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Deputado indicado por Motta para relatar PL Antifacção causa racha na Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mal indicou o deputado Guilherme Derrite (PP-SP) para relatar o Projeto de Lei (PL) Antifacção, e a escolha já causa divisão entre parlamentares. A definição foi elogiada por integrantes da oposição e criticada por governistas.

Horas depois de ter sido anunciado como relator, na sexta-feira, 7, Derrite, que deixou a secretaria de Segurança de São Paulo para reassumir o cargo na Câmara e relatar o projeto, divulgou o primeiro parecer sobre a proposta.

No relatório, o aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) optou por não incluir o ponto de maior debate do projeto, defendido pela direita, que desejava a fusão do texto do governo a outro projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas.

Ainda assim, ele propôs que ações armadas e de controle territorial promovidas por facções recebam as mesmas punições aplicadas a casos de terrorismo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão.

Entenda o cenário

  • A escolha de Guilherme Derrite (PL-SP) para relatar o PL Antifacção provocou reações: apoio da oposição e críticas de governistas;
  • Horas após ser indicado, Derrite apresentou o primeiro parecer e descartou a fusão do texto do governo com outro projeto que equipara facções a grupos terroristas;
  • O relator propôs penas de 20 a 40 anos para ações armadas e de controle territorial promovidas por facções;
  • Gleisi Hoffmann deve liderar a articulação para preservar o texto original do Executivo, enquanto a votação deve atrasar por causa da COP30.

Reações

A indicação de Derrite para relatar o PL Antifacção gerou reações imediatas nas redes sociais. Enquanto o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, manifestou desejo de sucesso ao parlamentar, dizendo que a proposta “está em boas mãos”, lideranças do PT demonstraram total aversão.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que a escolha de Hugo Motta foi “um desrespeito com o presidente Lula”.

“O projeto de lei antifacção é uma prioridade do governo Lula e colocar nas mãos do secretário de segurança do governador Tarcísio beira uma provocação. Parece um interesse deliberado de não aprovar e de atrapalhar a tramitação da pauta prioritária do governo na área de segurança pública”, escreveu o deputado no X, antigo Twitter.

Discussão começa nesta terça

Motta pautou o início das discussões do texto no plenário para esta terça-feira, 11. O texto não deve ser votado ainda, pois a Câmara deve estar esvaziada em virtude da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que começa nesta segunda, 10, em Belém (PA).

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve liderar a articulação para manter o texto original do Executivo, mas o desafio promete ser longo. No parecer já apresentado, Derrite apontou “fragilidades” no texto enviado pelo governo.

Da Redação, com informações do Metrópoles
Foto: Divulgação

PIM registra maior faturamento da história

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou em setembro o maior faturamento mensal de 2025 e da história dos Indicadores, alcançando R$ 20,07 bilhões. O resultado, que superou a marca anterior de R$ 19,4 bilhões (registrada em maio), ajudou a impulsionar o faturamento acumulado do PIM, que totalizou R$ 167,94 bilhões nos nove primeiros meses de 2025 – o que indica crescimento de 10,45% em relação a igual período de 2024 (R$ 152,05 bilhões).

A média mensal de empregos do PIM em 2025 (janeiro a setembro) é de 131.304, número 7,57% superior à média registrada em igual período de 2024 (122.063), entre trabalhadores empregados, efetivos, temporários e terceirizados.

Segmentos e produtos

Os principais subsetores do PIM em participação no faturamento, até setembro, foram Bens de Informática (20,9% de participação), Duas Rodas (20,08%), Eletroeletrônico (16,85%), Químico (10,11%), Mecânico (9,02%), Termoplástico (8,79%) e Metalúrgico (7,96%). Já em termos de crescimento do faturamento na comparação entre janeiro e setembro de 2025 com igual período do ano passado, pode-se destacar, principalmente, o desempenho do Polo de Duas Rodas, com crescimento de 23,16%; Madeireiro, com 38,77%; e Vestuário e Calçados, com 38,37%.

