de descontos que foram feitos nos pagamentos pode ser realizada somente por três canais:

  • Meu INSS (aplicativo ou site): serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”;
  • Central 135: ligação gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h;
  • Correios: mais de 5 mil agências oferecem atendimento assistido e gratuito.

Quem é Alessandro Stefanutto?

Alessandro Stefanutto é filiado ao PDT e foi indicado, em julho de 2023, para a chefia da autarquia previdenciária pelo aliado e ministro Carlos Lupi (Previdência Social).

À época da indicação, ele estava filiado ao PSB, mas migrou para o PDT em janeiro deste ano.

Conforme currículo divulgado no site do INSS, Stefanutto é graduado em Direito pela Universidade Mackenzie e mestre em Gestão e Sistema de Seguridade Social pela Universidade de Alcalá (Espanha).

Antes de ser nomeado presidente do INSS, foi diretor de Orçamento, Finanças e Logística da autarquia.

Também foi procurador-geral federal especializado junto ao INSS, de 2011 a 2017. Antes disso, atuou no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e foi técnico da Receita Federal.

Ele participou do gabinete de transição do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para o de Luiz Inácio Lula da Silva como consultor para assuntos de Previdência Social.

O que diz a defesa?

A defesa de Stefanutto enviou a seguinte nota à imprensa:

“A defesa do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, vem a público esclarecer que:

  • Não teve acesso ao teor da decisão que decretou a prisão dele;
  • Trata-se de uma prisão completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de investigacao;
  • Irá buscar as informações que fundamentaram o decreto para tomar as providências necessárias;
  • Segue confiante, diante dos fatos, de que comprovará a inocência dele ao final dos procedimentos relacionados ao caso”.

 

Da Redação com informações de G1 

Foto: Divulgação/Agência Senado 

Prefeitura de Presidente Figueiredo é investigada pelo TCE-AM por possíveis irregularidades em pregão eletrônico

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O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) admitiu pedido de representação contra a prefeitura de Presidente Figueiredo por possíveis irregularidades em pregão eletrônico interposto por uma empresa de construção civil.

A empresa que entrou com o pedido foi a Construnorte Construção Civil e Terraplanagem Ltda., alegando atos de ilegalidade praticados pelo município. O pedido foi admitido por constatar que a representação preenche os requisitos, sendo legítima a solicitação.

O relator do caso é o conselheiro Érico Xavier Desterro e Silva, que ressaltou no documento que a representação é um instrumento de fiscalização e forma de controle externo para se exigir da máquina pública a investigação sobre determinados fatos.

O despacho foi assinado no dia 6 de novembro pela conselheira-presidente Yara Amazônia Lins Rodrigues, sendo publicado na última terça-feira, 11.

Confira o documento do TCE-AM:

 

Da Redação

MPAM cobra ação do prefeito de Apuí sobre ouvidoria e alerta para possível omissão administrativa

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) expediu uma Recomendação ao prefeito de Apuí, Marquinhos Macil (MDB), para que crie a Ouvidoria Geral do Município em até 90 dias, vinculada ao Gabinete do Prefeito ou à Controladoria Interna. Ela deve funcionar como um canal de comunicação entre a população e a administração pública.

O promotor de Justiça, Lucas Souza Pinha, destacou que ouvidorias públicas são instrumentos fundamentais da democracia, pois fortalecem o controle e a transparência da gestão pública, possibilitando que o cidadão exerça o direito de participação e fiscalização.

A portaria destaca ainda que a Associação Amazonense dos Municípios (AAM) firmou com o MPAM o Acordo de Cooperação Técnica nº 009/2023, que prevê a instalação de ouvidorias municipais interligadas à Ouvidoria do Ministério Público, formando uma rede de atendimento em todo o Estado.

Em resposta anterior, a Prefeitura de Apuí havia solicitado dilação de prazo para a instalação do órgão até o final do exercício financeiro, justificando a necessidade de incluir o planejamento da criação da ouvidoria na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), no Plano Plurianual (PPA) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.

Além do prazo de 90 dias para a criação da Ouvidoria-Geral, o MPAM determinou o prazo de 10 dias, após a criação, para que o município faça adesão ao acordo de cooperação técnica assinado com a AAM, e fixou 30 dias para que o prefeito informe ao Ministério Público o estágio atual da implantação, encaminhando também o termo de adesão ao acordo de cooperação técnica.

O documento adverte que o descumprimento da recomendação poderá ser utilizado para fins de configuração de dolo em eventual ação judicial de improbidade administrativa por omissão.

Da Redação
Foto: Divulgação

Governador afastado do TO é alvo da PF por suspeita de atrapalhar investigação sobre desvio de cestas

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A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira, 12, 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins . As ordens foram emitidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) está entre os alvos.