Algumas linhas de produção que se destacaram no período de janeiro a setembro deste ano incluíram as motocicletas, motonetas e ciclomotos, com 1.613.527 unidades produzidas e aumento de 16,58%; aparelhos de barbear, com 1.499.015 unidades e aumento de 10,7%; condicionadores de ar do tipo split system, com 4.698.309 unidades e aumento de 10,09%; monitores com tela de LCD, para uso em informática, com 2.626.853 unidades e aumento de 9,63%; tablets, com 1.303.703 unidades e aumento de 4,44%; e bicicletas, inclusive, elétricas, com 306.378 unidades e aumento de 3,28%.

Avaliação


Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os indicadores demonstram a maturidade do PIM, que consegue sustentar um crescimento robusto com elevados resultados de faturamento e geração de empregos. “O mais importante é observar o quadro geral: crescemos o faturamento em mais de 10% no acumulado do ano e, fundamentalmente, sustentamos uma média de empregos 7,57% superior à do ano passado, firmemente acima dos 131 mil trabalhadores”, destacou. Segundo o superintendente, o recorde de R$ 20 bilhões em setembro coroa esse desempenho. “Isso é resultado da confiança do setor produtivo no modelo e da segurança jurídica proporcionada pelo Governo Federal. Estamos no caminho certo para fechar 2025 de forma muito positiva”, reforçou.

 

Da Redação com informações da Suframa

Foto: Divulgação

Lei da Mordomia: a conta do privilégio a ex-prefeitos paga pela população

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Em Nova Olinda do Norte, o conceito de “serviço público” ganhou um novo significado com a Lei nº 105/202, a Lei da Mordomia, sancionada pela prefeita, Araci Cunha (MDB). O decreto “apenas” garante a ex-prefeitos o direito a uma pequena comitiva pessoal: quatro assessores e dois seguranças. E, se faltar segurança, não tem problema, pode pegar da Guarda Municipal, aquela mesma que deveria estar protegendo escolas, postos de saúde, prédios públicos, praças, bens comuns. Por que, aparentemente o patrimônio público mais vulnerável é o ego político no município.

O privilégio é concedido pelo mesmo tempo que o ex-prefeito ficou no poder. Se governou quatro anos, ganha mordomia por quatro. Se voltar ao cargo de novo, pausa-se o benefício e depois segue de onde parou. É como assinatura premium de plataforma: interrompe, retoma e nunca expira.

Coincidência?

O  “suporte institucional temporário”, como a lei tenta suavizar, chega justamente no momento em que um dos beneficiados, o ex-prefeito Adenilson Reis, sonha em ser candidato à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Como coincidência nunca é pouca, ele agora conta com uma equipe pública paga pelo contribuinte para reorganizar sua vida política e tentar voltar ao jogo eleitoral.

Enquanto isso, o cidadão que depende de atendimento no posto de saúde, vê escola sem estrutura ou espera solução para problema básico na cidade, é informado sem ser consultado que será o responsável pela fatura desse privilégio.

Recursos públicos não são cofres

O Ministério Público abriu um procedimento apontando desvio de função, possível inconstitucionalidade, violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade, e ainda lembrou o óbvio: recursos públicos não são cofres pessoais de ex-prefeito e o Estado não pode tornar-se uma extensão da carreira pessoal de quem já deixou o cargo

Mas, até que isso seja decidido formalmente, a mensagem transmitida pela lei é muito clara: “A gente governa, o aliado agradece, e quem paga é você. Sem reclamar.”

A conta não chega na prefeitura. Não chega na Câmara. Não chega no gabinete do ex-prefeito beneficiado.

Por que, em Nova Olinda do Norte, quando um privilégio é sancionado, ele vem com recibo.
E o recibo tem nome completo: a população nova-olindense.

Da Redação

Bosco Saraiva faz gestão exemplar como superintendente da Suframa

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A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) cresceu sob o comando de Bosco Saraiva, que assumiu o cargo em abril de 2023. Com o pensamento voltado para aumentar a produtividade e os empregos, o superintendente faz uma gestão exemplar.

Só nesse ano, entre janeiro e agosto, o Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou o montante de R$ 147,69 bilhões, representando um aumento de 10,4% em relação ao ano anterior, de R$ 133,73 bilhões. Em dólar, esse faturamento foi de R$ 26,11 bilhões.

Esses indicadores aquecem não só a economia do Amazonas, como fortalecem o compromisso pessoal de Bosco em promover resultados em empregos para a população e oportunidade de novos negócios aos empresários.

Na última quinta-feira, 13, o superintendente esteve presente na Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, em que foram debatidos temas estratégicos para a região Norte do país.

O destaque ficou para a atuação da Suframa e no cuidado ao esclarecer sobre os incentivos fiscais, administrados pela Suframa, como funciona o cadastro e as importações incentivadas. A programação incluiu apresentações sobre o Banco da Amazônia, que abordaram as opções de crédito disponíveis para a região.

Gestão presente

Segundo Saraiva, essas iniciativas são uma forma de “estar mais próximo dos empreendedores e instituições locais, apresentando as oportunidades que os incentivos da Suframa podem gerar para o Acre e para toda a Amazônia”, destacando a importância de realizar uma gestão presente na rotina dos empresários.

A Suframa atingiu 220 visitas a empresas e instituições do PIM, reforçando a política de aproximação com o setor produtivo da região, fortalecendo a indústria. O foco é o desenvolvimento da competitividade da Zona Franca por meio da presença, do diálogo e mostrando resultados.

 

Da Redação

Saullo reassume mandato na Câmara após destinar recursos a Beruri e projeta novas emendas para interior do AM

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Recebidos por uma multidão no Porto de Beruri, o deputado federal Saullo Viana (União-AM) e os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Eduardo Braga (MDB-AM) foram ao município, no fim de semana, conferir obras da administração municipal. Na ocasião, o parlamentar destacou o seu trabalho em prol do município.

“Estamos investindo, aqui em Beruri, R$ 5 milhões em emendas que estão sendo aplicadas na pavimentação dos ramais, o que agiliza o escoamento da produção das comunidades e ajuda no abastecimento da cidade e no transporte escolar”, disse Vianna.

Saullo Vianna também renovou seu compromisso de seguir apoiando Beruri com mais recursos de seu mandato de deputado federal em 2026, com destaque para investimentos na saúde do município. “Beruri deve contar sempre com a mão amiga do meu mandato”, acrescentou.

Prioridades

Após o desembarque no Porto de Beruri, Saullo, o prefeito Emerson Mello e demais autoridades seguiram para uma visita às obras da Rampa em Concreto, que fica paralela ao Porto. A comitiva também esteve nas frentes de trabalho da reforma e ampliação das UBSs Belarmino de Amorim e São Pedro.

Em uma grande reunião na Quadra do Getúlio Vargas, foram apresentadas ações voltadas às famílias em situação de vulnerabilidade social. No ato, organizado pelo prefeito Emerson Mello, cuja gestão é considerada positiva pelos parlamentares do Amazonas, Saullo, Omar e Braga conversaram com lideranças e com a população sobre as prioridades de Beruri para 2026.

Retorno ao mandato na Câmara

Saullo reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados e deixou a função de secretário da Mulher, Assistência Social e Cidadania de Manaus (Semasc). A mudança foi oficializada no último fim de semana.

O retorno tem como objetivo permitir que o parlamentar realize pessoalmente a indicação das emendas destinadas aos municípios do Amazonas no orçamento federal de 2026, conforme as regras internas da Câmara dos Deputados. É um procedimento previsto em lei e considerado comum entre deputados que ocupam cargos no Executivo, mas precisam retomar ao mandato para formalizar o envio das emendas.

Da Redação, com informações da assessoria
Foto: Divulgação

PA: COP30 inicia nesta segunda e promete debater temas sobre transição energética e adaptação climática

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A 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30) inicia nesta segunda-feira, 10, em Belém, no Pará. Serão duas semanas de decisão para ações globais contra as mudanças climáticas. É estimado que 50 mil pessoas participem do encontro.

O tom político das negociações acompanhou três pilares: o aceleramento da transição energética, a ampliação do financiamento climático e a proteção das florestas tropicais. As atenções se voltam para as mesas de negociação, onde esses compromissos deverão sair do discurso e passar a planos concretos.

Dos temas abordados, a transição energética é um dos principais, visto que o Brasil pretende liderar o chamado “mapa do caminho”, uma expressão usada para definir o roteiro político e técnico que estabelece etapas, prazos e responsabilidades de cada país na substituição do petróleo, gás e carvão por fontes renováveis, promovendo a eficiência energética.