A ação, chamada de Operação Nêmesis, apura a possível prática de embaraço a investigação da Operação Fames-19, que investiga desvio de recursos públicos da Covid-19 e emendas parlamentares utilizadas para compra de cestas básicas durante a pandemia.

Ocultação de provas

Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo no início de setembro, durante cumprimento de mandados da operação Fames-19. A PF investiga se houve desvio de dinheiro das cestas básicas que pode ter sido aplicado na construção de uma pousada luxuosa ligada à família do governador.

Conforme a PF, há  indícios de que alguns investigados teriam se prevalecido de seus cargos e utilizado veículos oficiais para retirar e transportar documentos e materiais de interesse da investigação. Isso causou embaraço às investigações, que ainda se encontram em curso e tramitam sob sigilo na Corte Especial do STJ.

Ainda segundo a PF, as ações buscam interromper a destruição e ocultação de provas e de ativos, além de reunir novos elementos que contribuam para esclarecer os fatos e a participação dos suspeitos, além de identificar outros agentes.

Governador afastado

Wanderlei Barbosa e a primeira-dama foram afastados no dia 3 de setembro de 2025. A decisão foi do ministro Mauro Campbell, do STJ, mas depois foi referendada pela Corte Especial do órgão. Os dois são suspeitos de desvios de recursos públicos realizados em 2020 e 2021, momento em que foi declarado estado de emergência em saúde pública por conta da pandemia de Covid-19.

A Polícia Federal investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa.

Na época, Wanderlei seria o responsável pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), órgão que recebia os recursos que iriam ajudar a população durante a pandemia. Segundo a PF, Wanderlei Barbosa teria mantido um esquema de desvios através de contratações ilícitas.

As investigações apontam que Karynne teria intermediado as contratações, atuado na organização da parte documental, no cumprimento dos requisitos necessários ao recebimento de recursos públicos, e tomou ciência da distribuição das vantagens indevidas previamente combinadas.

“Estranheza”

A assessoria do governador afastado afirmou, em nota, que Wanderlei Barbosa recebeu com estranheza mais uma operação da Polícia Federal enquanto espera julgamento de recurso no Supremo Tribunal Federal e “ao mesmo tempo reitera a sua disponibilidade para colaborar com as investigações e mantém a sua confiança na justiça e nas instituições”. Veja na íntegra:

O governador Wanderlei Barbosa recebeu com estranheza mais uma operação da Polícia Federal no momento em que aumenta a expectativa pelo julgamento do Habeas Corpus que pode devolvê-lo ao cargo. Ao mesmo tempo, reitera a sua disponibilidade para colaborar com as investigações e mantém a sua confiança na justiça e nas instituições.

 

Da Redação, com informações do G1
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Vereadores de Alvarães têm mandatos cassados pela Justiça Eleitoral

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Os vereadores de Alvarães (a 531 quilômetros de Manaus), Maurício Cruz de Souza, conhecido como Mauca, e Gregson Brendo Gonçalves Rodrigues, o Guegué, tiveram seus mandatos cassados no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), por meio da Justiça Eleitoral da 60.ª Zona Eleitoral, por fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) foi ajuizada por Getúlio Guimarães da Gama, candidato ao cargo de vereador do município. Ele apresentou o caso afirmando que três candidatas teriam sido lançadas apenas formalmente para o cumprimento da exigência legal da cota de gênero.

As supostas candidaturas fictícias são de Juliane Barbosa Fatin, que recebeu seis votos, Adreliana Silva Façanha, que recebeu três votos, e Anaile Lima de Castro, que não recebeu nenhum voto. Essa votação inexpressiva, somada à ausência de propaganda eleitoral em redes sociais e à inexistência de movimentação financeira relevante nas prestações de contas, levantou suspeitas.

Na sentença, o Juiz da 60ª Zona Eleitoral, Igor Caminha Jorge, proferiu o voto pela parcial procedência da AIJE e salientou que a conclusão de fraude não se deu por um único motivo, mas sim pela soma de vários fatores citados na ação, como, por exemplo, a ausência de campanha efetiva, confirmada nos autos.

O juiz votou pelo reconhecimento da fraude à cota de gênero e do abuso de poder na composição da lista de candidatos às eleições de 2024, solicitou a cassação do registro e dos diplomas dos eleitos e suplentes da Federação do Município e seus respectivos mandatos.

Também foi declarada a inelegibilidade, por oito anos subsequentes à eleição, de Andreliana Silva e Anaile Lima. A Federação Brasil da Esperança teve seus votos anulados e deverão ser distribuídos aos demais partidos que alcançaram o quociente partidário.

Confira a decisão na íntegra:

 

Da Redação

Foto: Divulgação