Outro tema importante é o Objetivo Global de Adaptação (GGA), um instrumento que medirá o quanto os países estão preparados para impactos do clima. A proposta faz parte do Marco UAE–Belém para Resiliência Climática Global e é vista como essencial para avaliar quem está conseguindo se adaptar e quem continua ficando para trás. O desafio, no entanto, é garantir recursos estáveis e previsíveis para que o sistema não se torne somente um ritual simbólico.

No campo das finanças, os países em desenvolvimento chegam a Belém com uma reivindicação clara: a crise climática não pode continuar sendo tratada como algo separado da economia global.

O desafio da conferência será dar conteúdo ao Roteiro de Baku a Belém, plano que busca mobilizar US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, com juros baixos, mais doações e menos endividamento. Esse ponto será decisivo para definir o sucesso da COP, já que, sem financiamento em escala, metas de descarbonização e adaptação se tornam inviáveis.

A COP é um evento que reúne desde governos, diplomatas e cientistas do mundo todo, buscando soluções para mitigar os efeitos da crise climática causados pela ação do homem.

 

Com informações de G1 

RR: Nunes Marques pode repetir movimento de André Mendonça em julgamento de Denarium no TSE

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O julgamento do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP), e de seu vice, Edilson Damião (Republicanos) será retomado nesta terça-feira, 11, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob grande expectativa. Ambos respondem a acusações de compra de votos nas eleições de 2022 e já foram cassados quatro vezes pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR).

Nos bastidores, a avaliação é de que Denarium pode ser novamente cassado, desta vez pela instância maior. A relatora do processo, ministra Isabel Gallotti, já apresentou voto favorável à cassação, e há expectativa de que outros ministros sigam o mesmo entendimento. 

Nunes Marques pode ‘salvar’ Denarium 

Por outro lado, Denarium pode ser beneficiado mais uma vez com o adiamento do julgamento. Circula nos bastidores que o ministro Kássio Nunes Marques pode pedir vistas do processo, o que suspenderia o julgamento. Caso se confirme, será o segundo pedido de vistas no caso. O primeiro partiu do ministro André Mendonça, que manteve Denarium no cargo por mais de 60 dias com o movimento. 

De acordo com o Regimento Interno do TSE, o pedido de vistas tem prazo de 30 dias, prorrogável por mais 30. Na prática, porém, movimentações internas e a agenda da Corte costumam alongar ainda mais esse prazo.

Denarium também já havia sido beneficiado anteriormente pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, quando o processo foi retirado de pauta por mais de um ano: foram 378 dias ao todo. 

Compra de votos

As quatro cassações do TRE-RR do governador de Roraima e de seu vice se deram por acusações de compra de votos. De acordo com os processos, Denarium usou programas sociais criados somente em véspera de ano eleitoral para obter vantagens, o que causou desequilíbrio nas eleições de 2022.

O governador distribuiu cestas básicas, cartões com R$ 200 mensais em crédito, reformou casas e enviou R$ 70 milhões para os municípios onde os prefeitos declararam apoio, sob a justificativa de chuvas no interior.

Tanto os programas sociais como o envio de dinheiro para os municípios apresentaram graves falhas. Como por exemplo, o Cesta da Família e o Morar Melhor foram criados fora do prazo legal para que não caracterizasse abuso de poder. É que o governador criou os programas no ano das eleições. No entanto, a criação deveria ocorrer pelo menos até um ano antes.

Já o envio de R$ 70 milhões ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições. Com a aprovação da lei pelos deputados, o governador mandou o dinheiro somente para os municípios afetados pelas chuvas em que os prefeitos declararam apoio a sua reeleição.

As irregularidades resultaram em quatro cassações. Sendo que a última, que aconteceu em novembro de 2024, a Justiça Eleitoral aplicou a penalidade de inelegibilidade ao governador e ao vice.

 

Priscila Rosas, para Portal O Poder

Foto: Montagem

Porto de Tabatinga enfrenta denúncias de esgoto irregular, transporte internacional e falhas sanitárias

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar ações voltadas à regularização da área portuária conhecida como Porto da Feira, em Tabatinga. A Portaria nº 36/2025 foi assinada pelo Procurador da República, Guilherme Diego Rodrigues Leal.

A medida é baseada em uma notícia de fato que aponta possíveis irregularidades no local. Entre os problemas relatados estão a presença de embarcações sem autorização de operação, transporte fluvial de travessia internacional sem autorização, falta de estrutura portuária, despejo de esgoto no rio sem tratamento, circulação de crianças sem controle, falta de fiscalização de produtos vegetais e animais oriundos de outros países, além da ausência de órgãos responsáveis pela organização e monitoramento do espaço.

O Procedimento Administrativo também vai acompanhar o Procedimento de Fiscalização Operacional nº 50300.019028/2025-71, já instaurado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

A portaria determina que o procedimento seja vinculado à 1ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF e publicado oficialmente. O prazo para conclusão é de um ano,  além disso deverão ser cumpridas as diligências definidas no processo.

Da Redação
Foto: Agência Brasil

Com acordo de 5 anos, Dnit contrata empresa de consultoria por R$ 16,8 milhões

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) contratou a empresa Laghi Engenharia Ltda para executar os serviços de consultoria para o levantamento hidrográfico, a supervisão da execução do plano de dragagem e do plano de sinalização náutica, no valor de R$ 16,8 milhões.

A empresa também foi contratada para realizar o monitoramento ambiental do rio Solimões (hn-132), entre as cidades de Tabatinga e Benjamin Constant, no Amazonas. O extrato de contrato nº 691/2025, foi publicado na última quarta-feira, 5.

O documento foi assinado no dia 3 de novembro. A vigência do contrato iniciou dia 5 de novembro e vai até o dia 5 de maio de 2031. Ou seja, a empresa terá 5 anos acordo com o Dnit.

A empresa possui um capital social de R$ 15 milhões e tem por sócios administradores os senhores, José Luis Vidal Laghi e Gilberto Fernando Costa de Oliveira. A Laghi tem por atividade a construção de edifícios.

Confira o extrato do Dnit:

 

Da Redação

Onyx admite ter recebido doação de campanha de investigado pela CPMI

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O ex-ministro da Previdência, Onyx Lorenzoni, admitiu ter recebido R$ 60 mil do empresário Felipe Macedo Gomes como doação a sua campanha ao governo do Rio Grande do Sul em 2022. Gomes é ex-presidente da Amar Clube de Benefícios, uma das entidades investigadas por desvio de dinheiro de aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Onyx Lorenzoni prestou depoimento na quinta-feira, 6, à CPMI do INSS. O ex-ministro, que chefiou a pasta em 2021 e 2022, foi questionado sobre a doação de campanha pelo relator da comissão parlamentar mista de inquérito, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Felipe Macedo Gomes foi convocado para depoimento à CPMI em outubro, mas se recusou a responder às perguntas dos parlamentares.

O relator perguntou qual a relação do depoente com Gomes.

“A Amar Brasil é uma instituição bandida. Arrecadou milhões de reais, e um dos responsáveis pela Amar Brasil é Felipe Macedo Gomes. Onde o senhor entra aqui, ministro? Esse rapaz, que deveria estar preso, depositou R$ 60 mil na sua conta de campanha para governador do Rio Grande do Sul. Não posso deixar de perguntar: esses R$ 60 mil foram vantagem indevida pelo exercício do cargo de ministro da Previdência?”

Onyx admitiu ter recebido a doação do empresário, mas disse que as contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio Grande do Sul.

“Essa relação maliciosa de causa e efeito inexiste. Candidato a governador e a presidente da República não se envolve no processo de arrecadação de campanha. O meu contador tinha uma orientação: em qualquer contribuição referente à minha campanha, verificar em fontes abertas se há qualquer coisa em desabono ao doador. Se houver, devolvemos. Nunca vi esse cidadão (Felipe Macedo Gomes), não sei quem é. Nunca pedi dinheiro para bandido”, afirmou.

O deputado Alfredo Gaspar questionou Onyx Lorenzoni sobre a atuação do filho dele, o advogado Pietro Lorenzoni, junto à União Brasileira de Aposentados da Previdência (Unibap). A entidade também é investigada no esquema que fraudou o INSS.

“Ele virou advogado porque o senhor era o então ministro da Previdência? Houve tráfico de influência através dessa proximidade do senhor com o advogado da Unibap?”, indagou o relator.

Onyx negou.

“Claro que não. Ele (Pietro) tinha sociedade com um escritório em Porto Alegre e outra aqui. Na época em que essas coisas aconteceram, ele não tinha a menor ideia. Não sei quem são as empresas em que ele atua, não sei quem são os contratantes dele e não me cabe isso”, afirmou.

Em resposta a Gaspar, o depoente admitiu ter indicado José Carlos Oliveira (conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira) para sucedê-lo no Ministério do Trabalho e Previdência Social, em 2022. Quando era diretor do INSS, Oliveira assinou acordos de cooperação técnica com entidades investigadas pela Polícia Federal. Onyx disse, no entanto, que a decisão pela nomeação coube ao então presidente da República Jair Bolsonaro.

“Eu tinha mais de um nome. Sugeri esses nomes. E dentre esse nomes, ele (Jair Bolsonaro) achou que o melhor nome era José Carlos Oliveira por todo o histórico: funcionário de carreira, que tinha feito um bom trabalho no INSS. Foi uma escolha técnica. Não teve nenhuma interferência política”, disse.

Durante o depoimento, Onyx criticou alterações feitas pelo Congresso Nacional em duas medidas provisórias. As mudanças flexibilizaram as exigências para a revalidação anual dos descontos associativos de aposentados e pensionistas.

O ex-ministro disse não conhecer dois dos principais investigados pelo esquema de desvio de recursos: o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, apontado como articulador do esquema.

Assédio aos aposentados

As senadoras Leila Barros (PDT-DF) e Eliziane Gama (PSD-MA) cobraram explicações de Onyx Lorenzoni sobre medidas adotadas durante o governo Bolsonaro que, segundo elas, facilitaram irregularidades em acordos e ampliaram o assédio comercial contra aposentados. 

Leila Barros questionou o ex-ministro sobre dispositivo vetado na MP 871/2019, que proibia o uso de dados de beneficiários para fins de marketing e crédito consignado, e sobre o Decreto 10.537, de 2020, que ampliou o número de entidades autorizadas a realizar descontos associativos. 

“Depois de tudo que sabemos hoje, o senhor recomendaria esse veto, diante do tamanho do roubo e da exposição de dados dos aposentados?”, perguntou a senadora. 

Onyx Lorenzoni respondeu que a decisão foi “técnica”, baseada na Lei Geral de Proteção de Dados.

“Não houve erro, porque a matéria já estava contida na legislação vigente”, afirmou o ex-ministro.

Acordos com entidades

Já Eliziane Gama o questionou sobre o papel do Ministério do Trabalho e Previdência nos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com entidades suspeitas, como a Amar Brasil e a Unibap, investigadas pela Polícia Federal. 

“O senhor pode nos assegurar que a responsabilidade seria apenas do INSS?”, perguntou a senadora, lembrando que o Ministério Público Federal havia recomendado a suspensão de algumas dessas entidades. 

Onyx negou qualquer responsabilidade, como ministro, nesses acordos.

“Não há nenhum artigo, nenhum parágrafo, nada que remeta ao Ministério da Previdência. É tudo remetido ao INSS. […] Cabe ao INSS apenas reconhecer se ela está dentro dos critérios que a lei estabelece e que as instruções normativas em vigor do INSS. Se ela cumpre aquelas normas. Se ela cumprir, o INSS é obrigado a dar. Ele não pode escolher não dar”, declarou, dizendo que sua gestão adotou medidas para combater fraudes, mencionando a própria MP 871, o Decreto 10.410, de 2020 e outras instruções normativas.

Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), o INSS foi “tomado por um esquema criminoso” que desviou bilhões de reais de aposentados. Ele defendeu uma investigação rigorosa e punição exemplar para todos os envolvidos, independentemente de posição partidária.

“Fica muito claro que o INSS foi invadido por pessoas que faziam parte desse esquema criminoso que roubou bilhões dos nossos aposentados. E reafirmo aqui que precisamos chegar aos culpados e colocar atrás das grades todos eles”, pontuou o senador.

 

Da Redação, com informações da Agência Senado
Foto: Divulgação